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Preço do frango volta a subir no Brasil, com procura aquecida

Mercado brasileiro de carne de frango registrou preços mais altos tanto para o quilo vivo quanto para os cortes

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de carne de frango registrou preços mais altos tanto para o quilo vivo quanto para os cortes negociados no atacado e na distribuição ao longo da semana. O analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, acredita que esse movimento de avanço nas cotações tende a ser mantido nos próximos dias, com a procura aquecida, tanto no cenário doméstico quanto externo.

Iglesias destaca que os custos de nutrição animal ainda são uma preocupação recorrente neste momento. “O foco está nos preços do farelo de soja, em um ambiente ainda pautado pela escassez de soja e de seus derivados, muito embora a retomada no movimento de alta nos preços do milho também deixe o setor em alerta”, disse.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 5,15 para R$ 5,35, o quilo da coxa seguiu em R$ 5,40 e o quilo da asa avançou de R$ 11,50 para R$ 12,50. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 5,25 para R$ 5,45, o quilo da coxa seguiu em R$ 5,50 e o quilo da asa aumentou de R$ 11,75 para R$ 12,50.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito subiu de R$ 5,25 para R$ 5,45, o quilo da coxa permaneceu em R$ 5,50 e o quilo da asa passou de R$ 11,60 para R$ 12,60. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 5,35 para R$ 5,55, o quilo da coxa continuou em R$ 5,60 e o quilo da asa passou de R$ 11,85 para R$ 12,80.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 94,756 milhões em setembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 23,689 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 70,040 mil toneladas, com média diária de 17,510 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.352,90.

Na comparação com setembro de 2019, houve baixa de 8,84% no valor médio diário, avanço de 9,6% na quantidade média diária e retração de 16,83% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo passou de R$ 3,90 para R$ 4,00. Em São Paulo o quilo vivo aumentou de R$ 3,80 para R$ 4,00.

Na integração catarinense a cotação do frango avançou de R$ 3,10 para R$ 3,25. No oeste do Paraná o preço na integração subiu de R$ 3,60 para R$ 3,75. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo teve elevação de R$ 3,60 para R$ 3,75.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango passou de R$ 3,80 para R$ 3,90. Em Goiás o quilo vivo mudou de R$ 3,85 para R$ 3,95. No Distrito Federal o quilo vivo subiu de R$ 3,85 para R$ 3,95.

Em Pernambuco, o quilo vivo se manteve em R$ 4,65. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,65 e, no Pará, o quilo vivo prosseguiu em R$ 4,75.

Fonte: Agência SAFRAS

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EUA anunciam tarifas de 25% a países que negociarem com Irã

Medida que pode afetar o Brasil, que manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

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Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (12) a imposição, com efeitos imediatos, de uma tarifa de 25% sobre qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã. Medida que pode afetar o Brasil, que de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

Segundo Trump, estes países terão uma tarifa imediata sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos. “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos da América”, anunciou Donald Trump em sua rede social. “Esta ordem é definitiva e irrecorrível”, acrescentou.

Protestos
O anúncio de Trump surge no momento em que o regime de Teerã enfrenta uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos. Entre  domingo (11) e segunda-feira, Teerã registrou também atos pró-regime da República Islâmica e para criticar as manifestações violentas dos últimos dias.

Na segunda-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por terroristas do estrangeiro para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel.

Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes.

Nos últimos dias, o presidente estadunidense tem repetido ameaças de intervenção no Irã. Donald Trump afirmou que tem opções muito fortes, incluindo a via militar, e adiantou ainda que está em contacto com líderes da oposição iranianos.

Fonte: Agência Brasil
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Brasil movimentou quase US$ 3 bilhões em comércio com Irã em 2025

Trump anunciou tarifa de 25% a parceiros comerciais do país persa.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que as vendas brasileiras para Teerã somaram US$ 2,9 bilhões no ano passado, consolidando o Irã como o quinto principal destino das exportações nacionais no Oriente Médio.

Embora ocupe a 31ª posição no ranking geral dos destinos das exportações brasileiras, o Irã aparece atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita na região. No ano passado, as vendas brasileiras ao país superaram as destinadas a mercados como Suíça, África do Sul e Rússia.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O comércio bilateral é fortemente concentrado no agronegócio. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao Irã. Somente o milho representou 67,9% do total, com vendas superiores a US$ 1,9 bilhão, enquanto a soja respondeu por 19,3%, somando cerca de US$ 563 milhões.

Também figuram entre os principais produtos exportados açúcares e itens de confeitaria, farelos de soja para alimentação animal e petróleo.

As importações brasileiras provenientes do Irã, por sua vez, foram bem mais modestas. Em 2025, o Brasil comprou cerca de US$ 84 milhões do país do Oriente Médio, com destaque para adubos e fertilizantes, que corresponderam a aproximadamente 79% do total, além de frutas, nozes, pistaches e uvas secas.

A relação comercial entre os dois países tem apresentado oscilações nos últimos anos. Em 2022, as exportações brasileiras ao Irã atingiram US$ 4,2 bilhões, o maior valor da série recente, antes de recuarem em 2023 e voltarem a crescer em 2024 e 2025. Do lado das importações, os volumes variaram de forma ainda mais acentuada, com quedas expressivas em 2023 e recuperação no ano passado.

Ameaça de Trump

O tema ganhou nova dimensão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira (12) que irá impor tarifas de 25% sobre países que mantiverem relações comerciais com o Irã.

Segundo o republicano, a taxa será aplicada “sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos” por esses países e entraria em vigor imediatamente, embora a Casa Branca ainda não tenha divulgado detalhes formais da medida.

O anúncio acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã.

O governo federal informou que aguarda a publicação da ordem executiva americana para se manifestar oficialmente sobre o tema.

Iniciativas diplomáticas

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

A aproximação comercial entre Brasil e Irã também tem sido acompanhada por iniciativas diplomáticas. Em abril de 2024, o ministro da Agricultura do Irã visitou o Brasil e se reuniu com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Na ocasião, os dois países concordaram com a criação de um comitê agrícola e consultivo bilateral, com o objetivo de agilizar pautas de interesse comum, ampliar o intercâmbio técnico e discutir medidas para facilitar o comércio.

Durante a visita, o governo iraniano também demonstrou interesse em instalar uma empresa de navegação no Brasil, o que poderia reduzir custos logísticos e impulsionar ainda mais o fluxo comercial entre os dois países. Desde agosto de 2023, o Irã integra o Brics, bloco do qual o Brasil é membro fundador.

A possível imposição de tarifas pelos Estados Unidos ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, marcadas por ameaças mútuas, repressão a protestos internos no Irã e declarações recentes de autoridades dos dois países sobre a possibilidade de negociações, sem descartar um agravamento do conflito.

Fonte: Agência Brasil
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Importações de trigo atingem maior volume desde 2013 e pressionam preços internos

Entrada recorde do cereal em 2025, impulsionada por preços externos baixos, reduz a presença compradora no mercado doméstico e leva à queda do valor pago ao produtor, aponta o Cepea.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que as importações brasileiras de trigo atingiram, em 2025, os maiores volumes desde 2013, impulsionadas pelos baixos preços externos e pela ampla oferta do cereal em termos mundiais.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Em dezembro, chegaram aos portos nacionais 698,74 mil toneladas de trigo, a segunda maior quantidade do ano (abaixo apenas da de janeiro, de 717 mil toneladas) e a maior para o mês de dezembro desde 2016. No acumulado de 2025, as importações somaram 6,894 milhões de toneladas do cereal, 3,7% a mais que em 2024.

Com estoques domésticos confortáveis, pesquisadores do Cepea explicam que empresas domésticas iniciam 2026 sem uma forte presença no mercado interno.

Diante da retração compradora, o preço pago ao produtor caiu na semana passada na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Já no mercado de lotes, as cotações subiram (com exceção do Paraná), refletindo o recuo dos vendedores, que aguardam valores mais atrativos com o avanço da entressafra.

Fonte: Assessoria Cepea
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