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Preço do frango cede no Brasil em junho, mesmo com boa demanda
Expectativa para o segundo semestre é de bons volumes na exportação, especialmente para o mercado chinês

A avicultura de corte se aproxima do final de junho amargando queda nas cotações do quilo vivo, mesmo com o indicativo de uma boa demanda ao longo do mês. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, apesar da baixa nas cotações a margem do setor seguiu positiva em junho, por conta dos custos mais controlados.
A expectativa para o segundo semestre é de bons volumes na exportação, especialmente para o mercado chinês, em decorrência do surto de peste suína africana que dizimou boa parte do rebanho do país.
De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram algumas mudanças para os cortes congelados de frango ao longo do mês. O quilo do peito no atacado subiu de R$ 5,80 para R$ 5,85 e o quilo da coxa de R$ 4,80 para R$ 4,95. O quilo da asa baixou de R$ 7,25 para R$ 7,20. Na distribuição, o quilo do peito recuou de R$ 6 para R$ 5,95, o quilo da coxa avançou de R$ 4,90 para R$ 5,05 e o quilo da asa caiu de R$ 7,45 para R$ 7,30.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de algumas mudanças ao longo de junho. No atacado, o preço do quilo do peito subiu de R$ 5,90 para R$ 5,95 e o quilo da coxa de R$ 4,92 para R$ 5,07. Já o quilo da asa retrocedeu de R$ 7,33 para R$ 7,28. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve queda de R$ 6,10 para R$ 6,05, o quilo da coxa passou de R$ 5,02 para R$ 5,17 e o quilo da asa baixou de R$ 7,53 para R$ 7,38.
As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 431,9 milhões em junho (14 dias úteis), com média diária de US$ 30,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 267,3 mil toneladas, com média diária de 19,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.615,90.
Na comparação com maio, houve alta de 13,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 19,5% na quantidade média diária exportada e baixa de 4,7% no preço. Na comparação com junho de 2018, houve alta de 96,6% no valor médio diário, ganho de 81,0% na quantidade média diária e alta de 8,6% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo baixou de R$ 3,50 para R$ 3,40. Em São Paulo o quilo vivo caiu de R$ 3,60 para R$ 3,45.
Na integração catarinense a cotação do frango subiu de R$ 2,35 para R$ 2,50. No oeste do Paraná o preço caiu de em R$ 3,11 para R$ 3,10 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo se manteve em R$ 3,10.
No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango baixou de R$ 3,45 para R$ 3,35. Em Goiás o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,45 para R$ 3,35. No Distrito Federal o quilo vivo recuou de R$ 3,50 para R$ 3,40.
Em Pernambuco, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,55. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,55 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,65.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



