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Preço de venda de suínos entra em junho com novo patamar

Dados de abate oficiais do primeiro trimestre e extraoficiais de abril e maio indicam, na média, pequeno crescimento da produção (menos de 3%) que, aliado a uma pequena elevação das exportações em relação ao ano passado, demonstram que a disponibilidade interna de carne suína se mantém estável.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado ajustado e a estabilidade na produção de suínos finalmente começam a resultar em melhores preços pagos ao produtor. Dados de abate oficiais do primeiro trimestre e extraoficiais de abril e maio (gráfico 1) indicando, na média, pequeno crescimento da produção (menos de 3%) que, aliado a uma pequena elevação das exportações em relação ao ano passado (tabela 2), demonstram que a disponibilidade interna de carne suína se mantém estável.

Gráfico 1 – Crescimento percentual mensal do abate de Suínos (cabeças) em 2024, mês a mês, de janeiro a maio, comparado com 2023. Elaborado pelo MBagro, com dados oficiais de janeiro a março (IBGE) e extraoficiais de abril e maio (SIF e MBagro).

Tabela 1 – Volumes exportados de carne suína brasileira in natura (em toneladas), mês a mês, em 2021, 2022, 2023 e 2024 e comparativo percentual de 2024 (de janeiro a maio) com o mesmo período do ano passado. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

 

As cotações do suíno vivo para abate vinham mais ou menos na mesma linha de estabilidade, com pequenas oscilações de demanda ao longo do mês, incluindo a tendência de alta nas primeiras semanas em função da entrada dos salários. Este comportamento das cotações do suíno vivo mudou em junho, podendo ser evidenciado pelos preços da Bolsa de suínos de Belo Horizonte (BSEMG) ao longo do ano, como mostra a tabela 2, a seguir.

Tabela 2 – Preço da Bolsa de suínos Belo Horizonte (BSEMG) em cada semana do ano de 2024 (R$/kg vivo). Na legenda (cores) é possível verificar o destaque para alguns movimentos relevantes do mercado de suíno vivo. Elaborado por Iuri Pinheiro Machado com dados da BSEMG.

Em resumo, analisando a tabela 2, com as cotações da BSEMG ultrapassando a barreira de R$ 7,00; bolsa em acordo (fechada) por várias semanas consecutivas, se mantendo em alta até a última semana de comercialização do mês, são indicativos suficientes para afirmar que o preço do suíno em junho mudou de patamar, para melhor. Este mesmo comportamento, de subida nas cotações pode ser observado no preço da carcaça suína em São Paulo, em junho (gráfico 2).

Gráfico 2 – Cotação da carcaça especial suína em São Paulo (SP), nos últimos 6 meses. Dados de junho/2024 até dia 21/06. Fonte: Cepea

Por outro lado, a carne bovina, com volumes de abate superiores aos do ano passado (gráfico 3), apresenta viés de queda nas cotações em junho (gráfico 4)

Gráfico 3 – Crescimento percentual mensal do abate de Bovinos (cabeças) em 2024, mês a mês, de janeiro a maio, comparado com 2023. Elaborado pelo MBagro, com dados oficiais de janeiro a março (IBGE) e extraoficiais de abril e maio (SIF e MBagro).

Gráfico 4 – Cotação do Boi gordo Cepea/B3, em arroba, nos últimos seis meses. Dados de junho/2024 até dia 21/06. Fonte: Cepea.

Este comportamento antagônico entre a carne bovina e suína em junho determinou, pelo menos até o dia 21, uma aproximação dos preços das duas carcaças (redução do spread), conforme apresentado na tabela 3, a seguir. O quilograma de carcaça bovina que chegou a valer mais que o dobro da carcaça especial suína em 2021 e 2022, em junho deste ano está com diferença próxima a 40% apenas.

Tabela 3 – Spread em porcento (R$/kg de carcaça) do boi em relação ao suíno e do suíno em relação ao frango resfriado em São Paulo em 2021, 2022, 2023 e de janeiro a junho de 2024. Elaborado por Iuri Pinheiro Machado com dados do Cepea.

Segundo o Cepea a diferença entre o preço da carcaça especial suína e o da carcaça casada bovina em junho/24 é a menor desde novembro/20, na ocasião o kg da carcaça suína ultrapassou os 13 reais.

Esta redução do spread entre as duas proteínas reforça a situação de relativa escassez de carne suína no mercado neste momento, mas pode ser um limitante para maiores altas desta proteína nas próximas semanas, se o boi não voltar a subir significativamente.

Em relação às exportações de carne suína in natura, o mês de maio manteve a tendência de queda de embarques para a China que, no acumulado do ano reduziu em quase 40% as importações da nossa carne suína, quando comparado com o mesmo período do ano passado (tabela 4). Assim, o gigante asiático, que já comprou mais da metade de nossas exportações, na soma dos primeiros cinco meses de 2024 representou somente 23,5%.

Por outro lado, as Filipinas se consolidam como o segundo maior comprador do Brasil (tabelas 5 e 6) e o México, um dos maiores importadores de carne suína do mundo, pelo segundo mês consecutivo, volta a comprar volumes expressivos de nossa carne, depois de uma suspenção de praticamente quatro meses (gráfico 5), determinada pela justiça daquele país, em função de pressão dos suinocultores mexicanos.

Tabela 4 – Volumes exportados totais e para a China de carne suína brasileira in natura (em toneladas), mês a mês, em 2021, 2022, 2023 e 2024 (de janeiro a maio) e comparativo percentual de 2024 (em destaque) com o mesmo período do ano passado. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Tabela 5 – Principais destinos da carne suína brasileira in natura exportada entre Janeiro e maio de 2024, comparado com o mesmo período de 2023, com valor em dólar (FOB). Ordem estabelecida sobre volumes de 2024. Elaborado por Iuri P. Machado com dados da Secex

Tabela 6 – Principais destinos da carne suína brasileira in natura exportada em maio de 2024, com valor em dólar (FOB). Elaborado por Iuri P. Machado com dados da Secex

Gráfico 5 – Exportação mensal de carne suína brasileira in natura para o México, em 2023 e 2024, em toneladas. Destaque para os volumes totais exportados ano passado e percentual sobre o total e a suspensão dos embarques em dezembro/23, com retomada em abril. Elaborado por Iuri Pinheiro Machado com dados da Secex.

Colheita da segunda safra avança e cotações de milho se mantém em queda

Segundo o MBagro a colheita do milho safrinha no Centro-Sul do Brasil já acumula 9,1% da área colhida até dia 14 de junho, cerca de 3 pontos percentuais acima da média histórica, sendo que o Mato Grosso colheu até o momento cerca de 14% de suas áreas de safrinha. Ainda segundo o MBagro, os EUA já terminaram o plantio da safra de milho está nos estágios iniciais de desenvolvimento vegetativo e até o dia 16 de junho apresenta as melhores condições de cultivo dos últimos 4 anos, com 72% das áreas sob boas ou excelentes condições de desenvolvimento.

A Conab divulgou dia 13 de junho o nono levantamento da safra 2023/24 que, novamente, trouxe um aumento na previsão de volume de milho a ser colhido, em mais 2,5 milhões de toneladas, totalizando 114,1 milhões de toneladas a serem colhidas (tabela 7), sendo que, ainda segundo a Conab, deste total, pouco mais de 88 milhões de toneladas devem ser produzidas nesta segunda safra.

Tabela 7 – Balanço de oferta e demanda de MILHO no Brasil (em mil toneladas). Dados da safra 2022/23 atualizados em 13/06/24, sendo estoque final estimado para 31/01. Fonte: Conab

Com alta disponibilidade de milho estocado ou a ser colhido no Brasil e com a safra estadunidense se estabelecendo bem, as cotações do grão apresentaram ligeira queda em junho, até o momento (gráfico 6).

Gráfico 6 – Preço do milho (R$/SC 60kg) em Campinas (SP), nos últimos 24 meses, até dia 21/06/24. Fonte: Cepea.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, comemora: “Finalmente o preço do suíno vivo ultrapassou por mais de duas semanas a barreira dos R$ 7 em Mina Gerais, uma tendência de alta que se observa também nas demais praças relevantes da suinocultura. A redução da diferença de preço entre a carcaça suína e bovina dá mostras de que, mesmo com a diminuição da competitividade em preço, a demanda por carne suína tem ultrapassado a oferta e sustentado os preços. Além disso, a alta oferta doméstica e mundial de milho e a aproximação do segundo semestre, que tradicionalmente incrementa a procura por carne suína, deixa o setor mais otimista para os próximos meses”, ressalta Lopes

Fonte: Assessoria ABCS

Suínos

Suíno vivo tem variações mistas nos principais estados

Levantamento do Cepea mostra alta diária apenas em Minas Gerais, enquanto demais praças registram quedas. No mês, todos os estados acumulam recuo.

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O Indicador do Suíno Vivo do Cepea/Esalq registrou variações mistas nos principais estados produtores nesta segunda-feira (23).

Em Minas Gerais (posto), o valor ficou em R$ 6,77/kg, com alta diária de 0,15%. No acumulado do mês, porém, há recuo de 4,38%.

No Paraná (a retirar), o preço foi de R$ 6,59/kg, com queda de 0,75% no dia e retração de 2,95% em fevereiro. No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação fechou em R$ 6,61/kg, recuo diário de 1,93% e baixa mensal de 2,22%.

Em Santa Catarina (a retirar), o suíno vivo foi negociado a R$ 6,58/kg, com leve queda de 0,15% no dia e variação negativa de 1,94% no mês.

Já em São Paulo (posto), o indicador marcou R$ 6,86/kg, com recuo diário de 0,15% e desvalorização acumulada de 3,24% no mês.

Os dados são do Cepea.

Fonte: Assessoria Cepea
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Liderança e ambiente de trabalho são apontados como diferenciais na suinocultura paranaense

Consultor Dirceu Zotti defende que retenção de mão de obra depende de postura, capacitação e organização dos processos.

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Ajustes no dia a dia, organização dos processos e postura das lideranças podem transformar o ambiente de trabalho nas propriedades envolvidas com a suinocultura no Paraná. Esse foi o tema da primeira reunião da Comissão Técnica (CT) de Suinocultura do Sistema Faep, realizada na segunda-feira (23).

“A suinocultura é uma potência do Paraná e tem papel fundamental na geração de renda e no desenvolvimento regional. Precisamos avançar em eficiência, mas também em gestão e valorização das pessoas, garantindo que o crescimento da atividade seja sustentável para toda a cadeia”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “A discussão sobre gestão de pessoas e organização das granjas é estratégica para o fortalecimento da atividade no Estado”, complementa.

Durante a reunião, o consultor Dirceu Zotti, da DZ Consultoria, fez uma palestra sobre “Gestão de pessoas na suinocultura”. Com décadas de experiência na área do cooperativismo, Zotti abordou a realidade dos recursos humanos nas granjas brasileiras e os caminhos para fortalecer a retenção e o desenvolvimento de equipes.

“Nunca vamos ter um apagão de mão de obra nas granjas, sempre teremos pessoas disponíveis. A principal oportunidade está em mudar a abordagem e pensar no que podemos fazer dentro da granja para que as pessoas queiram ficar na equipe”, destaca o consultor.

Zotti afirma que as principais mudanças estão “da porteira para dentro”, principalmente quando envolvem projetos modernos, alinhados ao bem-estar animal e com alto nível de automação.

“Um colaborador motivado é reflexo das atitudes, das políticas, dos treinamentos e das oportunidades oferecidas pela granja. Tudo o que acontece as pessoas estão olhando, e os grandes responsáveis somos nós”, destacou. “Salário não segura pessoas. Investimentos em capacitação, reuniões de rotina, boa alimentação, estrutura adequada, remuneração justa, premiação por resultados, ambiente agradável e liderança presente são medidas essenciais”, acrescenta.

Entre os desafios na gestão de pessoas, Zotti cita a necessidade de adequar funções aos perfis, lidar com a falta de iniciativa, manter as equipes motivadas e comprometidas e compreender as características da geração Z. Ao abordar a otimização da mão de obra, o consultor explicou que o conceito envolve reduzir excessos e priorizar tarefas críticas e inegociáveis, com equipes altamente comprometidas e gestão democrática e participativa. Segundo ele, o desenho dos projetos e as condições oferecidas influenciam diretamente na retenção e no desempenho das pessoas. “Pessoas são a solução”, conclui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Suínos

Produção de carne suína avança e reforça novo ciclo de expansão no setor

Crescimento no volume abatido e o aumento no peso médio das carcaças indicam consolidação da oferta, mesmo diante da pressão recente sobre os preços pagos ao produtor.

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O IBGE publicou, no último dia 12, dados preliminares de abate do quarto trimestre de 2025, confirmando o crescimento da produção das três proteínas no ano passado em relação a 2024. No abate de suínos, com aumento de 3,39% em cabeças e 4,46% em toneladas de carcaças (tabela 1) no acumulado do ano de 2025, fica evidente a retomada do crescimento da produção de forma consistente. Mesmo em um ano em que um dos destaques foi o incremento significativo do peso médio das carcaças (93,07kg contra 92,11kg de 2024), chama a atenção, no mês dezembro/25, o menor peso do período (90,23kg), indicando haver relativa baixa retenção de animais nas granjas na virada do ano.

Tabela 1. Abate brasileiro MENSAL de suínos, 2024 e 2025, em cabeças e toneladas de carcaças (total e peso médio em kg) e diferença em relação ao mesmo mês anterior. *Dados de julho a setembro de 2024 preliminares Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE.

Esta presumida baixa retenção de animais nas granjas no mês de dezembro/25 não resultou em sustentação dos preços pagos ao produtor no início de 2026. Outros fatores, como a queda sazonal da demanda interna e de exportação, típica de início de ano, e os estoques remanescentes de 2025 resultaram em queda dos preços das carcaças e do animal vivo em todas as praças do Brasil (gráficos 1 e 2), o que parece ter se agravado com o “efeito manada”, quando muitos produtores tentam antecipar as vendas para fugir de preços mais baixos, mas, com maior oferta, acabam acelerando a queda das cotações. Além disso, a carne de frango também apresentou queda expressiva nas cotações desde a virada do ano, o que acaba reduzindo a competitividade da carne suína no varejo (gráfico 3).

Gráfico 1. Indicador CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL – CEPEA/ESALQ (R$/kg) em São Paulo/SP, mensal, nos últimos 12 meses. Média de fevereiro/26 até dia 18/02/2026. Fonte: CEPEA

Gráfico 2. Indicador SUÍNO VIVO – CEPEA/ESALQ (R$/kg) em MG, PR, RS, SC e SP, mensal, de março/25 a 18 de fevereiro de 2026. Fonte: CEPEA

Gráfico 3. Cotação média mensal do FRANGO RESFRIADO em São Paulo (SP), em R$/kg de carcaça, nos últimos seis meses. Média de fevereiro até dia 18/02/2026. Fonte: CEPEA

No último boletim, de janeiro/26, já havíamos demonstrado o crescimento expressivo das exportações de carne suína in natura no ano de 2025, com incremento de quase 12% em relação a 2024. Conforme a tabela 2, a seguir, as três proteínas tiveram, em 2025, crescimento na produção, exportação e disponibilidade interna.

Tabela 2. Produção brasileira, exportação (in natura) e disponibilidade interna mensal, em toneladas de carcaças, das três proteínas de janeiro a dezembro de 2025 e diferença do total acumulado em relação a 2024 *Dados de produção de outubro a dezembro de 2025 preliminares Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE e da Secex.

A propósito das exportações de carne suína, o ano de 2026 começou bem, com o mês de janeiro/26 totalizando mais de 100 mil toneladas de carne suína in natura embarcada, um crescimento de 14,2% em relação a janeiro de 2025, com aumento expressivo dos embarques para Filipinas e Japão e China confirmando sua trajetória de queda (tabela 3).

Tabela 3. Principais destinos da carne suína brasileira in natura exportada em janeiro de 2026, comparado com janeiro de 2025. Ordem dos países estabelecida sobre volumes de 2026. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Sobre a carne bovina, que dentre as 3 proteínas teve no ano passado o maior crescimento percentual de produção e exportação, o que se observou ao longo do ano de 2025 foi uma relativa estabilidade nas cotações do boi gordo (gráfico 4).

Gráfico 4. Indicador mensal do BOI GORDO CEPEA/ESALQ (R$/@) no estado de São Paulo, nos últimos 2 anos, com destaque para a maior cotação do período (até o momento) que foi em novembro/24 Média de fevereiro/26 até dia 18/02/2026. Fonte: CEPEA

Porém, a tão esperada virada do ciclo pecuário, com redução de abate e alta do preço deve ocorrer em 2026 e já mostra sinais no gradativo aumento das cotações do boi gordo nas últimas semanas (gráfico 5), quando a arroba subiu mais de 20 reais em poucos dias.

Gráfico 5. Indicador DIÁRIO do BOI GORDO CEPEA/ESALQ (R$/@) no estado de São Paulo, nos últimos 30 dias úteis (até 18/02/26). Fonte: CEPEA

Para 2026 o mercado de carne bovina será um importante fator de equilíbrio, justamente porque é a única proteína que deve ter retração na produção, reduzindo a oferta no mercado doméstico e, consequentemente, determinando preços maiores que no ano passado, o que deve contribuir para sustentar os preços da carne suína. Entretanto, existe um alerta para as exportações de carne bovina que têm a China como destino de mais da metade dos embarques e que estabeleceu, para 2026, uma cota de 1,1 milhão de toneladas que, quando ultrapassada, terá uma sobretaxa de 55%, inviabilizando as exportações para aquele mercado que comprou em torno de 1,7 milhão de toneladas no ano passado. Esta situação pode determinar uma redução das exportações de carne bovina brasileira e, consequentemente, uma maior oferta no mercado doméstico a partir da metade do ano. Alguns analistas também apontam esta alta momentânea da cotação do boi gordo justamente por causa desta cota estabelecida pela China, o que fez com que os frigoríficos exportadores antecipassem o abate para aproveitá-la antes que se esgote.

Sobre a rentabilidade da suinocultura, mesmo com o milho e o farelo de soja com preços relativamente estáveis, fica evidente uma queda na relação de troca do suíno com estes insumos (gráfico 6), obviamente agravada pelo recuo significativo das cotações do suíno. Mesmo antes de acabar fevereiro já é possível afirmar que a relação de troca caiu pelo quinto mês consecutivo. Este quadro, na maioria dos casos, ainda não determina prejuízo na atividade, mas acende uma luz de alerta no setor.

Gráfico 6. Relação de troca SUÍNO : MIX milho + farelo de soja (R$/kg) em São Paulo, de janeiro/24 a fevereiro/26. Relação de troca considerada ideal, acima de 5,00 Composição do MIX: para cada quilograma de MIX, 740g de milho e 260g de farelo de soja. Média de fevereiro de 2026 até dia 18/02/2026. Elaborado por Iuri P. Machado com dados do CEPEA – preços estado de São Paulo

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o movimento de baixa das cotações do suíno vivo e das carcaças dá sinais de que está no fim, com preços estabilizando em meados de fevereiro. “É fato que a suinocultura brasileira retomou o crescimento da produção e o aumento das exportações já não é suficiente para enxugar o mercado. A concorrência com as outras carnes se tornam um fator muito importante neste contexto, sendo que o mercado de carne bovina, com a esperada virada de ciclo pecuário, pode ser o fiel da balança para sustentar os preços do suíno em patamar que permita manter margens financeiras positivas, mesmo com maior oferta de carne suína no mercado doméstico ao longo de 2026”, conclui.

Fonte: Assessoria ABCS
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