Conectado com

Peixes

Preço da tilápia dispara em outubro com oferta limitada e alta nas exportações

Falta de alevinos e temperaturas mais amenas reduziram a produção, impulsionando cotações no Paraná. Exportações cresceram 130% no mês, retomando volumes do início de 2025.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

As cotações da tilápia tiveram fortes altas em outubro. Pesquisadores do Cepea indicam que o impulso veio da oferta bastante reduzida, por conta da falta de alevinos para o repovoamento.

Além disso, as temperaturas mais amenas deste ano também reforçaram a menor disponibilidade de tilápia. No Norte do Paraná, a cotação média foi de R$ 9,19/kg em outubro, alta intensa de 7,79% em relação à do mês anterior.

No Oeste do Paraná, o preço da tilápia subiu expressivos 11,88% no mesmo comparativo, a R$ 8,31/kg. No front externo, as exportações de tilápia cresceram em outubro, voltando aos volumes registrados em janeiro de 2025.

Segundo dados da Secex, os embarques somaram 1.602 toneladas em outubro, elevação expressiva de 130,4% em relação ao mês anterior, mas ainda 6,9% abaixo do registrado em outubro/24.

Fonte: Assessoria Cepea

Peixes

Piscicultura ganha protagonismo no Show Rural Coopavel com inovação e integração

Espaço dedicado à atividade apresenta tecnologias, fortalece o modelo integrado da Coopavel e projeta avanços em automação, produção de juvenis e exportação de peixes.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Show Rural

A 38ª edição do Show Rural Coopavel dedica um espaço especial à piscicultura, evidenciando o crescimento e as inovações desse segmento para a produção de proteínas. Em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, após o mirante do evento, produtores integrados da Coopavel, bem como interessados no setor, podem explorar o modelo de integração do Frigorífico de Peixes da cooperativa, o Fripeixe.

O local serve como vitrine para uma vasta gama de equipamentos à piscicultura moderna, incluindo aeradores, silos para ração e alimentadores automáticos, todos projetados para otimizar a criação. Além disso, soluções tecnológicas como geradores de energia são apresentadas, sublinhando sua importância para a segurança e estabilidade da produção aquícola. Um tanque escavado em escala reduzida oferece demonstrações práticas, atraindo visitantes que buscam conhecimento e também um registro visual do evento.

Foto: Divulgação/Show Rural

O médico-veterinário Paulo César Dias Alves, gerente do Fripeixe, destaca a presença de empresas parceiras que mostram os benefícios de vacinas e probióticos, tecnologias que contribuem diretamente para a sanidade, o desempenho zootécnico e a sustentabilidade da atividade.

Coopavel inova na produção de juvenis

A Coopavel dá um passo significativo na cadeia da piscicultura ao iniciar a produção de seus próprios juvenis. “Atualmente, produzimos os próprios juvenis, com dois integrados dedicados a essa etapa. Compramos o alevino com cerca de meio grama e eles permanecem nessas unidades até atingir de 20 a 40 gramas, momento em que são transferidos para outros integrados para a fase de engorda e abate”, explica Paulo.

Essa estratégia não apenas reduz os custos de produção, mas também garante um peixe com maior qualidade para os produtores da fase final. “Entregamos um peixe mais uniforme e saudável, minimizando problemas até o abate”, complementa Alves. Para apoiar essa nova fase, a equipe de campo do Fripeixe conta com um supervisor de integração e três técnicos, um deles exclusivamente dedicado ao acompanhamento da produção de juvenis, desde o recebimento do alevino até a despesca e transporte.

Automação e Exportação

Com pouco mais de um ano em operação, o Frigorífico de Peixes Coopavel já demonstra um grande potencial. Atualmente, a unidade está instalando novos equipamentos para automatizar e otimizar seus processos, visando a aumentar a capacidade de abate. O próximo grande objetivo é a obtenção da liberação do SIF (Serviço de Inspeção Federal). “Atualmente, operamos sob o SISBI, que nos permite comercializar em todo o território nacional. Com a chancela do SIF, poderemos buscar a exportação, abrindo novas fronteiras para nossos produtos”, revela Paulo.

Com essa expansão planejada, a Coopavel está ativamente buscando mais produtores interessados em integrar o sistema e abrir novas áreas para a piscicultura. “Queremos que nossos cooperados compreendam que a proteína do peixe também é rentável”, pontua o supervisor da área de Fomento da Coopavel, Rodrigo Alcadio Bernardini. A área de piscicultura no Show Rural Coopavel reforça o compromisso da cooperativa em oferecer oportunidades de negócio, tecnologia e conhecimento, consolidando o agronegócio paranaense como um polo de inovação e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Assessoria Show Rural
Continue Lendo

Peixes

Brasil retoma Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca após 16 anos

Evento busca fortalecer políticas públicas com foco em sustentabilidade, participação social e continuidade institucional no setor.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Após 16 anos, o Brasil retoma a realização da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, que chega à sua 4ª edição, prevista para este ano. Com o tema “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”, a Conferência será um amplo processo de participação social voltado ao debate sobre o presente e o futuro do setor aquícola e pesqueiro no país.

A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ª CNAP) está estruturada sobre três pilares fundamentais: a sustentabilidade, como base do desenvolvimento econômico, social e ambiental; a participação social, como princípio estruturante da construção das políticas públicas; e a continuidade institucional, assegurando que as propostas construídas ao longo do processo se consolidem como políticas de Estado, protegidas de descontinuidades e retrocessos.

O processo foi deflagrado a partir da mobilização de pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais, pesquisadores e demais atores envolvidos na aquicultura e na pesca, sob a coordenação do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Etapas da Conferência

A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca será realizada em diferentes etapas, garantindo ampla participação em todo o território nacional e respeitando a diversidade regional e setorial:

Conferências Livres e Temáticas: de 13 de abril a 3 de julho;
Conferências Estaduais e Distrital: de 13 de abril a 3 de julho;
Etapa Virtual: de 3 de junho a 3 de julho;
Etapa Nacional Presencial: de 11 a 13 de novembro, em Brasília (DF).

Todo o processo contará com o apoio do CONAPE, por meio da Comissão Organizadora Nacional, e com a participação das diferentes áreas do MPA, por meio da Comissão Executiva Nacional, coordenada por Paulo Faria, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MPA.

Retomada histórica e fortalecimento da participação social

A realização da Conferência se insere em um contexto de retomada e fortalecimento da participação social no Brasil, princípio consagrado pela Constituição Federal de 1988. A última edição ocorreu em 2009 e, desde então, o setor passou por profundas transformações.

A realização da 4ª Conferência marca a retomada desse espaço de construção coletiva e reafirma a participação social como elemento central para o fortalecimento das políticas públicas.

Segundo o coordenador da Comissão Executiva Nacional, Paulo Faria, a Conferência cumpre um papel estratégico na articulação entre governo e sociedade civil. “A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca será um espaço de diálogo e pactuação, construído a partir das demandas históricas dos diferentes segmentos da cadeia produtiva do pescado”, afirma.

Ao longo do processo, serão debatidos temas relacionados à gestão, ao ordenamento e à governança participativa; à valorização da pesca artesanal, dos povos e das comunidades tradicionais; ao desenvolvimento sustentável da aquicultura; à infraestrutura, à agregação de valor e à abertura de mercados; bem como ao conhecimento tradicional, à formação técnica, à extensão, à pesquisa e à inovação.

Também estarão em pauta a equidade de gênero e a valorização das mulheres, a sustentabilidade, a justiça climática e a adaptação às emergências climáticas, além do fortalecimento institucional, com garantia de continuidade das políticas públicas.

O pesquisador Dárlio Inácio, integrante do CONAPE, destaca o protagonismo dos atores diretamente envolvidos no setor. “Pescadores, aquicultores e trabalhadores da cadeia produtiva serão protagonistas em todas as etapas do processo. São essas pessoas que conhecem profundamente suas realidades e demandas. A Conferência permitirá que essas propostas sejam organizadas, sistematizadas e apresentadas ao governo, com a possibilidade de acompanhamento de sua execução ao longo do tempo”, ressalta.

Para a pescadora artesanal Maria José, membra do CONAPE e também da Comissão Organizadora, a 4ª Conferência representa um espaço fundamental de escuta e articulação. “É o momento em que governo e sociedade civil constroem juntos políticas públicas mais eficazes e sustentáveis, fortalecendo todo o segmento da aquicultura e da pesca no Brasil”, conclui.

Fonte: Assessoria MPA
Continue Lendo

Peixes

Queda de energia provoca morte de 15 mil tilápias no interior do Paraná

Produtor estima perda de 50% da produção após interrupção no fornecimento elétrico comprometer sistema de oxigenação.

Publicado em

em

Foto: Reprodução

A instabilidade no fornecimento de energia elétrica resultou na morte de milhares de tilápias em uma propriedade rural localizada na Linha Morenão, distrito de Moreninha, interior de Santa Helena. O piscicultor Vilson Weiznmann relata que a interrupção no serviço comprometeu o funcionamento dos sistemas de oxigenação do reservatório, onde estavam mais de 15 mil peixes em idade de comercialização. Sem aeração adequada, os animais morreram por asfixia.

Segundo o produtor, as quedas de energia têm sido recorrentes na região. Ele afirma que, além da interrupção, houve demora no restabelecimento do serviço, o que agravou as perdas. O prejuízo estimado é de aproximadamente 50% da produção, índice superior às perdas consideradas normais na atividade.

Imagens feitas na propriedade mostram a superfície do açude coberta por peixes mortos.

Posicionamento da Copel

Em nota à imprensa, a Copel informou que às 05h12 de terça-feira (10) equipes de campo restabeleceram a energia de 1.614 unidades consumidoras no município de Santa Helena. A companhia afirmou que o rompimento de cabos compactos na saída da subestação, por ação externa à rede elétrica, com causa específica ainda em investigação pela equipe técnica, provocou a interrupção no fornecimento das 21h49 até a conclusão dos serviços.

A empresa informou ainda que as equipes trabalharam durante a madrugada na recomposição da rede até o religamento completo dos clientes.

Fonte: O Presente Rural com informações do Correio do Lago
Continue Lendo