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Preço da carne suína reage, mas medidas restritivas podem limitar avanço nos próximos dias

Para os próximos dias, porém, pesquisadores do Cepea indicam que a expectativa do setor é de queda nos valores da carne

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Após consecutivos recuos na primeira quinzena de fevereiro, os preços da carne suína reagiram no final daquele mês, movimento que continuou sendo observado nos primeiros dias de março.

Para os próximos dias, porém, pesquisadores do Cepea indicam que a expectativa do setor é de queda nos valores da carne, fundamentada nas medidas de restrições mais rígidas adotadas em diversas regiões do País, na tentativa de conter a pandemia de covid-19, e que deve limitar a comercialização da proteína.

Quanto às exportações de carne suína in natura, na primeira semana de março, estiveram aquecidas. Segundo dados parciais da Secex, nos cinco primeiros dias úteis do mês, o Brasil embarcou 4,2 mil toneladas/dia, aumento de 6,4% frente à média de fevereiro, mês em que o ritmo dos embarques já esteve acima dos anteriores.

O avanço nos embarques tem sido atribuído à retomada das compras por parte da China, que havia interrompido em janeiro parte de seus pedidos.

Fonte: Cepea

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Tecnologias sustentáveis já estão presentes em 3,6 milhões de propriedades rurais no Brasil

Agricultura de Baixa Emissão de Carbono alcança 65 milhões de hectares e já entregou quase 205 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em benefícios climáticos.

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Foto: Pixabay

As tecnologias associadas à Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) já fazem parte da realidade de 3,61 milhões de estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados são da Plataforma ABC+, ferramenta de monitoramento do Plano ABC+, que contabiliza cerca de 65 milhões de hectares sob sistemas produtivos sustentáveis em todo o país.

O número equivale a aproximadamente 71% dos 5,07 milhões de estabelecimentos agropecuários identificados pelo último Censo Agropecuário do IBGE, realizado em 2017.

Fotos: Shutterstock

Criado para estimular práticas que conciliam aumento de produtividade, adaptação às mudanças climáticas e conservação ambiental, o Plano ABC+ estabeleceu como meta expandir a adoção dessas tecnologias para 72,68 milhões de hectares até 2030. Com os atuais 65 milhões de hectares monitorados, o país já se aproxima desse objetivo.

Além da expansão da área, os resultados também aparecem na redução das emissões. Segundo a Plataforma ABC+, as tecnologias adotadas já proporcionaram benefícios climáticos equivalentes a 204,87 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, o que representa 19,65% da meta total prevista pelo programa para 2030.

O objetivo do plano é alcançar aproximadamente 1,04 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente em benefícios climáticos até o final da década.

Sustentabilidade e competitividade

Para o engenheiro agrônomo e especialista em gestão do agronegócio Hugo Centurion, a sustentabilidade passou a ocupar um papel estratégico dentro da produção agropecuária. “A sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência ambiental e passou a ser um fator de competitividade para o agro brasileiro. O produtor que investe em tecnologias mais eficientes consegue produzir mais, utilizar melhor os recursos naturais e atender às demandas de mercados cada vez mais atentos à origem dos alimentos”, afirma.

Segundo ele, o crescimento da adoção dessas tecnologias demonstra que o setor tem incorporado práticas que aliam eficiência produtiva e responsabilidade ambiental. “A agricultura sustentável não é construída por uma única tecnologia, mas pela combinação de inovação, manejo adequado e conhecimento técnico. O desafio do setor é continuar evoluindo para produzir mais em áreas já consolidadas, preservando recursos naturais e contribuindo para os compromissos climáticos do país”, destaca.

Tecnologias priorizadas

Instituído em 2010 e reformulado em 2020, quando passou a se chamar Plano ABC+, o programa federal busca tornar a agropecuária mais resiliente às mudanças climáticas e reduzir a intensidade das emissões de gases de efeito estufa.

Entre as principais tecnologias incentivadas estão a recuperação de pastagens degradadas, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o sistema de plantio direto, as florestas plantadas e práticas de manejo sustentável do solo e da água.

Para Centurion, o avanço dessas estratégias será cada vez mais importante diante dos efeitos climáticos observados nos últimos anos. “As mudanças climáticas estão impondo novos desafios ao campo. Por isso, práticas que melhoram a saúde do solo, a eficiência do uso da água e a resiliência das lavouras são fundamentais para garantir produtividade e segurança alimentar nas próximas décadas”, ressalta.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 05 de junho, os números mostram que a agricultura brasileira já avançou em direção às metas climáticas estabelecidas para 2030, mas ainda tem pela frente o desafio de ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis e acelerar os ganhos ambientais previstos pelo Plano ABC+.

Fonte: O Presente Rural
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Entre navios e manguezais, biodiversidade de peixes se destaca na Baía de Paranaguá

Estudos e programas de monitoramento ambiental apontam a presença de centenas de espécies na Baía de Paranaguá e reforçam a convivência entre atividade portuária e conservação.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

À primeira vista, o cenário do Porto de Paranaguá é dominado pelo vaivém de gigantescos navios cargueiros, guindastes imponentes e uma engrenagem logística que conecta o Paraná ao comércio global. No entanto, nos estuários, onde o rio se encontra com o mar, o cenário se transforma logo abaixo da linha d’água. Ali, o ecossistema dos manguezais revela sua complexidade: um ambiente pulsante que, no pico da maré alta, fica completamente submerso, abrigando uma rica biodiversidade marinha.

Conciliar o posto de um dos maiores complexos portuários da América Latina com a conservação ambiental é um grande triunfo dos pesquisadores e técnicos que atuam no Porto de Paranaguá. Estudos recentes demonstram que a área portuária abriga centenas de espécies nativas, desde pequenos peixes estuarinos que dependem das raízes dos mangues para proteção, até grandes predadores que visitam a baía em busca de alimento.

Para compreender a riqueza que habita essas águas, a empresa pública Portos do Paraná investe em programas ambientais e apoia pesquisas acadêmicas sobre o tema. O monitoramento científico constante é fundamental, e o trabalho desenvolvido é considerado estudo científico.

Atualmente, a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Centro de Estudos do Mar (CEM), conta com três convênios vigentes nio Litoral do Paraná, além do fornecimento de dados para pesquisadores, quando solicitado.

Foto: Shutterstock

Pesquisadores paranaenses apontam que a Baía de Paranaguá funciona como um ecossistema de transição. “A mistura da água doce dos rios com a água salgada do Oceano Atlântico cria um ambiente rico em nutrientes. Espécies como o robalo, a corvina e os bagres marinhos encontram ali as condições ideais para reprodução e crescimento. A presença de uma comunidade de peixes tão diversa e saudável é o principal indicador de que a qualidade da água e os habitats circundantes estão conseguindo resistir à pressão antrópica, ou seja, à ação humana”, afirma Pedro Pisacco Pereira Cordeiro, coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade dos Portos do Paraná.

Cuidado máximo

A manutenção desse ecossistema não acontece por acaso. Ela é fruto de uma gestão que entende que o crescimento econômico não pode navegar isolado da sustentabilidade. Programas rigorosos de monitoramento ambiental controlam desde a qualidade da água e dos sedimentos até o ruído subaquático gerado pelas embarcações.

Foto: Pixabay

O cuidado com a fauna marinha é colocado como prioridade máxima nas operações diárias e nos planos de expansão do porto. Com esse foco, os portos do Paraná possuem programas de monitoramento ambiental e de controle durante a execução de dragagens, como defletores de tartarugas para proteção desta espécie.

Além disso, o programa ambiental de monitoramento de cetáceos e quelônios acompanha essas populações e a presença na região. Não é raro, por exemplo, avistar botos muito próximos à área do porto, já que eles costumam utilizar as estruturas e o próprio costado dos navios como estratégia de alimentação, encurralando os cardumes contra as embarcações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que a eficiência logística do Estado caminha lado a lado com a responsabilidade ecológica: “Estamos muito empenhados em inovar e avançar tecnologicamente. Ao mesmo tempo, sabemos da nossa responsabilidade ambiental. Não há desenvolvimento econômico local duradouro sem que as nossas ações sejam pautadas pela sustentabilidade”, afirma. “Crescer e preservar precisam caminhar juntos”, enfatiza.

Equílibrio para o futuro

O cenário de Paranaguá prova que a economia e ecologia não precisam ser forças antagônicas. Enquanto os navios garantem o escoamento da safra e o abastecimento de mercados internacionais, os manguezais da baía continuam cumprindo seu papel ancestral de proteger a vida. O desafio de manter as águas limpas e a ictiofauna protegida é contínuo, mas, com o suporte dos pesquisadores locais e uma gestão portuária consciente, esta missão vem sendo cumprida com sucesso.

Fonte: AEN-PR
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Soja e cobre sustentam superávit comercial de US$ 7,8 bilhões em maio

Saldo da balança comercial cresceu 10,8% em relação a maio do ano passado e alcançou o quarto melhor resultado da série histórica para o mês.

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Foto: Claudio Neves

Impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de soja e cobre, o superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 7,823 bilhões em maio, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa crescimento de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 7,059 bilhões.

De acordo com a série histórica iniciada em 1989, trata-se do quarto maior superávit já registrado para o mês de maio, ficando atrás apenas dos resultados observados em 2023 (US$ 10,978 bilhões), 2021 (US$ 8,536 bilhões) e 2024 (US$ 8,302 bilhões).

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No período, as exportações brasileiras somaram US$ 31,904 bilhões, avanço de 6,6% na comparação com maio do ano passado. As importações totalizaram US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3% na mesma base de comparação.

Os valores registrados também figuram entre os maiores da série histórica para o mês de maio. As exportações alcançaram o segundo melhor resultado já registrado para o período, atrás apenas de maio de 2023. Já as importações tiveram o segundo maior valor da série para o mês, superadas somente pelo resultado de maio de 2022.

Acumulado

Nos cinco primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 32,662 bilhões, resultado 34,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o desempenho foi favorecido pela recuperação dos preços e volumes exportados de commodities, além da ausência da importação de uma plataforma de petróleo realizada em fevereiro de 2025, operação que elevou significativamente as compras externas naquele período e não se repetiu neste ano.

Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras somaram US$ 148,571 bilhões, crescimento de 8,7% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. As importações alcançaram US$ 115,908

Foto: Divulgação/Porto de Santos

bilhões, alta de 3,2% na mesma comparação.

O saldo acumulado é o terceiro maior já registrado para o período na série histórica, ficando atrás apenas dos resultados observados nos cinco primeiros meses de 2024, quando o superávit atingiu US$ 35,227 bilhões, e de 2023, com US$ 34,540 bilhões.

Setores

Na análise por setores, as exportações brasileiras apresentaram comportamentos distintos em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. A agropecuária registrou crescimento de 9,8%, resultado de um aumento de 6,1% no volume embarcado e de 2,8% nos preços médios dos produtos exportados.

Na indústria extrativa, as exportações recuaram 1,9%, desempenho influenciado principalmente pelo petróleo. O setor registrou queda de 26,6% no volume exportado, parcialmente compensada pela valorização de 33,8% nos preços médios.

Foto: Jonathan Campos

Já a indústria de transformação apresentou expansão de 9% nas vendas externas. O resultado foi sustentado por um aumento de 7,4% nos preços médios dos produtos exportados e por uma alta de 1% no volume embarcado.

Produtos

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações brasileiras em maio, a agropecuária foi impulsionada principalmente pelas vendas de soja, que cresceram 14,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também se destacaram o algodão bruto, com alta de 45,3%, e o milho não moído, exceto milho doce, cujas exportações avançaram 267,2%.

Na indústria extrativa, as exportações de óleos brutos de petróleo recuaram 9,3% e as de minério de ferro caíram 15,2%. O desempenho negativo desses produtos, porém, foi parcialmente compensado pelo forte crescimento das vendas externas de minério de cobre, que registraram alta de 149,4%.

Já na indústria de transformação, os principais destaques foram a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com crescimento de 50,2%, os combustíveis, que avançaram 75,2%, e o ouro não monetário, com aumento de 56,7% nas exportações.

Em valores absolutos, a soja foi o produto que mais contribuiu para o crescimento das exportações brasileiras em maio. As vendas externas do grão aumentaram US$ 804,1 milhões em

Foto: Roberto Dziura Jr

comparação com o mesmo mês de 2025, impulsionadas pelo avanço da colheita e pela valorização dos preços. Na sequência aparece o minério de cobre, que acrescentou US$ 617,9 milhões ao valor exportado pelo país no período.

No caso do petróleo bruto, as exportações recuaram US$ 390,8 milhões, com o volume recuando 42,1%, apesar da alta de 56,7% no preço médio, provocada pela guerra no Oriente Médio. A queda no volume está parcialmente relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início do conflito.

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em maio. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 297,6 milhões a menos do que em maio de 2025 (-24,5%). A queda deveu-se à redução de 8,6% no volume e de 13,4% no preço médio.

Importações

Pelo lado das importações, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas compras de veículos no exterior. Em maio, as importações desse segmento aumentaram US$ 833,5 milhões em relação ao mesmo mês de 2025, configurando a principal contribuição para a expansão das compras externas no período.

Foto: Claudio Neves

Na agropecuária, os destaques ficaram por conta dos pescados, cujas importações cresceram 38,1%, dos produtos hortícolas, com alta de 26,6%, e da soja, que registrou avanço de 24,4%.

Na indústria extrativa, houve forte aumento nas compras de fertilizantes brutos, exceto adubos, com crescimento de 68,4%. Também apresentaram expansão as importações de carvão não aglomerado, que avançaram 59,8%, e de linhita e turfa, com alta de 115,1%.

Já na indústria de transformação, destacaram-se as importações de automóveis de passageiros, que cresceram 80,1%, de combustíveis, com avanço de 45,2%, e de válvulas e tubos termiônicos, cujas compras externas aumentaram 49% em comparação com maio do ano passado.

Projeções

Para 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, valor 5,9% superior ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025. A estimativa considera crescimento tanto das exportações quanto das importações ao longo do ano.

Segundo as projeções da pasta, as exportações brasileiras deverão atingir US$ 364,2 bilhões em 2026, avanço de 4,6% em relação ao ano anterior. As importações, por sua vez, devem somar US$

Foto: Claudio Neves

280,2 bilhões, aumento de 4,2% na mesma base de comparação.

O Mdic atualiza suas projeções para a balança comercial a cada trimestre e informou que divulgará, em julho, novas estimativas detalhadas para exportações, importações e saldo comercial deste ano. O maior superávit da série histórica foi registrado em 2023, quando a balança comercial brasileira encerrou o ano com resultado positivo de US$ 98,9 bilhões.

As previsões do governo são mais conservadoras do que as do mercado financeiro. De acordo com o boletim Focus, levantamento semanal realizado pelo Banco Central junto a instituições financeiras, a expectativa é de que o superávit comercial brasileiro alcance US$ 76,2 bilhões em 2026. A projeção foi revisada para cima após o início do conflito no Oriente Médio.

Fonte: O Presente Rural ocm Agência Brasil
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