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Pré-assembleia do Sistema Ocepar discute desafios do cooperativismo e energia no campo
Encontro em Medianeira reuniu líderes do Oeste do Paraná e marcou o lançamento do programa Copel Agro, que oferece atendimento 24 horas para produtores.

A terceira das quatro pré-assembleias do Sistema Ocepar foi realizada no Lar Centro de Eventos, em Medianeira, reunindo presidentes, diretores e líderes de diversas cooperativas da região Oeste do Paraná. O encontro integrou a programação dos Encontros de Núcleos Cooperativos e consolida-se como um importante espaço de diálogo entre dirigentes do setor, que debateram temas estratégicos conectados ao agronegócio e às perspectivas de crescimento do cooperativismo paranaense.
Durante as discussões, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, chamou a atenção para fatores que exigem reflexão e planejamento por parte das líderes do setor. Segundo ele, mesmo que o cooperativismo continue demonstrando capacidade de crescimento, organização e bons resultados, há desafios relevantes no horizonte que precisam ser enfrentados para garantir competitividade e continuidade dos investimentos.
Alertas
“Temos questões estruturais que precisam ser observadas com muita atenção pelos cooperativistas”, destacou Dilvo. Entre os pontos citados pelo presidente da Coopavel estão problemas relacionados à infraestrutura logística, que elevam significativamente os custos operacionais das cooperativas e dos produtores. Também mencionou o impacto das altas taxas de juros, que dificultam o acesso ao crédito e acabam inibindo novos investimentos no campo e na agroindústria. Outro aspecto ressaltado foi a elevada carga tributária, considerada um fator que pressiona a produção e reduz margens em um setor que já convive com riscos climáticos e oscilações de mercado.
Energia elétrica
Além dessas preocupações estruturais, a pauta do encontro também trouxe à discussão um tema cada vez mais central para o agronegócio moderno: a energia elétrica. Com cadeias produtivas cada vez mais tecnificadas e dependentes de processos industriais, o fornecimento contínuo e confiável de energia torna-se um dos pilares imprescindíveis para a competitividade do setor.
Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o crescimento das cooperativas e o avanço da agroindustrialização ampliam significativamente a demanda energética no interior do Paraná. “Nossas cooperativas estão investindo cada vez mais e estão mais tecnificadas, por isso, dependem de um fornecimento confiável para garantir produtividade, segurança sanitária e competitividade. Ao mesmo tempo, o crescimento do setor tem ampliado significativamente a demanda por energia no interior do Estado”, ressaltou.
Copel Agro
Nesse contexto, a reunião foi palco do lançamento oficial do Programa Copel Agro, iniciativa apresentada pelo presidente da empresa, Daniel Slaviero. A proposta estabelece um canal exclusivo de relacionamento com produtores rurais, com equipes de teleatendimento disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana. A estrutura contará com reforço de equipes técnicas e de campo voltadas ao atendimento de demandas emergenciais, execução de obras e desenvolvimento de projetos direcionados ao meio rural.
O programa pretende oferecer respostas mais rápidas às cooperativas e produtores ligados a cadeias produtivas que dependem diretamente do fornecimento ininterrupto de energia, como avicultura, piscicultura, laticínios e fumicultura. Além disso, a iniciativa prevê incentivo à conexão à rede trifásica por meio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e, em uma segunda etapa, apoio para a substituição de motores e aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da companhia.
Levantamento recente do sistema cooperativista indica que as cooperativas agropecuárias do Paraná consomem atualmente cerca de 2,3 terawatts-hora de energia por ano, volume que deve crescer mais de 30% até 2032. Esse cenário reforça a necessidade de investimentos contínuos na rede elétrica, na expansão da infraestrutura e na incorporação de novas tecnologias capazes de acompanhar o ritmo de crescimento da agroindústria.

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Preços agropecuários caem 9,52% no primeiro semestre de 2026
Índice do Cepea recua com queda em todos os grupos de produtos; café, cana, arroz e suínos registram as maiores desvalorizações.
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SIAVS reunirá 33 agroindústrias em ação para ampliar exportações
Iniciativa da ABPA e ApexBrasil promoverá rodadas de negócios, degustações e encontros com compradores de mercados estratégicos.

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) será palco da maior ação de promoção internacional realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em 2026. A iniciativa reunirá 33 agroindústrias exportadoras brasileiras em um espaço de 738 metros quadrados, especialmente estruturado para fortalecer negócios, ampliar relacionamentos comerciais e promover a proteína animal brasileira junto a compradores internacionais.
A ação reunirá empresas dos segmentos de carne de frango, carne suína, ovos, genética avícola e carne de pato oferecendo uma plataforma integrada para geração de negócios, prospecção comercial e fortalecimento da imagem internacional dos produtos brasileiros.

Ricardo Santin presidente Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA): “O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal” – Foto: Mario castello
Participam da iniciativa as empresas AB Mauri, Netto, Agrosul, Grupo Alvorada, Mauricéa, Coasul, Cogran, Adoro, Frango Rico, Rivelli, Flamboiã, Baita, Vossko, Friatto, Villa Germania, Naturovos, Mantiqueira, Granja Faria, Avivar, Pif Paf, Dália, Master, Palmali, Frigoestrela, Dom Porquito, Rudolph, Rainha da Paz, Saudali, Gran Corte, Suinco, Ecofrigo, Frivatti e Nutribrás.
Como novidade desta edição, a ação contará, pela primeira vez, com uma área de degustação gastronômica, coordenada pelo chef Marcelo Bortolon, que preparará petiscos à base de carne de frango, carne suína, carne de pato e ovos, proporcionando aos visitantes uma experiência que evidencia a qualidade, a versatilidade e os atributos das proteínas animais produzidas no Brasil.
Outro destaque será a realização de uma rodada internacional de negócios, que promoverá encontros entre representantes das agroindústrias brasileiras e compradores convidados de diversos mercados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo o relacionamento com importadores estratégicos.
Ação é parte de um conjunto de iniciativas estruturadas pela parceria entre a ABPA e a ApexBrasil para a promoção dos setores em meio ao SIAVS. Uma destas iniciativas é o Projeto Imagem, que trará para o evento 30 jornalistas de 24 países – incluindo Américas, Europa, Ásia e África. Na iniciativa voltada para o fortalecimento da imagem da proteína animal do Brasil junto a mercados estratégicos, uma agenda especialmente estruturada destacará pontos que fundamentam o setor, como a qualidade produtiva, a sanidade animal e a sustentabilidade.
Outra iniciativa é o Projeto Formadores de Opinião, que viabilizará a participação de 19 stakeholders de 12 países relevantes para a proteína animal do Brasil, em encontros específicos em meio à programação do SIAVS. Em objetivo semelhante, porém, com foco em negócios, acontecerá o Projeto Comprador, com a viabilização da vinda de importadores de países que figuram entre os grandes destinos de exportação da proteína animal brasileira.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ação reforça o papel do SIAVS como uma das principais plataformas internacionais de negócios para a proteína animal.
“O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal. Reunir, em um mesmo ambiente, dezenas de agroindústrias brasileiras e compradores de diversos continentes cria uma oportunidade única para ampliar negócios, fortalecer relacionamentos comerciais e apresentar ao mundo os diferenciais da nossa produção. Esta ação traduz exatamente o compromisso da ABPA e da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras e ampliar a presença da proteína animal do Brasil nos mercados globais”, destaca.
Realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o SIAVS deverá reunir milhares de visitantes, empresários, autoridades, especialistas e compradores internacionais, consolidando-se como o principal ponto de encontro da cadeia de proteína animal da América Latina.
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Exportação de produtos de origem animal para União Europeia terá novas exigências a partir de setembro
Ministério da Agricultura vai condicionar a emissão de certificados sanitários ao cumprimento das regras europeias sobre uso de antimicrobianos. Rastreabilidade e controles auditáveis passam a ser obrigatórios.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A partir de 03 de setembro, somente poderão ser exportados ao bloco os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
As determinações constam do Ofício-Circular nº 24/2026 e condicionam a emissão do Certificado Sanitário Internacional (CSI) à comprovação de que toda a cadeia produtiva atende aos requisitos exigidos pela União Europeia.

Fotos: Claudio Neves
Na prática, frigoríficos e demais estabelecimentos exportadores deverão implantar sistemas de controle capazes de demonstrar, por meio de registros auditáveis, a elegibilidade dos animais, das matérias-primas e dos insumos utilizados na produção.
Entre as exigências estão mecanismos de rastreabilidade, documentação que comprove a conformidade dos produtos, segregação entre lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para impedir o embarque de cargas que percam essa condição. A verificação desses controles ficará a cargo do Serviço Oficial durante as auditorias.
Regras variam conforme a cadeia produtiva
As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, produtos da aquicultura e demais produtos de origem animal, mas os critérios de comprovação variam conforme a atividade.

Para os setores de aves, ovos e aquicultura, os estabelecimentos deverão manter programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de ração utilizados na produção destinada ao mercado europeu.
Na bovinocultura, a certificação exigirá documentação que comprove que o animal permaneceu em conformidade com as normas da União Europeia durante todo o ciclo de produção, o que amplia a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade.
Segundo o Mapa, o objetivo é assegurar que os produtos exportados atendam integralmente aos requisitos sanitários estabelecidos pelo bloco europeu, condição que passará a ser obrigatória para a emissão dos certificados sanitários internacionais.
Mel de abelhas sem ferrão terá padrão nacional
Além das novas regras para exportação, o Ministério também apresentou a Nota Técnica nº 24/2026, que propõe a criação do primeiro Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para o mel e o melato produzidos por abelhas sem ferrão.
A proposta atende a uma demanda do setor apícola e busca estabelecer padrões microbiológicos e físico-químicos para esses produtos, conferindo maior padronização, segurança jurídica e agilidade no registro junto ao Serviço de Inspeção.
De acordo com o Mapa, a regulamentação permitirá adequar as diferentes formas de produção existentes no país e fortalecer a comercialização dos produtos das abelhas sem ferrão, segmento que vem ganhando espaço na apicultura brasileira.






