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Prazo para submissão de trabalhos científicos ao 14º SBSBL é prorrogado até 17 de setembro

Prorrogação permite que estudantes, pesquisadores e profissionais tenham mais tempo para enviar contribuições que serão apresentadas durante a Milk Fair e reconhecidas nos anais do evento.

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Foto: Arquivo MB Comunicação/Edição do SBSBL de 2024

O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e a Epagri prorrogaram até às 23h59 do dia 17 de setembro, o prazo para submissão de trabalhos científicos que serão disponibilizados durante a Milk Fair, programação paralela ao 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) e ao 2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto. Os eventos ocorrerão nos dias 14, 15 e 16 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

A prorrogação amplia o tempo para que estudantes, pesquisadores e profissionais finalizem e enviem suas contribuições. “A comunicação científica é um dos pilares do SBSBL, que, além de reunir palestrantes nacionais e internacionais, consolida-se como espaço de valorização do conhecimento técnico e científico aplicado à bovinocultura de leite. Os resumos submetidos passam por revisão e, uma vez aprovados, são publicados nos anais do evento e apresentados na forma de pôster durante o simpósio”, destacou o presidente do Nucleovet, Tiago Mores.

Membro da comissão científica do evento, Daniel Augusto Barreta salientou a importância de participar deste momento. “Os trabalhos científicos permitem dar visibilidade às pesquisas realizadas em universidades, institutos e propriedades rurais. Eles fortalecem a conexão entre ciência e prática no campo, contribuindo para a inovação e o desenvolvimento sustentável da atividade leiteira”.

Importante

Presidente do Nucleovet, Tiago Mores: “Os trabalhos científicos permitem dar visibilidade às pesquisas realizadas em universidades, institutos e propriedades rurais” – Fotos: Andressa Kroth/UQ Eventos

Serão aceitas apenas contribuições originais, em formato de resumo expandido, incluindo relatos de caso, desde que estejam de acordo com as normas do 2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto. Trabalhos já publicados não serão admitidos. Os resumos devem se enquadrar em uma das 11 áreas temáticas de submissão, e a apresentação será exclusivamente em pôster, sendo obrigatória a inscrição de pelo menos um dos autores no simpósio e a sua presença no dia da exposição. Cada trabalho poderá ter até seis autores, e cada participante inscrito poderá submeter até três resumos. Recomenda-se especial atenção à revisão antes do envio, pois trabalhos fora dos padrões estabelecidos serão automaticamente recusados.

Todos os trabalhos aprovados serão publicados nos anais eletrônicos do SBSBL e também no 2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto. Além disso, três pesquisas receberão menção honrosa e os cinco melhores resumos serão convidados a submeter a versão completa para a Revista Agropecuária Catarinense (RAC), seguindo os trâmites editoriais da publicação.

O prazo final de submissão segue agora até às 23h59 do dia 17 de setembro de 2025, com envio exclusivo pelo e-mail compasto@epagri.sc.gov.br. As normas completas podem ser consultadas no site oficial do evento, clicando aqui.

Inscrições

As inscrições para participar do 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) estão no segundo lote. Até o dia 2 de outubro os investimentos são de R$ 530,00 para profissionais e de R$ 400,00 para estudantes. Com esse ingresso o participante tem acesso total ao evento – 14º SBSBL, 9ª Brasil Sul Milk Fair, 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e 2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto.

Há também a possibilidade de participar somente do 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e da 9ª Milk Fair. Os valores para essa modalidade são de R$ 170,00 até o dia 2 de outubro data que marca o fim do segundo lote.

Membro da comissão científica do evento, Daniel Augusto Barreta

Para participar somente da 9ª Brasil Sul Milk Fair e conferir novas tecnologias e soluções expostas por empresas do setor, as inscrições podem ser feitas pelo valor de R$ 50,00, ao adquirir no 2º lote.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições para o SBSBL serão concedidos códigos-convites bonificados. Profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos de universidades têm condições diferenciadas.

As inscrições podem ser realizadas no site, clicando aqui. Associados do Nucleovet devem fazer a inscrição por meio da secretaria da entidade. Contato (49) 9 9806-9548 ou pelo e-mail financeiro@nucleovet.com.br.

Programação geral

14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

9º Brasil Sul Milk Fair

4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte

2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto

Dia 14 de outubro

8h20 – Abertura da Programação Científica 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte

8h30 – Premissas para programa reprodutivo eficiente de novilhas e vacas

Palestrantes: Dr. Gilson Pessoa

9h20 – O Potencial do Beef on Dairy para fazendas brasileiras

Palestrante: Dr. Brad Gilchrist

10h10 – Milk break

10h50 – O que funciona na suplementação de bovinos de corte a pasto?

Palestrante: Dr. Edenio Detmann

11h40 – Mesa-redonda

12h10 – Encerramento

13h45 – Abertura da Programação Científica 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

Painel bem-estar animal

14 horas – Como conciliar produção de leite e sustentabilidade?

Palestrante: Dr. Ralf Loges

15 horas – Pontos críticos e práticos de bem-estar animal na atividade leiteira

Palestrante: Dra. Rosângela Poletto

16 horas – Milk Break

16h30 – Do clima ao conforto: como a ambiência impacta vacas e produtividade

Palestrante: Prof. Dr. Frederico Márcio Corrêa Vieira

17h30 – Mesa-redonda

18 horas – Abertura Oficial

18h30 – Palestra de Abertura do SBSBL

19h40 – Coquetel de Abertura na Milk Fair

Dia 15 de outubro

Painel rebanho saudável e produtivo

8 horas – Gestão eficiente da diarreia neonatal

Palestrante: Dra. Viviane Gomes

9 horas – Prevenção das doenças reprodutivas: nosso calendário sanitário está adequado aos desafios do campo?

Palestrante: Dr. Álvaro Menin

10 horas – Milk Break

10h40 – Da mistura à boca da vaca: qualidade da TMR sem desperdício

Palestrante: Dr. João Ricardo Pereira

11h40 – Mesa-redonda

12h10 – Almoço

Painel eficiência no campo

14 horas – Como ser eficiente na atividade leiteira?

Palestrante: Dr. Wagner Beskow

15 horas – Mercado de Lácteos

Palestrante: Dr. Glauco Carvalho

16h10 – Milk Break

16h40 – Maximizando o aproveitamento da proteína: da dieta à produção

Palestrante: Dra. Marina Danés

18 horas – Happy Hour na Milk Fair

Dia 16 de outubro

Painel aditivos

8h00 – Além do efeito ruminal: o papel dos tamponantes e alcalinizantes

Palestrante: Dr. Marcos Neves

9h00 – Ionóforos e sua contribuição na dieta de vacas em lactação

Palestrante: Euler Rabelo

10h10 – Milk Break

10h40 – Uso de eubióticos

Palestrante: a confirmar

11h40 – Mesa-redonda

12h10 – Encerramento e sorteio de brindes

Fonte: Assessoria Nucleovet

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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