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Prazo de envio de contribuições para o edital da Nova Ferroeste vai até 15 de julho

O conteúdo completo pode ser acessado nos sites da Ferroeste e Nova Ferroeste. Uma nova rodada de conversas com investidores para atualizar o projeto e apresentar o documento está prevista para o início do próximo mês.

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Foto: Divulgação/Ferroeste

Interessados em conhecer detalhes do edital da Nova Ferroeste podem baixar o conteúdo completo do projeto, disponível nos sites da Ferroeste e Nova Ferroeste. As sugestões e contribuições a respeito das minutas podem ser enviadas até 15 de julho. Uma nova rodada de encontros com empresas financiadoras, construtoras e operadoras ferroviárias vai acontecer de 04 a 08 de julho.

As sugestões podem ser feitas a partir de um formulário disponível nos dois sites, onde devem ser indicados os trechos a serem reavaliados. O projeto engloba a construção de uma malha ferroviária de 1.567 quilômetros partindo de Maracaju, cruzando o Mato Grosso do Sul, sentido ao Litoral do Paraná, até acessar o Porto de Paranaguá. Há ainda dois ramais a partir de Cascavel: Foz do Iguaçu e Chapecó (SC).

A futura estrada de ferro vai percorrer 66 municípios, 51 no Paraná, oito no Mato Grosso do Sul e sete em Santa Catarina e já nasce como o segundo maior corredor de exportação de grãos e proteína animal do país.

De acordo com o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, esse diálogo é fundamental para o amadurecimento do projeto. “Estamos abertos a novas ideias que possam vir da sociedade para melhorar o nosso modelo”, afirmou.

O edital foi lançado para consulta pública pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na última terça-feira (21). No documento estão contidos o objeto do leilão e as regras do futuro contrato que será levado à Bolsa de Valores, previsto para o segundo semestre de 2022.

Sondagem de mercado

A Nova Ferroeste também promoverá um segundo encontro para apresentar as atualizações do projeto com investidores. A primeira sondagem ocorreu em dezembro do ano passado. Desta vez o foco será voltado às questões legais e de financiamento. As reuniões vão contar com a presença de funcionários do Plano de Parcerias e Investimentos (PPI), do Ministério da Economia. O PPI auxilia tecnicamente os principais projetos estruturantes de importância nacional.

Os encontros presenciais ou por videoconferência terão duração de uma hora. Ao final, os participantes serão convidados a preencher um questionário indicando as suas ideias e adequações. “Na primeira sondagem nos perguntavam sobre o modelo jurídico, qual segurança jurídica, como será feito o investimento. Agora, com a minuta do edital, todas essas respostas serão validadas”, complementou Fagundes.

Ao final do prazo, todas as contribuições recebidas pelo site e na sondagem de mercado vão passar por uma análise e podem ser incluídas no edital. A publicação oficial do projeto só acontecerá num prazo mínimo de 30 dias úteis e se dará após a emissão da Licença Prévia Ambiental, ainda em análise pelo órgão licenciador, o Ibama.

Nova Ferroeste

O investidor privado que arrematar a ferrovia será responsável pela construção do projeto completo. Estão contidos no edital cinco contratos firmados com Ministério da Infraestrutura: um de concessão e quatro de autorização, que completam a ligação de todos os extremos da estrada de ferro. O formato escolhido pelo Governo do Paraná foi a cessão onerosa desses contratos, ou seja, eles são cedidos para o vencedor do leilão por 99 anos. .

O documento prevê ainda um investimento total de R$ 35,8 bilhões, já incluindo o trecho Cascavel/Chapecó, com obrigação de começar as obras pela ligação entre Cascavel e Paranaguá (contrato de adesão). O investidor tem sete anos para concluir a construção desta parte da ferrovia, a um custo estimado de R$ 14,5 bilhões – o valor inclui o material rodante.

De acordo com o coordenador, os principais entraves são a Serra da Esperança e a Serra do Mar. Com uma nova estrada, as cargas vão poder circular com maior velocidade. Hoje um contêiner refrigerado leva cinco dias para percorrer 590 quilômetros entre Cascavel e Paranaguá, e o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental aponta queda para 20 horas com a construção da Nova Ferroeste.

“Na nossa modelagem criamos condições para o investidor buscar a carga no tempo e na direção que ele achar mais conveniente para a rentabilização do projeto. A partir de Cascavel, Maracaju, Foz do Iguaçu e Chapecó vai acontecer no tempo que o mercado definir através das demandas e do movimento do setor produtivo e da capacidade de financiar a obra do investidor”, arrematou Fagundes.

Fonte: AEN Paraná
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Resistência bacteriana é tema de palestra de Jalusa Kich no 14º SBSS

Simpósio Brasil Sul de Suinocultura acontece entre os dias 16 a 18 de agosto, presencialmente, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. Palestra da pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves será no segundo dia do evento

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Jalusa Kich palestrará sobre resistência bacteriana no Painel Sanidade - Foto: Divulgação

O debate sobre o uso de antimicrobianos está cada vez mais em evidência e estará presente no 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que acontece entre os dias 16 a 18 de agosto, presencialmente, em Chapecó (SC). Os antimicrobianos têm sido utilizados na produção animal para tratamento de doenças por mais de 50 anos. Porém, o uso excessivo tem gerado uma preocupação mundial em diversos países, incluindo o Brasil, que buscam a redução do seu uso.

Uma das inquietações é a resistência antimicrobiana, o que fundamentou o consenso global para rever o uso dessas moléculas na produção animal. A pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Jalusa Deon Kich, abordará o tema na palestra “Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!”, no dia 17 de agosto, às 17h05, no Painel Sanidade do 14º SBSS.

Jalusa é médica veterinária, mestre e doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pós-doutorado na Unidade de Segurança dos Alimentos e Patógenos Entéricos do USDA. Possui experiência em medicina veterinária preventiva e segurança dos alimentos. Tem conduzido projetos de pesquisa em cooperação com universidades, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e empresas privadas. Apoia o MAPA em assuntos relacionados à segurança da carne suína e resistência antimicrobiana na suinocultura em demandas nacionais e internacionais como Codex Alimentarius e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Atualmente, Jalusa lidera o projeto “Estudos sobre o uso de antimicrobianos na suinocultura como subsídio para o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR Agro)” e orienta mestrado profissional com dissertações focadas no mesmo tema.

O presidente da Comissão Científica do SBSS, Paulo Bennemann, ressalta que o debate sobre a utilização de antimicrobianos na criação animal é um tema atual e importante. “Entidades reguladoras orientam e cobram a redução do uso. Tanto o Brasil quanto diversos outros países têm adotado caminhos para cumprir essas obrigações. Entender esses processos e o impacto do uso dos antimicrobianos é fundamental. A Jalusa tem ampla experiência no assunto, está à frente de grandes discussões no cenário nacional e com certeza contribuirá com seu conhecimento”.

Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

O 14º SBSS ocorrerá entre os dias 16 e 18 de agosto próximo. Paralelamente acontecerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e será realizado presencialmente no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. A programação científica iniciará na terça-feira (16), às 14 horas, e a palestra de abertura ocorrerá no mesmo dia, às 18h40. Na quarta-feira (17), as palestras iniciam às 8 horas e encerram no fim da tarde, seguidas de happy hour. Na quinta-feira (18), a programação será das 8h às 12 horas.

Inscrições

As inscrições para o 14º SBSS estão no segundo lote. O investimento, até hoje (10), é de R$ 530 para o evento presencial e R$ 440 para o evento virtual para profissionais e R$ 400 (presencial) e R$ 340 (virtual) para estudantes. Após essa data e durante o evento o investimento será de R$ 600 (presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes. O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento.

As inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br.

Somando forças

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

O Jornal O Presente Rural é parceiro de mídia do evento e vai trazer a cobertura completa da edição 2022.

Fonte: Ascom Nucleovet
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Tradicional banho de leite na Expointer celebra produção da raça holandesa

Entre as características essenciais para vencer o concurso da Gadolando estão o temperamento e a docilidade da vaca leiteira.

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Foto: JM Alvarenga

Vacas de excelência terão sua capacidade produtiva avaliada durante a Expointer. O tradicional concurso leiteiro organizado pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), reunirá não só as que estão incluídas no circuito Exceleite, mas também aquelas que os produtores consideram eméritas produtoras. O ápice do certame é o Banho de Leite, que celebra o trabalho das granjas mais produtivas.

Para o concurso, as vacas são ordenhadas cinco vezes. O leite retirado é pesado e as duas maiores pesagens são descartadas. As três restantes são somadas e o animal que mais pontuar é consagrado vencedor. Marcos Tang, presidente da Gadolando, comenta que este é o grande momento da raça leiteira em suas exposições. “E o produtor quer mostrar isto, porque com isso ele está mostrando a capacidade que ele tem de conduzir uma vaca boa, com muita dedicação na criação, genética apurada e adequada e, principalmente o manejo dela”, disse o dirigente. Ele ressaltou que a vaca não dá leite. “Ela produz leite mediante a adequada condução do animal, desde o conforto, água e comida de qualidade”, acrescentou.

Tang também ressaltou que o concurso segue normas rígidas de ética e  todas as regras de bem estar animal, proibindo qualquer injeção estimulante de produção de leite, permitindo apenas a ingesta natural voluntária. Ele também exaltou a capacidade do rebanho. “E somente uma vaca leiteira consegue isso, produzir 10% do seu peso vivo em um produto tão nobre como o leite, portanto temos vacas com 700 quilos produzindo 70 ou 80 litros de leite”. O também produtor ressalta que não é só genética e manejo que fazem de uma vaca campeã de um concurso leiteiro. Ele acrescentou à fórmula, o item “o público”. “Ela tem que ter também temperamento, docilidade de fazer tudo isso que costuma fazer na prioridade, diante de um público, com ruídos e pessoas estranhas passando”, explicou.

Com relação ao tradicional Banho de Leite, marcado para o dia 30 de agosto, às 16h na pista do gado leiteiro, a Gadolando explica que é usado leite impróprio para consumo. Também é adicionado água e, dependendo da temperatura, o líquido pode ser amornado. A celebração reúne a família proprietária da vaca campeã e os funcionários da granja que comemoram o resultado do seu dedicado trabalho.

Fonte: Ascom
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Notícias Análise Cepea

Com pressão internacional, valores internos do trigo caem

Cenário é reflexo da expectativa de retomada das exportações de trigo da Ucrânia, visto que os embarques de milho do país já ocorreram.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Os preços do trigo recuaram no mercado internacional, devido à expectativa de retomada das exportações de trigo da Ucrânia, visto que os embarques de milho do país já ocorreram.

Esse cenário, segundo pesquisadores do Cepea, influenciou a baixa no mercado brasileiro.

Quanto à comercialização, a lentidão permanece, com moinhos aguardando a safra nova, enquanto produtores que ainda possuem o cereal da última temporada estão desestimulados a vender com o menor preço.

Fonte: Cepea
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