Empresas Pesquisa agrícola
Possibilidades de manejo reduzem impactos com anomalias e quebramento de plantas
Orientações técnicas foram apresentadas para cerca de 715 pessoas em Dia de Campo realizado em Sorriso (MT)

Alta tecnologia aplicada, inovações no controle químico e biológico, pesquisas atualizadas, problemas regionais nas lavouras, além de novos conhecimentos e técnicas de manejo foram apresentados para mais de 700 pessoas em um Dia de Campo, realizado no última sexta-feira (21) em Sorriso (distante a 396 km de Cuiabá). Nas últimas safras as lavouras dessa região têm sofrido com anomalias em vagens e quebramento de plantas, e, no evento foram apresentadas algumas pesquisas que indicam possibilidades de manejo que colaboram com a redução destes problemas, amenizando o impacto das perdas.
Segundo o pesquisador Geraldo Chavarria, professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), e especialista em Fisiologia, estudos ainda não conclusivos buscam associar a anomalia em plantas à presença de patógenos considerando também a interação das plantas com as condições edafoclimáticas. Pesquisas mais recentes mostram a contribuição da nutrição e do ambiente de produção no quebramento de plantas. Contudo, ambos problemas têm alta correlação genética.
“Como o processo é muito recente e temos um dinamismo muito grande de cultivares e ocorrências, estamos estudando algumas ações para avançar nessa percepção. Mas hoje, dentro do meu contexto e da nossa experiência dos últimos dois anos, é que temos um sistema produtivo que tem aumentado seu potencial produtivo, trabalhando com nível nutricional que temos que melhorar bastante, e fazendo semeaduras cada vez mais antecipadas”, explicou o pesquisador.
Durante a primeira etapa do Open Sky Soja, realizado pela Proteplan, empresa mato-grossense de pesquisa agrícola, foi pontuado que já se sabe que as condições climáticas (precipitação, temperatura, molhamento foliar e estresse hídrico) tem impacto direto sobre a ocorrência e consequente evolução das anomalias na região que margeia a BR-163.
Mato Grosso tem acesso a pesquisas e tecnologias de ponta para combater e evitar disseminação de algumas doenças, ou anomalias em vagem e quebramento de plantas, tanto que há estudos que mostram que o tratamento em fase inicial e com aplicações adequadas tem surtido efeitos positivos e melhores resultados contra estes problemas.
Fabiano Siqueri, pesquisador da Proteplan, explica que as pesquisas e o dia no campo em Sorriso foram voltados às características e particularidades da Br-163, principalmente os problemas que são apontados como desafios nos últimos anos, como as anomalias, quebramento e controle de manchas no cultivo de soja.
“Em alguns aspectos, vimos que nessa safra a ocorrência foi muito menor para os dois problemas de maneira geral. Uma coisa que vimos com clareza é que áreas onde o produtor trabalha com um perfil de solo, com detalhamento maior, com cuidado do ponto de vista químico, físico e biológico, plantas de cobertura, toda essa lógica de estabilidade produtiva faz com que esses problemas de quebramento e anomalias sejam menores, então esse é o recado mais importante nesse contexto”, disse.
Em um dos painéis apresentados no evento a pesquisadora da Proteplan, Alana Tomen, explicou que no banco de dados com alguns resultados com repetibilidade, é possível assumir algumas medidas e adotar estratégias que resultarão em uma safra mais segura e produtiva, com menores prejuízos e mais qualidade de grãos.
“Estamos na quarta safra e vivenciado os problemas das anomalias, mas é o primeiro ano em que conseguimos direcionar nossos projetos, especialmente em busca de uma solução ou redução dos efeitos dessas anomalias. Nesse ano conseguiremos sim respostas mais consistentes e resultados que nos ajudarão e muito na recomendação de variedades e fungicidas para as próximas safras”, concluiu.
Evento – Participantes do evento enalteceram a riqueza de conteúdos compartilhados e importância desta iniciativa para o agro mato-grossense.
“Ver experimentos ao vivo, com diversidades de plantas, de manejos e diferentes aplicações e produtos foram as ações mais interessantes mostradas aqui no evento”, falou João Fernando Nadaf Peixoto que é engenheiro agrônomo e participou pelo segundo ano do Open Sky Soja.
De acordo com Fabiano Siqueri, pesquisador da Proteplan, a classe produtora buscou no evento orientações para minimizar os fatores restritivos de produção e saber as novidades tecnológicas para o campo. “Tivemos retorno dos participantes com opiniões positivas e que contemplou o que eles esperavam encontrar. Esse era nosso objetivo, contribuir para que o produtor pudesse tomar a melhor decisão baseado na ciência e na pesquisa”, destacou.
“É muita satisfação participar deste evento, a expectativa era enorme e aqui a gente consegue observar muitos resultados importantes, principalmente quanto às anomalias das vagens”, falou a engenheira agrônoma Luciana Sonia da Silva.
Outros Dias de Campo – A segunda etapa do Open Sky Soja será em Campo Novo do Parecis no dia 27 de janeiro e a terceira em Campo Verde, no dia 03 de fevereiro. Em todos haverá estações sobre fitopatologia, entomologia, herbologia, nutrição, fisiologia e nematoides.
De acordo com Ivan Pedro, pesquisador da Proteplan, alguns assuntos serão comuns nas três edições do Open Sky Soja 2023, mas em todos eles terão temas diferentes também, de acordo com a necessidade de cada região.
“É um dia de campo multidisciplinar, este é o nosso quarto evento em Sorriso e é um evento que vem se consolidando. Aqui mostramos para a classe produtora uma vitrine de cultivares com 132 materiais em diferentes situações de manejo”, relata o pesquisador.

Empresas
Elanco projeta novo ciclo de crescimento sustentável em Dia do Investidor
Empresa prevê avanço anual da receita, expansão de margem e geração de até US$ 1 bi em caixa livre entre 2026 e 2028.

A Elanco Saúde Animal (NYSE: ELAN) apresentou, em seu primeiro Dia do Investidor em cinco anos, um novo plano estratégico para impulsionar um ciclo de crescimento sustentável apoiado em três frentes: Inovação, Portfólio e Produtividade (IPP). As projeções incluem crescimento orgânico anual da receita em um dígito médio, expansão do EBITDA ajustado em um dígito alto e evolução do lucro por ação ajustado em dois dígitos baixo a partir de 2026. A companhia também prevê gerar ao menos US$ 1 bilhão em caixa livre entre 2026 e 2028, além de reduzir sua alavancagem líquida para menos de 3x em 2027.
“Estamos entrando em um novo ciclo de crescimento sustentável”, afirmou Jeff Simmons, presidente e CEO da Elanco. “Nossa estratégia está funcionando, nosso motor de inovação nunca foi tão forte e nossas equipes têm construído relações profundas com clientes ao redor do mundo. Isso reforça nossa confiança na capacidade da Elanco de liderar o futuro da saúde animal.”
Durante o evento, a empresa anunciou um pacote de investimentos para os próximos cinco anos, que inclui a ampliação das operações de P&D na sede global em Indianápolis e no OneHealth Innovation District. A expansão da planta de anticorpos monoclonais no Kansas deve acelerar a produção de novas imunoterapias. O USDA concedeu um caminho acelerado de aprovação condicional para um imunoterápico promissor que pode se tornar blockbuster em saúde pet nos próximos anos.
A Elanco projeta ainda US$ 1,1 bilhão em receita gerada por inovação em 2026, um aumento de mais de US$ 200 milhões sobre as estimativas de 2025. A nova fase do pipeline inclui oito áreas estratégicas e duas plataformas internas — anticorpos monoclonais e imunoterapia — com mais de dez projetos com potencial blockbuster. Entre cinco e seis deles podem chegar ao mercado entre 2026 e 2031, representando valor de pico estimado superior a US$ 2 bilhões.
No pilar Produtividade, a companhia prevê capturar entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões em economias no EBITDA ajustado até 2030, por meio do programa Elanco Ascend, com cerca de 30% desse valor já sendo entregue em 2026.
Elanco Brasil – no país, a Elanco segue em trajetória de crescimento, impulsionada pelos lançamentos de Zenrelia™, Elura™ e Varenzin™ em Pet Health; SuiShot Circo-ONE™ e Proteck™ em Suínos ; e pelas novas soluções para Ruminantes, Bovigam™ XTRA VACAS SECAS e Ezatect™. Outro avanço importante no último ano foi a aprovação, pelo MAPA, da indicação do Zimprova™ para redução de emissões de metano — o primeiro aditivo melhorador de desempenho para bovinos com indicações para melhora de desempenho e redução de emissões de metano.
Segundo Fernanda Hoe, diretora-geral da Elanco no Brasil, o portfólio robusto e o foco contínuo em inovação fortalecem o relacionamento com clientes. “Nosso compromisso é entregar soluções que elevem a qualidade de vida dos pets, apoiem médicos-veterinários em decisões clínicas ainda mais assertivas e fortaleçam a eficiência e a sustentabilidade dos sistemas de produção. Atuamos para gerar valor real em toda a jornada do cuidado, do tutor ao produtor, conectando inovação, ciência e responsabilidade com o futuro do setor”, afirma.
Para ler o release global na íntegra, clique aqui.
Empresas
Bem-estar animal e biosseguridade elevam a qualidade da proteína de frango e suína nas ceias de fim de ano
Boehringer Ingelheim reforça que cuidados do campo ao prato entregam alimentos mais seguros e saborosos

À medida em que as famílias se preparam para as festas de fim de ano, a qualidade das proteínas que chegam à mesa, especialmente de frango e carne suína, ganha destaque. A garantia de um alimento seguro começa muito antes da cozinha: é construída diariamente nas granjas, por meio de práticas de bem-estar animal e biosseguridade. Esses cuidados reduzem o estresse dos animais, contribuem para a saúde no campo e resultam em carnes mais saudáveis e livres de doenças para o consumidor.
A Boehringer Ingelheim reforça que a biosseguridade é um investimento contínuo na qualidade, com benefícios para toda a cadeia. Do ponto de vista prático, trata-se de manter ambientes limpos e organizados, controlar o acesso às granjas e assegurar boas condições de saúde, alimentação e manejo dos animais. Na avicultura e na suinocultura, essas rotinas ajudam a prevenir problemas e garantem um produto de alto padrão.
“A biossegurança deve ser prioridade dentro das granjas para que o alimento chegue à mesa com a maior qualidade possível, principalmente no final de ano, em que as famílias se reúnem para as festividades”, afirma Patricia Aristimunha, médica veterinária e gerente sênior de marketing de aves e suínos da Boehringer Ingelheim.
O impacto desses cuidados trazem benefícios diretos para o prato: cadeias que priorizam bem-estar e sanidade entregam proteínas com melhor textura e sabor, além de mais segurança para a família. Para que essa qualidade se mantenha em casa, a companhia recomenda atitudes simples:
. Escolher marcas com inspeção oficial e com selos que atestam a qualidade do produto
. Verificar a validade e a integridade da embalagem
. Manter o produto refrigerado
. Separar utensílios para alimentos crus e prontos
. Lavar bem as mãos e as superficies
. Evitar lavar o frango cru
“Trabalhamos lado a lado com parceiros no campo para que o consumidor receba um alimento confiável e de alto valor.”, reforça Aristimunha. “Ao escolher produtos de cadeias que adotam padrões rígidos, as famílias brasileiras poderão celebrar o fim de ano com sabor, segurança e muita paz”, finaliza.
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Trouw Nutrition destaca manejo de pasto e suplementação para elevar desempenho do gado de corte
Especialista reforça que a combinação entre forragem bem manejada e suplementação estratégica define o ganho de peso no sistema a pasto.

A pecuária brasileira segue em expansão. Entre 2004 e 2024, a produção de carne bovina cresceu mais de 25%, alcançando 11,8 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC). Segundo a ABIEC, o país exportou 2,89 milhões de toneladas no último ano, o que representa 32% de tudo o que produziu. Impulsionado pelo mercado internacional, o setor tem intensificado tecnologias e manejo para elevar produtividade.
Mesmo com o avanço dos confinamentos, apenas 19,86% dos abates vêm desse sistema. “O boi brasileiro continua sendo um boi de pasto. Por isso, o manejo da forragem ainda é o principal determinante do desempenho”, afirma o coordenador Técnico Beef da Trouw Nutrition, Ramon Lopes Salvatte.
A Bellman, marca da Trouw Nutrition, sustenta há décadas o conceito central dessa lógica produtiva. “Dieta é pasto mais suplemento. A forragem continua sendo o componente de maior peso na nutrição do animal”, explica Salvatte. Ele reforça que a régua de manejo da Embrapa, com alturas específicas de entrada e saída, permanece como ferramenta-chave. “Quando o pasto cai abaixo de 40% da altura recomendada, o animal anda mais, seleciona menos, gasta energia e perde potencial de ganho”, diz.
Suplementação mineral no período das águas
A suplementação mineral é a base do sistema a pasto e se estende por todas as categorias: cria, recria e engorda. “O mineral corrige os desequilíbrios típicos das forragens tropicais e prepara o terreno para que o desempenho aconteça”, explica Salvatte.
No período das águas, quando o pasto cresce rápido e dilui nutrientes, escolher o produto correto exige atenção ao histórico de consumo, categoria e escore corporal. “Para matrizes paridas, por exemplo, muitas vezes o mineral convencional não é suficiente para recuperar escore. Nesses casos entram os minerais adensados ou aditivados, como o Bellisco SV, que entrega ganho moderado aliado à correção mineral”, afirma.
Ele lembra que fatores como palatabilidade, tipo de cocho, clima e concentração de sais na água podem alterar o consumo. “O mineral só funciona quando consumido na quantidade certa. Monitorar o cocho é um manejo simples, mas que muda o resultado”, reforça.
Suplementação proteica no período das águas
No verão, as forragens tropicais apresentam teores elevados de proteína, muitas vezes acima de 12%, permitindo ganhos expressivos. Ainda assim, suplementos proteicos de 20% a 30% de proteína bruta ajudam a manter o desempenho em alta. Produtos de maior qualidade apresentam maior proporção de proteína verdadeira de farelos, reduzindo a dependência de ureia.
“O proteinado melhora a atividade das bactérias do rúmen e libera o potencial de consumo de pasto. É um efeito de adição: mais proteína microbiana, mais degradação de fibra, mais matéria seca ingerida”, explica Salvatte. Ele lembra que, no período das águas, a ureia entra em níveis modestos nas formulações, devido à alta proteinidade natural do pasto.
O fornecimento deve ser preciso. Cerca de um a dois gramas por quilo de peso corporal com cocho adequado e espaço linear suficiente. “Quando fornecido de forma correta, o proteinado entrega um ganho a mais importante, especialmente na recria”, complementa.
Suplementação proteica e proteico-energética: Impulso extra para o ganho
Os suplementos proteico-energéticos vão além. Eles elevam a oferta de carboidratos não fibrosos e melhoram a digestibilidade total da dieta. Estudos mostram incrementos superiores a 60% no ganho diário na comparação com o sal mineral.
“O proteico-energético funciona como um ajuste fino. Ele corrige energia, melhora fermentação ruminal e acelera o desempenho, afirma Salvatte, que explica que esse tipo de suplemento também altera o comportamento do gado. “Os animais chegam ao cocho antes do horário de fornecimento e reorganizam o padrão de pastejo. Isso abre oportunidade para ofertar o suplemento nos horários mais quentes, aproveitando as janelas naturais de descanso do rebanho”, diz.
O manejo exige precisão. Consumo entre 0,3% e 0,5% do peso vivo e cochos protegidos. “É um produto potente, mas precisa de estrutura para funcionar. Sem cocho adequado, perde a eficiência”, reforça. No fim, o desempenho superior depende da soma de fatores. “O suplemento responde ao pasto. Quando o manejo da forragem, a escolha do produto e o horário de fornecimento caminham juntos, o sistema expressa todo o potencial produtivo”, conclui o especialista.



