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Portos do Paraná investe em equipamentos e movimentação de fertilizantes está mais rápida

Atualização de regras operacionais deu agilidade para acompanhar o volume de desembarque do produto, que cresceu 26% no primeiro trimestre e segue aquecido.

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Fotos: Claudio Neves/Portos Paraná

A descarga de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina segue aquecida devido à demanda crescente e o mercado em alta para a comercialização. Com isso, houve aumento da quantidade de navios e do volume descarregado, e a Portos do Paraná acompanhou essa evolução com crescimento da produtividade dos terminais para atender os importadores.

Com a alta, registrada desde o segundo semestre de 2021, a administração portuária atualizou as regras operacionais e aumentou em quase 30% os níveis de produtividade para cada operação de descarga dos granéis de importação. Além disso, o porto investiu em balanças, o que agilizou o atendimento dos caminhões à demanda da descarga no cais.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explica que Paranaguá tem uma das melhores pranchas médias (ou produtividade média) operacionais para o desembarque dos produtos entre os portos brasileiros. “Para garantir maior eficiência no segmento de fertilizantes, a prancha média varia de 6 mil a 9 mil toneladas por dia, por berço ou navio”, afirma Garcia.

A média de descarga tem sido de cerca de 40 mil toneladas, ou seja, quase dois navios por dia – considerando o volume mês a mês, de outubro de 2021 até março deste ano. “Elevamos a capacidade de 800 mil toneladas/mês para mais de um milhão de toneladas”, afirma o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Neste ano, de janeiro a março, 3,06 milhões de toneladas de fertilizantes foram desembarcadas nos portos do Paraná – 26% a mais que as 2.436.122 toneladas registradas no mesmo período em 2021. Os portos paranaenses são as principais entradas dos fertilizantes no País. Conforme o Ministério da Economia (ComexStat), com base nos dados do 1º trimestre do ano, cerca de 31,5% dos produtos importados pelo Brasil chegam por Paranaguá e Antonina.

Mercado

O gerente executivo do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado do Paraná (Sindiadubos), Décio Luiz Gomes, explica que o fertilizante que chegou neste ano – janeiro, fevereiro, março e abril – já estava comprado desde o ano passado, entre setembro e outubro. De acordo com ele, os países importadores de fertilizantes – não apenas o Brasil – acabaram antecipando a compra dos produtos, diante de uma certa falta de matéria prima para a fabricação e da crise energética no mundo.

Comercialização

E além da entrada, Paranaguá acaba sendo, também, centro de comercialização do produto. E nessas negociações,

segundo Gomes, as empresas têm as próprias políticas, capacidade e estratégias.

Nesta quarta-feira (20), 18 navios aguardam para descarregar 585 mil toneladas de fertilizantes somente no Porto de Paranaguá. Desses, 13 estão com todas as exigências operacionais e de documentação prontas, e um deles deve atracar ainda nesta quarta-feira.

Apenas nos berços do cais do Porto de Paranaguá, são descarregados quatro navios simultaneamente – somando quase 114 mil toneladas de fertilizantes.

Capacidade

Paranaguá tem uma capacidade estática para mais de três milhões de toneladas de fertilizantes. Somando o espaço em novos galpões lonados, chega a quase 3,5 milhões de toneladas. Apesar de grande, essa capacidade acaba ficando limitada, principalmente quando há demora na expedição do produto para o destino final, no interior do País.

No cais público do Porto de Paranaguá são três berços preferenciais para os navios carregados de fertilizante, mas os navios com a carga ainda podem atracar e descarregar por qualquer outro berço do cais público que não esteja ocupado.

O Porto de Paranaguá conta, ainda, com um píer privado (da Fospar), com dois berços exclusivos e interligados por esteiras. E, em Antonina, são dois berços que podem operar o produto.

Volumes mensais

Na movimentação mensal, as altas observadas nos últimos três meses em relação ao mesmo período do ano anterior foram de 18% em janeiro (884.268 toneladas); 43% em fevereiro (1.318.708 toneladas); e 20% em março (867.930 toneladas). No ano passado, nos mesmos meses, os volumes descarregados foram 749.965 toneladas (janeiro); 919.997 (fevereiro); e 721.232 toneladas (março).

Fonte: AEN Paraná

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FuturoCoop reúne mais de 450 jovens para fortalecer sucessão no cooperativismo

Encontro promovido pela Coamo e Credicoamo abordou educação digital, cooperativismo, educação financeira e formação de futuras lideranças.

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Foto: Divulgação/Coamo

Mais de 450 adolescentes e jovens integrantes do programa FuturoCoop participaram, nesta terça-feira (14), de um encontro realizado pela Coamo e Credicoamo em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). O evento reuniu jovens de toda a área de atuação da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul para um dia de atividades voltadas à formação cooperativista, desenvolvimento pessoal e educação digital. A programação integra o trabalho desenvolvido ao longo do ano nos entrepostos e tem como objetivo preparar as novas gerações para a sucessão familiar, fortalecer o vínculo com o cooperativismo e contribuir para a formação de cidadãos conscientes.

A programação teve como tema central a educação digital. Palestras e atividades orientaram os adolescentes sobre o uso responsável das redes sociais, prevenção de golpes, combate ao bullying virtual e cuidados no ambiente digital. A proposta foi oferecer informações que auxiliem os jovens a utilizar a tecnologia de forma segura e consciente.

O presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini, ensina que investir na formação das novas gerações faz parte da missão do cooperativismo e garante a continuidade das cooperativas ao longo do tempo. “A cooperativa existe para servir às famílias em diferentes gerações. Preparar adolescentes e jovens significa investir no futuro do cooperativismo, fortalecer a sucessão familiar e formar pessoas comprometidas com os princípios cooperativistas”, destaca.

Gallassini afirma que programas como o FuturoCoop aproximam os jovens da realidade da cooperativa e ampliam o conhecimento sobre a importância da participação dos cooperados na gestão e no desenvolvimento das comunidades. “O programa incentiva a participação, a responsabilidade e o interesse pelo trabalho desenvolvido no campo. Essa formação contribui para que esses jovens estejam preparados para dar continuidade ao trabalho das famílias e ao fortalecimento do cooperativismo”, conclui.

O assessor de Cooperativismo da Coamo, José Ricardo Pedron Romani, destaca que o programa mantém a cooperativa próxima das novas gerações e permite compreender as expectativas dos futuros cooperados. “Queremos conhecer esses jovens, falar a linguagem deles e prepará-los para participar cada vez mais da cooperativa, seja nas propriedades, nos comitês educativos, nas assembleias ou em outras instâncias de participação”, ressalta.

Conforme Romani, mais de 45 turmas já foram formadas pelo programa, envolvendo aproximadamente 1.200 adolescentes. No encontro deste ano, participaram 451 jovens vindos de diferentes regiões de atuação da Coamo.

Na Credicoamo, o programa também trabalha a educação financeira. O presidente Executivo, Alcir José Goldoni, explica que a iniciativa busca preparar os jovens para administrar recursos e compreender o funcionamento do mercado financeiro desde cedo. “O objetivo é preparar esses jovens para que, quando assumirem suas responsabilidades no futuro, tenham conhecimento para tomar decisões conscientes também na área financeira”, observa.

Entre os participantes, o encontro foi uma oportunidade para ampliar a visão sobre o cooperativismo, fortalecer o interesse pelo agro e trocar experiências com jovens de diferentes regiões da área de atuação da Coamo.

Para Gisele Castioni, de Abelardo Luz (Oeste de Santa Catarina), o FuturoCoop despertou um novo olhar para a atividade rural. Ela conta que o programa despertou um interesse que antes não existia. “O FuturoCoop abriu minha visão para a agricultura. Além de conhecer melhor a atividade, aprendi sobre a parte financeira e passei a entender a importância do agro. Hoje quero seguir na Odontologia, mas também pretendo ajudar meus pais na propriedade sempre que possível. O programa despertou essa paixão e também me aproximou de pessoas que vivem essa realidade.”

Victor Hugo Bonilha Pilla, de Roncador (Centro-Oeste do Paraná), afirma que o programa reforçou valores ligados à responsabilidade e à sucessão familiar. Estudante de Direito, ele acredita que o conhecimento adquirido poderá contribuir para conciliar a profissão com a administração da propriedade da família. “O FuturoCoop trouxe uma visão maior sobre responsabilidade e mostrou a importância de buscar informações corretas. Sempre gostei da atividade rural e o programa reforçou minha certeza de que, quando chegar o momento, estarei preparado para cuidar da propriedade da família.”

Fonte: Assessoria Coamo
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Plano Safra não atende às necessidades do setor, avalia FecoAgro/RS

Entidade considera positivas as reduções de juros em algumas linhas de crédito, mas alerta para a insuficiência dos recursos, a menor equalização das taxas e o enfraquecimento do seguro rural.

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Foto: Gilson Abreu

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) avalia que o Plano Safra 2026/2027 trouxe avanços pontuais, mas ficou aquém das necessidades do setor agropecuário. Na análise da entidade, a redução das taxas de juros em algumas linhas de financiamento e a ampliação dos limites de crédito para cooperativas representam medidas positivas, porém insuficientes diante da demanda por recursos no campo.

Foto: Gilson Abreu

Segundo a Federação, o plano manteve praticamente a mesma estrutura dos últimos anos e foi lançado com um volume de crédito inferior ao necessário para atender produtores e cooperativas.

Entre os pontos considerados favoráveis estão a redução das taxas de juros em programas como Prodecoop, Procap-Agro, PCA e Pronaf, especialmente para operações voltadas a investimentos de longo prazo.

Na avaliação da FecoAgro/RS, contudo, essas mudanças não compensam a ausência de medidas estruturais nem a limitação dos recursos destinados ao crédito rural.

A entidade também demonstra preocupação com a redução do orçamento destinado à equalização das taxas de juros. Segundo a Federação, em um cenário de juros elevados, a diminuição desses recursos reduz a atratividade das linhas oficiais de financiamento, limita novos investimentos e restringe a capacidade de expansão dos produtores e das cooperativas.

Seguro rural preocupa setor

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Outro ponto destacado pela FecoAgro/RS é o seguro rural. Embora os recursos para a subvenção dependam de orçamento específico, a entidade afirma que os sucessivos cortes no programa enfraquecem um dos principais instrumentos de gestão de risco da atividade agropecuária.

Na avaliação da Federação, o fortalecimento do seguro rural se torna ainda mais necessário diante da maior frequência de eventos climáticos extremos, que elevam a exposição dos produtores a perdas de produção e renda.

Cooperativas defendem reforço no crédito

A FecoAgro/RS ressalta que as cooperativas desempenham papel central na operacionalização do crédito rural e no atendimento aos produtores. Por isso, defende um Plano Safra com volume de recursos mais compatível com a demanda do setor, reforço no orçamento destinado à equalização das taxas de juros e fortalecimento do seguro rural.

Segundo a entidade, essas medidas são fundamentais para garantir investimentos, manter a capacidade produtiva e preservar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria FecoAgro/RS
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Exportadores terão acesso a R$ 15 bilhões em crédito para ampliar competitividade

Recursos poderão financiar capital de giro, expansão da produção, inovação e adequação às exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade dos mercados internacionais.

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Fotos: Claudio Neves

Empresas exportadoras da agropecuária, da agroindústria e de outros setores produtivos poderão acessar até R$ 15 bilhões em linhas de crédito destinadas a reduzir os impactos das instabilidades no comércio internacional e de medidas comerciais unilaterais adotadas por outros países. O Plenário do Senado aprovou, na última quarta-feira (08), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026, originado da Medida Provisória (MP) 1.345/2026. O texto segue para sanção presidencial.

A proposta amplia o alcance da política oficial de crédito às exportações e autoriza a utilização de recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para respaldar as operações de financiamento. A medida dá continuidade às ações adotadas pelo governo federal desde 2025 para enfrentar os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e de outras restrições ao comércio internacional.

Além da agroindústria, passam a ser contempladas empresas dos setores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e recursos minerais. Cooperativas e associações também poderão acessar as linhas de crédito, desde que atendam aos critérios de elegibilidade estabelecidos na proposta.

Os financiamentos poderão ser destinados ao capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica. Os recursos também poderão financiar a adaptação de produtos, serviços e processos às exigências dos mercados internacionais, incluindo requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade regulatória.

O limite autorizado é de até R$ 15 bilhões, provenientes principalmente do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, além de outras fontes orçamentárias. As operações serão realizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras habilitadas, enquanto o Conselho Monetário Nacional (CMN) ficará responsável por definir encargos, prazos e critérios para concessão dos financiamentos.

O texto aprovado também reorganiza o modelo de compartilhamento de riscos entre os fundos garantidores, com o objetivo de fortalecer a segurança das operações de crédito e ampliar o acesso ao financiamento para empresas exportadoras.

Fonte: O Presente Rural
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Editora O Presente 35 anos

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