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Notícias Reestruturação Rodoferroviária

Portos do Paraná conclui audiência pública do Projeto Cais Leste

Com a construção da moega exclusiva para o modal ferroviário, a ideia é atender, em um único ponto, por conexões aéreas (ou seja, correias transportadoras), todos os 11 terminais que operam à Leste no Corredor de Exportação. A previsão é que a construção inicie no primeiro semestre de 2022.

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Rodrigo Felix Leal/SEIL

A Portos do Paraná apresentou nesta quarta-feira (20), em audiência pública, o projeto Cais Leste, que centraliza a descarga ferroviária em uma moega exclusiva, conhecida como “Moegão”. Em plataforma on-line, com 60 participantes, a administração dos portos de Paranaguá e Antonina detalhou como será a reestruturação rodoferroviária dos acessos dos Terminais da Região Leste do Porto de Paranaguá, otimizando a capacidade de recepção de cargas em ambos os modais.

“Com esse projeto, mais que aumentar a participação do modal ferroviário, pretendemos mudar a visão e a estratégia da operação”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Atualmente, no Porto de Paranaguá, como na maioria dos portos brasileiros, cada terminal tem seu acesso ferroviário próprio. São 11 terminais de exportação de granéis sólidos que operam no Corredor Leste, mas nem todos têm desvio ferroviário.

“Para cada operação no terminal, a composição dos vagões é quebrada com manobras. Nesse tipo de operação individualizada, além de ineficiência há um conflito muito grande com o fluxo da cidade”, disse Garcia. “O projeto visa diminuir essa ineficiência operacional, dando condições para recebermos mais cargas pela ferrovia, com maior agilidade, qualidade e menor impacto à relação porto/cidade”.

Com a construção da moega exclusiva para o modal ferroviário, a ideia é atender, em um único ponto, por conexões aéreas (ou seja, correias transportadoras), todos os 11 terminais que operam à Leste no Corredor de Exportação.

“É uma obra de infraestrutura que olha a longo prazo, visando atender toda a demanda de carga projetada para os próximos 20 ou 30 anos, numa renovação da malha ou com a Nova Ferroeste. O Porto de Paranaguá está se capacitando para grandes projetos futuros”, afirmou o diretor-presidente.

O projeto prevê aumentar dos quase 550 vagões – que atualmente são descarregados, por dia, no Corredor Leste – para quase 900. Serão quase 300 em cada uma das três linhas por dia.

André Cassanti Neto, diretor de engenharia e manutenção da Portos do Paraná, disse que as três linhas serão independentes. A expectativa do projeto é descarregar no complexo, pelo modal ferroviário, cerca de 24 milhões de toneladas de granéis por ano.

“Serão cerca de 700 caminhões a menos por dia. Além disso, o projeto traz como benefícios gerais a redução dos custos logísticos e da poluição, considerando que o transporte ferroviário emite cerca de 70% menos CO2”, afirmou.

Ainda segundo o diretor, as interferências rodoferroviárias serão reduzidas das atuais 16 para apenas cinco. “As operações serão mais ágeis e o tempo de manobra será menor”, completou.

Etapas

Com a audiência pública e as contribuições recebidas, a equipe interna responsável pela análise do projeto se reunirá para os ajustes finais. Na sequência, o projeto segue para a aprovação dos órgãos competentes e, aprovado, será lançado o edital para a licitação da obra. A previsão é que a construção inicie no primeiro semestre de 2022.

Os projetos, apresentação, ata e gravação da audiência pública desta quarta-feira estão disponibilizados no site da Portos do Paraná. A equipe técnica tem prazo legal de até 5 dias úteis para publicar a ata da audiência e o extrato dos questionamentos e comentários enviados.

Embarque

O Moegão vai ao encontro de outro projeto do Estado, que é a modernização e ampliação do Corredor Leste (Corex) e do píer em T. Em fase de desenvolvimento, o projeto prevê um novo complexo com quatro berços; ponte de acesso; oito torres pescantes; e capacidade para embarque de 4 mil toneladas, por hora, em cada uma das oito linhas. Assim, a expectativa é triplicar a capacidade de embarque atual no Corredor Leste.

Fonte: AEN Paraná
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Notícias Olhar atento no campo

Dicas para fazer o planejamento da safra e melhorar a produtividade

O ato de se planejar pode ser uma eficiente ferramenta no agronegócio para o ano que inicia. Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agro deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022.

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Arquivo OP Rural

Como tradição em todo começo de ano, o planejamento das metas, sejam elas pessoais ou de negócios, é sempre a melhor forma de se dar o primeiro passo para concretizar algo. Pouca gente sabe, mas até a alface e outros tipos de cultivos que parecem simples hortaliças precisam de um planejamento, atributo essencial para que o produtor esteja atento aos fatores que podem impactar diretamente nos ganhos produtivos.

Nesta etapa, analisar questões básicas que envolvem os custos de produção, bem como o momento do mercado e as condições climáticas, são estratégias que ajudam a avaliar os caminhos para melhorar a rentabilidade do plantio e estar atento aos riscos.

Segundo Diego Guterres, especialista líder de cultivo da Yara Brasil, adotar cautela para o plantio de grandes culturas pode contribuir para a previsibilidade dos custos de produção, por exemplo. Outras quatro dicas elencadas pelo Guterres são:

  • Acompanhar o patamar de preço dos grãos e insumos avaliando a relação de troca em paralelo à análise de preços históricos (em reais e em dólares);
  • Ter um olhar racional e estratégico sobre os custos de produção, já que atualmente estão em alta, direcionando recursos ao que é essencial para garantir produtividade (analisar custos totais e custo por unidade, por exemplo, R$/ha e R$/sc);
  • Antecipar compras e recebimentos de alguns insumos, como fertilizantes e defensivos sempre que possível;
  • Adotar critério técnico na adubação, especialmente para quem pensa em reduzi-la buscando mitigar os custos, pois medidas erradas podem reduzir a produtividade.

Conhecer bem o solo e escolher o cultivo que melhor se adapta às condições climáticas da região é o segredo de Bruno Dittrich, especialista líder de cultivo da Yara Brasil para frutas e hortaliças. Outras dicas do especialista são:

  • Escolher materiais genéticos adequados, preferindo opções com a melhor aceitação comercial, que produza bons frutos, folhas ou tubérculos;
  • Avaliação do solo. Através da análise de solo, é possível conhecer as principais deficiências e atuar nas correções que podem ser feitas através de práticas como calagem, gessagem e uso de fertilizantes;
  • Uso racional de fertilizantes, especialmente em condições de baixa fertilidade do solo;
  • Agir preventivamente para facilitar o controle de pragas e doenças da região.

 Perspectivas para 2022

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a previsão de crescimento para o agronegócio em 2022 está em torno de 3 a 5%, com a safra de grãos estimada em 289 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação a 2021.

Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agronegócio deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022. Com planejamento e olhar atento às tendências que considerem também a sustentabilidade do negócio, a previsão é que o setor permaneça forte e com grandes resultados produtivos

Fonte: Assessoria
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Notícias Fonte de proteína e nutrientes

Por que o ovo é tão benéfico para as pessoas? 

Além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

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Divulgação/ASGAV

O ovo, um dos alimentos mais consumidos no mundo, tem seus motivos para sempre estar à mesa das pessoas. Além do valor acessível, ele é considerado como uma das principais fontes de proteína e de diversos outros nutrientes que auxiliam no bom funcionamento do organismo e na prevenção de doenças.

De acordo com a nutricionista e coordenadora técnica da Quimtia Brasil, Daniely Salvador, além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

“Dentre os benefícios podemos destacar que o consumo de ovo com frequência ajuda a melhorar fatores como memória, auxilia no combate a diversas doenças, reduz o risco de degeneração macular, ajuda na recuperação de várias células do organismo e previne a queda de cabelo”, comenta.

A qualidade deve ser ponto de atenção

No entanto, para obter todos estes benefícios, existe a necessidade de cuidar, também, da qualidade da produção de ovo. Segundo a especialista, a atenção para com a qualidade do alimento começa bem antes, ainda durante a criação das galinhas poedeiras [as que põe ovos].

“Assim como toda a criação animal moderna, é necessário seguir manejos sanitários rigorosos e uma dieta nutricional adequada, evitando assim possíveis perdas que possam comprometer a produção”, alerta.

Daniely acrescenta ainda, que para preservar e assegurar a qualidade do ovo, outra alternativa é conservá-lo em temperatura uniforme, sem variação, de preferência em refrigerador. A explicação disso é que “ao sofrer alteração de temperatura, o alimento pode perder boa parte de suas propriedades, consequentemente, a qualidade”, finaliza.

Fonte: Assessoria
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Notícias Em nota

Abramilho critica proposta de taxação das exportações de milho

Na avaliação da entidade, trata-se de uma medida equivocada e temerária para o país.

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Claudio Neves

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) lamenta a falta de conhecimento da autora do Projeto de Lei 2814/21, que tramita na Câmara dos Deputados e estabelece imposto de 15% sobre a exportação de milho até 31 de dezembro de 2022. A verdade é que o produtor de milho não escolhe fazer a exportação. Ele simplesmente vende o milho para quem queira comprar, seja ele mercado interno ou externo, haja vista que vivemos em uma economia de livre mercado.

O milho é uma commodity no mercado internacional. O produtor precisa vender, muitas vezes, através de contratos antecipados tanto com a indústria nacional quanto internacional. Não faltou nem tem faltado milho no Brasil. Temos superávit, tanto que nossa produção está em torno de 100 milhões de toneladas e o consumo próximo de 70 milhões de toneladas. Sempre há um excedente que deve ser exportado e, muitas vezes, medidas como essa só tendem a prejudicar o setor e a desestimular o mercado e o produtor a plantar, tirando a competitividade do nosso produto.

Em situações similares, outros países, na vã ilusão de beneficiar o mercado interno, cometeram semelhante equívoco, que, em absolutamente nada, favoreceram a economia nacional ou o abastecimento interno. Foi o que ocorreu com a Argentina. Não podemos permitir que nosso país cometa semelhantes erros reiteradamente praticados.

Essa medida é temerária e equivocada. O mercado internacional não aceita a exportação de tributos, o que significa que este custo será repassado ao produtor. Salientamos neste ponto que, embora a inflação de alimentos tenha aumentado, a inflação dos insumos pagos pelos produtores já alcança os 50%, na variação anual. Isso demonstra o desconhecimento ou falta de sensibilidade da autora ao propor essa taxa.

O Brasil é um player importante no mercado internacional para exportação de alimentos. Dentre os principais produtos estão a soja, o milho, as carnes, seja bovino, suíno ou aves. A partir da produção agropecuária, o país tem alcançado receitas suficientes para enfrentar as crises econômicas mundiais mais graves.

Tributar o setor em qualquer uma dessas cadeias significa retirar artificialmente sua competitividade, prejudicando o Brasil perante seus concorrentes. Não se pode ser leniente com a história de sucesso da maior produção agropecuária tropical do planeta. Portanto, em vez de tributar as exportações dos alimentos, os deputados deveriam estar buscando soluções para baixar o custo de produção e melhorar a logística. Porque se existe um problema real para o milho no Brasil é a falta de uma logística adequada para o fluxo interno de milho e para garantir as exportações nos portos brasileiros.

Fonte: Assessoria
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