Suínos
PorkMeet 2025 destaca inovação e bem-estar animal na suinocultura
Evento em Rio Verde (GO) reuniu produtores, indústrias e pesquisadores para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia suinícola brasileira.

Os bons volumes de chuva registrados na região Sul nos 20 primeiros dias de setembro favoreceram os cultivos de inverno na maioria das áreas produtoras. Os maiores volumes de chuva foram observados no Rio Grande do Sul, principalmente, na primeira semana do mês. Os dados espectrais mostram que as condições têm sido favoráveis nas principais regiões produtoras de trigo, grão com a maior área semeada nas culturas de inverno, mesmo com o registro de geadas e tempestades em algumas áreas. Os dados estão no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Ainda de acordo com o Boletim, os gráficos de evolução do índice de vegetação (IV) das principais regiões produtoras de trigo, onde as lavouras encontram-se, majoritariamente, em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, mostram que as condições, no geral, têm sido favoráveis. Nas regiões monitoradas, observa-se que o índice evoluiu acima da média histórica, durante a maior parte do período de desenvolvimento das lavouras, encontrando-se, neste momento, próximo ou acima da safra anterior.
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor de trigo, a condição geral das lavouras é considerada boa. No Paraná, outro importante produtor, o clima favoreceu o avanço da colheita e a maior parte das lavouras encontram-se em maturação, enquanto que em Santa Catarina a cultura apresenta bom potencial produtivo. A maior parte das lavouras catarinenses apresentam-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto algumas avançam para o enchimento de grãos. A alternância entre períodos de sol e alta umidade tem favorecido o crescimento das plantas.
Culturas de verão da safra 2025/26
Segundo o Boletim publicado pela Companhia, a semeadura da nova safra de verão está avançando, principalmente, sob o cultivo irrigado ou em áreas com disponibilidade de água no solo. O plantio de arroz irrigado está no início, no Rio Grande do Sul, concentrada nas áreas de cultivo pré-germinado, e em Santa Catarina, a semeadura do grão está mais avançada no litoral Norte. Já a semeadura do milho primeira safra ocorre em ritmo acelerado na região Sul, favorecida pelo aumento das temperaturas e pelas precipitações regulares. Quanto à soja, o plantio é incipiente no Centro-Oeste e está concentrada, especialmente, em áreas irrigadas. No Paraná, o plantio foi iniciado em algumas áreas das regiões oeste e sudoeste, onde a umidade no solo tem permitido às operações de campo e propiciado um bom desenvolvimento inicial das lavouras.
O Boletim completo com informações sobre o clima e seus impactos na safra está disponível no Portal da Conab. Clique aqui para acessar.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.








