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PorkExpo reúne quase duas mil pessoas em três dias que valorizaram como nunca a carne suína
Profissionais, criadores, pesquisadores, executivos, professores, açougueiros, chefes de cozinha e estudantes de mais de 20 países participaram do evento entre os dias 07 a 09 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

Foram três dias para compreender, debater e saborear um dos alimentos preparados pelo ser humano há milhares de anos: a Carne Suína. A PorkExpo Latam 2023 – 11º Congresso Latino Americano de Suinocultura e 1º Congresso Nacional Mulheres da Suinocultura foi realizado de 07 a 09 de novembro, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo quase duas mil pessoas. Profissionais, criadores, pesquisadores, executivos, professores, açougueiros, chefes de cozinha e estudantes de mais de 20 países. Todos unidos em torno de um louvor especial à carne mais saborosa e comercializada no planeta.

Fotos: Diculgação
As três batalhas da ‘Pork Butchers Challenge 2023 – Melhor Corte de Carne’, com os competidores dando um show e mostrando muita habilidade com as facas na hora de executar a prova. Uma ideia que mal nasceu e já é um sucesso absoluto, numa iniciativa da PorkExpo Latam 2023, Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e Friella. E que contou com a participação do consultor de cortes da ABCS, Marcos Bisinella, cuja banca julgadora elegeu os açougueiros Joe Basquera, Leandro Reis e Rogério Rocha. “Analisamos a rapidez, higiene e apresentação de novos cortes. Foi muito competitivo, trouxe muita coisa diferente e o público ficou bastante empolgado. É muito importante participar desses eventos para mostrar a versatilidade e a nova roupagem da carne suína na gastronomia”, justificou Bisinella. “Um time brasileiro de açougueiros de qualidade trabalhando com carcaças excepcionais de Duroc. O resultado foi um ineditismo de muito sucesso”, vibrou Flavia Roppa, CEO da PorkExpo Latam 2023.
E o espetáculo do desafio da Melhor Linguiça Artesanal do Brasil. Quatorze peças foram avaliadas por cinco jurados extremamente criteriosos. Uma disputa acirrada que acabou com a primeira colocação sendo abocanhada por João Scalzo (@choripan.brasil). Em segundo lugar, ficou Rogério Rocha (@carnerei) e, em terceiro, a Friella (@friella.oficial). Um show dos três ganhadores e de todos os participantes que deliciaram o evento. E sempre terminando em churrascos festivos, confraternização das boas e música.
A programação seguiu intensa com o ‘1º Congresso Nacional das Mulheres da Suinocultura’, espaço de destaque da força e experiência de criadoras, trabalhadoras, cientistas, mães e esposas dos suinocultores que atuam nas granjas, ajudando nos resultados da suinocultura latino-americana.
As novas tecnologias reconhecidas pelo ‘Prêmio PorkExpo de Startups’, que destacou as Pork Techs que pesquisam o que há de mais moderno em investigação científica para oferecer novas e produtivas ferramentas às granjas. Além da tradicionalíssima premiação dos trabalhos científicos, que valoriza as pesquisas dos profissionais que atuam no segmento e distribuiu R$ 6.000,00, sendo R$ 2.000,00 para cada ganhador e mais um notebook de última geração para o primeiro colocado.
Sempre com o amparo técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Aves e Suínos. Os vencedores foram ‘Avaliação de imprinting sensorial no comportamento alimentar pós-desmame de leitões através de mapas de calor’, na área de Nutrição. E os trabalhos ‘Implicações econômicas da implementação da gestação coletiva em granjas suinícolas’, e ‘Desempenho de suínos em crescimento e terminação submetidos a diferentes condições de tratamento de água com o uso de ácidos orgânicos’, nas áreas de Produção, Manejo e Bem-Estar.
E teve muito mais. A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) promoveu o ‘Seminário Fábrica de Ração – Atualizações sobre a Nova Portaria N°798 de 10 de maio de 2023’, que regulamenta a
produção de ração medicamentosa, e foi ministrado pela diretora técnica da entidade, Charli Ludtke, junto com o consultor da Associação, Stefan Rohr, e o Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Miguel Soriani. Os especialistas falaram sobre a implementação da norma, mostraram as oportunidades que a legislação trouxe para os produtores e debateram a antibioticoterapia na suinocultura, abordando o uso eficaz e racional. “O objetivo final foi qualificar os produtores e profissionais sobre a aplicação das boas práticas na elaboração da ração, garantindo a qualidade do alimento fornecido aos animais, fomentar o atendimento às crescentes exigências do Mapa e do mercado, e também alertar sobre o prazo para cadastramento, que vai até o dia 28 de novembro”, explicou a diretora técnica da ABCS.
A jornada científica apresentou mais de quarenta palestras, painéis interativos e mesas redondas. A exibição da Porks, a maior rede de franquias de alimentos com carne suína do Brasil. Os congressistas discutiram os temas que norteiam os novos caminhos da produção mundial de alimentos, como mercado, marketing, inovação, gestão, inteligência artificial, vendas, sustentabilidade e segurança alimentar. E o encontro de peso e destaque na mesa redonda ‘As regras do jogo- Desafios e oportunidades para a Indústria suína’, com moderação do especialista internacional Osler Desouzart, que apontou as tecnologias necessárias para a suinocultura brasileira avançar em ciência, eficiência, cuidado ambiental e social, além de qualidade das proteínas.
Por fim, a maior Feira de Negócios do Suíno Brasil, com mais de cinquenta corporações de atuação global, ofertando novas soluções de produção. E com resultados absolutamente positivos. Muitas empresas venderam na Pork quatro meses de produção em apenas três dias, mais dezenas de equipamentos e a maioria delas já requisitou a confirmação de presença para 2024.
A PorkExpo Latam 2023 marcou um ano importante para a proteína brasileira. Alcançamos pela primeira vez a média mensal de exportações de carne suína acima de 100 mil toneladas, as vendas externas atingiram um milhão de toneladas em outubro e o consumo interno vai completar 22 quilos por habitante, um feito inigualável na história do Suíno Brasil. “Os açougueiros deram um show à parte, a indústria está querendo participar de novo, o encontro das mulheres teve vários momentos emocionantes. Palestras cheias, participação intensa dos meios de comunicação, as novidades tecnológicas da feira, as premiações, o espetáculo das disputas da carne, o porco gigante Bacon, os churrascos. Essa é a essência da Pork. Estou muito feliz com o resultado e com a fase da carne brasileira”, comemorou Flavia.
O Cardápio PorkExpo consagrou mais uma vez uma fórmula de sucesso de mais de vinte anos e vai oferecer momentos inéditos e absolutamente inovadores novamente, em 2024, reforçando a posição em Foz do Iguaçu, Região Oeste do Paraná, na Tríplice Fronteira Brasil – Paraguai – Argentina, estratégica na produção de suínos e grãos que fazem a nutrição nas granjas, refletida nos gigantescos e complexos sistemas integrados das cooperativas brasileiras instaladas naquela área, no sul do Brasil. Também seguindo o calendário tradicionalíssimo de reunir toda a cadeia a cada dois anos.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) foi patrocinador da PorkExpo Latam 2023 e o 11º Congresso Latino-Americano de Suinocultura.

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








