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Pork Expo 2022 apresenta perspectivas da suinocultura mundial para granjas e indústrias

Evento reúne cadeia produtiva para comemorar duas décadas de inovação e debater como atender com eficiência a demanda por proteína animal no planeta.

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Registro da última edição do Pork Expo, realizado em 2018 - Foto: O Presente Rural

Após quatro anos, o encontro mais tradicional do setor suinícola do continente latino-americano retoma suas atividades com uma série de atrações para marcar seus 20 anos. Entre os dias 26 e 27 de outubro, a 10ª edição da Pork Expo & Congresso Latino Americano de Suinocultura vai reunir a cadeia produtiva, investidores, parceiros, pesquisadores, profissionais, imprensa e estudantes de mais de 20 países, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Realizado a cada dois anos, a edição de 2020 não aconteceu em decorrência da pandemia de Covid-19. “A edição deste ano será a coroação de uma marca que reúne há 20 anos mais de 15 mil participantes por evento. Dois dias intensos de atividades, privilegiando um programa científico de qualidade, rodadas de negócios, feira de novas tecnologias e as marcas principais que sempre fizeram presentes: alegria, convívio, festa, espontaneidade, amizade e congraçamento”, pontua a comissão central organizadora.

Desafios do setor

O mercado brasileiro e internacional permanece desafiador. O criador de aves sofre com os custos de produção, principalmente pelos valores do farelo de soja, milho, energia e os insumos importados usados no manejo de nutrição e sanidade do rebanho. O mercado de carnes e grãos foi sacudido por quatro tsunamis desde 2018: Peste Suína Africana (PSA), pandemia da Covid-19, a recessão econômica mundial e a guerra da Rússia na Ucrânia.

Eventos que, de acordo com o membro da diretoria consultiva do World Agricultural Forum, da equipe do The Sustainable Food Laboratory e CEO da OD Consulting, Osler Desouzart, atingiram todas as granjas brasileiras e inevitavelmente nem todos os avicultores vão sobreviver. “Até porque a situação de preços não vai melhorar antes de 2024. Tem inflação nos países ricos e problemas graves persistentes de logística. Porém, o consumo de alimentos segue aumentando. E a suinocultura vai crescer. O objetivo do criador brasileiro agora tem que ser sobreviver. Continuar fazendo mais com menos”, argumenta .

Falando para suinocultores paulistas na última passada, Osler destacou que o consumo de alimentos deve crescer 1,4% ao ano no planeta, até 2031. Com os países em desenvolvimento sendo o motor presente e futuro da produção e do consumo de proteínas animais, notadamente Ásia, África e América Latina.

Conforme Osler, 89,1% do crescimento demográfico mundial até 2050 será verificado na Ásia e na África, sendo que o futuro do mercado de alimentos está entre os que não comem o suficiente. “Até uma determinada renda as famílias usam o dinheiro para comer. E o que entra é para comprar mais proteína animal. A produção de carnes vai atingir 377 milhões de toneladas nos próximos 11 anos, mas crescendo lentamente. Elevação que virá com tecnologia, produtividade e expansão global dos rebanhos. A granja brasileira deve seguir produzindo, de olho neste panorama. A nossa suinocultura já é 5.0. A produção vai crescer 16,5% até 2031”, salientou.

Exportação
As vendas externas são outro termômetro que precisam animar o setor. As exportações brasileiras de carne suína atingiram em agosto 116,3 mil toneladas, o maior volume já embarcado em um único mês. O número é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, as vendas alcançaram US$ 269 milhões. No acumulado do ano, já são 722,8 mil toneladas vendidas. A China foi o principal destino das exportações, seguida por Filipinas, Vietnam, Chile e Tailândia.

Outro sinal de que os produtores seguem atuando a todo vapor é que o Brasil abateu no segundo trimestre deste ano 14,07 milhões de cabeças de suínos, um recorde desde o início da série histórica, iniciada em 1997.

O abate teve altas em 19 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. O crescimento foi maior nos Estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. “Entendam que a suinocultura é um segmento de margens baixas, mas de demanda. Cassem e defendam-se em manada. Precisamos de mais união. Resolvam os problemas. Muita gente vai quebrar no meio do caminho. Mas teremos que encontrar um novo mundo. Trabalhem o animal como um todo. A exportação é importante para ajudar no mercado interno e na produtividade. Rediscutem os modelos para poderem sobreviver. Façam diferente e coletivamente. E aproximem-se mais ainda da ABPA para a abertura de mercados internacionais”, ressaltou Osler.

É este contexto de produção, tecnologia e mercado que vão nortear a Pork Expo 2022, que terá o Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention como local do evento.

Inscrições

As inscrições seguem abertas até o dia 10 de outubro pelo link https://eventos.equalizee.com.br/porkexpo, com o valor de R$ 600 para os profissionais.

Segundo a comissão central organizadora, a Pork Expo já firmou tradição em reunir os cérebros que pesquisam e enxergam o que ainda está no futuro da carne suína. Entre os especialistas estão Cleandro Pazinato, Antonio Correa, Leandro Hacknhaar, Osler Desouzart, Sung Woo Kim, Jackson Zenatti, Ines Andretta e Horácio Rostagno. “Eles vão debater os temas que efetivamente levem aos melhores resultados para as granjas e indústrias, como bem-estar animal, zootecnia de precisão, nutrição vitalícia, mercado mundial de carnes, saúde intestinal dos leitões, suinocultura 5.0, alimentação de precisão, carne sustentável e segura”, enfatiza a CCO.

Fonte: O Presente Rural com informações da Ascom

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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