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Por quê utilizar aromas em rações comerciais para bovinos leiteiros?

Os odores desagradáveis ou os sabores amargos podem levar a uma baixa ingestão de ração, afetando consequentemente sua produção e o desempenho

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Foto: Divulgação

As vacas leiteiras são extremamente sensíveis às mudanças em sua dieta. Os odores desagradáveis ou os sabores amargos podem levar a uma baixa ingestão de ração, afetando consequentemente sua produção e o desempenho.

Atualmente, cerca de 20% de todo aroma e palatabilizante utilizados na indústria de ração animal são destinados para ruminantes. Esses aditivos não nutricionais, são utilizados em rações, minerais e sucedâneos lácteos, em sua maioria.
Para aprimorar o cheiro e o sabor das rações, a maioria das fábricas tem utilizado o aroma durante a fabricação do produto. Como resultado, o alimento se torna mais palatável, o consumo aumenta e o desempenho melhora. Umas das justificativas é que a permanência prolongada da ração na boca do animal favorece a solubilidade dos agentes aromatizantes e percepção através do sistema retronasal, uma vez que 80% do que é percebido como gosto de um alimento é, na realidade, o seu cheiro.

Os aromatizantes podem ter efeitos benéficos sobre o consumo e saúde ruminal. Nos ruminantes, o consumo é influenciado por agentes externos (ex: clima, manejo, etc), características do próprio animal (peso vivo, lactação, idade) e finalmente pelas características físicas e químicas da dieta. Tamanho de partícula, dureza do pellet e quantidade de forragem na TMR são exemplos de características físicas que podem afetar o consumo dos animais. Já o sabor e odor da dieta, são características químicas que impactam na atração pelo alimento.

Estudos têm demonstrado que a utilização de aromatizantes faz aumentar a frequência de alimentação dos animais. Ao ingerir menores porções e mais vezes ao dia, as oscilações de pH no rúmen tendem a diminuir, promovendo assim maior saúde ruminal. Ao melhorar o ambiente ruminal, há  maior proliferação da população de bactérias que degradam fibra, o que por sua vez melhora a digestão de FDN, aumenta o teor de gordura no leite e melhora o escore de fezes.

Os aromas também tem sido utilizado como uma excelente ferramenta de marketing nas fábricas de ração para ruminantes. A grande variedade de aromas existentes (ex: aroma de melaço, frutas vermelhas e baunilha) permite a indústria caracterizar seus produtos, criando identidade de marca (o odor característico fica na memória dos animais e dos proprietários, fortalecendo a marca). Outra estratégia é a criação de novos produtos, permitindo o aumento de portfólio. Dentre esses produtos, estão rações para sistema de ordenha robotizado. Nesses casos, o odor da ração é extremamente relevante para incentivar as vacas a procurarem as cabines de ordenha mais vezes ao dia, e como isso aumentar a produtividade.

Outro motivo para se utilizar os aromas em rações comerciais está relacionado à tentativa de minimizar a rejeição que os animais apresentam às modificações em fórmulas, ou até mesmo a inserção de coprodutos. Em cenários de elevação no preço das commodities, alimentos tradicionais como o farelo de soja e o milho, podem ser substituídos por co-produtos como farelo de glúten de milho 21, resíduos de produção de etanol de milho (ex: DDG – dry destillers grain), farelo de algodão e etc. Nessa situação, a estratégia de adicionar aroma às rações aumenta a aceitabilidade pelos animais e garante o desempenho.

A decisão de se utilizar ou não os aromas em rações comerciais merece atenção especial, pois de fato quando optamos em utilizá-los esperamos ser bem sucedidos em nossa escolha. Devemos nos atentar a alguns pontos tais como: Para qual categoria animal este aroma será utilizado? Qual a persistência deste aroma nas rações? Qual a resistência deste produto as agressões térmicas a qual ele será submetido durante o processo de produção?

Como conclusão, a introdução de aromas em fábricas de rações para ruminantes pode ser uma estratégia benéfica para desempenho animal, além de ser uma excelente forma de fortalecer a marca, criar novos produtos e se diferenciar no mercado. Portanto, a escolha certa do produto e definição da estratégia é fundamental para garantir que tenhamos sucesso na adoção desta tecnologia.

 

Henrique Freitas 

Gerente de Produtos Especialidades 

Nutricionais e Aditivos – Bovinos de Leite – 

Cargill Nutrição Animal

Fonte: Assessoria da Cargill

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África do Sul recebe 1º lote de vacinas da Biogénesis Bagó para ajudar a conter emergência sanitária pelo surto de febre aftosa

Primeiro carregamento, composto por um milhão de vacinas de alta potência contra as cepas SAT 1 e SAT 2, chegou ao aeroporto de Joanesburgo no último sábado, 21 de fevereiro; empresa argentina confirmou que fará novos carregamentos nos próximos meses.

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Primeiro lote de um milhão de doses de vacina foi entregue pela Boigénesis Bagó ao Ministério da Agricultura da África do Sul - Foto: Divulgação/Biogénesis Bagó

A Biogénesis Bagó entregou o primeiro lote de um milhão de doses de vacina ao Ministério da Agricultura da África do Sul para ajudar a conter a emergência local causada pelo surto de febre aftosa. Esta entrega faz parte de um acordo que inclui novas exportações nos próximos meses a partir da fábrica da empresa em Garín, província de Buenos Aires, na Argentina.

“Na Biogénesis Bagó, temos uma longa trajetória internacional de resposta a emergências sanitárias de febre aftosa, tanto em países da América Latina quanto na Ásia e no Oriente Médio. Estamos comprometidos em apoiar as autoridades sul-africanas e os produtores locais na recuperação do status de país livre da febre aftosa”, afirma o Diretor de Operações e Inovação da Biogénesis Bagó, Rodolfo Bellinzoni.

A África do Sul, com um rebanho bovino de 14 milhões de cabeças, enfrenta uma emergência sanitária que está causando perdas significativas para os produtores, com forte impacto na economia local e nas exportações. Com o objetivo de recuperar o status de país livre da febre aftosa, este primeiro carregamento faz parte do plano nacional sul-africano para conter e erradicar a doença em dez anos. Dessa forma, a Biogénesis Bagó consolida sua liderança no combate às emergências sanitárias da febre aftosa em todo o mundo. Atualmente, é a maior produtora de vacinas contra os sete sorotipos circulantes globalmente e a única empresa capaz de fornecer tanto o produto acabado quanto reservas de antígenos para formulação e uso em emergências.

A empresa argentina de biotecnologia desempenhou um papel fundamental no enfrentamento das emergências sanitárias causadas pelos surtos de febre aftosa em Taiwan (1997), Argentina (2001), Uruguai (2002), Coreia do Sul (2016), Indonésia (2022) e outros países da Ásia e do Oriente Médio. “Por trás desse primeiro lote, estão 70 anos de experiência, inovação e desenvolvimento que permitem à empresa contribuir para a proteção da saúde de mais de 1,1 bilhão de animais em 30 países em 4 continentes. Isso a torna uma parceira essencial nas estratégias de controle e erradicação da febre aftosa, e a empresa continuará trabalhando, investindo e inovando para manter o status da saúde animal global”, reforça Rodolfo Bellinzoni.

Banco de antígenos no Brasil

No final de 2025, a Biogénesis Bagó se tornou a detentora do banco de antígenos e vacinas contra febre aftosa para o Brasil, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto localizado da doença no país, fruto de um acordo de cooperação tecnológica com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e com o governo federal brasileiro.

“A atuação da Biogénesis Bagó na África do Sul tem uma relevância estratégica para o Brasil. Vivemos um momento histórico, em que o país avança na consolidação do status sanitário sem vacinação contra a febre aftosa, o que exige vigilância permanente, capacidade de resposta rápida e integração com as iniciativas globais de controle da doença. Ao contribuir para conter um surto em um país com forte inserção no comércio internacional de proteína animal, ajudamos a reduzir riscos sanitários globais e a proteger mercados que também são estratégicos para o Brasil. A febre aftosa não respeita fronteiras — por isso, cada foco controlado no mundo representa mais segurança para todos os países produtores e exportadores”, destaca o Country Manager da Biogénesis Bagó, Marcelo Bulman.

“Além disso, a experiência acumulada pela Biogénesis Bagó em emergências internacionais fortalece a nossa própria estrutura regional, inclusive no Brasil, onde mantemos o banco estratégico de antígenos e vacinas. Isso amplia a capacidade de reação diante de qualquer eventualidade e reforça a confiança dos produtores e das autoridades brasileiras de que contamos com parceiros preparados, tecnologia de ponta e logística ágil para preservar o patrimônio sanitário nacional”, complementa o executivo.

Fonte: Assessoria Biogénesis Bagó
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MOVING FLOOR traz ao Brasil tecnologia inovadora de baias autolimpante, sem uso de água e sem antibióticos para suínos

Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

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Fotos: MOVING FLOOR

A MOVING FLOOR, empresa sueca reconhecida mundialmente por seus sistemas patenteados de pisos autolimpantes para suinocultura, anuncia sua entrada oficial no mercado brasileiro. A tecnologia, que elimina a necessidade de água na limpeza e reduz significativamente o uso de antibióticos, representa um grande avanço em bem-estar animal, sustentabilidade e biossegurança para a indústria suinícola.

Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

O evento contará com a participação de presidentes e diretores das principais cooperativas do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, executivos de grandes empresas, líderes de opinião da Embrapa Suínos e Aves, UFV, Iowa State University e de associações do setor e mídias especializada.

Um Novo Padrão Tecnológico para a Produção de Suínos

O sistema da MOVING FLOOR automatiza a limpeza das baias de suínos por meio de um piso mecânico patenteado que remove os dejetos continuamente, sem o uso de água, reduzindo as emissões de amônia, melhorando a higiene e criando um ambiente mais saudável para os animais e trabalhadores.

“O Brasil é um dos maiores produtores de carne suína do mundo, e acreditamos que esta tecnologia pode contribuir significativamente para as metas de sustentabilidade do setor”, disse Antonio Lot, representante da MOVING FLOOR.

Uma Parceria Estratégica com a PUC – Paraná

O primeiro showroom brasileiro foi instalado na PUC – PR, onde produtores, pesquisadores e líderes da indústria poderão ver o sistema em operação e avaliar seu potencial de adoção em granjas comerciais.

Fonte: Assessoria MOVING FLOOR
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Vaxxinova marca presença na Abraves PR e reforça compromisso com a evolução da suinocultura

Participação no evento destaca proximidade com o setor, troca técnica e soluções recentes voltadas à sanidade dos plantéis

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Equipe Vaxxinova Suinocultura / Foto: Divulgação

A Vaxxinova participa, nos dias 11 e 12 de março, da Abraves PR, um dos principais encontros técnicos da suinocultura paranaense. A presença da equipe de suínos no evento reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento do setor, por meio do diálogo técnico, da proximidade com os profissionais da cadeia produtiva e do acompanhamento das principais discussões relacionadas à sanidade da atividade.

“A Abraves PR é um ambiente estratégico para troca de conhecimento e atualização técnica. Estar presente nos permite acompanhar de perto as demandas do setor e fortalecer nossa atuação como parceiros da suinocultura brasileira”, afirma Rogério Petri, gerente da área de Suínos da Vaxxinova Brasil.

Durante o evento, a equipe da Vaxxinova estará em contato direto com médicos veterinários, produtores, consultores e demais profissionais, acompanhando a programação técnica relacionadas à sanidade, manejo e produtividade dos plantéis.

“Nosso foco é entender profundamente os desafios enfrentados no campo e oferecer soluções cada vez mais alinhadas à realidade da produção. A participação em eventos regionais como a Abraves PR é fundamental para essa construção conjunta com o setor”, destaca Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing da Vaxxinova.

A presença da empresa na Abraves PR ocorre em um momento importante da sua trajetória na suinocultura, marcado por lançamentos recentes e pela ampliação do portfólio de soluções voltadas à saúde animal. Entre os avanços, destacam-se investimentos em inovação, fortalecimento do suporte técnico e a ampliação da capacidade produtiva de vacinas autógenas, iniciativas que reforçam a proposta de oferecer respostas mais rápidas, precisas e personalizadas aos desafios sanitários dos sistemas produtivos.

“Acreditamos que a evolução da suinocultura passa por informação qualificada, diagnóstico preciso e decisões estratégicas baseadas em ciência. Nossa atuação tem sido direcionada exatamente para apoiar o produtor nesse processo”, complementa Rogério Petri.

A Abraves PR reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e lideranças do setor, consolidando-se como um espaço relevante para atualização técnica, networking e discussão de tendências que impactam o futuro da suinocultura no Paraná e no Brasil.

Fonte: Assessoria
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