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Políticas sustentáveis para o agronegócio foram destaque nas ações do Ministério da Agricultura

Governo Federal decretou Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária e investiu para levar tecnologia para o campo.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

O ano de 2024 foi marcado por ações de incentivo a tecnologias de ponta e com políticas sustentáveis para o agronegócio brasileiro. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), atuou no fomento da promoção de boas práticas agrícolas, fortalecimento da governança do Plano ABC+, incentivo a programas sustentáveis e tecnológicos para as áreas rurais.

Foto: Divulgação/Epagri

“No contexto de uma consolidação de uma agropecuária sustentável no Brasil, avançamos em diversas ações de conectividade no campo, bioeconomia, desenvolvimento de cadeias produtivas e reconhecimento de boas práticas. Foi um ano intenso de muito trabalho”, destacou o secretário da Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Pedro Neto.

Neste ano, o Governo Federal decretou a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (PNRGAA).

A Política visa a conservação, o uso sustentável, a proteção e a valorização dos recursos genéticos para a alimentação, a agricultura e a pecuária; a soberania e a segurança alimentar e nutricional; a alimentação adequada e saudável; ampliar o conhecimento e a valorização dos recursos genéticos e a base genética dos programas de melhoramento realizados por instituições de pesquisa.

Rural + conectado

Foto: Freepik

O Programa tem por objetivo a ampliação da conectividade nas áreas rurais de pequenos, médio ou grandes agricultores e pecuaristas; bem como prover conteúdos de qualidade para o desenvolvimento técnico das populações rurais.

Neste ano, houve a capitação de recursos nas linhas de financiamento Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) aprovadas para o agronegócio em investimento de infraestrutura de conectividade. Foram investidos R$ 400 milhões em fibra óptica – 4G e 5G, soluções redes celulares 4G e 5G; internet, rádio e banda larga fixa, e infraestrutura de torres, sendo grande parte para comunidades rurais de municípios mais distantes da região Nordeste.

Planos e programas sustentáveis

Em 2024, houve o lançamento do Sistema de Informações do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável 2020-2030 (Sinabc), além da atualização do site dos Grupos Gestores Estatuais no portal do Mapa, como treinamento para uso da plataforma.

No Programa Floresta + Sustentável, foi atualizado o Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (PNDF), como também o lançamento do Painel Florestas+, solução tecnológica de aderente ao GOV.BR, destinada a integrar, organizar e disponibilizar informações do setor florestal.

Já no Programa Amazônia + Sustentável, foi realizado apoio a organizações do território do Xingu com mentoria para elaboração de mais de 30 projetos para submissão ao Edital do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu, por meio do “Projeto Agricultura Sustentável para Ecossistemas Florestais”.

Foi lançado neste ano o estudo estratégico “Bioinsumos como alternativa a fertilizantes químicos em gramínea”, uma análise sobre os aspectos de inovação do setor”, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), dentro do Programa Nacional de Bioinsumos. Também restruturado a composição do Conselho Estratégico do Programa, e o lançamento do curso a distância “Introdução ao planejamento, produção, uso e controle de qualidade de bioinsumos agrícolas”.

CEPLAC

Na Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (Ceplac) foram realizadas pesquisas no campo da inovação e tecnologias agronômicas e genéticas, como também para o clima e solo. Houve a publicação de diversos estudos e livros, como “Tecnologia do Cacaueiro” e Inovações Tecnológicas no Cultivo e Exploração Do Cacaueiro – Livro (No Prelo).

Foram produzidos e distribuídos mais de 7 milhões sementes híbridas de cacau. Assim como mais de cinco mil hectares de novas lavouras cacaueiras em Sistemas Agroflorestais (SAFs), sendo mais de 3.600 hectares apenas no Pará.

Dentro do Plano Inova Cacau 2030 foram realizadas reuniões técnicas e elaboração do Plano Tático-Operacional.

Fonte: Assessoria Mapa

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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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Notícias Safra 2025/26

Variações climáticas elevam risco de doenças no final do ciclo da soja

Oscilações de chuva e temperatura ampliam a pressão de manchas foliares e da ferrugem, exigindo monitoramento técnico mais rigoroso no Sul e no Cerrado.

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Foto: Divulgação

O avanço da safra de soja 2025/26 tem revelado um cenário climático que amplia o risco de Doenças de Final de Ciclo (DFCs). Oscilações de chuva e temperatura, associadas a janelas de semeadura mais longas, têm favorecido o avanço das manchas foliares como septoria e antracnose, além de ampliar a presença de ferrugem asiática no Sul, especialmente em regiões com histórico de pressão. No Cerrado, o alerta maior recai sobre a cercospora e a mancha-alvo, que vêm ocorrendo com mais frequência desde a última safra.

Esses fatores têm levado consultorias e equipes de monitoramento a registrar um avanço expressivo das DFCs conforme a lavoura avança para estádios mais adiantados, indo das fases vegetativas avançadas ao início do reprodutivo, dependendo da região. A alternância entre períodos úmidos e noites quentes, somada à elevada pressão de inóculo das doenças na área, acelera a evolução das manchas, reduzindo a capacidade fotossintética e comprometendo o enchimento de grãos, efeito intensificado quando há episódios curtos de estresse hídrico.

Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

No Sul, a ocorrência simultânea de ferrugem e cercospora tem tornado o manejo mais complexo. A detecção precoce da ferrugem em algumas regiões, combinada à presença de cercospora, exige atenção redobrada e acompanhamento técnico constante. Nesse cenário, acertar o momento das primeiras aplicações e considerar as condições climáticas é fundamental para preservar o potencial produtivo.

No Cerrado, consultores apontam intensificação de cercospora e mancha-alvo, sobretudo em áreas com irregularidade hídrica inicial e plantios estendidos. A combinação entre temperaturas elevadas durante a noite, umidade alternada e presença de inóculo de doenças de safras anteriores favorece a progressão dessas manchas no final do ciclo. Nessas situações, preservar a sanidade foliar é essencial para manter o bom desempenho das lavouras.

Monitoramento contínuo

Foto: Divulgação/Embrapa

De acordo com o doutor em Agronomia, Marcelo Gimenes, a dinâmica atual reforça a necessidade de leitura cuidadosa das particularidades de cada região. “Nesta safra, não é apenas a presença das DFCs que chama atenção, mas a velocidade com que elas têm avançado ao final do ciclo. A interação entre clima, calendário operacional e histórico da área tornou o comportamento das doenças mais imprevisível. Por isso, monitoramento frequente e decisões técnicas bem embasadas são essenciais”, afirma.

O desafio se acentua quando diferentes doenças convivem na mesma área, situação observada tanto no Sul quanto no Cerrado. “Em ambientes onde múltiplas doenças pressionam simultaneamente, a planta perde capacidade de manter o dossel ativo pelo tempo necessário. Por isso, o manejo não pode ser reativo: é preciso estruturar uma estratégia assertiva com o histórico sanitário e com o potencial produtivo de cada talhão”, explica Gimenes.

Fonte: Assessoria Adama
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