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Poder de compra dos ovos sobe frente ao farelo pelo 2º mês; contra o milho, cai há 5 meses

Preços dos principais insumos utilizados na avicultura de postura apresentaram movimentos opostos de outubro para novembro.

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Foto: Shutterstock

Os preços dos principais insumos utilizados na avicultura de postura apresentaram movimentos opostos de outubro para novembro.

Levantamentos do Cepea mostram que, enquanto as cotações do milho subiram de forma expressiva, as do farelo de soja caíram.

Os preços dos ovos, por sua vez, avançaram no período, também conforme pesquisas do Cepea.

Como resultado, o poder de compra do avicultor de postura paulista cresceu pelo segundo mês seguido frente ao farelo de soja, mas recuou pelo quinto período consecutivo em relação ao milho.

Fonte: Assessoria Cepea

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Clima e oferta global sustentam trigo em Chicago e influenciam mercado brasileiro

Problemas em regiões produtoras como Austrália e EUA mantêm viés de alta nas bolsas internacionais.

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Foto: Jaelson Lucas

Os preços do trigo registraram recuperação moderada no mercado brasileiro durante abril, sustentados pela menor disponibilidade do cereal no período de entressafra e pelo suporte do mercado internacional. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a valorização do real frente ao dólar, porém, limitou repasses mais expressivos aos preços internos.

Foto: Caio Inácio

No Paraná, principal estado produtor do país, o trigo encerrou abril cotado a R$ 66 por saca de 60 quilos. Apesar da recuperação observada ao longo do mês, os valores permaneceram abaixo dos registrados no mesmo período de 2025.

Com a oferta doméstica restrita e baixo volume remanescente para comercialização, a formação dos preços passou a ser fortemente influenciada pela paridade de importação. Nesse cenário, o trigo adquirido no mercado externo tornou-se a principal referência para a indústria moageira.

A valorização do real atuou como fator de contenção para os preços internos, reduzindo parte do impacto positivo gerado pelo cenário internacional e pela menor disponibilidade do cereal no mercado brasileiro.

No exterior, as cotações seguiram voláteis, mas com viés de alta ao longo de abril. O primeiro vencimento do trigo soft na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia 8 de maio cotado a US$ 6,07 por bushel, patamar semelhante ao registrado no fim de março e 18% superior ao observado há um ano.

Foto: Cleverson Beje

As preocupações com a oferta global contribuíram para a sustentação dos preços. Problemas climáticos em importantes regiões produtoras, como Austrália, China e áreas do Hemisfério Norte, aumentaram a percepção de risco para a produção mundial.

Nos Estados Unidos, o desempenho abaixo do esperado das lavouras de trigo de inverno e os atrasos no plantio do trigo de primavera também reforçaram a sustentação das cotações, mantendo o mercado atento a possíveis revisões nas estimativas de produção.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação entre um ambiente internacional mais ajustado e uma demanda externa mais ativa contribuiu para a valorização recente das bolsas. No Brasil, esse movimento elevou as paridades de importação e influenciou a formação dos preços domésticos, embora o impacto final tenha sido condicionado pelo comportamento do câmbio e pela concorrência do trigo importado.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Brasil amplia compradores de milho, reduz dependência do Irã e acende alerta para exigências de qualidade

País exportou 6,74 milhões de toneladas para 69 destinos no primeiro trimestre de 2026; avanço do Vietnã e liderança do Egito reforçam a necessidade de padronização e controle de umidade no pós-colheita.

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Foto: Divulgação

O Brasil começou 2026 com uma mudança importante no mapa das exportações de milho. O número de países compradores passou de 63 para 69 no primeiro trimestre, ao mesmo tempo em que o mercado se tornou menos dependente de um único destino e mais diversificado. A liderança passou para o Egito, o Vietnã ganhou espaço entre os principais importadores e o Irã perdeu participação na pauta brasileira.

Foto: Claudio Neves

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de milho em grão classificadas sob o NCM 1005.90.10 movimentaram US$ 1,48 bilhão entre janeiro e março deste ano. O valor representa crescimento de 13,1% em relação ao mesmo período de 2025. Em volume, os embarques aumentaram 14,6%, passando de 5,88 milhões para 6,74 milhões de toneladas.

Além do aumento nas vendas, o resultado chama atenção pela redistribuição dos destinos. O Egito assumiu a liderança das compras, com importações de US$ 367,7 milhões, alta de 30% na comparação anual. Já o Vietnã registrou expansão de 257% nas aquisições e passou a integrar o grupo dos três maiores compradores do cereal brasileiro.

Em sentido contrário, o Irã reduziu sua participação nas exportações. Em 2025, o país concentrava 35,3% da pauta brasileira de milho. Neste primeiro trimestre, a fatia caiu para 20,9%. Segundo a análise dos dados, é a primeira vez que o Brasil encerra um trimestre sem depender fortemente de um único cliente externo.

A diversificação dos mercados é vista pelo setor como um fator positivo, mas também impõe novos desafios. Países importadores têm exigido padrões mais rigorosos de qualidade, rastreabilidade e conservação dos grãos, especialmente em relação às condições de armazenamento e ao controle de umidade.

Esse tema ganha relevância porque parte dos embarques enquadrados no NCM 1005.90.10 inclui lotes de milho de

Foto: Divulgação

pipoca a granel, uma cultura reconhecida pela maior sensibilidade às condições de pós-colheita. Nesses casos, pequenas variações no teor de umidade podem comprometer características essenciais do produto, como a capacidade de expansão dos grãos, a uniformidade dos lotes e a conservação durante o transporte.

O crescimento das exportações, portanto, amplia a discussão sobre a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo pós-colheita. O controle adequado da umidade, a secagem eficiente e o armazenamento em condições apropriadas tornaram-se fatores estratégicos para garantir a qualidade dos grãos e atender às exigências de mercados cada vez mais competitivos.

Na prática, a expansão do número de compradores indica que o milho brasileiro ganhou espaço no comércio internacional. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de manter padrões elevados de qualidade para preservar a competitividade e ampliar a presença do país em mercados que valorizam regularidade de fornecimento e produtos com especificações cada vez mais rigorosas.

Fonte: O Presente Rural
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Inteligência Artificial pode permitir simulação completa da safra antes do plantio

Da pulverização seletiva ao uso de gêmeos digitais, tecnologias já reduzem custos, aumentam a precisão das operações e prometem transformar a agricultura tropical nos próximos anos.

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Foto: Divulgação

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma ferramenta cada vez mais presente nas propriedades rurais brasileiras. Aplicações que vão desde a identificação de doenças em plantas até o monitoramento de rebanhos por drones já fazem parte da rotina do campo e apontam para uma nova etapa da agricultura tropical, baseada em dados, automação e previsibilidade.

Chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, Stanley Oliveira: “Vamos usar a IA para olhar o presente e projetar o futuro, simulando quebras de safra e possíveis problemas. Isso traz uma realidade preditiva e muito mais rápida para o produtor brasileiro” – Foto: Divulgação/Embrapa Soja

O tema esteve no centro das discussões da Reunião de Pesquisa de Soja, realizada na última semana em Londrina (PR). Durante painel sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) na agricultura, o chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, Stanley Oliveira, apresentou um panorama das tecnologias já disponíveis e das transformações esperadas para os próximos anos.

Segundo ele, a corrida global pela IA no agro já tem protagonistas definidos. A China lidera o desenvolvimento de robôs agrícolas e o uso de constelações de satélites para monitoramento terrestre, enquanto os Estados Unidos concentram quase 40% das AgTechs do mundo. O Brasil, por sua vez, busca ocupar um espaço estratégico ao desenvolver soluções adaptadas às condições da agricultura tropical.

Entre as aplicações já disponíveis no país, Oliveira destacou a

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pulverização seletiva nas lavouras de soja, principal cultura agrícola brasileira. “Temos equipamentos que detectam a área com infestação de plantas daninhas e aplicam o herbicida de forma customizada. Um estudo de caso no Mato Grosso mostra que o retorno financeiro desse investimento se paga em apenas dois anos”, afirmou.

A tecnologia também tem ampliado a precisão das operações agrícolas. Sistemas de monitoramento por satélite e ferramentas de visão computacional já conseguem identificar culturas em tempo real e diferenciar, automaticamente, as plantas cultivadas das ervas daninhas.

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Na robótica agropecuária, os avanços seguem a mesma velocidade. Pequenos robôs já circulam por pomares realizando a contagem de frutas, como maçãs e laranjas, sem tocar nas árvores e com alto nível de precisão.

Uma fazenda virtual para prever o futuro

Se as aplicações atuais já chamam atenção, a próxima etapa promete mudanças ainda mais profundas. Oliveira projeta que, nos próximos cinco anos, a inteligência artificial permitirá a adoção em larga escala dos chamados “gêmeos digitais” (digital twins) nas propriedades rurais.

A tecnologia consiste em criar uma réplica virtual da fazenda, alimentada por dados de solo, clima, cultivares,

Foto: Divulgação/Freepik

máquinas e histórico produtivo. Com esse ambiente digital, o produtor poderá testar cenários, prever perdas e simular toda a safra antes mesmo do plantio. “Vamos usar a IA para olhar o presente e projetar o futuro, simulando quebras de safra e possíveis problemas. Isso traz uma realidade preditiva e muito mais rápida para o produtor brasileiro”, explicou.

A expectativa é que a inteligência artificial também acelere a pesquisa agropecuária. No melhoramento genético de plantas e animais, por exemplo, o cruzamento de grandes volumes de dados pode reduzir o tempo necessário para desenvolver novas variedades e linhagens mais produtivas e resistentes.

Desafios ainda limitam expansão

Apesar das perspectivas, a expansão da IA no campo ainda enfrenta obstáculos importantes. Entre eles estão a falta de mão de obra qualificada e o acesso desigual às tecnologias, especialmente entre pequenos e médios produtores.

Foto: Divulgação

Segundo Oliveira, cerca de 80% dos produtores rurais brasileiros pertencem a esses dois grupos, o que torna a democratização das ferramentas digitais uma prioridade. “É preciso socializar o conhecimento técnico por meio de plataformas acessíveis, inclusive em parceria com as big techs”, afirmou.

A estratégia defendida pela Embrapa passa por três pilares: ampliar a digitalização das atividades rurais, automatizar o maior número possível de processos e reduzir o custo das tecnologias, tornando as soluções de inteligência artificial economicamente viáveis para um número maior de propriedades.

Para Oliveira, a adoção dessas ferramentas não deve ser vista como uma ameaça aos empregos no campo, mas como uma forma de aumentar a eficiência das operações. “Ao falar de IA não estamos dizendo que haverá redução de empregos, mas sim ganho de produtividade, redução de custos e mitigação de riscos. O produtor que antes fazia tudo de forma manual deve ser capacitado para usar a IA na linha de frente, otimizando os processos dentro da fazenda”, enfatizou.

Fonte: O Presente Rural
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