Suínos
Pneumonias bacterianas dos suínos: uma breve revisão
As doenças respiratórias nos suínos se manifestam principalmente através das pneumonias, processos infecciosos que se instalam nos pulmões após a penetração de um agente infeccioso que pode ser de origem bacteriana, viral ou fúngica. As doenças respiratórias representam um dos principais problemas nas granjas de suínos, causando mortalidade, atraso no desenvolvimento, falta de uniformidade dos lotes e condenação de carcaças, assim, constituindo uma doença de alto custo para o suinocultor e causando prejuízos econômicos. Neste artigo faremos uma breve revisão dos principais agentes bacterianos isolados em processos pneumônicos que geralmente estão associados ao Pasteurella multocida (Pm), Mycoplasma hyopneumoniae (Mh); Haemophilus parasuis (Hp) e Actinobacillus pleuropneumoniae (App).
A Pm é um cocobacilo Gram Negativo, produtor de dois tipos de toxinas: a endotoxina e a protéica. Embora a Pm seja considerada um agente secundário, algumas cepas são capazes de produzir lesões pneumonias e pleurites, sugerindo que Pm também possa atuar como agente primário. A Pm se associa ao Mh sendo a co-infecção mais comum da pneumonia enzoótica. A presença de Pm, mesmo as cepas primariamente não patogênicas, agrava a pneumonia iniciada pelo Mh. Os sinais clínicos variam em severidade, dependendo da amostra de Pm envolvida e do grau de imunidade do animal. São descritas três formas clínicas: aguda, subaguda e crônica.
Matéria completa, cujo auto é o Dr. André Mauricio Buzato, médico veterinário, gerente técnico comercial – Suínos da Vétoquinol, você pode acompanhar na edição impressa do jornal O Presente Rural que esta em circulação.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
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