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Suínos / Peixes

PNDS e Frigodeliss capacitam profissionais e estudantes de São Paulo

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Por meio da parceira com o Frigorífico Frigodeliss, mais de 40 profissionais de açougue dos supermercados Dalbem e GoodBom, participaram nos dias 6 e 12 de novembro do curso de capacitação tecnológica em cortes suínos e mais de 70 alunos de nutrição da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) conheceram os benefícios e saudabilidade da carne suína no dia 30 de outubro.
Realizado em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) e o Sebrae/SP que juntos executam o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) no estado, o curso buscou atualizar os profissionais de carne sobre a versatilidade e benefícios da proteína, promovendo assim a inserção de novos modelos de consumo da carne suína no mercado de Campinas e região.
Usando meia carcaça suína, o consultor Daniel Furtado, especialista em cortes suínos, explicou os diferentes cortes da carne buscando demostrar a versatilidade do produto em partes diferenciadas. Além disso, o consultor também apresentou opções de preparo dos cortes para sugestão aos clientes. “O joelho suíno seria mais bem utilizado se as pessoas soubessem como prepará-lo. Por isso, nas capacitações procuro dar receitas com os cortes propostos. Com o joelho traseiro do suíno, por exemplo, é possível preparar um “Joelho ao Forno” que doura com o mel e tem como acompanhamento batatas e cenouras cozidas”, comenta.
Segundo Anny Almeida, gestora executiva nacional do PNDS, o treinamento de açougueiros é uma importante ferramenta na formação da nova consciência do consumidor brasileiro sobre a carne suína. “Esse curso foi elaborado para ir além da preparação e aprendizado dos cortes suínos. Focamos também na informação do profissional de açougue sobre o produto, sua atualização quanto aos avanços da suinocultura no país e também em seu conhecimento sobre opções de preparo desses novos cortes”, diz
Para Fábio Bressiani, produtor e proprietário do Frigorífico Frigodeliss, é muito gratificante poder contar com a parceria da ABCS e APCS nestas capacitações. “O trabalho realizado foi excelente, poder contar com o Daniel aqui foi fundamental para que ele demonstrasse todas as opções de trabalho possíveis com o suíno e a partir desse conhecimento cada supermercado adequar às suas necessidades. O Frigodelliss já desenvolve esse trabalho a nível regional, mas defendo que devem ter mais trabalhos como esse em São Paulo. Se ampliarmos ações como essa tenho certeza que mudaríamos a forma de comercializar carne suína no estado”
No dia 29 de novembro acontecerá mais um treinamento, desta vez o foco são os profissionais do frigorífico Frigodeliss. O curso contará com entrega de materiais, palestra sobre a Evolução da Produção de Suínos Brasileira, além do treinamento em cortes especiais suínos. 

Saudabilidade da carne suína
Também realizada pelo PNDS em parceria com a APCS e Sebrae, a palestra da saudabilidade na UNIMEP capacitou mais de 70 estudantes que conheceram os benefícios e saudabilidade da carne suína. Ministrada pela nutricionista e especialista em obesidade e síndrome metabólica, Thaliane Dias, a palestra levou informações sobre o desenvolvimento do processo de produção dos suínos bem como sobre a qualidade do produto. “A carne suína em si mudou muito nos últimos anos quanto à sanidade e benefícios para a saúde e o objetivo da apresentação é justamente quebrar preconceitos”, disse Thaliane.
Segundo a nutricionista, a falta de conhecimento dos profissionais das áreas de saúde, nutrição, entre outros, é um dos motivos do baixo consumo da carne suína no Brasil. “É preciso que estes profissionais entendam que hoje, com a evolução da produção do suíno, a carne oferecida nas gôndolas dos mercados são mais nutritivas, versáteis e saborosa “, explica.
Em relação a outras carnes, por exemplo, o lombo e o pernil cozidos têm em média menos gordura saturada que a coxa de frango ou o filé mignon cozidos (6,7 e 4,7 gramas a cada 100 gramas contra 13 e 10). Quanto ao colesterol, o lombo e o pernil cozidos superam o peito e a coxa de frango e o filé mignon também cozidos (72,8 e 73,5 miligramas a cada 100 gramas contra 84,4 do peito, 93,6 da coxa e 85 do filé).
Para a estudante de engenharia de alimentos, Mariana Furlan, a palestra foi esclarecedora. “Além de aprender mais sobre a saudabilidade da carne suína, entendemos a nova forma de produção do suíno e ganhamos dicas de como trabalhar com esta carne para que ela seja cada dia mais consumida”, diz.

Fonte: ABCS

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Suínos / Peixes Em 2019

Maior produtor de pescados do Brasil, Paraná deve crescer 20%

Estado é líder absoluto na produção de tilápia e exemplo a ser seguido em regiões do Brasil

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Arquivo/OP Rural

A piscicultura é uma das atividades que mais vem ganhando espaço no Brasil. No entanto, ainda há espaço de sobra para crescer. No Paraná, líder na produção de pescados, com amplo destaque para a tilápia, a atividade de pesca de captura e a criação em cativeiro ainda não chega a representar 1% do Valor Bruto da Produção do Estado. Porém, possui importância regional para vários municípios. “A tecnologia evoluiu muito nos últimos anos, sendo que o foco é a produção em tanques no solo ou ainda em tanques redes. A produção com tecnologia de ponta e super intensiva, como em outros países, ainda está começando no Paraná e no Brasil”, afirma o relatório do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná.

Em 2018 o Paraná produziu 140 mil toneladas, 18 mil a mais que no ano anterior, ou aproximadamente 15%. A expectativa para 2019 é ainda mais promissora. A produção deve saltar para 170 mil toneladas, 20% a mais que a registrada no ano.

Em 2017 o Paraná produziu 122 mil toneladas de carne de peixe, representando um avanço de 15% comparativamente a 2016. Além disso, foram produzidas mais de 158 mil dúzias de ostras e 245 mil dúzias de caranguejo. Há também a produção de peixes ornamentais, que totalizou 1,6 milhão de unidades em 2017, aponta o Deral.

Os preços pagos também oscilaram para mais ou menos no Estado. Da tilápia, principal espécie produzida no Paraná, o preço médio do filé variou 3% para cima em 2017 comparado a 2016. Já 2018, comparado com o ano anterior, há uma oscilação negativa de 1%. O preço da carpa desviscerada (2017 x 2016) variou 18%, maior variação entre as três espécies pesquisadas. Já o Pacu teve variação positiva de 6% no mesmo período.

VBP

Esta representatividade da piscicultura é vista no Valor Bruto da Produção paranaense (VBP) de 2017, quando a atividade representou 0,9% do VBP total do Estado, sendo 16% do pescado marinho e 84% pelo pescado de água doce. “Verifica-se que o pescado marinho vem perdendo espaço no VBP, justamente pelos investimentos que estão sendo realizados para a produção de tilápia no Estado”, observa o Deral.

Segundo o relatório, no Paraná a produção de pescados está concentrada no núcleo regional de Toledo, que tem 39% do VBP paranaense. Em segundo lugar está Cascavel com 20%, ambas regionais que representam a região Oeste do Estado e que apresentam condições climáticas favoráveis à produção de Tilápia. Paranaguá, que tem pesca extrativista marinha como principal atividade, fica em terceiro lugar, com 16%.

Dos 22 núcleos regionais, quatro correspondem a quase 80% de todo o VBP da pesca e aquicultura paranaense. A atividade ainda tem sua concentração mais especificamente na região Oeste do Estado, que tem praticamente 60% do VBP e mais de 66% do volume produzido. Destaques para os municípios de Nova Aurora, Maripá e Palotina.

Perspectivas para 2019

As estimativas do Deral quanto a produção de pescados para 2019 são boas. Segundo o Departamento, a produção fechou o ano de 2018 com crescimento acima de dois dígitos, superando 15%. A estimativa é que a produção de carne de peixe no ano passado tenha chegado a 140 mil toneladas, representando um aumento de mais de 15% comparativamente a 2017.

Já para este ano, a expectativa é que haja uma produção superior a 20%, e com isso espera-se que o Paraná atinja a marca de 170 mil toneladas de carne de peixe produzidas, sendo que a tilápia deve representar pelo menos 80% desse volume. O Deral lembra que a produção de carne de peixe inclui tanto a pesca de captura quanto a produção em ambiente controlado.

Esta previsão otimista vinda do Departamento, como em anos anteriores, se baseia principalmente no fomento para o consumo do peixe, além da entrada de novas indústrias no segmento, aumentando a oferta e visibilidade do produto para o consumidor.

Exportações

Já quanto a participação do mercado internacional, o relatório demonstra que as exportações brasileiras de pescado não deverão ter mudanças significativas, tanto no consolidado 2018 como em 2019. A expectativa, segundo o Deral, é de que em 2018 o volume exportado não tenha superado as 35 mil toneladas, gerando receitas próximas a US$ 200 milhões. Já para este ano, o cenário é mais otimista, e o volume pode chegar próximo a 50 mil toneladas, entretanto com uma receita provavelmente menor.

Atualmente a China é o maior produtor mundial de pescados, com 40% do total. Já a segunda posição fica com a Indonésia (11,4%). Neste ranking, o Brasil está na 21ª posição, com apenas 0,6% da produção mundial de pescados.

Paraná tem o maior VBP

Já o Valor Bruto da Produção (VBP) da aquicultura brasileira, calculado pelo IBGE, ficou em R$ 4,4 bilhões em 2017, uma redução de 3% comparativamente aos dados de 2016. Neste sentido, o maior VBP da aquicultura é do Paraná, que tem como base a produção de tilápia, representando mais de 81% do total do Estado. Esta espécie de peixe é a que possui maior VBP no Brasil, tendo participação de quase 36%.

O relatório afirma que a atividade aquícola no Brasil pode ser considerada democrática, já que de Norte a Sul há produção. Porém, o caminho natural e já observado é a concentração, entretanto hoje seis Estados concentram pouco mais de 50% da produção e nos próximos anos este número deve crescer.

Maior consumo da proteína 

O consumo de peixe no Brasil gira em torno de 10 quilos/per capita/ano, valor abaixo do que preconiza a FAO como ideal, que é de 12 quilos/ano. Há também regiões no Brasil onde o consumo de peixe é mais acentuado, por exemplo, a região Norte, que tem consumo superior 50 quilos/per capita/ano. Segundo o relatório do Deral, o consumo de pescados vem crescendo ano a ano e em percentuais superiores a outras carnes, como a bovina e de frango, que são as mais consumidas hoje no Brasil.

Comércio internacional

Quanto ao comércio internacional do pescado, o Brasil ainda não tem uma participação muito forte. O Deral aponta no relatório que o país ainda não é representativo no comércio mundial de pescados. Em 2017 foram exportadas 41 mil toneladas de carne de peixe, representando US$ 246 milhões. Neste mesmo ano, o Brasil exportou em produtos do agronegócio pouco mais de US$ 96 bilhões. “Deste total, os produtos oriundos da pesca e aquicultura não chegam a representar 0,3%”, mostra o Deral. Como visto anteriormente, as exportações em 2018 caíram para 35 mil toneladas.

Já quando o assunto são as importações de pescado, os números são mais significativos. Em 2017 o país importou 403 mil toneladas de pescados, isso representou US$ 1,4 bilhão. Comparativamente ao ano anterior, foram importados 13% mais em volume a um custo 20% superior. Os países com mais representatividade neste quesito são o Chile e o Marrocos. Quanto ao primeiro, são importados mais de US$ 590 milhões (mais de 42%). Já o segundo, o valor chega a US$ 60 milhões.

Mais notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Acredita Turra

Consumo interno e exportações de carne suína devem crescer em 2019

“Temos boas expectativas quanto ao bom fluxo de consumo no mercado interno, como também na ampliação das vendas internacionais”, afirma

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Arquivo/OP Rural

 As expectativas de melhora nas vendas da carne suína brasileiras são grandes para 2019. Mesmo tendo um 2018 um pouco mais recuado, para este ano a perspectiva de lideranças no setor suinícolas são positivas. O aumento de exportações, principalmente para a China e Rússia, é somente um dos motivos para o ânimo que paira sobre a suinocultura nacional. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, aposta em um 2019 melhor tanto no mercado interno quanto externo. “Temos boas expectativas quanto ao bom fluxo de consumo no mercado interno, como também na ampliação das vendas internacionais”, afirma.

O Presente Rural (OP Rural) – Faça uma avaliação de como foi o ano de 2018 para a suinocultura brasileira.

Francisco Turra (FT) – Entre os fatores positivos ocorridos está a abertura dos mercados da Coreia do Sul e da Índia para a carne suína. A Rússia, após 11 meses de negociação, também reabriu seu mercado para o setor de suínos.

Outro ponto relevante de 2018, é a crise sanitária corrente na China. Uma vez que a mortandade histórica de animais no maior produtor de carne suína do mundo deverá incrementar a demanda de cárneos provenientes de países que hoje fornecem ao mercado chinês.

Também estão entre os fatores relevantes do ano os dez dias de paralisação nas estradas brasileiras, com a greve dos caminhoneiros. Milhões de aves morreram durante o período. Os impactos superaram os R$ 3,1 bilhões – sendo R$ 1,5 bilhão irrecuperável. Além dos prejuízos, a greve trouxe à pauta o tabelamento do frete. Por questões sanitárias, os setores de aves, ovos e suínos dependem dos denominados transportes dedicados, que são fidelizados e cumprem distâncias curtas.

OP Rural – As exportações foram menores que em 2017. Ao que atrela esta diminuição?

FT – A suspensão das exportações de carne suína para o mercado russo impactou o desempenho internacional da suinocultura do Brasil.  Em 2017, a Rússia representava cerca de 40% de nossas exportações. Ao mesmo tempo, as exportações para a China e para Hong Kong ajudaram a diminuir as perdas. Nossas vendas para Hong Kong cresceram no ano passado 3,5%. Para a China, o crescimento foi ainda maior: 215%. Outros mercados também ampliaram suas compras, como Singapura, Angola e outros.

OP Rural – O mercado brasileiro esteve menos aquecido no ano passado? Por que?

FT – A diferença é relativamente pequena entre 2018 e 2017 no critério consumo per capita.  A recuperação econômica deverá influenciar gradativamente a melhora do consumo.

OP Rural – Mesmo que 2018 não tenha apresentado os resultados esperados, foram bons os números. Para 2019, quais são as expectativas quanto ao mercado e as exportações?

FT – Em relação ao mercado interno, esperamos que a recuperação econômica influencie o incremento no consumo de carne suína no Brasil. Há grande expectativa quanto ao desempenho da economia com o início do novo governo.

Ao mesmo tempo, nas exportações, o mercado será influenciado pela expectativa de elevação da demanda internacional por carne suína, especialmente da China (com a redução dos planteis, diante dos focos de Peste Suína Africana) e da Rússia (recentemente reaberta para o Brasil). A produção deve se elevar entre 2 e 3%, voltando a superar o patamar de 3,7 milhões de toneladas.

OP Rural – Muitos tem falado que este será, também, o ano da retomada da suinocultura brasileira. O senhor acredita nisso? Por que?

FT – Temos boas expectativas quanto ao bom fluxo de consumo no mercado interno, como também na ampliação das vendas internacionais. No caso das exportações, os focos de Peste Suína Africana (PSA) em território chinês têm causado grande impacto não apenas na China, como também no mercado internacional. Consultores internacionais apontam lacunas de produção em torno de 4 milhões de toneladas (a China produz anualmente mais de 50 milhões de toneladas, quase metade da produção mundial), devido ao abate de animais para o controle dos focos. Como maior consumidor de carne suína do mundo, a China precisará buscar no mercado internacional esta oferta, e o Brasil é um sólido parceiro. Vimos as exportações para o mercado chinês se elevarem em patamares superiores a 200%, o que deve perdurar ao longo deste ano.

Além da expectativa em torno da demanda chinesa, também é esperada a elevação das importações russas – agora, reaberto ao Brasil.

OP Rural – Há novos mercados que o Brasil ainda pode conquistar?

FT – Sim, as 26 novas habilitações de plantas frigoríficas de aves para exportações ao México mostram a confiança do México no sistema brasileiro, o que gera boas expectativas, também, acerca da abertura do mercado à carne suína do Brasil. Neste ano também esperamos a habilitação de novas plantas para a China Continental, o que deverá fazer com que a China se configure como a maior importadora de carne brasileira, superando Hong Kong. A Rússia deve habilitar novas plantas para importar carne do Brasil. Esperamos ainda a ampliação das exportações para a Coreia do Sul. Também está no radar de negociações do Brasil mercados como a União Europeia, com grande potencial de negócios.

OP Rural – Como foi a reabertura russa para a carne brasileira?

FT – Após 11 meses de negociações nas esferas técnica e política, envolvendo os Ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores, a Casa Civil e a Presidência da República, a Rússia reabriu seu mercado para a carne suína brasileira, para quatro plantas frigoríficas localizadas no Rio Grande do Sul. Principal destino dos produtos suinícolas do Brasil em 2017, a Rússia havia importado 250,9 mil toneladas nos 11 primeiros meses do ano passado e espera-se que retome gradativamente as importações neste ano.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes 2019 promissor

Economia interna e mercado global devem impulsionar suinocultura, avalia Santin

Boas notícias do mercado internacional se somam à expectativa de crescimento econômico no Brasil

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Arquivo/OP Rural

O suinocultor brasileiro, que trabalha com sistemas de integração ou de forma independente, pode comemorar um ano de 2019 bastante favorável para o setor. Depois de penalizado em 2018 por embargos e operações sanitárias que mancharam a imagem da suinocultura brasileira, grandes mercados mundiais reabrem suas portas e novos parceiros podem ganhar relevância nas exportações. São os casos de China, que precisa importar carne por conta do surto de Peste Suína Africana, que diminuiu os planteis e dificultou a logística no gigante asiático, de Rússia, que recentemente reabriu o mercado para a carne brasileira após longo embargo comercial, e de México, país em que as lideranças da suinocultura brasileira concentram esforços para começar a vender.

As boas notícias do mercado internacional se somam à expectativa de crescimento econômico no Brasil, que garante maior poder de compra ao consumidor, que reflete diretamente no consumo de carnes. Elas chegam depois de um 2018 marcado por dificuldades para os suinocultores brasileiros e para as agroindústrias. O custo de produção permaneceu em patamares elevados, a remuneração paga ao produtor não atingiu as cifras desejadas e as empresas sofreram com os reflexos das operações Carne Fraca e Trapaça, que fizeram com que países importadores das carnes brasileiras suspendessem as importações do Brasil. Em meio ao caos político, no ano passado também houve a greve dos caminhoneiros, que resultou em perdas para vários setores da economia.

Em entrevista para a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, faz projeções otimistas para a suinicultura após o ano a ser esquecido. “Tivemos um ano de 2018 difícil por causa do bloqueio das exportações para a Rússia, mas no final do ano nós conseguimos a reabertura deste mercado. Na China vemos a Peste Suína Africana (PSA) avançar em proporções grandes. Fala-se que a China precisará importar de três a cinco milhões de toneladas de carne suína para atender a demanda. A gente já sabe que essa quantia não está disponível nos países exportadores, incluindo o Brasil”, aponta o executivo.

De acordo com Santin, os chineses vão precisar aumentar o consumo de carne de frango e bovina para suprir a falta de carne suína. Ele reforça que pela retomada das exportações para a Rússia e o episódio de PSA na China o Brasil vai ter um ano positivo na suinocultura.

Santin explica que é cedo para projetar o crescimento nos embarques, mas se nada acontecer de anormal nas questões sanitárias e comerciais, os embarques naturalmente vão ser maiores que os registrados no ano passado. “Devemos exportar muito mais do que as quase 600 mil toneladas de 2018. Infelizmente o envio de carne suína para outros países foi menor no ano passado em relação a 2017, mas em 2019 pretendemos ter patamares muito mais positivos. Como ainda dependemos verificar o panorama global, principalmente o de importação de carne suína da China, a gente ainda não fala em números. Mas se não houver nenhum episódio diferente, nós devemos ter crescimento entre 2 e 5% nos embarques de carne suína”, aponta o dirigente associativista.

Principais mercados externos

A figura dos importadores brasileiros não deve mudar muito, segundo Santin, mas a China deve tomar o posto de maior importador. “A China deve se confirmar como a maior importadora de carne brasileira, superando Hong Kong. Neste ano esperamos a habilitação de novas plantas para a China Continental. Hong Kong, que hoje é o maior importador de proteína brasileira, deve manter um bom volume de compras. A Rússia deve habilitar novas plantas para importar carne do Brasil. Esperamos exportar para a Coreia do Sul, mas temos grande expectativa em relação ao México, que é também um grande importador de carne”, menciona o diretor-executivo da ABPA. “A Ásia e alguns países da Europa estão sentindo os efeitos da Peste Suína Africana. Nós vamos ter a oportunidade de aumentar as nossas exportações porque eles terão diminuição da produção”, amplia.

No entanto, aponta Santin, é preciso manter o status sanitário para que a abertura comercial esperada se confirme. “A PSA está presente em vários países da Ásia, mas principalmente na China. Nós como produtores de suínos precisamos reforçar os cuidados com a sanidade da nossa propriedade. A sanidade é um dos grandes segredos do sucesso da nossa exportação. Esses cuidados devem ser ainda maiores em Santa Catarina, que é livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica”, orienta.

Imagem restaurada

Santin explica que a ABPA e outras entidades parceiras fazem um trabalho de recuperação da imagem desgastada após as operações sanitárias envolvendo a produção de carnes no Brasil. “Nós estamos fazendo um trabalho de recuperação da imagem global, mostrando a qualidade do nosso produto. Tivemos dificuldades de imagem, sim, mas é importante lembrar que desde a operação Carne Fraca, apenas 70 dos 160 mercados que nós atendemos barraram a importação de carnes do Brasil. Hoje todos esses países reabriram mercado com o Brasil”.

Ele amplia: “Continuamos a vender mais de quatro milhões de toneladas e 600 mil toneladas de suínos. Isso mostra a confiança que o mercado internacional tem em nosso produto. Existe muito trabalho para reconquistar a credibilidade e acredito que este ano será muito positivo não somente para o setor, mas também para a imagem brasileira do agronegócio”, aposta a liderança.

Fim da recessão

Ele explica ainda que as expectativas do setor suinícola se renovam com a entrada de um governo supostamente disposto a dar mais atenção ao agronegócio brasileiro, pilar da economia e fonte absoluta do superávit na balança comercial. “As expectativas que a gente tem com o novo governo e com o Ministério da Agricultura (Pecuária e Abastecimento) são positivas. O novo governo traz a responsabilidade de fazer reformas e colocar o país nos trilhos de novo. Nós já percebemos a economia caminhando, o crescimento do emprego e a confiança dos empresários retomada. Felizmente acabou aquele ciclo de retração econômica que nós vivenciamos nos últimos três anos. O crescimento projetado para a economia em 2019 está na casa dos 2,5 a 3%”, menciona Ricardo Santin.

Com relação a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a expectativa é ainda mais positiva. “A ministra é uma grande conhecedora do nosso setor, uma especialista em agronegócio. Ela também tem o apoio do secretário-executivo Marcos Montes. Vamos ter um ciclo muito positivo para as carnes suína, de aves e de ovos, que são representadas pela ABPA”, sustenta.

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Fonte: O Presente Rural
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