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Suínos / Peixes

PNDS aumenta em mais de 1000% as capacitações no Mato Grosso

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A suinocultura mato-grossense recebeu neste ano o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) com o objetivo de contribuir para o crescimento da atividade, trabalhando para maior estabilidade econômica do setor e os consequentes benefícios sociais para os produtores e trabalhadores da cadeia produtiva, por meio da ampliação do mercado doméstico da carne suína. O estado ocupa o 5º lugar no ranking dos estados que mais produzem suínos no Brasil, com 1,6 milhão de animais
Somente nesse ano foram realizadas 23 ações nas área de comercialização, produção e indústria. O destaque ficou para a capacitação no Programa de Qualificação Profissional em Suinocultura, treinamento criado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em parceira com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) para treinar e formar a mão de obra que trabalha em granjas suinícolas.  
Por meio da parceria com o Senar-MT até o mês de dezembro cerca de 600 profissionais dos municípios de Diamantino, Campo Novo, Nova Mutum, Campo Verde e Tapurah passaram pelos treinamentos. A informação foi repassada pelo analista do Senar-MT e gestor do PNDS, Wlademiro Silvano Pereira Neto, aos participantes do XVI Congresso da Abraves (Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos). Atividade realizada no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. 
Em sua palestra, Wlademiro falou da atuação da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) em 2010 quando lançou o PNDS “A associação buscou atuar na melhoria da produção de suínos no Brasil com ênfase na capacitação da mão de obra. Este ano, com a implementação do PNDS em Mato Grosso, a demanda dos produtores pelos treinamentos na suinocultura saltaram de três solicitações, registradas em 2010, para 43 em 2013", apontou.
Outra novidade que facilita a solicitação pela qualificação é a oferta de cursos e capacitações específicas do PNDS (Toda Granja-24h, Reprodução-24h, Maternidade-20h, Creche-12h, Recria e Terminação-08h, e ainda Fábrica de Ração-16h) que podem ser demandas em conjunto, em um único evento de 104 horas de carga horária, ou por cartilha, de acordo com o interesse do produtor. “A cartilha mais solicitada é a Toda Granja, com 37% de solicitações, seguida pela Maternidade com 18%”, destacou o gestor.
Segundo Custódio Rodrigues, gestor executivo da Acrimat, as turmas capacitadas são a prova de que o PNDS deu certo no estado. “A capacitação de produtores, colaboradores de granjas e gerentes, são a base para que a suinocultura cresça a cada ano. Com a parceria do Senar e do PNDS os suinocultores do Mato Grosso estão a cada dia mais qualificados. Para 2014 a meta é ainda mais ousada: serão 50 turmas com o objetivo de preparar aproximadamente 800 profissionais de granjas suínas em todo o estado”, encerra. 
Para Lívia Machado, coordenadora nacional do PNDS, é grande a satisfação de ver um estado em seu primeiro ano de atuação atingir números tão expressivos dentro do projeto “Mato Grosso é exemplo da necessidade em nosso setor de atualização de conhecimento e também da busca desses profissionais em se atualizar. Estamos confiantes no sucesso desses treinamentos para 2014”, comentou.

Fonte: Ass. Imprensa do PNDS

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Suínos / Peixes 2019 promissor

Economia interna e mercado global devem impulsionar suinocultura, avalia Santin

Boas notícias do mercado internacional se somam à expectativa de crescimento econômico no Brasil

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Arquivo/OP Rural

O suinocultor brasileiro, que trabalha com sistemas de integração ou de forma independente, pode comemorar um ano de 2019 bastante favorável para o setor. Depois de penalizado em 2018 por embargos e operações sanitárias que mancharam a imagem da suinocultura brasileira, grandes mercados mundiais reabrem suas portas e novos parceiros podem ganhar relevância nas exportações. São os casos de China, que precisa importar carne por conta do surto de Peste Suína Africana, que diminuiu os planteis e dificultou a logística no gigante asiático, de Rússia, que recentemente reabriu o mercado para a carne brasileira após longo embargo comercial, e de México, país em que as lideranças da suinocultura brasileira concentram esforços para começar a vender.

As boas notícias do mercado internacional se somam à expectativa de crescimento econômico no Brasil, que garante maior poder de compra ao consumidor, que reflete diretamente no consumo de carnes. Elas chegam depois de um 2018 marcado por dificuldades para os suinocultores brasileiros e para as agroindústrias. O custo de produção permaneceu em patamares elevados, a remuneração paga ao produtor não atingiu as cifras desejadas e as empresas sofreram com os reflexos das operações Carne Fraca e Trapaça, que fizeram com que países importadores das carnes brasileiras suspendessem as importações do Brasil. Em meio ao caos político, no ano passado também houve a greve dos caminhoneiros, que resultou em perdas para vários setores da economia.

Em entrevista para a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, faz projeções otimistas para a suinicultura após o ano a ser esquecido. “Tivemos um ano de 2018 difícil por causa do bloqueio das exportações para a Rússia, mas no final do ano nós conseguimos a reabertura deste mercado. Na China vemos a Peste Suína Africana (PSA) avançar em proporções grandes. Fala-se que a China precisará importar de três a cinco milhões de toneladas de carne suína para atender a demanda. A gente já sabe que essa quantia não está disponível nos países exportadores, incluindo o Brasil”, aponta o executivo.

De acordo com Santin, os chineses vão precisar aumentar o consumo de carne de frango e bovina para suprir a falta de carne suína. Ele reforça que pela retomada das exportações para a Rússia e o episódio de PSA na China o Brasil vai ter um ano positivo na suinocultura.

Santin explica que é cedo para projetar o crescimento nos embarques, mas se nada acontecer de anormal nas questões sanitárias e comerciais, os embarques naturalmente vão ser maiores que os registrados no ano passado. “Devemos exportar muito mais do que as quase 600 mil toneladas de 2018. Infelizmente o envio de carne suína para outros países foi menor no ano passado em relação a 2017, mas em 2019 pretendemos ter patamares muito mais positivos. Como ainda dependemos verificar o panorama global, principalmente o de importação de carne suína da China, a gente ainda não fala em números. Mas se não houver nenhum episódio diferente, nós devemos ter crescimento entre 2 e 5% nos embarques de carne suína”, aponta o dirigente associativista.

Principais mercados externos

A figura dos importadores brasileiros não deve mudar muito, segundo Santin, mas a China deve tomar o posto de maior importador. “A China deve se confirmar como a maior importadora de carne brasileira, superando Hong Kong. Neste ano esperamos a habilitação de novas plantas para a China Continental. Hong Kong, que hoje é o maior importador de proteína brasileira, deve manter um bom volume de compras. A Rússia deve habilitar novas plantas para importar carne do Brasil. Esperamos exportar para a Coreia do Sul, mas temos grande expectativa em relação ao México, que é também um grande importador de carne”, menciona o diretor-executivo da ABPA. “A Ásia e alguns países da Europa estão sentindo os efeitos da Peste Suína Africana. Nós vamos ter a oportunidade de aumentar as nossas exportações porque eles terão diminuição da produção”, amplia.

No entanto, aponta Santin, é preciso manter o status sanitário para que a abertura comercial esperada se confirme. “A PSA está presente em vários países da Ásia, mas principalmente na China. Nós como produtores de suínos precisamos reforçar os cuidados com a sanidade da nossa propriedade. A sanidade é um dos grandes segredos do sucesso da nossa exportação. Esses cuidados devem ser ainda maiores em Santa Catarina, que é livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica”, orienta.

Imagem restaurada

Santin explica que a ABPA e outras entidades parceiras fazem um trabalho de recuperação da imagem desgastada após as operações sanitárias envolvendo a produção de carnes no Brasil. “Nós estamos fazendo um trabalho de recuperação da imagem global, mostrando a qualidade do nosso produto. Tivemos dificuldades de imagem, sim, mas é importante lembrar que desde a operação Carne Fraca, apenas 70 dos 160 mercados que nós atendemos barraram a importação de carnes do Brasil. Hoje todos esses países reabriram mercado com o Brasil”.

Ele amplia: “Continuamos a vender mais de quatro milhões de toneladas e 600 mil toneladas de suínos. Isso mostra a confiança que o mercado internacional tem em nosso produto. Existe muito trabalho para reconquistar a credibilidade e acredito que este ano será muito positivo não somente para o setor, mas também para a imagem brasileira do agronegócio”, aposta a liderança.

Fim da recessão

Ele explica ainda que as expectativas do setor suinícola se renovam com a entrada de um governo supostamente disposto a dar mais atenção ao agronegócio brasileiro, pilar da economia e fonte absoluta do superávit na balança comercial. “As expectativas que a gente tem com o novo governo e com o Ministério da Agricultura (Pecuária e Abastecimento) são positivas. O novo governo traz a responsabilidade de fazer reformas e colocar o país nos trilhos de novo. Nós já percebemos a economia caminhando, o crescimento do emprego e a confiança dos empresários retomada. Felizmente acabou aquele ciclo de retração econômica que nós vivenciamos nos últimos três anos. O crescimento projetado para a economia em 2019 está na casa dos 2,5 a 3%”, menciona Ricardo Santin.

Com relação a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a expectativa é ainda mais positiva. “A ministra é uma grande conhecedora do nosso setor, uma especialista em agronegócio. Ela também tem o apoio do secretário-executivo Marcos Montes. Vamos ter um ciclo muito positivo para as carnes suína, de aves e de ovos, que são representadas pela ABPA”, sustenta.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Segundo IBGE

Abate de suínos aumenta 2,4% e atinge recorde em 2018

Aumentos mais expressivos ocorreram no Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo

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Arquivo/OP Rural

O número de suínos abatidos no país chegou a 44,2 milhões no ano passado, uma alta de 2,4% em relação a 2017, e o maior resultado da série iniciada em 1997. Os aumentos mais expressivos ocorreram no Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo, e quase dois terços dos abates de suínos ficaram concentrados nos Estados do Sul em 2018.

As informações, divulgadas nesta quinta-feira (14) pelo IBGE, são da Estatística da Produção Pecuária. Apesar do recorde, a pesquisa mostrou que houve queda de 4% no abate de suínos no quarto trimestre de 2018, em relação ao terceiro trimestre, e alta de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2017. “A queda em relação ao terceiro trimestre é normal, já que é um período que tem maior abate”, explica o supervisor da pesquisa, Bernardo Viscardi.

Essa atividade tem apresentado crescimentos ininterruptos, mesmo com alguns impactos na exportação. Viscardi lembrou das restrições da Rússia sobre a carne suína brasileira: “mesmo com embargo desse principal comprador, que recebeu cerca de 40% de nossas exportações em 2017, mantivemos a escala de abate que gerou um recorde”, explica.

Com o embargo russo, dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que a China se tornou o principal parceiro comercial de carne suína, recebendo 28,3% do total exportado pelo Brasil. Em 2017, o país asiático era o terceiro maior importador de suínos do Brasil.

Fonte: IBGE
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Suínos / Peixes Mais incentivo

Produtor amplia plantel, mas quer campanha para aumentar consumo de carne suína

Investimento em duas mil novas matrizes está programado para este ano, em Mato Grosso do Sul, cita Fábio Pimentel de Barros

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Arquivo/OP Rural

 As perspectivas mostram que a suinocultura deva crescer neste ano. Um dos entusiastas do setor é Fábio Pimentel de Barros, da SF Agropecuária, com sede em Brasilândia, Mato Grosso do Sul. O grupo atua na produção de café em uma fazenda de Minas Gerais, além de milho, soja, bovinocultura de corte e suinicultura em Minas Gerais. Para este ano, explica o produtor, os investimentos estão na ampliação da atividade suinícola em duas mil matrizes. Em novembro do ano passado, Fábio Pimentel de Barros foi até a Alemanha para ter mais informações de tecnologias que podem ser empregadas no novo investimento. Na oportunidade, conversou com a equipe do jornal O Presente Rural, que pela quarta vez consecutiva participa da EuroTier, a maior feira agropecuária do mundo, que acontece a cada dois anos, em Hannover.

Ele está confiante na atividade, mas entende que seria necessário um trabalho de marketing para garantir o aumento no consumo dessa proteína. “Vamos alojar mais duas mil matrizes, mas para a suinocultura crescer mais e sustentada entendo que a gente precisa alavancar o consumo de carne suína no Brasil e na América Latina como um todo”, destaca. Eu acho que o Brasil faz uma carne de ótima qualidade, tão boa quanto a carne da Europa e a carne dos Estados Unidos, e com baixo custo. O nosso problema seria resolvido com mais união entre produção e indústria para fazer marketing e aumentar o consumo. Na Espanha hoje o consumo per capita de carne suína é em torno de 71 quilos. No Brasil se fala em 16 quilos, o mesmo da Argentina. Na América do Sul temos um consumo muito baixo. Poderíamos aumentar em pelo menos 10 a 20%”, argumenta o produtor rural.

Ele considera ainda que o Brasil poderia exportar um volume mais robusto de carne suína. Exportamos muito pouco, por isso imagino que o caminho para a suinocultura está nascendo. Temos condições de desenvolver a atividade, gerar empregos, renda para o país e para a população, temos condições de exportar mais”, destaca.

Sem antibióticos

O produtor sul-mato-grossense menciona que buscou na Europa novidades para três pilares que considera essencial: gestão, nutrição e genética. “Nós buscamos três orientações na Europa. Temos a parte de genética, de nutrição e da gestão de informação. O que nos deixou assustados são as mudanças que estão sofrendo a suinocultura da Europa. Essa mudança no uso de antibióticos é um fato”, aponta.

Ele explica que em sua agropecuária o uso de antibióticos promotores de crescimento foi reduzido e que alguns problemas começaram a aparecer, mas foi resolvido com o uso de probióticos nas rações. “Nas nossas granjas estamos partindo para a retirada de antibióticos promotores de crescimento. Tivemos alguns problemas no início. Os animais começaram a ter diarreia, então passamos a usar um probiótico que, aliás, também é usado na Europa”, aponta Fábio Pimentel de Barros.

Nova gestão

O produtor de Mato Grosso do Sul explica que o sucesso para a suinocultura moderna passa invariavelmente por novos processos de gestão das informações, que permitem ao produtor tomar decisões com mais rapidez e assertividade. “Vemos que o que está mudando é a questão da gestão. Hoje o produtor no Brasil não tem informação rápida. Muitas vezes somos obrigados a pagar consultores, ir atrás de universidades, mas ainda assim, muitas vezes, acabamos trazendo decisões tardias. Aqui na Alemanha viemos em busca de tecnologias para desenvolver a nova gestão da suinocultura”, menciona Pimentel de Barros.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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