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Plantio maior garante crescimento da soja na América do Sul

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A soja brasileira não foi a única afetada pelos problemas climáticos que afetaram as lavouras na virada do ano e de janeiro para fevereiro. Os campos da Argentina, Paraguai e Uruguai também sofreram com a irregularidade das chuvas e o calor. A produção total nos três países, contudo, deve ficar acima da safra anterior. Entre e soja e milho, os vizinhos estão colhendo 92,4 milhões de toneladas na temporada 2013/14. Um ano atrás, foram 88,8 milhões.
O principal fator que garantiu elevação dos números foi a ampliação da área cultivada. O terreno ocupado pela oleaginosa cresceu 6,35%, para 25,10 milhões de hectares, e compensou a queda de 0,7% registrada no plantio do cereal, para 4,17 milhões de hectares, apontam dados da Expedição Safra, que já visitou os três países em 2014.
Argentina, Paraguai e Uruguai são os maiores produtores sul-americanos de soja depois do Brasil. Todos foram prejudicados pelo clima, em maior ou menor escala, da mesma forma que em vários estados brasileiros. 

Safrinha paraguaia

Neste momento, a novidade na região é a safrinha paraguaia de soja, que dobrou e alcança 550 mil hectares. Com isso, mesmo com perdas climáticas na safra principal, a produção da oleaginosa do país deve sustentar recorde de 9,3 milhões de toneladas – quase um milhão de toneladas acima da colheita anterior.  
Os produtores argentinos, que nas últimas semanas passaram a ter problemas com o excesso de chuvas atrapalhando a colheita, ampliaram o plantio de milho verão em 2% e a área de soja em 5,2%. Com isso, a safra tende a se manter em 23 milhões e 53,8 milhões de toneladas, respectivamente. 
A oleaginosa também cresce em importância no Uruguai. Visitado pela Expedição em fevereiro, o país aumentou a área destinada à soja e conseguiu aumentar a eficiência das lavouras na última safra. A produção total de oleaginosa uruguaia passou de 3 milhões de toneladas em 2012/13 para 3,3 neste ano. 

Fonte: Expedição Safra

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Notícias Saúde Animal

Mastite “invisível” traz riscos e prejuízos para rebanhos leiteiros

Quando diagnosticada a mastite clínica, o rebanho tem uma proporção bem maior de animais com a mastite “invisível”

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Luiz Francisco Zafalon

A mastite é uma inflamação na glândula mamária do animal, prejudicando a qualidade e a quantidade de leite produzido. Em geral, o produtor rural reconhece visualmente a doença em sua forma clínica ao observar inchaço e vermelhidão nas glândulas mamárias de vacas leiteiras e/ou alterações na coloração do leite. No entanto, há um tipo de mastite que não pode ser diagnosticada de forma visual: é a subclínica, em que o animal não apresenta alterações no leite nem na glândula mamária.

De acordo com o pesquisador Luiz Francisco Zafalon, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP), quando diagnosticada a mastite clínica, o rebanho tem uma proporção bem maior de animais com a mastite “invisível”.

O diagnóstico, segundo ele, pode ser feito com vários tipos de testes disponíveis aos produtores. Um deles, conhecido como CMT (California Mastitis Test), utiliza um reagente que, em contato com o leite de uma glândula mamária com mastite subclínica, produz uma mistura viscosa a partir do leite recém-ordenhado, devido ao aumento de células somáticas do leite.

Outro exame possível é o de condutividade elétrica, que aponta aumento de cloretos e de sódio no leite. De acordo com Zafalon, esses testes podem apresentar resultados alterados se forem feitos na fase final de lactação ou se as amostras incluírem o colostro (alimento fornecido naturalmente pelos mamíferos aos seus filhotes nos primeiros dias da amamentação).

Homeopatia

A Embrapa Pecuária Sudeste aplica uma metodologia para a investigação de bactérias do gênero Staphylococcus (um dos patógenos mais comuns do ser humano) produtoras de biofilmes isolados no leite de vacas. Biofilmes podem ser entendidos como uma capa protetora que impede o acesso de substâncias que poderiam eliminar essas bactérias. Seria uma espécie de autoproteção.

Um exemplo: em utensílios domésticos que entram em contato com alimentos e que vão ficando desgastados com o passar do tempo, bactérias podem se alojar em ranhuras e biofilmes podem ser formados, protegendo esses micro-organismos. No caso do leite, a higienização e o manejo adequados antes, durante e após a ordenha são fundamentais para que bactérias produtoras desses biofilmes não permaneçam no interior das glândulas mamárias, causando mastites que podem se tornar crônicas no rebanho e dificultando o tratamento.

A metodologia foi utilizada durante um projeto de pesquisa relacionado com o tratamento da mastite com homeopatia. Os princípios ativos recomendados por veterinários homeopatas foram administrados na alimentação animal e a presença dos micro-organismos foi notada nos animais tratados e não tratados, que serviram como um grupo “controle”, que não recebeu tratamento.

A pesquisa não testou outras formas de administração da homeopatia, como sprays no nariz ou na vulva nas vacas. “O fato de esse tratamento homeopático não ter evitado a permanência de bactérias patogênicas no interior da glândula mamária é um indicador de que devemos ir atrás de outras formas de controlar a doença”, afirmou o pesquisador.

A mastite subclínica pode evoluir para quadros clínicos da doença, quando o ideal é fazer o diagnóstico microbiológico para conhecer os micro-organismos que estão causando a mastite, e orientar sobre os medicamentos a serem utilizados. “Mas em geral esse retorno dos laboratórios não é rápido e o produtor tem pressa”, disse Zafalon. Outro problema é que os princípios ativos antimicrobianos podem atuar bem sobre as bactérias dentro do laboratório, mas no campo nem todos vão funcionar, já que uma série de fatores pode interferir no sucesso do tratamento.

Por isso, a melhor forma de controlar a doença é evitar uma grande quantidade de casos subclínicos no rebanho, que, segundo Zafalon, são impossíveis de serem erradicados. Deve-se evitar ao máximo a transmissão dos micro-organismos durante a ordenha. Lembrando que a mastite subclínica é responsável por aproximadamente 70% das perdas relacionadas a essa doença e que a vaca infectada pode deixar de produzir até três litros de leite por dia.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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Notícias Mercado

Exportação de carne de frango cai 5,7% em julho, segundo ABPA

Exportações totalizaram 364,6 mil toneladas em julho, volume menor em relação ao saldo registrado no mesmo mês de 2019

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Arquivo/OP Rural

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 364,6 mil toneladas em julho, volume 5,7% menor em relação ao saldo registrado no mesmo mês de 2019, com 386,9 mil toneladas. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No mesmo período, a receita cambial das exportações alcançou US$ 498,2 milhões, número 25% menor em relação ao registrado em julho de 2019, com US$ 664,1 milhões.

“O volume exportado em julho deste ano foi acima da média efetivada em 2019, de 351 mil toneladas mensais. O comportamento mensal das exportações deste ano indica que a alta acumulada deverá se manter, com fechamento positivo para 2020”, analisa Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Já no acumulado do ano (janeiro-julho), o setor mantém alta positiva de 0,5%, com 2,471 milhões de toneladas exportadas em 2020, contra 2,458 milhões de toneladas em 2019. O resultado em receita chegou a US$ 3,642 bilhões, número 11,4% menor em relação ao mesmo período comparativo do ano passado, com US$ 4,112 bilhões.

Assim como no setor de suínos, os embarques para a Ásia dão impulso dos negócios do setor. Ao todo, foram exportadas 988,3 mil toneladas para a região entre janeiro e julho, número 12,7% superior ao realizado no mesmo período de 2019, com 876,8 mil toneladas. Deste total, a China foi destino de 406,8 mil toneladas (+29%). Cingapura, com 79,8 mil toneladas (+45%), Filipinas, com 50,3 mil toneladas (+64%) e Vietnã, com 25,5 mil toneladas (+88%) foram os destaques.

Fonte: Assessoria ABPA
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Notícias Segundo ABPA

Exportações de carne suína alcançam 100 mil toneladas em julho

Embarques cresceram 47,9% em relação ao mesmo período de 2019

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Arquivo/OP Rural

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 100,4 mil toneladas em julho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O saldo supera em 47,9% as vendas realizadas no mesmo período de 2019, com 67,9 mil toneladas.

Em receita, o saldo total de julho chegou a US$ 203,1 milhões, número 37,3% superior ao registrado em julho do ano passado, com US$ 147,9 milhões.

No acumulado do ano, as vendas do setor cresceram 38,78%, com 579,9 mil toneladas exportadas entre janeiro e julho deste ano, contra 417,8 mil toneladas exportadas no mesmo período de 2019. Em receita cambial, a alta chega a 49,9%, com US$ 1,279 bilhão, contra US$ 853,5 milhões nos sete primeiros meses do ano passado.

As vendas para os países asiáticos seguem impulsionando os embarques do setor. A alta das vendas para a região chega a 82,9% na comparação entre janeiro e julho deste ano e o mesmo período de 2019, com 456 mil toneladas exportadas neste ano (equivalente a 78,6% do total exportado pelo setor).

Apenas para a China foram 282,1 mil toneladas, número 143% superior ao efetivado no mesmo período de 2019. Hong Kong, com 107,7 mil toneladas (+17%), Cingapura, com 32,9 mil toneladas (+49%) e Vietnã, com 16,9 mil toneladas (+90%) também se destacam entre os principais importadores.

“Este é um comportamento consistente no mercado asiático, que deve perdurar ao longo dos próximos meses. As lacunas deixadas pela Peste Suína Africana nos países asiáticos ainda impactam a demanda local por produtos importados, e o Brasil está consolidado como um fornecedor confiável para a região”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria ABPA
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