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Notícias Safra de inverno

Plantio do trigo chega a 75% da área prevista para o Rio Grande do Sul

Lavouras implantadas estão em emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, com bom estande de plantas e boa sanidade

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Paulo Pires/Divulgação

Segue o plantio do trigo no Rio Grande do Sul, com 75% das áreas previstas para esta safra já semeadas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na quinta-feira (1º), as lavouras implantadas estão em emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, com bom estande de plantas e boa sanidade.

Na região de Santa Rosa, onde o plantio do trigo atinge 82% da área, a semeadura ocorreu somente em topo de coxilhas e solos bem drenados. O volume significativo de chuvas, aliado aos dias nublados com baixa temperaturas, resultou em acumulação de água em baixadas e áreas mal drenadas, e a falta de sol causa uma coloração mais amarelada nas plantas recém-emergidas, apesar de que a condição de menor temperatura tem contribuído para a boa sanidade das plantas. Produtores se preparam para a adubação de cobertura nitrogenada, já que as lavouras emergiram há cerca de 30 dias, intervalo recomendado para esse manejo. Produtores aguardam a ocorrência de geadas para promover o maior perfilhamento das plantas. A semeadura do trigo deverá se intensificar nesta semana com a melhoria do tempo e redução da umidade do solo, pois essa época é considerada a melhor para o plantio por evitar possíveis perdas por geadas em setembro quando ocorre floração do trigo, fase de desenvolvimento suscetível a grandes perdas pelo frio.

Na regional de Bagé, a perspectiva é de expansão de cerca de 25% da área de trigo em relação à do ano anterior, atingindo em torno de 103 mil hectares de cultivo em 2021. O aumento significativo de área foi condicionado pelos resultados favoráveis da última safra e pela perspectiva de rendimentos satisfatórios, considerando a cotação do produto. As expectativas de área levantadas em maio foram superadas, com aumento expressivo em parte da Fronteira Oeste, como em Alegrete, onde a área foi triplicada, e com a retomada dos cultivos em municípios que não cultivaram no ano anterior, como Dom Pedrito, na Campanha. Cultura em implantação. Estima-se que 60% das lavouras tenham sido semeadas.

Canola

Na regional de Santa Rosa, 82% da área está na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo e 17% das lavouras já estão em florescimento e 1% na fase de enchimento das síliquas. A cultura apresentou bom desenvolvimento nas últimas semanas e porte aproximado de 20 centímetros. Com o clima mais úmido, produtores estão atentos à ocorrência de doenças foliares e no caule. Outra preocupação são as lavouras em estádios reprodutivos, como floração e enchimento de grãos, em função da perspectiva de ocorrência de geadas nesta semana. Já na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está em estádio de desenvolvimento das folhas da haste principal e inicia a emissão dos brotos laterais, se aproximando do estádio de roseta, muito importante para a resistência a geadas. Produtores realizam o controle de ervas daninhas e a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. O preço médio é de R$ 128,50/sc. de 60 quilos.

Aveia branca grão

Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a cultura apresenta bom desempenho. Das lavouras, 80% se encontram em desenvolvimento vegetativo e 20% em floração. Na de Soledade, a totalidade das lavouras estão implantadas. Da mesma forma que com o trigo, as condições climáticas da semana favoreceram a cultura, proporcionando condições adequadas de desenvolvimento vegetativo inicial.

Cevada

Nas regionais de Frederico Westphalen e Soledade, lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. Na de Erechim, entre 60 e 70% do plantio está concluído; cultivos em germinação e desenvolvimento vegetativo. As chuvas da última semana prejudicaram o andamento do plantio e acumularam perdas por erosão. Na regional de Ijuí, há redução significativa da área cultivada com cevada devido à retração do mercado comprador. O produtor não tem garantia de recebimento do cereal nas unidades mais próximas de suas lavouras e não conta com logística para transporte até o centro comprador de Passo Fundo. As lavouras implantadas estão com boa emergência, em estádio de desenvolvimento vegetativo e estabelecimento inicial adequado.

Pastagens e criações

O excesso de chuvas, a baixa insolação e o frio intenso estão sendo prejudiciais à maior parte das áreas com espécies forrageiras. Sob tais condições, o campo nativo praticamente não oferta forragem, e com a falta de radiação solar e o excesso de umidade no solo até as espécies cultivadas de inverno reduziram a capacidade de rebrote. Nas áreas diferidas e com carga moderada de animais ainda são observadas algumas touceiras de plantas com valor forrageiro, porém de pouca qualidade.

Na maior parte das regiões, as pastagens com azevém continuam relativamente atrasadas, sem condições de manter carga animal significativa em grande parte das propriedades. Em áreas onde a aveia apresentava porte maior, foi observado o acamamento das plantas em função das fortes rajadas de vento. A alta umidade no solo nas áreas em pastoreio facilitou o arranquio de plantas e o amassamento pelo pisoteio, reduzindo a qualidade e capacidade de rebrote.

Bovinocultura de leite

Gradativamente, os criadores estão superando o vazio forrageiro. A produção leiteira aumentou devido à maior utilização das pastagens cultivadas de inverno e também ao acréscimo de animais em parição. Porém o excesso de chuvas e o frio intenso durante o final da semana dificultam o acesso às pastagens cultivadas, aumentando a necessidade de maior suplementação com silagem e ração aos animais.

Em termos sanitários, há considerável melhora em relação à presença de ectoparasitos, porém novamente houve problemas com mastites e com a qualidade do leite, provavelmente relacionados ao acúmulo de barro nos locais de acesso à ordenha ou de descanso dos animais. Essa condição também dificulta o trabalho e o manejo, sendo desconfortável tanto para os animais quanto para os produtores que precisam realizar as atividades de manejo a campo.

Em relação ao mercado, houve um aumento significativo do preço das vacas e novilhas prenhes, com progressiva redução da oferta dessas categorias. Com a valorização da pecuária de corte, o valor de comercialização de terneiros e vacas de descarte obteve aumento. Há tendência de reajuste a maior no preço pago por litro de leite ao produtor, o que tem deixado os produtores novamente satisfeitos com a atividade, apesar do custo de produção, que continua elevado.

Fonte: Emater/RS-Ascar

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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