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Notícias Segundo Imea

Plantio de soja 2019/20 de MT chega a 16,35% da área prevista

Plantio da nova safra encarou atrasos em seu início por causa do tempo mais seco

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Paulo Pires/Divulgação

O plantio de soja da safra 2019/20 em Mato Grosso atingiu na última semana 16,35% da área estimada, avanço de quase 10 pontos percentuais em relação à semana anterior, embora prossiga atrasado ante a média histórica, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na sexta-feira (11).

De acordo com a entidade, a média histórica de plantio para este período é de 19,16% da área estimada, enquanto em 2018/19, com ritmo acelerado devido a chuvas benéficas, a semeadura nesta época era registrada em 27,28% da área prevista.

O plantio da nova safra encarou atrasos em seu início por causa do tempo mais seco, mas o Imea não vê problemas para a oleaginosa no Estado.

Fonte: Reuters

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Eficiência na pecuária de cria começa com planejamento e manejo adequado

Meta de um bezerro por vaca ao ano depende de nutrição equilibrada, estação de monta organizada e gestão eficiente.

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Foto: Divulgação/ANPC

A Pecuária de Cria é mais do que a base da cadeia da carne. É o início de um ciclo que representa o futuro da pecuária brasileira, o nascimento do bezerro que simboliza o resultado de um ano inteiro de trabalho, planejamento e respeito ao ritmo da natureza. Alcançar a meta de um bezerro por vaca ao ano é o objetivo de milhares de produtores e o reflexo da eficiência, da boa gestão e do equilíbrio entre todos os componentes da fazenda.

Atrás desse indicador estão a ciência, sensibilidade e visão de longo prazo. A cria é uma etapa que exige harmonia entre reprodução, manejo e nutrição. Entre a concepção da vaca e a desmama do bezerro, passam-se aproximadamente 530 dias, um ciclo longo, que requer decisões precisas e sustentadas por conhecimento técnico e planejamento rigoroso.

Artigo escrito por João Paulo Barbuio, consultor Nacional de Bovinos de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.

Organizar a Estação de Monta é um passo essencial nesse processo. Quando o período de acasalamento é planejado e concentrado, toda a produção ganha ritmo e previsibilidade. Os nascimentos ocorrem em janela definida, os manejos tornam-se mais eficientes, os custos são reduzidos e os lotes de bezerros apresentam melhor padronização. Experiências de campo indicam que estações de monta mais curtas, preferencialmente entre 90 e 120 dias, oferecem melhores resultados reprodutivos e econômicos.

A nutrição, por sua vez, é o pilar que sustenta todo o sistema. Em um país de dimensões continentais e clima marcado por períodos alternados de chuvas e secas, o equilíbrio nutricional das matrizes é determinante para o desempenho reprodutivo. Avaliar e monitorar o Escore de Condição Corporal (ECC), mantendo os animais entre 3 e 4, em uma escala de 1 a 5, é essencial para garantir maior taxa de prenhez e retorno produtivo. Um plano nutricional estruturado, capaz de equilibrar oferta e demanda de matéria seca, favorecer a suplementação mineral e respeitar as condições de cada propriedade, fortalece a eficiência e a resiliência do rebanho.

Essa compreensão mais ampla da cria também reflete um compromisso com a sustentabilidade. Sistemas equilibrados e produtivos utilizam os recursos de forma mais racional, preservam a fertilidade do solo, otimizam o uso das pastagens e reduzem desperdícios. Ao promover uma reprodução eficiente e bem planejada, o produtor contribui para uma pecuária mais responsável, lucrativa e adaptada aos desafios do futuro.

O avanço da cria no Brasil depende, cada vez mais, da soma de conhecimento técnico, gestão profissional e inovação no campo. A pecuária do futuro está sendo moldada por produtores que entendem que investir em eficiência reprodutiva é investir em qualidade, sustentabilidade e prosperidade. Cada bezerro nascido de uma vaca bem manejada, saudável e em boa condição corporal é um símbolo do que o setor tem de melhor: a capacidade de evoluir com inteligência, propósito e respeito às raízes que sustentam a produção de carne no país.

Fonte: Artigo escrito por João Paulo Barbuio, consultor Nacional de Bovinos de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.
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Vendas externas do Paraná avançam em mercados asiáticos e europeus

Exportações para seis países cresceram significativamente no primeiro bimestre e já representam mais de 10% do total embarcado pelo estado.

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Foto: Jonathan Campos

As exportações paranaenses para alguns mercados asiáticos e europeus cresceram de forma significativa neste ano. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as vendas estaduais para Japão, Singapura e Filipinas avançaram, respectivamente, 107%, 103% e 124% no 1º bimestre de 2026, em comparação a idêntico período de 2025. Ou seja, dobraram de tamanho.

No caso das vendas para o mercado japonês, o aumento foi sustentado principalmente pela carne de frango, enquanto as exportações para Singapura e Filipinas apresentaram crescimento alicerçado no petróleo e na carne suína, respectivamente.

Em trajetória similar à desses países asiáticos, as receitas geradas pelo comércio com a Noruega progrediram 176% no 1º bimestre, posicionando-se entre as taxas de crescimento das vendas estaduais para a Polônia (282%) e a Dinamarca (130%). Para a Noruega, o destaque é o incremento das exportações de torneiras e válvulas, e para a Polônia e a Dinamarca a ampliação do comércio envolve o farelo de soja.

Juntos, os seis mercados passaram a responder por 10,1% das exportações totais do Paraná, muito acima da participação de 4,1% registrada nos dois primeiros meses de 2025.

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, um dos diferenciais das exportações do Estado diz respeito à diversidade de mercados e produtos, o que as tornam menos dependentes de compradores específicos. “Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, as mercadorias paranaenses alcançaram 183 mercados, em transações que envolveram cerca de 3 mil itens diferentes”, afirma.

Balança comercial

De maneira geral, o Paraná alcançou US$ 3,1 bilhões em movimentação de vendas para outros países em 2026. Apenas em fevereiro foram US$ 1,7 bilhão. Os principais produtos exportados foram carne de frango (US$ 698 milhões), soja em grão (US$ 425 milhões), farelo de soja (US$ 191 milhões) e papel (US$ 137 milhões). Entre os principais produtos o maior aumento de vendas aconteceu cm óleo de soja bruto, com 98% (de US$ 55 milhões para US$ 110 milhões).

OS principais destinos no primeiro bimestre foram China (US$ 581 milhões), Argentina (US$ 130 milhões), Índia (US$ 108 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 106,8 milhões) e México (US$ 106,6 milhões). O comércio com a Índia também registrou crescimento expressivo em 2026, chegando a um aumento de 95%.

A balança comercial está no patamar de US$ 434 milhões, que é a diferença entre US$ 3,1 bilhões de exportações e US$ 2,7 bilhões de importações.

Fonte: AEN-PR
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Levantamento nacional quer medir impactos dos javalis na agropecuária brasileira

Pesquisa conduzida pelo Mapa reúne informações de produtores e manejadores para subsidiar ações de controle.

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Foto: Shutterstock

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está conduzindo uma pesquisa nacional para mapear a presença de javalis no meio rural, iniciativa fomentada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Javalis do Paraná. A importância do levantamento fez parte da reunião do GT, na terça-feira (10), como forma de reunir informações quantitativas e qualitativas sobre a presença do animal e os impactos no campo. A previsão é que os resultados sejam divulgados no segundo semestre deste ano.

Posteriormente, os dados coletados vão ajudar a dimensionar o avanço da espécie no país e na construção de propostas e pleitos voltados ao enfrentamento do problema que afeta diretamente a produção agropecuária. O questionário está disponível para participação de produtores rurais e manejadores autorizados até 31 de maio.

Presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette: “Esse levantamento é fundamental para que possamos dimensionar o problema” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“Esse levantamento é fundamental para que possamos dimensionar o problema. Com a participação dos nossos produtores, teremos um retrato mais claro da presença dos javalis no campo e dos prejuízos causados. A partir dessas informações, será possível discutir medidas mais eficazes para o controle dessa espécie”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Sistema Faep orienta que produtores rurais que já tenham avistado javalis em suas propriedades e/ou que tenham registrado prejuízos causados pelos animais respondam ao questionário. Mesmo aqueles que não tenham tido contato direto com os animais podem contribuir divulgando a iniciativa para outros produtores que enfrentam essa situação.

A mobilização também inclui os manejadores autorizados que atuam no controle populacional da espécie. Caso o produtor conheça profissionais que realizam esse trabalho, a recomendação é compartilhar o link da pesquisa para ampliar o alcance do levantamento e fortalecer a base de informações sobre o tema.

“Os dados até o momento são preliminares, e o levantamento depende desses questionários complementares”, destaca a representante do Mapa, Juliane Galvani.

Pesquisa para produtores rurais

Pesquisa para manejadores

Cartilha orienta produtores sobre riscos e controle

Como parte das ações de orientação aos produtores rurais, o Sistema Faep elaborou uma cartilha que aborda os riscos causados pelos javalis em diferentes áreas, incluindo impactos econômicos, ambientais e sanitários.

Disponibilizado gratuitamente no site da entidade, o material tem caráter orientativo e reúne informações que vão desde o histórico da presença do animal no Brasil até as normas que regulamentam o controle populacional por meio da caça.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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