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Plantio de milho em Santa Catarina entra na fase final com boas perspectivas

Controle fitossanitário segue ativo e produtores monitoram impacto das chuvas na germinação.

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Foto: Gilson Abreu

A semeadura do milho de verão em Santa Catarina entra na fase final, com 92% da área estimada já plantada, segundo os dados mais recentes do Boletim Agropecuário de Santa Catarina. Até o momento, 93% das lavouras apresentam condição considerada boa, reforçando a expectativa de um início de ciclo favorável no estado.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O ritmo da safra é descrito como adequado, com bom estabelecimento das plantas e condições climáticas favoráveis, o que tem permitido avanço dentro do calendário previsto pelo zoneamento agroclimático.

O controle fitossanitário segue ativo, especialmente no monitoramento da cigarrinha-do-milho, praga que preocupa produtores nos últimos anos. Até agora, porém, a incidência registrada é baixa. No litoral catarinense, técnicos observaram falhas de germinação em algumas áreas, atribuídas ao excesso de chuvas no período de emergência das plantas.

O boletim também alerta para as chuvas intensas na região Sul, que podem exigir maior atenção no manejo de doenças e na aplicação de adubação de cobertura, etapas cruciais para o desenvolvimento das lavouras.

Apesar dos pontos de atenção, o cenário até o momento é favorável. A Epagri/Cepa mantém perspectiva positiva de produtividade, condicionada à continuidade de clima e sanidade adequados nas próximas semanas.

Fonte: O Presente Rural
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Coamo encerra ciclo de reuniões com cooperados e reforça diálogo no campo

Cooperativa concluiu 24 encontros regionais para apresentar resultados, cenários do agronegócio, custos de produção e perspectivas do mercado aos associados.

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Foto: Divulgação/Coamo

A Coamo concluiu nesta semana o ciclo de 24 Reuniões de Campo realizadas em sua área de atuação. O último encontro ocorreu em Ivaiporã, no Vale do Ivaí, reunindo um grande número de cooperados.

As reuniões fazem parte das ações de educação cooperativista da cooperativa e estão alinhadas ao quinto princípio do cooperativismo, voltado à educação, formação e informação. Durante os encontros, a diretoria apresentou informações sobre os resultados da cooperativa, cenários do mercado agrícola, custos de produção e perspectivas para o setor, além de prestar contas e dialogar com os cooperados.

Segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, os encontros reforçam o modelo de gestão baseado na proximidade com os cooperados. “As Reuniões de Campo representam a consolidação de um modelo de gestão que faz da proximidade e do relacionamento com confiança um de seus maiores diferenciais. Em cada encontro, fomos ao encontro dos cooperados para prestar contas, mostrar cenários com custos de produção e do mercado agrícola e conversar com eles. Foi, na prática, uma assembleia regional em cada evento”, afirma.

Fundada em novembro de 1970 por 79 agricultores pioneiros, sob a liderança do engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, a Coamo completa 55 anos de atuação mantendo encontros periódicos entre diretoria, cooperados e funcionários em sua área de ação.

Para o presidente do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, a participação dos cooperados nos encontros demonstra a confiança construída ao longo da história da cooperativa. “O cooperado da Coamo e da Credicoamo participa e sabe que encontra informações verdadeiras, mesmo quando o cenário exige cautela diante das oscilações de preços, das adversidades climáticas ou das incertezas geopolíticas”, destaca.

De acordo com a cooperativa, além de apresentar os resultados e investimentos, as reuniões também abordaram a realidade do agronegócio e os desafios enfrentados pelo setor. Conforme Galinari, a iniciativa busca fortalecer a transparência, a credibilidade da gestão e o compromisso da cooperativa com a geração de renda e segurança para os cooperados.

Fonte: Assessoria Coamo
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Colheita do trigo pauta debates entre moinhos, cooperativas e especialistas no Paraná

9º Café Moageiro vai reunir lideranças do setor em Londrina (PR) para discutir perspectivas da safra, mercado, coprodutos da indústria e estratégias para o abastecimento nacional.

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Foto: José Fernando Ogura

A aproximação da colheita do trigo no Paraná deve concentrar as discussões da 9ª edição do Café Moageiro, marcada para o dia 11 de agosto, na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina. Promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo-PR), o encontro reunirá representantes da indústria moageira, cooperativas, entidades do setor e especialistas para analisar o cenário da safra e os principais desafios da cadeia produtiva.

Foto: Divulgação/Sinditrigo-PR

A programação será aberta às 08 horas com a participação da presidente do Sinditrigo-PR, Paloma Venturelli, e do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Daniel Kümmel, que apresentarão uma avaliação sobre o momento vivido pelo setor.

Na sequência, o analista de mercado da Safras & Mercado, Elcio Bento, fará uma análise das perspectivas da safra brasileira. A apresentação deverá abordar estimativas de produção, área cultivada, expectativa de produtividade, qualidade dos grãos e os possíveis impactos sobre o mercado.

O evento também discutirá alternativas para o aproveitamento de coprodutos da indústria. A pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Terezinha Bertol, apresentará uma palestra sobre as características, aplicações e diferenças comerciais entre o DDG e o farelo, destacando o potencial desses produtos na alimentação animal.

O encerramento será com um painel dedicado ao papel das cooperativas no desenvolvimento da triticultura. Mediado

Fotos: Jaelson Lucas

pelo gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, o debate reunirá representantes do cooperativismo para discutir os desafios da produção, o abastecimento de matéria-prima para os moinhos e a articulação entre indústria, cooperativas e poder público para fortalecer a cadeia do trigo e ampliar a segurança alimentar.

Segundo o Sinditrigo-PR, o Café Moageiro busca integrar os diferentes segmentos da cadeia em um período estratégico, quando a proximidade da colheita permite revisar as projeções da safra, avaliar as condições de oferta e discutir fatores que influenciam o abastecimento e a competitividade da indústria moageira.

As inscrições para esta edição já foram encerradas após o preenchimento de todas as vagas disponíveis.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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Governo libera R$ 18,5 bilhões em crédito para setores afetados pelo tarifaço dos EUA

Plano Brasil Soberano 3 amplia acesso a financiamentos para exportadores, incluindo agricultura, pecuária, pesca e cooperativas.

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Foto: Claudio Neves

No dia da entrada em vigor do novo tarifaço dos Estados Unidos, o governo federal anunciou um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

O programa também pretende beneficiar empresas afetadas por conflitos internacionais. O anúncio coincide com a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida deve atingir cerca de 15% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 5,8 bilhões em exportações.

No total, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória (MP) e um projeto de lei de conversão. A nova MP permitirá a ampliação do Plano Brasil Soberano, ao autorizar o uso de recursos do Tesouro Nacional em conjunto com recursos próprios do BNDES para financiar as novas linhas de crédito.

Também nesta quarta, Lula sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória 1.345, de março deste ano, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano.

O Congresso ampliou o escopo do texto para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

Recursos disponíveis

Dos R$ 18,5 bilhões anunciados, os recursos serão divididos entre o Tesouro Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

  • R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional
  • R$ 5 bilhões do BNDES

As linhas poderão ser utilizadas para:

  • capital de giro
  • aquisição de máquinas e equipamentos
  • investimentos produtivos;
  • inovação tecnológica;
  • adaptação de produtos e processos;
  • abertura e prospecção de novos mercados.

As taxas de financiamento variam conforme a finalidade do crédito, chegando a 3% ao ano para projetos ligados a minerais críticos e 9,80% ao ano para capital de giro destinado a grandes empresas.

Novos beneficiários

Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, especialmente aqueles com operações no Golfo Pérsico, e amplia o acesso ao crédito para setores estratégicos.

Entre os beneficiários estão:

  • agricultura
  • pecuária
  • florestas plantadas
  • pesca e aquicultura
  • cooperativas e associações do setor
  • mineração
  • fertilizantes
  •  indústria química
  • farmacêutica
  • setor têxtil
  • automotivo
  • máquinas e equipamentos
  • materiais elétricos e eletrônicos

A legislação também permite que os recursos sejam utilizados para adequações exigidas pelo comércio internacional, como requisitos sanitários, ambientais, de rastreabilidade e conformidade.

Seguro e apoio

Durante o anúncio, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o programa vai além da oferta de crédito. “O Brasil Soberano 3, além de garantir crédito para as empresas envolvidas, traz outro benefício, que é o seguro garantia para pequenas empresas”, declarou.

Segundo o governo, o plano de aplicação dos recursos será elaborado pelo BNDES e submetido à aprovação de um conselho interministerial, que definirá as prioridades de financiamento conforme os impactos enfrentados por cada setor.

Setores afetados

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que os segmentos mais prejudicados pelas tarifas norte-americanas incluem:

  • madeira
  • móveis
  • produtos cerâmicos
  • máquinas e equipamentos
  • calçados
  • açúcar

Ele acrescentou que o programa também pretende atender empresas afetadas por novas medidas protecionistas em estudo pelos Estados Unidos.

“A linha 3 do Brasil Soberano vai acolher não só quem já estava sofrendo pelos conflitos geopolíticos e pelas tarifas já adotadas, como também para as que vierem, como as esperadas para sexta-feira, de trabalho forçado.”

Negociação diplomática

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar do reforço financeiro, o governo informou que continua buscando uma solução negociada para o impasse comercial com os Estados Unidos.

Segundo integrantes da equipe econômica e diplomática, o Brasil manteve diálogo com representantes da Casa Branca até os últimos dias antes da entrada em vigor das novas tarifas, mas as negociações não avançaram. O governo brasileiro avalia que a decisão norte-americana teve motivação política e reafirma que pretende manter aberta a via diplomática.

Na véspera do anúncio do pacote, Alckmin voltou a descartar medidas imediatas de retaliação comercial. “A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, afirmou Alckmin na terça-feira.

Histórico

O Plano Brasil Soberano foi criado em 2025 para apoiar empresas exportadoras diante das primeiras medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

As três etapas do programa somam:

  • Agosto de 2025: Brasil Soberano 1: R$ 30 bilhões
  • Março de 2026: Brasil Soberano 2: R$ 21 bilhões
  • Julho de 2026: Brasil Soberano 3: R$ 18,5 bilhões

Com a nova etapa, o governo amplia os instrumentos de financiamento para empresas exportadoras e setores considerados estratégicos, enquanto busca reduzir os impactos das barreiras comerciais e preservar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

Fonte: Agência Brasil
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