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Plantio de milho do Brasil crescerá 3,46% em 2019/20, terá novo recorde

Expectativa de cenário de preços favoráveis para milho na nova temporada deve favorecer aumento de 3,46% no plantio do cereal no Brasil

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Arquivo/OP Rural

A expectativa de um cenário de preços favoráveis para o milho na nova temporada deverá favorecer um aumento de 3,46% no plantio do cereal no Brasil, diante de perspectivas de que o país feche 2019 com exportações recordes da commodity em meio a uma quebra de safra nos Estados Unidos.

Isso permitiria ao Brasil, segundo exportador global atrás dos EUA, colher uma safra de 101,91 milhões de toneladas em 2019/20, um novo recorde, de acordo com a média apurada em pesquisa da Reuters com nove especialistas e instituições, que em sua maioria basearam seus números em produtividades satisfatórias. Assim, a safra poderia crescer 2,6%, considerando a máxima histórica de 99,3 milhões de toneladas estimada nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2018/19.

A aposta no milho, cujo plantio nas safras de verão e inverno poderia somar área nunca vista de 17,93 milhões de hectares, segundo a média da pesquisa, ocorre diante de expectativas de que a produção dos Estados Unidos sofrerá perdas na temporada 2019/20, por problemas de enchentes na época da semeadura —isso permitirá ao Brasil exportações recordes em 2019.

“Com perspectiva de manutenção de preços relativamente atrativos aos produtores até o início do ano que vem, em função das perdas observadas nos EUA este ano, a perspectiva é de crescimento de área… A parte mais significativa desse incremento deve vir na segunda safra…”, afirmou o analista sênior do Rabobank, Victor Ikeda.

Ele avalia que o Brasil deverá aumentar a área em 500 mil hectares, mas entre os analistas consultados é o único que espera uma queda na produção ante 2018/19 na comparação com a projeção da Conab. “É importante observar que, apesar da área maior, a produção tende a ser menor com a volta da produtividade para uma linha normal de tendência, após um 2019 em que o clima foi praticamente perfeito para o desenvolvimento da safrinha”, disse Ikeda. O Rabobank estima uma produção de 93,20 milhões de toneladas para a nova safra.

Alguns analistas, embora não apostem em queda na produção, citaram sim preocupações climáticas. “Caso se confirme um padrão mais seco entre outubro-dezembro (no período de plantio/desenvolvimento da soja), teremos também problemas remanescentes para a safra inverno de milho, que terá uma janela de plantio mais apertada”, disse a Arc Mercosul.No Brasil, a maior parte do milho é plantado na segunda safra, após a colheita da soja, em um sistema de rotação de culturas.

Na temporada 2018/19, as chuvas de primavera chegaram em setembro e se regularizaram logo, permitindo rápido desenvolvimento do plantio e uma colheita mais antecipada de soja, que garantiu também ótima janela climática para o milho segunda safra.

Para 2019/20, explicou o meteorologista da Somar, Jonas Ribeiro, sob efeito de um El Niño enfraquecido, a tendência é de que as chuvas cheguem em setembro, mas se regularizem apenas em outubro, o que deve segurar a arrancada do plantio. “Não deve ter uma ausência de chuva, mas não vai ser regular nas áreas de plantio, vai ser mais espaçada… Vai se regularizar mais no início de outubro.”

1ª safra

A situação de mercado é considerada favorável ao milho a ponto de a Cogo Inteligência em Agronegócio prever um aumento no plantio também no verão, com crescimento em algumas áreas do Paraná e São Paulo, além do Rio Grande do Sul, que não faz segunda safra.

“Quem tem primeira safra, vai fazer um pouco mais, quem faz as duas, vai tentar fazer um pouco mais…”, disse o consultor Carlos Cogo, destacando que áreas que não plantam a segunda safra, que são regiões importadoras, não querem pagar mais caro e deverão apostar no milho de verão.

Além disso, ele também vê um mercado de milho mais firme que o da soja, considerando as fortes exportações do Brasil e as perdas nos Estados Unidos. “Os contratos mais distantes, a alta do milho é mais consistente, tem mais potencial, depois que surgirem os próximos relatórios de safra do USDA, isso vai ficar mais claro”, acrescentou ele, destacando que o cereal brasileiro está competitivo internacionalmente. “Está barato no porto (para exportação) e remunerando o produtor”, concluiu.

Relatório do governo dos Estados Unidos, amplamente aguardado, atualizará na próxima segunda-feira as estimativas para as áreas norte-americanas de milho e soja, em meio a avaliações muito diferentes dentro do próprio mercado, após as chuvas excessivas na época do plantio.

Fonte: Reuters
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Notícias

Aurora Alimentos devolverá à Massa Falida unidades industriais de Xaxim-SC

Cooperativa emitiu nota de esclarecimento sobre o assunto

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Pela presente nota, a Cooperativa Central Aurora Alimentos vem à público para, em relação as unidades industriais localizadas no município de Xaxim-SC, atualmente arrendadas da Massa Falida da Chapecó Cia. Industrial de Alimentos, esclarecer o que segue:

– Em data de 21 de dezembro de 2012, nos autos do processo de falência da Chapecó Cia. Industrial de Alimentos, a Cooperativa signatária firmou com a Massa Falida o arrendamento do complexo industrial, de propriedade desta, localizado no município de Xaxim (SC), instrumento homologado pelo juízo falimentar.

– No curso do cumprimento contratual e nos limites estabelecidos pela legislação vigente, especialmente por conta de tratar-se de bens de falido, sobrevieram negociações entre as partes, ocorridas em diversos momentos, objetivando a aquisição, pela Aurora, do citado complexo industrial.

– Considerando que a base sempre foi o valor da avaliação judicial efetivada nos autos do processo de falência, e que este, no entender da Aurora, se apresenta como excessivamente elevado e em descompasso com a realidade de mercado para os bens que integram o complexo industrial, apesar de todos os esforços e do manifesto interesse das partes envolvidas, que as negociações restaram infrutíferas.

– Por conta deste insucesso negocial, em data de 17 de setembro de 2019, a Cooperativa signatária foi notificada pela Massa Falida da Chapecó Cia. Industrial de Alimentos do interesse desta em rescindir o contrato de arrendamento até então mantido pelas partes, procedimento previsto em disposição contratual.

– Assim, a partir de 18 de setembro de 2019, está a Cooperativa signatária cumprindo o período de aviso prévio de 10 (dez) meses, ao final do qual, o complexo industrial será restituído à sua proprietária, que é a Massa Falida.

– No cumprimento deste prazo de aviso prévio, esclarece a Aurora que as atividades, exercidas junto ao complexo industrial, serão desenvolvidas dentro de sua normalidade, bem como, será definido o aproveitamento futuro dos negócios, diretos e indiretos, que decorrem das mesmas.

– Esclarece ainda a Aurora, que mesmo após efetivada a rescisão contratual noticiada, haverá integral aproveitamento da produção de campo que abastece o complexo industrial, nos termos contratados, a qual será direcionada para outras unidades industriais de propriedade da mesma, assim como, é de interesse da Aurora o aproveitamento da mão de obra dos empregados, também em outras unidades.

A Aurora aproveita para agradecer a comunidade de Xaxim e aos poderes públicos constituídos, reforçando seu compromisso, mesmo no período de cumprimento do aviso prévio, de atuar com responsabilidade coletiva e respeito aos seus valores, primando pelo seu bom nome e de suas marcas.

Chapecó (SC), 18 de setembro de 2019.

 

COOPERATIVA CENTRAL AURORA ALIMENTOS

DIRETORIA

 

Fonte: Assessoria da Cooperativa Aurora
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Notícias Peixes

International Fish Congress reúne a cadeia do pescado em Foz do Iguaçu

Evento conta com mais de 1.000 inscritos

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Foto: Assessoria

A primeira edição do International Fish Congress & Fish Expo Brasil abriu na terça-feira, 17 de setembro, com a presença de mais de 1.000 inscritos. O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr. participou da solenidade de abertura, anunciando que nos próximos dias lançará uma Portaria liberando a licença ambiental para lâminas d’água de até 15 hectares.

Ratinho Jr. também enalteceu o papel das cooperativas no Estado na profissionalização da aquicultura. “Das 10 maiores cooperativas da América Latina, seis estão no Paraná. Temos ainda 200 micro e pequenas cooperativas no Estado, e nos transformamos no maior produtor de alimentos por metro quadrado do mundo”, enfatizou.


Ratinho Jr. também enalteceu o papel das cooperativas no Estado na profissionalização da aquicultura

Conforme o governador, a realização do Internacional Fish Congress no Paraná é representa uma oportunidade de aprender sobre o que acontece no mundo e que pode ser incluído na produção local de pescado. “Também mostra ao mundo que temos uma boa escala na produção de pescado, com qualidade e sanidade”. Ratinho Jr. falou ainda sobre a necessidade de organizar a cadeia do peixe, que ainda engatinha no Paraná e no Brasil “num processo de profissionalização de toda produção do peixe”.

O Secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Jr. representando a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reclamou da insegurança jurídica no Brasil hoje, muito acentuada contra produtores e empresas. O país, afirmou, tem muitos desafios regulatórios, principalmente com relação ao meio-ambiente. “Nossos setores ambientais não tem o entendimento do quão forte, pujante e necessário é o setor aquícola e pesqueiro brasileiro”.

O presidente do International Fish Congress, Altemir Gregolin, salientou a importância do evento, ao reunir todos os elos da cadeia produtiva em um só tempo e lugar. “O Brasil não é mais o país do potencial, mas vem decolando para tornar-se um grande player mundial do pescado. Na tilápia, já somos o quarto maior produtor mundial”, destacou.

No entanto, afirmou Gregolin, é evidente a necessidade de superar diversos gargalos na cadeia. O setor primário, diz ele, necessita de maior eficiência e produtividade. Para isso, precisa de melhoramento genético das espécies, melhor nutrição, entre outros pontos. A indústria também tem desafios. Da tilápia, só se aproveita 30%, exemplificou. “Precisamos de melhores cortes, outras alternativas de subprodutos além do filé para melhorar rentabilidade do produtor e baratear custo da proteína ao consumidor”.

Para Gregolin, a verticalização da produção, a exemplo do frango, é o melhor caminho. “As cooperativas do Paraná vem seguindo esse exemplo e contribuindo para o crescimento da piscicultura nacional”.

Após a abertura oficial, foi realizada a palestra magna com o Diretor Geral da FAO (Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) de 2011 a 2019 e Embaixador no Painel Global sobre Agricultura, Segurança Alimentar e Nutrição, José Graziano da Silva. O evento encerra na quinta-feira, 19 de setembro.



Sobre o International Fish Congress

Com o lema “Das águas ao consumo”  o evento tem o apoio institucional do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, e das principais entidades do setor ABIPESCA – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PEIXEBR – Associação Brasileira da Piscicultura, SINDIPI – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, ABRAPES – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal,CNA/SENAR e ABRAS – Associação Brasileira de Supermercadistas.

As discussões tem o apoio da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e MAPA através da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estão ainda BRDE – BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, ADAPAR e EMATER. O evento tem ainda o apoio científico da UNILA, UNIOESTE, UFFS, UNIVALI e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol.

Fonte: Assessoria
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Notícias 48ª Expoinel

Expoinel 2019: Últimos dias para criadores inscreverem seus animais na principal exposição Nelore e Nelore Mocho do País

“A exposição é de participação obrigatória para os criadores e competidores que disputam os campeonatos do Ranking Nacional”

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Faltam poucos dias para a 48ª Expoinel, principal exposição da raça Nelore e Nelore Mocho do Brasil. Promovida pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a Expoinel acontecerá entre os dias 19 e 29 de setembro, no Parque de Exposições Fernando Costa, em Uberaba (MG).

A ACNB informa aos criadores que desejam participar da Expoinel para inscreverem seus animais até 21 de setembro. A mostra encerra o ano calendário do Ranking Nacional Nelore e Nelore Mocho 2018/2019, e leva a público os nomes dos grandes campeões da raça.

“A exposição é de participação obrigatória para os criadores e competidores que disputam os campeonatos do Ranking Nacional, e pode substituir um dos melhores resultados dos Rankings Regionais” reforça André Locateli, gerente executivo da ACNB.

Ainda segundo o dirigente da entidade, todos os criadores devem participar do evento, mesmo aqueles que não estão na disputa final dos campeonatos. “É importante que todos prestigiem a Expoinel, que se consolida como uma exposição renomada. Uma boa colocação na exposição pode promover valorização do animal e do criatório”, complementa Locateli.

Além dos julgamentos de animais Nelore, a Expoinel oferece aos participantes uma programação diferenciada e de qualidade, que inclui o 9° Simpósio Nelore – A Carne do Brasil, no dia 26 de setembro, das 8h30 às 17h, com premiação a estudos científicos sobre a raça Nelore. Durante a Expoinel também serão realizadas as Exposições da Raça Brahman, Gir Leiteiro e Guzerá Centro Sul.

A Expoinel 2019 é realizada pela ACNB, com o apoio da ABCZ e da Matsuda Sementes e Nutrição Animal.

Confira o calendário de atividades relacionadas aos julgamentos da Expoinel 2019:

NELORE                                   

Entrada dos animais: a partir de 16/09/2019

Pesagem e Data Base: 21/09/2019

Julgamentos: 23 a 28/09/2019

Grande Campeonato: 28/09/2019

NELORE MOCHO

Entrada dos animais: a partir de 16/09/2019

Pesagem e Data Base: 21/09/2019

Julgamentos: 26 a 28/09/2019

Grande Campeonato: 28/09/2019

Fonte: Assessoria
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