Notícias Santa Catarina
Plantio de cereais de inverno avança na Serra catarinense
Na Serra catarinense, os produtores já começaram o plantio e estão confiantes com a safra

Com o apoio do Governo do Estado, Santa Catarina pretende ampliar em 20 mil hectares a área plantada com cereais de inverno, reduzindo a dependência de milho e os custos de produção de carnes e leite. Na Serra catarinense, os produtores já começaram o plantio e estão confiantes com a safra. Na sexta-feira (09) o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, esteve em Palmeira acompanhando a semeadura de trigo na propriedade do Heleno Fiabane, associado da Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil).
“Tradicionalmente em Santa Catarina, no período de inverno, fazia-se apenas uma cobertura verde para facilitar a rotação de cultura, agora com os cereais de inverno o produtor passa a ter mais uma alternativa de renda. A agropecuária catarinense tem crescido muito nos últimos anos, e tem importado milho de outros estados para suprir a demanda. Nós estamos investindo fortemente no subsídio de sementes cereais de inverno, da ordem de 50%, para que o produtor invista na produção para fornecer insumos para a fabricação de ração. Ficamos muito felizes que o programa está sendo bem aceito”, ressalta o secretário.
A família Fiabane é uma das beneficiadas pelo Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos, que irá investir R$ 5 milhões para apoiar o plantio de trigo, triticale, centeio, aveia e cevada em Santa Catarina. Com esta ação, a Secretaria da Agricultura dá uma subvenção de R$ 250 por hectare efetivamente plantado com cereais de inverno, num limite de 10 hectares por produtor.
“O governo abraçou a causa e está dando todo o suporte para nós. A terra ficava parada no inverno, apenas fazíamos a cobertura, agora com o incentivo do governo e o apoio das cooperativas, nós vamos investir no plantio visando maior rentabilidade para a família. Em função do preço pago, nós escolhemos o trigo, vamos plantar duas variedades aqui. Além disso, ele vai ajudar a fazer uma rotação de culturas e melhorar o solo”, destaca Heleno.
O cultivo de grãos de inverno é uma alternativa para reduzir a dependência de milho, os custos de produção e aumentar competitividade da cadeia produtiva de carnes. Para que o Projeto tenha sucesso, a Secretaria conta com parceiros em todos os elos do setor produtivo: cooperativas, produtores rurais e agroindústrias.
“Com esse incentivo do Governo do Estado através da secretaria, nós já recebemos este ano em torno de 250 mil sacos de cereais de inverno. Isso é muito importante porque ocupa os momentos de ociosidade dos silos da cooperativa, nos meses de outubro a novembro. Ao mesmo tempo, vamos fazer uma cobertura de solo e dar uma renda adicional aos produtores. São três vantagens ao mesmo tempo”, complementa o presidente da Cravil, Harry Dorow.
Como funciona o Projeto
Os produtores rurais procuram as cooperativas agropecuárias participantes do Projeto para manifestar o interesse em fazer a semeadura de cereais de inverno. As cooperativas fornecem sementes e insumos para o plantio e o produtor faz o pagamento ao final da safra, quando entrega os grãos e recebem o subsídio de R$ 250 por hectare cultivado.
Os grãos entregues pelos produtores às cooperativas são destinados a agroindústrias e fábricas de ração instaladas no estado. O Projeto segue o modelo do Programa Terra Boa, bastante conhecido pelos produtores rurais de Santa Catarina.
O incentivo para produção de cereais de inverno vem complementar outras ações desenvolvidas pelo Governo do Estado para aumentar o fornecimento de insumos.

Notícias
FPA cobra do Ministério da Agricultura mais crédito rural e destravamento de políticas para o agro
Reunião reuniu parlamentares e Mapa para tratar de Plano Safra, endividamento, seguro rural e política agrícola, com foco em maior alinhamento entre governo e setor produtivo.
Notícias Durante ExpoLondrina
Ratinho Junior destaca vocação do Paraná na produção de alimentos
Após participar da abertura oficial da ExpoLondrina, o governador retornou ao evento para visitar os estandes e conversar com empresários e produtores rurais nesta que é uma das principais feiras do agronegócio no País.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve na sexta-feira (17) na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina), no Norte do Estado. Após participar da abertura oficial, em 10 de abril, Ratinho Junior retornou ao evento para visitar os estandes e conversar com empresários e produtores rurais nesta que é uma das principais feiras do agronegócio no País.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O governador destacou a relevância da feira para o agronegócio paranaense, servindo de vitrine para o Brasil e o mundo. “É um orgulho estar na ExpoLondrina, que cresce a cada ano e sempre batendo recordes. Essa é uma feira que não é mais só de Londrina, do Paraná e nem mesmo do Brasil. Já tem expositores da Argentina, do Paraguai, visitantes de outros países da América do Sul, ou seja, além de movimentar muito o número de visitantes, gera negócios, emprego e movimenta o setor de serviços”, afirmou.
Ele também ressaltou os bons números do Paraná na produção de proteína animal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, colocando o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina. “O Paraná consolidou aquilo que nós já sabíamos e vínhamos trabalhando, que é ser o ‘supermercado do mundo’. Somos o maior produtor de proteína animal do País, somando carnes de boi, de porco, de frango e de peixe. Isso é uma demonstração de que nós estamos industrializando os alimentos e criando empregos. Temos frigoríficos que geram 9 mil empregos diretos, mais do que muitas indústrias automotivas. Londrina é a nossa joia da coroa, mostrando a força do agronegócio paranaense”, acrescentou.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Parte dessa evolução na produção de alimentos passa por políticas públicas. “Criamos o Descomplica Rural para dar agilidade ao produtor. Antes, um licenciamento para aviário levava até 14 meses. Hoje, o processo é mais rápido e facilita novos investimentos. Isso permitiu que as cooperativas expandissem a produção”, explicou Ratinho Junior. “É uma demonstração que aqui tem matéria-prima, mão de obra qualificada, facilitação do governo nas licenças ambientais com segurança jurídica, incentivo fiscal, tudo isso ajuda a atrair investimento para o Estado”, complementou.
Com programação até domingo (19), a ExpoLondrina é realizada pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) no Parque Ney Braga Eventos e tem como tema neste ano “Agro: inteligente, humano e feito de encontros”. Dentre os destaques estão uma raça bovina inédita, encontros técnicos, sabores do campo, animais exóticos e grandes nomes da música nacional.
Impacto econômico
Segundo dados levantados pela SRP, a ExpoLondrina 2026 registrou crescimento expressivo em diversos segmentos, em especial no setor de serviços: 32% nos ganhos de motoristas de aplicativo; 50% na demanda de taxistas, com impacto de 30% na renda mensal; e 15% de aumento na ocupação da rede hoteleira, com ganhos maiores em diárias. Com relação ao comércio, a expectativa é de 10% de crescimento nas vendas na comparação ao período normal.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, reforçou que a ExpoLondrina é pensada não só para o agro, mas olhando o município como

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
um todo. “Nós temos essa preocupação. Somos uma entidade de classe e fazemos uma gama de ações aqui dentro: gastronomia, entretenimento, conhecimento, mas o mais importante é isso: fomentar os hotéis, táxis, Uber, restaurantes, shopping. A gente traz divisas para Londrina”, salientou. “O londrinense ganha, e ganha muito.”
Para o prefeito Tiago Amaral, a feira representa o que a cidade tem de melhor a oferecer. “A ExpoLondrina é o exemplo de uma cidade, de um agro, de um povo que realmente dá certo, que é modelo, exemplo e que faz acontecer de uma forma extraordinária. Isso é o povo londrinense. A feira é exatamente uma vitrine para mostrar capacidade, transformação e integração entre o agro e a cidade, o campo e a área urbana”, comentou.
Estado na feira
O Governo do Paraná participa da feira com uma ampla estrutura integrada, levando serviços, conhecimento e políticas públicas à população urbana e rural. O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) promove seminários, palestras e encontros técnicos, além da tradicional Via Rural “Fazendinha”, espaço com mais de 11 mil metros quadrados dedicado à difusão de tecnologias e práticas sustentáveis.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou, durante a feira, quatro operações de crédito que somam R$ 42 milhões para investimentos no Norte do Paraná. Além disso, o banco também anunciou que foram liberados, nos últimos meses, R$ 57 milhões em 131 contratos na região.
Já a Fundação Araucária apresentou projetos inovadores voltados ao futuro do agronegócio. Na área de segurança, forças estaduais atuam com estandes, demonstrações e atendimento ao público, incluindo delegacia móvel, exposição de viaturas e atividades educativas.
No campo do turismo, os visitantes podem conhecer diferentes segmentos que impulsionam o setor, como o do Turismo Religioso, das rotas gastronômicas e a Rota do Café, apresentados pela Secretaria de Estado do Turismo. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) conta com técnicos disponíveis para apresentar, de forma prática, o funcionamento da rede trifásica e orientar sobre os procedimentos necessários para que propriedades rurais realizem a conexão ao sistema.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
ExpoLondrina
A ExpoLondrina chega à 64ª edição reunindo o que há de mais atual no mundo do agronegócio, conectando pessoas e trazendo o universo do agro para perto de todos. A feira conta com oportunidades de negócios através de uma área industrial composta por maquinários agrícolas, concessionárias, cooperativas e varejo.
Em 2025, a edição teve o recorde de R$ 1,7 bilhão em negócios; mais de 590 mil visitantes em 10 dias de feira, sendo mais de 250 mil na Smart Farm; 300 expositores de todo o Brasil; 37 mil produtores conectados; e cerca de 9 mil empregos gerados pelo evento, entre diretos e indiretos.
Notícias
Programa Patrulheiros da Sustentabilidade capacita 3 mil operadores para recuperar estradas rurais e nascentes no Paraná
Com R$ 7,5 milhões, iniciativa da UEM chega ao Oeste com formação técnica de operadores de máquinas, mapeamento de estradas e fontes de água e atuação em 23 municípios para conter erosão e assoreamento

O Programa Patrulheiros da Sustentabilidade, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), avançou mais um passo com o lançamento em Toledo, no Oeste do Paraná. A cerimônia, realizada na última quinta-feira (16), no Centro de Eventos do município, envolveu entregas do Manual de Boas Práticas e da história em quadrinhos da Tropa Sustentável. Além disso, marcou a última etapa da formação dos multiplicadores, que iniciaram capacitação técnica nesta sexta-feira (17).
Mais de 3 mil operadores de maquinário da linha amarela, como motoniveladoras, tratores, pás carregadeiras, escavadeiras e rolos compactadores serão capacitados na etapa dentro do programa, que reebe investimentos de R$ 7,5 milhões e busca melhorar a trafegabilidade de estradas rurais, diminuir o assoreamento de rios, aumentar a proteção do solo, formar mão de obra técnica e fortalecer a competitividade agrícola no Estado.
O principal objetivo é fortalecer a relação entre produção agrícola e preservação ambiental. A UEM e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fadec-UEM) são responsáveis pela realização técnica e científica do programa, que tem apoio do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri), da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Os bolsistas selecionados como multiplicadores também estiveram presentes no evento.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, o programa é de fundamental importância para o Estado. “É um momento de reconhecimento, pois estamos olhando para as capacidades instaladas nas nossas universidades estaduais, aliando o conhecimento produzido na academia com a aplicação prática na vida do cidadão, da população. Temos condições de fazer o melhor trabalho para ajudar o Paraná a se desenvolver”, afirmou.
O reitor da UEM, Leandro Vanalli, parabenizou a equipe da universidade que está à frente do projeto. “O programa vai, de fato, transformar a vida das pessoas nos municípios que operam essas máquinas. Elas serão treinadas para essa grande missão de cuidar mais e melhor do meio ambiente, das estradas rurais, das reservas, das minas de água, então farão a diferença na sociedade, assim como os professores, pesquisadores, servidores e estudantes de várias áreas envolvidas”, disse.
As ações abrangem 23 municípios, com atuação dos núcleos regionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e envolvem mapeamento de estradas e nascentes, capacitação de equipes locais, apoio técnico às prefeituras e difusão de boas práticas ambientais.
O projeto também prevê a recuperação de 23 nascentes, a criação de uma plataforma digital para monitoramento territorial, certificações, desenvolvimento de materiais didáticos e capacitação de mais de 2,7 mil profissionais envolvidos na rotina de manutenção rural.
Tropa sustentável
O programa é baseado na tríade pesquisa-extensão-inovação e se propõe a ser um agente transformador na construção de soluções sustentáveis. O Patrulheiros da Sustentabilidade tem também o apoio do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri), da Fundação Araucária e da Seti. Além da capacitação, os operadores receberão uniformes e equipamentos de proteção individual padronizados, reforçando a profissionalização e a segurança durante o trabalho.
Os materiais gráficos desenvolvidos para o projeto foram apresentados na solenidade pelo coordenador técnico do Escritório de Projetos e Processos (EPP) da UEM, Sidinei Silvério da Silva. Ele explicou que a capacitação será dividida em dois módulos de 40 horas, sendo um de sustentabilidade e o outro de mecanização conservacionista sustentável. “A expectativa é criar uma governança estadual para que, de forma perene, nós possamos fazer intervenções em estradas rurais que estão com erosão e fontes de água que estão secando. Estamos muito otimistas e planejando ações a longo prazo.”
Planejamento ambiental
O geógrafo Marcelo Augusto Melo Cason é um dos patrulheiros da sustentabilidade e vai atuar como multiplicador nas regiões de Londrina Norte. e Jacarezinho (Norte Pioneiro). Segundo ele, o programa está diretamente relacionado com o planejamento ambiental, área que fez parte do trabalhou no Trabalho de Conclusão de Curso, com produtores rurais. “O projeto é exatamente o que buscamos quando entramos na universidade, pois faz a união da teoria com a prática, com a sociedade, e traz benefícios para os dois lados. Estou ansioso e empolgado para começar”, disse.






