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Notícias Total de R$ 400,59 bilhões

Plano Safra 2024/2025: FPA pede mais recursos e juros menores para fortalecer a agricultura

O programa que busca auxiliar o setor agropecuário gera questionamentos dos parlamentares sobre a eficácia das medidas propostas em comparação ao plano anterior

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Fotos: Divulgação/FPA

O novo plano safra, lançado na última quarta-feira (3) terá um volume total de R$ 400,59 bilhões destinados ao crédito rural da agricultura empresarial, 9,7% acima dos R$ 364,2 bilhões ofertados no Plano Safra 2023/2024. São R$ 293,29 bilhões para custeio e comercialização e R$ 107,3 bilhões para investimentos.

O anúncio gerou questionamentos sobre a eficácia das medidas propostas em comparação ao plano do ano anterior e esbarrou em algumas limitações que têm gerado insatisfação de representantes do setor. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que sempre atuou de forma incisiva em prol dos produtores rurais, desempenhou um papel importante na elaboração das demandas apresentadas ao Ministério da Agricultura e ao Ministério da Fazenda. No entanto, as expectativas da FPA não foram totalmente atendidas.

Vale destacar que, do montante total anunciado para este ano, 53% são recursos livres, que não saem do governo. Também foram incluídos recursos oriundos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR), na ordem de R$ 108 bilhões.

Apesar da redução da Taxa Selic em 3,25 pontos percentuais nos últimos 12 meses, passando de 13,75% a.a. em julho de 2023 para 10,50% atualmente, as taxas de juros do Plano Safra 2024 permaneceram inalteradas em relação ao plano anterior, exceto para o Moderfrota, destinado aos grandes produtores, que teve uma redução de um ponto percentual.

Na avaliação da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), há uma confusão comum sobre os juros do Plano Safra 2024/2025. Muitas pessoas acreditam que o valor de R$ 475 bilhões é o montante que o governo disponibiliza do Tesouro para os produtores, mas, na realidade, o governo disponibilizou R$ 16 bilhões para equalizar as taxas de juros, com boa parte desse valor destinada à agricultura familiar, que possui a menor taxa.

Nas contas feitas pela CNA, a instituição propôs um volume total de 570 bilhões, representando um aumento de 31% em relação à safra anterior. Para atingir esse volume, seria necessário um desembolso do Tesouro de 21 bilhões. A maior demanda da CNA é para o Seguro Rural, que atualmente conta com menos de 1 bilhão, embora a necessidade seja de 3 bilhões para este ano e 4 bilhões para 2025.

Crédito e limites de contratação

O Plano Safra 2024 apresentou poucas alterações nas regras de limites de operações. As principais mudanças ocorreram nas linhas Inovagro, Moderagro e Proirriga, que tiveram seus limites de contratação ampliados. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacou que, com exceção do Moderfrota e dos juros controlados, todas as linhas anunciadas estão abaixo das expectativas.

Seguro rural

O seguro rural continua sendo um ponto crítico. O Governo Federal anunciou uma subvenção de R$ 1,16 bilhão para o seguro rural no Plano Safra 2024/2025. Contudo, a redução no número de produtores cobertos pelo Proagro e a consequente pressão sobre os recursos do Programa de Seguro Rural (PSR) evidenciam a necessidade de aumentar os recursos para R$ 3 bilhões, conforme demandas dos produtores.

A área segurada total também apresentou uma preocupante redução, passando de 16,29 milhões de hectares em 2021 para 11,36 milhões de hectares em 2023. O ministro Carlos Fávaro reconheceu as dificuldades durante seu discurso. “Sabemos das dificuldades, mas temos produtores que precisam de uma atenção especial. Não é possível atender a todos como gostaríamos, mas foi um esforço dedicado. Os recursos ordinários para o seguro rural do Rio Grande do Sul cresceram 17%, passando de R$ 134,4 milhões para R$ 154,4 milhões, com recursos extraordinários adicionais de R$ 210,9 milhões, totalizando R$ 368,3 milhões” disse o ministro.

Fávaro também destacou a ampliação da cobertura para produtores do Rio Grande do Sul, de 12 mil para 26 mil, e a área segurada, de 669 mil para 1,2 milhão de hectares.

Reação da FPA ao Plano Safra

Presente no lançamento, o deputado Zé Silva (SD-MG), coordenador da Comissão de Agricultura Familiar da FPA, destacou que o lançamento do Plano Safra 2024/2025 da Agricultura Familiar, que tem um volume de R$ 76 bilhões, trará inovações importantes, como a redução das taxas de juros para as mulheres que optarem pelo financiamento, e também para os agricultores que produzem alimentos como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite e ovos.

“A expectativa era que tivéssemos um volume maior de recursos, mas 300 milhões já é um avanço em relação ao ano passado, que foi em torno de 50 milhões. Os estados já colocam mais de 3 bilhões, então continua a nossa luta para que mais agricultores tenham mais recursos” afirmou o parlamentar.

Segundo Zé Silva, em comparação com o período anterior, foram destinados mais recursos para a assistência técnica e extensão rural, R$ 307 milhões. E uma das grandes novidades é a criação de uma linha de crédito para aquisição de máquinas agrícolas de pequeno porte, com juros de 2,5% ao ano, destinada a famílias com renda anual de até R$ 100 mil.

Já o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) fez críticas ao plano, enfatizando que, apesar de o agro ser um setor vital para a economia brasileira, não recebe a devida atenção. Para ele, o plano para a Agricultura Familiar é positivo, mas o restante da agricultura brasileira está desatendido.

“Na grande maioria das vezes, é o agro quem traz toda a economia nas costas. Quando chega a hora de definir o Plano Safra, o governo mostra claramente, em números, o apreço e o respeito que tem pelo agro. Ele vai para o Ministério da Fazenda e é tratado como outro segmento qualquer, não dá a importância devida para esse processo.”

Segundo Alceu, o orçamento deveria refletir a importância do agro para o país. A Selic caiu 3,5%, mas os juros do Plano Safra permaneceram os mesmos. A equalização de juros continua longe do necessário. Dos R$ 400 bilhões anunciados, 53% são recursos livres, que não fazem parte efetiva do Plano Safra, pois esses recursos estão nos bancos e dependem das condições de mercado.

“O orçamento é um discurso com preço. Se você tem realmente interesse em trabalhar em um setor que dá certo, que realmente mobiliza o país, melhora nossa economia, e é capaz de gerar resultados imediatos anuais, então você realmente vai buscar alternativas” destacou o parlamentar.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), ressaltou que a bancada reconhece o empenho do Ministério da Agricultura e do Ministério da Fazenda no aumento dos recursos gerais para o Plano Safra. No entanto, lamentam a ausência de seguro e a falta de atenção a alguns pontos importantes, como a possibilidade de reduzir os juros, devido à taxa Selic estar menor do que no ano passado.

“São 3,25% de diferença que deveriam estar como benefício nesse Plano Safra e que não estão. A FPA sempre prezou pelo diálogo, auxiliando o governo em encontrar qual a fonte para esses recursos, mas ficou aquém do que nós esperávamos em relação ao montante total e principalmente para algumas linhas específicas. A Moderfrota teve algum benefício, um incentivo razoável, mas outras linhas que poderiam ter tido um aumento maior e uma possibilidade de acesso mais fácil ficaram aquém” pontuou o parlamentar.

Para Lupion, a maior crítica de todas é a questão do seguro, que faz muita falta e, a cada dia, se mostra mais necessário para baratear as operações financeiras. “Embora o governo tenha anunciado um aumento na equalização de juros que deve reduzir os juros para o produtor no futuro, a preocupação permanece”.

O presidente da FPA também ressaltou que a fala do presidente Lula, tentando amenizar a situação da invasão de propriedade, dizendo que quem toma a terra é o banco, preocupou a bancada. “Isso significa que o produtor está endividado. Isso gera uma banalização desse discurso e gera uma preocupação enorme em todos nós” declarou o parlamentar.

Nota oficial

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) emitiu uma nota oficial reconhecendo o esforço do Governo Federal em apoiar a agricultura familiar por meio do aumento dos recursos do Plano Safra 24/25 e da ampliação dos recursos destinados à equalização de juros. A bancada destacou a importância da redução do corte de 5% para 2,5% em algumas linhas de crédito, uma diminuição significativa que beneficia o setor agropecuário.

Porém, também demonstrou apreensão com o aumento do risco de endividamento, apontando que o Plano Safra não apresentou novidades significativas em termos de recursos e não atendeu à demanda por taxas de juros mais baixas. Apesar da redução na taxa Selic, os juros reais para os produtores não foram reduzidos proporcionalmente, o que pode ter um impacto direto na capacidade de pagamento e elevar o risco de inadimplência.

A nota trouxe um exemplo ilustrativo com o Pronaf, onde a taxa de juros nominal de 4% ao ano para um empréstimo de R$ 100.000,00 resulta em um custo total de R$ 18.624,40 após um ano, elevando a taxa efetiva para 18,62% ao ano. Esse aumento se deve a custos adicionais, como registro em cartório, projeto técnico, seguros e títulos de capitalização.

A FPA enfatizou sua atuação no diálogo com o Governo Federal durante a elaboração do Plano Safra 2024/2025, defendendo que as políticas públicas não devem se restringir apenas ao aspecto econômico. A necessidade de políticas que ofereçam maior segurança jurídica, um seguro agrícola adequado e a proteção do direito de propriedade foram destacadas como essenciais para o setor.

E conclui, destacando a importância de medidas adicionais para fortalecer o suporte ao setor agropecuário brasileiro, visando não apenas o crescimento econômico, mas também a sustentabilidade e a estabilidade financeira dos produtores rurais diante dos desafios emergentes.

Fonte: Assessoria FPA

Notícias Em Cascavel

Show Rural de Inverno exibirá pacotes tecnológicos a cultivos de altas performances

A 5º edição do Show Rural Coopavel de Inverno, de 27 a 29 de agosto, em Cascavel, no Oeste do Paraná, terá acesso a informações de pacote tecnológico completo à produção de culturas de inverno com alta produtividade.

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O coordenador do Show Rural Coopavel, Rogério Rizzardi Foto: Assessoria/Arquivo 2023

Quem visitar a quinta edição do Show Rural Coopavel de Inverno, de 27 a 29 de agosto, em Cascavel, no Oeste do Paraná, terá acesso a informações de pacote tecnológico completo à produção de culturas de inverno com alta produtividade. O trigo é a sensação do evento, mas as empresas apresentarão o melhor dos seus portfólios também para aveia, triticale, centeio e plantas de cobertura.

O coordenador geral do Show Rural, o agrônomo Rogério Rizzardi, utiliza o trigo como exemplo. “O trigo, aplicando o que há de conhecimentos atualmente, gera resultado econômico tão significativo quanto o de outras culturas, a exemplo da soja”. Mas para isso é preciso buscar toda tecnologia disponível no Show Rural de Inverno. O objetivo é obter produtividade de no mínimo seis mil quilos por hectare e não de apenas 3,8 mil quilos da média já produzida no Oeste, acentua Rizzardi.

Mais da metade das 40 cultivares que serão apresentadas, muitas delas lançamentos, serão de trigo de alta performance. “É importante que o triticultor e o produtor que queira investir na cultura saibam que podem personalizar um pacote segundo as condições de solo de sua propriedade e o investimento que desejam fazer em tecnologia. Se ele quer atingir seis mil quilos/hectare, destaca Rizzardi, então precisará de uma cultivar de potencial superior, mas se o plano não for esse então é melhor optar por variedade mais resistente, que se adapte ao que pretende.

Na prática

A quinta edição terá a participação de 42 expositores que, além de seus produtos e soluções, destacarão técnicos para esclarecer dúvidas. Será possível observar, nas parcelas preparadas, o desempenho do pacote tecnológico na prática. Além da performance da cultivar, os técnicos mostrarão resultados de manejo correto do solo, atentando às condições química, física e biológica. O visitante aprenderá tudo o que precisa para alcançar o melhor resultado possível.

Segundo Rizzardi, o Show Rural Coopavel de Inverno quer mostrar ao produtor rural que é fácil produzir trigo e atingir ápices de performance. O pacote tecnológico para o grão é formado pela escolha da melhor cultivar, manejo correto e tratos culturais, com controle de invasoras e doenças, bem como da escolha do mais recomendado sistema nutricional (bioestimulantes e adubação foliar).

A edição de inverno apresentará trabalhos de cobertura de quadras de solo com mix de plantas buscando avanços nas condições biológicas da área cultivável. “Investir em um solo de qualidade agora é potencializar o resultado das culturas de verão. As melhorias são realizadas durante o frio para colher produtividades mais altas na soja e no milho” afirma Rizzardi. Produção de alimentos para pecuárias de leite e corte, agroecologia e manejo de fruticultura serão alguns dos outros temas disponíveis no período de 27 a 29 de agosto.

Coopavel e parceiros promoverão também palestras técnicas, uma sobre Uso de biológicos e suas vantagens e outra sobre Fisiologia do trigo. A exemplo do que ocorre nas edições de verão, o Show Rural de Inverno oferecerá acesso gratuito ao parque e uso de vagas do estacionamento. O almoço será cortesia. A abertura dos portões, diariamente será a partir das 8h30.

Fonte: Assessoria Show Rural Coopavel
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Notícias Curso de capacitação

Abertas inscrições para novo ciclo do ABC Corte, da Embrapa

Programa capacita profissionais em tecnologias de intensificação da produção de carne a pasto.

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O programa alia teoria e prática no campo. Foto: Pedro Alcântara

Vão até 12 de agosto as inscrições para mais um curso de capacitação de técnicos dentro do programa ABC Corte, que promove o uso de tecnologias de intensificação sustentável da produção de carne a pasto. O programa tem atuação regional, focado no estado do Tocantins, no Sudeste do Pará e no Nordeste de Mato Grosso. A coordenação é da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-Tocantins), que, além dos dois temas em seu nome, atua em sistemas agrícolas na região dos Cerrados do Centro-Norte do país. Entre os trabalhos da empresa nessa região, está a pecuária de corte.

O curso, que corresponde ao ciclo de capacitação 2024/2025 do ABC Corte, tem ao todo seis módulos que somam 80 horas, sendo 64 teóricas e 16 práticas. O primeiro módulo será teórico e está marcado para o período de 20 a 22 de agosto na sede da Embrapa em Palmas. Nele, será apresentada a metodologia do programa e serão discutidos temas como calagem e adubação, manejo do pasto e planejamento alimentar e suplementação de bovinos em pastejo na época das águas.

Além deste primeiro módulo mais teórico, estão programados outros três também teóricos e dois mais práticos. Nos módulos práticos, serão feitos o diagnóstico, o planejamento e o acompanhamento das chamadas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), áreas em propriedades rurais assistidas pelos técnicos onde eles aplicarão e farão o monitoramento dos efeitos de tecnologias selecionadas para a realidade local. Dessa maneira, o ABC Corte alia, de maneira intercalada, teoria e prática.

Mais informações sobre o curso estão disponíveis no endereço (clique aqui). É fundamental ler atentamente os anexos, que tratam do edital para o ciclo 2024/2025, do plano de capacitação e do regimento do ABC Corte. Serão, neste ciclo, 30 vagas a serem preenchidas por ordem de pagamento das inscrições (R$ 600 no cartão de crédito ou R$ 500 à vista no boleto). As inscrições homologadas, com os respectivos participantes, serão divulgadas entre 14 e 16 de agosto.

Expectativa positiva

O zootecnista Pedro Alcântara, da Embrapa Pesca e Aquicultura, é o coordenador do ABC Corte. De acordo com ele, a demanda de técnicos por participarem do programa “está sendo muito boa. Conseguimos equacionar os custos do ABC Corte por meio de um apoio internacional que nos financiará parcialmente até 2026. Dessa forma, foi possível reduzir a contrapartida dos participantes, o que refletiu bastante na procura pelo programa”.

Os resultados do ABC Corte são expressivos e estão colaborando para o incremento da pecuária de corte nas regiões onde está presente. Segundo Pedro, a produtividade média alcançada nas URTs que fazem parte do programa tem sido 6,35 vezes a média obtida no Tocantins. Como consequência, gera-se o chamado efeito poupa terra de cinco por um: “ou seja, a cada um ha que utiliza o protocolo do programa, diminui-se a pressão sobre cinco ha de área preservada” explica.

Ao todo, mais de 100 técnicos das iniciativas pública e privada já participaram do ABC Corte. Anualmente, é feita uma certificação dos técnicos participantes do programa que tenham sido habilitados tanto a aplicar os conceitos trabalhados de intensificação sustentável de produção de carne a pasto como a usar as ferramentas para a geração e a análise de indicadores técnicos e econômicos dos sistemas. São três tipos de certificação dos técnicos do ABC Corte: Júnior, certificado em uma safra; Pleno, certificado em duas safras seguidas; e Sênior, certificado em três safras seguidas. Neste link, está a relação de técnicos atualmente certificados na metodologia ABC Corte.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Notícias Doenças clínicas

Manejo correto em UPDs aumenta desempenho no número de leitões desmamados

Duas das doenças de elevada prevalência reconhecidas em leitões neonatos e que afetam o desempenho destes na unidade produtora de desmamados são a anemia ferropriva e a coccidiose.

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Foto; Divulgação

Duas das doenças de elevada prevalência reconhecidas em leitões neonatos e que afetam o desempenho destes na unidade produtora de desmamados são a anemia ferropriva e a coccidiose. A primeira se caracteriza pela carência nutricional no organismo do animal decorrente da baixa reserva de ferro ao nascer e ingestão de ferro em quantidades inferiores para suprir as suas necessidades. Já a segunda é frequentemente disseminada em leitões na fase de lactação afetando o seu desempenho em crescimento e ganho de peso, aumentando a taxa de refugos e servindo de porta de entrada para outras doenças clínicas.

Anemia ferropriva

Anemia ferropriva é uma condição intrínseca dos leitões e uma das grandes vilãs da suinocultura mundial. Embora o colostro seja uma importante fonte de imunidade e o leite de nutrição, eles não apresentam grandes índices de ferro capazes de suprir as necessidades da leitegada.

Segundo a médico-veterinária sanitarista da Cooperativa Agroindustrial Copagril, Eduarda Oliveira a placenta das fêmeas suínas tem suas particularidades. “Não conseguimos em condições ideais a transferência de ferro da mãe para o seu leitão a níveis altos como esperamos. O leitão já nasce com baixa reserva do nutriente e não consegue pelo leite materno ingerir a quantidade necessária para suprir sua necessidade diária de crescimento principalmente nos seus primeiros dias de vida e por isso, eles estão predispostos a desenvolver a anemia ferropriva”.

Os primeiros sinais de anemia são a palidez e pelos eriçados, animais apáticos e fracos. Com a evolução do quadro é possível observar dificuldade respiratória e pouquíssima tolerância a movimentos ou esforços, podendo levar ao óbito do animal.

Conforme Eduarda, para evitar que os leitões estejam propícios para desenvolver a doença em questão e ter perda de desempenho, além da alta taxa de mortalidade, se faz necessário realizar uma suplementação estratégica alimentar deste mineral logo após seu nascimento.

Coccidiose

Já a coccidiose é uma das causas mais comuns de diarreia na maternidade. A médico-veterinária explicou que a coccidiose é uma doença causada por um protozoário que afeta os leitões nos primeiros cinco a 15 dias de vida. “Os suínos se infectam ao ingerir os oócitos infectantes do protozoário que estão no ambiente logo após os dias de seu nascimento. Depois dessa ingestão, o protozoário se multiplica nas células do intestino delgado (mucosa intestinal), destruindo os enterócitos e prejudicando a absorção do alimento ingerido pelo leitão levando o animal a uma diarreia persistente de cor amarela a verde, além de outros sinais clínicos como desidratação, anemia, perda de peso e consequentemente refugagem afetando diretamente no desempenho zootécnico da leitegada e imunossuprimindo os animais”.

“Para evitar que os leitões sejam infectados se faz necessário ter um bom protocolo de limpeza e desinfecção e executar este com excelência, afim de eliminar o agente ou sua pressão alta de infecção no ambiente alinhado ao uso de coccidiano que atua interrompendo o ciclo do protozoario e por consequência reduz também a quantidade de oocistos no ambiente” informou Eduarda.

Manejo

Em relação ao manejo de como deve ser feito desde o parto até a suplementação e a limpeza do local, o produtor e associado da Copagril Leonor Buss e o Gerente da granja Buss de Mercedes, Alexandre Monteiro explicam que no caso da Coccidiose, o barracão é sempre bem desinfetado e o leitões são todos medicados no terceiro dia de vida para que de forma preventiva não haja nenhum tipo de infecção.

“Com relação ao ferro, já que nosso leitão não consegue ingerir do leite materno, a quantidade necessária e já que ele não nasce com a quantidade suficiente, então nós efetuamos a aplicação direta de ferro para suprir o que ele não consegue ingerir do leite materno e consequentemente aumentar o GPD dos leitões e diminuir animais refugos afetados pela doença” complementou Buss.

Lojas Agropecuárias

As Lojas Agropecuária Copagril estão com preços e condições especiais para que todo produtor possa garantir o desempenho e o crescimento do seu leitão com o tratamento preventivo contra a falta de ferro e Coccidiose.

Fonte: O Presente com assessoria
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