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Bovinos / Grãos / Máquinas Plano Safra 2020/2021

Plano Safra 2020/2021 é de R$ 236,3 bilhões; juros são de 2,75% a 7%

Os financiamentos podem ser contratados de 1° de julho de 2020 a 30 de junho de 2021

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Jonas Oliveira/AENoticias

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou na tarde desta quarta-feira (17) o Plano Safra 2020/2021, que contará com R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. O valor corresponde a um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Os financiamentos podem ser contratados de 1° de julho de 2020 a 30 de junho de 2021.

Para o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) o valor disponibilizado será de R$ 33 bilhões, um aumento de 5,7% em relação ao do ano anterior. Já o valor destinado ao médio e grande produtor – Pronamp – será de R$ 33,2 bilhões, uma variação de 25,1% em relação ao plano anterior. E para os demais produtores e cooperativas o valor destinado é de R$ 170,17 bilhões, um aumento de 3,1%.

As taxas de juros também sofreram reduções em algumas categorias. No moderfrota os recursos serão de R$ 6,5 bilhões com juros a 7,5%; o Programa ABC terá recursos na ordem de R$ 2,5 bilhões com juros a 4,5 a 6%; a PCA está com recursos de R$ 1,82 bilhão e juros de 5 a 6%; o Inovagro terá recursos de R$ 1,5 bilhão de juros a 6%; Pronamp terá recursos de R$ 2,72 bilhões e uma taxa de juros a 6%; a Moderinfra contará com R$ 1,73 bilhão e juros a 6%; já o Moderagro contará com R$ 1,2 bilhão de recursos e taxas de juros a 6%; e o Prodecoop terá R$ 1,29 bilhão de recursos a uma taxas de juros de 7%.

De acordo com a ministra Tereza Cristina, em meio a tantas adversidades, é preciso agradecer por conseguir manter a oferta de alimentos, em quantidade e qualidade, nas Ceasas, supermercados e feiras. “Graças ao trabalho do agro, setor que sempre contou com o apoio total do presidente Jair Bolsonaro, e das áreas de transporte e logística, ministro Tarcísio, mantivemos o abastecimento em todo o país e honramos os compromissos com nossos parceiros comerciais”, comentou.

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, que participou do lançamento do Plano Safra nem mesmo a pandemia foi capaz de parar o agronegócio brasileiro. “O setor garantiu segurança alimentar e fez com que a alimentação não cessasse nem no campo e nem na cidade. O homem do campo é um exemplo de trabalhador brasileiro”, enalteceu.

Fonte: O Presente Rural

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Falta menos de um mês para a 59ª Reunião Anual da SBZ em Minas Gerais

Evento em Lavras reunirá representantes da academia, do setor produtivo e de empresas para discutir os rumos da produção animal.

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Foto: Divulgação

A contagem regressiva começou. Falta menos de um mês para que Lavras (MG) receba a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), um dos mais importantesencontros da ciência da produção animal no Brasil.
Realizado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), o evento reunirá pesquisadores, estudantes, produtores rurais, profissionais do setor e representantes de empresas de todo o país para discutir os principais avanços, desafios e perspectivas da Zootecnia.

A programação contará com palestras, mesas-redondas, cursos, workshops e apresentações de trabalhos científicos, promovendo a troca de conhecimento e o debate sobre temas estratégicos para uma produção animal cada vez mais sustentável, eficiente e inovadora.

Acesse a programação completa clicando aqui.

A escolha da UFLA como sede reforça o protagonismo da instituição na área. Com um programa de pós-graduação reconhecido pela excelência, corpo docente altamente qualificado e infraestrutura moderna, a Universidade está preparada para receber mais de mil participantes durante o evento.

Além do ambiente acadêmico, os visitantes encontrarão em Lavras uma cidade acolhedora, com boa estrutura de hospedagem, gastronomia e fácil acesso, proporcionando uma experiência completa aos participantes.

Com mais de sete décadas de história, a Sociedade Brasileira de Zootecnia é referência na integração entre ensino, pesquisa e aplicação prática, contribuindo diretamente para o desenvolvimento da produção animal brasileira. Sua reunião anual é reconhecida como um espaço estratégico para a construção de parcerias, compartilhamento de resultados científicos e fortalecimento da Zootecnia nacional.

Agora, a expectativa cresce para o início da programação. Em menos de um mês, a UFLA abrirá suas portas para receber profissionais e estudantes de todo o Brasil em mais uma edição da Reunião Anual da SBZ, consolidando Lavras como o ponto de encontro de quem faz, pesquisa e transforma a produção animal.

Fonte: Assessoria SBZ
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Pesquisadores desenvolvem metodologia para identificar carnes de diferentes espécies

No processo de diferenciação, são gerados perfis de massa das proteínas da carne, que funcionam como uma “impressão digital” molecular única para cada espécie ou raça animal.

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Foto: Arquivo Embrapa

Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte (MS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma metodologia para identificar carnes de diferentes espécies por meio da espectrometria de massas MALDI-TOF. A metodologia permite, ainda, distinguir amostras das raças bovinas Nelore e Angus, o que pode auxiliar na certificação de produtos com maior valor de mercado.

Embora seja uma tecnologia amplamente utilizada em diversas áreas da ciência, inclusive no diagnóstico de doenças causadas por microrganismos na pecuária, é a primeira vez que pesquisadores brasileiros utilizam a espectrometria de massas para diferenciar tecidos de bovinos, suínos, frangos e tilápias, inclusive após o congelamento ou a fritura do alimento.

A diferenciação das carnes é realizada por meio da geração de perfis de massa das proteínas da carne, que funcionam como uma “impressão digital” molecular única para cada espécie ou raça animal. “Assim, foi possível construir um banco de dados com perfis de massa das proteínas de diferentes carnes para, por exemplo, avaliar a qualidade do produto ou para fins de fiscalização”, explica o pesquisador da Embrapa Newton Verbisck, que liderou o estudo.

Verbisck ressalta que a espectrometria é um método que se destaca como uma alternativa mais rápida e econômica para identificar fraudes do que as análises genéticas tradicionais. A metodologia desenvolvida conta com um protocolo simplificado, o que torna o processo mais ágil, mantendo a precisão. “Todo o processo dura, em média, 20 minutos, diferentemente dos outros métodos disponíveis no exterior, que são um pouco mais demorados e têm um custo relativamente mais elevado”.

Com os resultados dessa pesquisa, a espectrometria de massas apresenta-se como uma ferramenta robusta para a rastreabilidade biológica e a proteção do consumidor contra substituições indevidas. A tecnologia  que, no Mato Grosso do Sul, está operacional apenas na Embrapa Gado de Corte, poderá ser aplicada em diversos setores, com finalidades que incluem controle de qualidade de produção, rastreabilidade, fiscalização sanitária, combate a fraudes e adulterações em derivados de carne.

Etapas do processo de identificação de carnes

Coleta da amostra: pequenos fragmentos de carne fresca ou descongelada, do tamanho aproximado de um grão de arroz, são retirados da parte interna da peça para evitar contaminações superficiais ou degradação.

Extração de proteínas: a amostra é então imersa em um pequeno volume de um solvente, composto por acetonitrila, água ultrapura e ácido trifluoroacético, em um tubo de plástico. A amostra é macerada com um pilão de plástico e, em seguida, o material é centrifugado por 2 minutos para deposição do tecido e coleta do extrato de proteínas.

Preparação e ionização: o volume de 1 microlitro (equivalente a uma pequeníssima gota) do extrato protéico é misturado com igual quantidade da matriz química em uma placa de metal. A matriz não reage com a amostra, mas possibilita a cristalização da mesma e facilita seu processo de transformação em íons pela ação de um laser, no processo de ionização dentro do espectrômetro de massas.

Aquisição e análise de dados: no espectrômetro de massas são medidos os tempos de vôo dos íons e as massas das proteínas são, assim, determinadas, em um processo que leva poucos segundos para ser finalizado para cada amostra.

Identificação e classificação: com o auxílio de ferramentas computacionais, os perfis de massa de proteínas de cada amostra de carne são registrados em um banco de dados, de modo que o sistema posteriormente consegue classificar e identificar as espécies de carne em questão.

Fonte: Assessoria Embrapa Gado de Corte
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Sul busca ampliar exportações para fortalecer cadeia do leite

Lideranças discutem incentivos aos laticínios, defesa comercial e medidas para aumentar a competitividade do setor.

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Foto: Shutterstock

Os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva do leite foram tema de reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB), realizada na tarde de segunda-feira (6), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em Florianópolis. O encontro, em formato híbrido, reuniu especialistas do setor lácteo, lideranças dos três Estados do Sul e representantes do Mato Grosso do Sul para discutir medidas voltadas à competitividade, à sanidade, à abertura de mercados e à proteção da produção.

O encontro, em formato híbrido, reuniu especialistas do setor lácteo, lideranças dos três Estados do Sul e representantes do Mato Grosso do Sul – Foto: Silvania Cuochinski/MB Comunicação

A programação foi conduzida pelo coordenador geral da Aliança Láctea, Ronei Volpi. A abertura contou com a participação do superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, que representou o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo; da representante da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, Daniela Cordeiro do Carmo; e do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios de Santa Catarina (Sindileite/SC) e coordenador do Conseleite/SC, Selvino Giesel. As lideranças destacaram a relevância da articulação institucional para fortalecer a cadeia leiteira e construir respostas conjuntas aos entraves enfrentados por produtores e indústrias.

Para Ronei Volpi, a reunião foi extremamente produtiva e reforçou dois eixos estratégicos para o setor. O primeiro é a abertura de novos mercados, com a possibilidade de exportação de produtos lácteos da Região Sul. O segundo envolve avanços nas questões sanitárias do rebanho leiteiro, especialmente no controle da brucelose e da tuberculose.

“Temos a expectativa de conseguir alavancar o setor leiteiro no Sul do Brasil. A atividade passa recorrentemente por crises, principalmente de preços, e, com essas ações, pretendemos reduzir a dependência de um mercado bastante incerto”, avaliou.

Gilmar Antônio Zanluchi ressaltou a importância dos temas tratados e a preocupação da Faesc com a busca de soluções para a cadeia leiteira. “Tive a oportunidade de representar o presidente José Zeferino Pedrozo em uma reunião com assuntos de alta relevância. Temos grande preocupação em dar sequência às soluções para a cadeia de lácteos, que é muito desafiadora junto ao produtor rural, à indústria e também na comercialização interna. Nossa expectativa é que, no futuro, possamos exportar produtos lácteos”, afirmou.

Exportação como alternativa estratégica

O consultor da ALSB, Airton Spies, apresentou atualizações sobre o Programa de Incentivo à Exportação de Leite pelo BRDE, estruturado para os três Estados da Região Sul. A proposta busca ampliar a presença dos lácteos brasileiros no mercado internacional e reduzir os impactos da crescente concorrência das importações.

Foto 06 – Lideranças ressaltaram a importância do encontro para discutir estratégias para fortalecer o setor – Foto: Silvania Cuochinski/MB Comunicação

Spies destacou que a região Sul responde por 41,1% do leite industrializado do país e possui produção muito superior ao consumo regional, o que exige a abertura de novos mercados. O elevado custo de produção e a forte concorrência internacional estão entre os principais desafios para ampliar as exportações.

Para enfrentar esse cenário, a Aliança Láctea propõe a criação de incentivos via BRDE, com recursos estaduais aportados pelo Codesul, destinados ao financiamento de projetos de laticínios interessados em exportar. O objetivo é viabilizar o envio de leite em pó, queijos, manteiga e gordura anidra aos portos, abrindo caminho para que a região Sul se consolide como exportadora de lácteos, a exemplo do que já ocorre com as cadeias de aves e suínos.

O plano foi apresentado aos governadores e às secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico dos três Estados em dezembro do ano passado e diversas ações já estão em andamento para sua implementação. Segundo Spies, a exportação representa um caminho estratégico para o crescimento sustentável da cadeia. Ao alcançar maior competitividade e aproximar os preços dos padrões internacionais, o setor poderá enfrentar a concorrência externa com mais eficiência, reduzir a instabilidade de preços aos produtores e atenuar crises recorrentes. A maior eficiência produtiva também pode contribuir para ampliar o acesso dos consumidores brasileiros a produtos mais competitivos e estimular o aumento do consumo per capita de leite, atualmente em torno de 180 litros por ano, para patamares próximos de 220 litros anuais.

Proteção à produção e agregação de valor

A secretária de Estado de Articulação Nacional de Santa Catarina e secretária do Codesul-SC, Vânia Oliveira Franco, destacou que a Aliança Láctea Sul Brasileira representa um espaço fundamental para a construção de soluções conjuntas voltadas a essa cadeia estratégica. Ela mencionou ações desenvolvidas em Santa Catarina para fortalecer o setor, entre elas o Programa Leite Bom SC e o decreto do governador Jorginho Mello que suspende a concessão de incentivos fiscais para a importação de leite e derivados em Santa Catarina, medida considerada importante para proteger a produção local diante de práticas de concorrência desleal.

Reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira ocorreu na sede da Faesc – Foto: Silvania Cuochinski/MB Comunicação

Além das ações emergenciais, Vânia defendeu que a cadeia leiteira avance em novas oportunidades de agregação de valor. Nesse contexto, apresentou a proposta de criação de uma estratégia voltada ao aproveitamento econômico do soro de leite e à produção de proteínas lácteas de alto valor agregado, especialmente o whey protein.

Vânia sugeriu, ainda, que a Aliança Láctea avance na realização de um estudo de viabilidade técnica, econômica e logística, com apoio do BRDE, para dimensionar o potencial regional, identificar investimentos necessários, avaliar modelos de governança e apontar alternativas de financiamento.

Antidumping e mercado futuro do leite

A atualização sobre o processo antidumping relacionado ao leite em pó importado foi apresentada por João Paulo Franco da Silveira, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O tema integra a agenda de defesa da produção nacional diante dos impactos provocados pelas importações e pela instabilidade de preços no mercado interno.

O Mercado Futuro do Leite foi outra pauta em destaque com explanação de Caio Toledo, da StoneX. Ele apresentou a nova ferramenta para lácteos da StoneX Leite Brasil, uma solução inédita no mercado nacional, que conta com apoio da CNA e parceria do Cepea. A iniciativa foi criada para auxiliar na gestão de riscos e na proteção de margens em um cenário global cada vez mais volátil.

Também integraram a programação temas como o Plano de Trabalho do Grupo de Sanidade, apresentado pelo presidente da Adapar, Otamir Martins, além de debates sobre políticas de proteção, competitividade, inovação e outras alternativas para fortalecer a cadeia produtiva.

Faesc comprometida com o setor leiteiro

O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, é defensor permanente de ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do leite. Ele destaca a relevância da Aliança Láctea Sul Brasileira como espaço de articulação regional, capaz de integrar lideranças, instituições e especialistas em torno de soluções para os desafios imediatos do setor e para a construção de uma agenda para fortalecer a cadeia produtiva do leite no Sul e no País.

Fonte: Assessoria Faesc
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