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Notícias Retomada sustentável

Plano prevê medidas para assegurar sustentabilidade da pesca de arrasto no Rio Grande do Sul

Medidas ainda serão regulamentadas por ato normativo da Secretaria de Aquicultura e Pesca, portanto, ainda não está liberada a pesca de arrasto na costa do Estado

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Divulgação

A Portaria da Secretaria de Aquicultura e Pesca Nº 115, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (22), aprova o Plano para a Retomada Sustentável da Atividade de Pesca de Arrasto na Costa do Rio Grande do Sul.

As medidas de ordenamento propostas no Plano serão regulamentadas por ato normativo da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), portanto, mesmo com a publicação do Plano, ainda não está liberada a pesca de arrasto na costa do estado.

O Plano está alinhado com a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e Pesca e se configura como uma medida de gestão para a melhoria da atividade pesqueira de arrasto na costa do Rio Grande do Sul. De acordo com a SAP, a medida é um avanço na gestão da atividade na região, visando garantir a continuidade da geração de emprego, renda e segurança alimentar a essa cadeia produtiva.

As pescarias de arrasto têm sido debatidas em todo o mundo, buscando garantir melhorias nessa prática de pesca durante sua execução. No Brasil, a temática está sendo discutida dentro do Projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante na Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe (REBYC II-LAC), que é uma iniciativa conjunta da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente- FMAM (Global Environment Facility – GEF, na sigla em inglês).

O Plano para a Retomada Sustentável da Atividade de Pesca de Arrasto na Costa do Rio Grande do Sul foi elaborado de forma conjunta entre o governo, setor pesqueiro e academia e tem o objetivo de estabelecer e implementar medidas complementares às vigentes para assegurar a sustentabilidade da pesca de arrasto de camarões e peixes no litoral do Rio Grande do Sul, no que se refere à redução da captura de fauna acompanhante não aproveitada e das capturas incidentais. Os objetivos são: reduzir/eliminar o descarte de fauna acompanhante, reduzir/eliminar a mortalidade de espécies ameaçadas e reduzir/eliminar a pesca em áreas de reprodução/berçário de espécies ameaçadas.

Dentre as medidas complementares apresentadas pelo Plano destaca-se: medidas de gestão, de monitoramento, de estudos e avaliações e de controle, todas essenciais para o desenvolvimento sustentável dessa importante atividade econômica para o país.

“A SAP/Mapa preza pelo desenvolvimento econômico e social das pescarias, com foco na saúde dos ambientes e dos recursos a serem capturados e conta com a ajuda do setor produtivo e dos especialistas para garantir essa visão de gestão”, informa a Secretaria.

Fonte: MAPA
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Notícias 20° CBA

Agro brasileiro é a solução para mitigar as emissões de carbono e para as mudanças climáticas do país

O 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio trouxe ainda o papel da iniciativa privada nas questões de sustentabilidade e do mercado de carbono

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Arquivo / OP Rural

O Brasil tem tudo: agroambiente, água, floresta e pessoas. Por isso, o agronegócio é a solução para mudanças climáticas e para mitigação de emissões de carbono no país. Essa foi uma das conclusões do 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com  B3, A Bolsa do Brasil, que aconteceu nesta segunda-feira, dia 2 de agosto. Considerado um dos eventos mais relevantes do universo do agro nacional, reuniu mais de 8000 participantes, de 24 países, que puderam acompanhar importantes debates sobre o tema central do encontro Nosso Carbono é Verde.

“Precisamos recuperar nosso protagonismo na agenda agroambiental. Somos um país com florestas, que são mantidas também pelos agricultores, que devem ser remunerados por essa proteção. Desse modo, o Brasil é o domicílio preferencial do carbono verde do mundo, portanto, o que nos cabe é usar nossa inteligência e manter nossas boas relações. Precisamos nos manter unidos: antes e depois da porteira”, resumiu Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, no encerramento do evento online.

Diante desse cenário, embaixador Marcos Azambuja, conselheiro Emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), disse no O Futuro o Agro no Comércio Mundial, que o Brasil está em outro nível de inserção internacional graças à qualidade e à criatividade do seu agronegócio, portanto o setor mais certo é o da produção de tecnologia alimentar, respeitando as condições do meio ambiente. Ele ressaltou que o segmento tem feito uma perfeita aliança entre Estado e o setor privado, na diplomacia, defendendo a proteção do meio ambiente, e uma cooperação ímpar com o mundo acadêmico. Por fim, ele enfatizou a importância do cuidado ambiental não porque outros países querem, mas em benefícios do todos os brasileiros. “O meio ambiente brasileiro é do Brasil”.

Para Malu Nachreiner, presidente da divisão Crop Science da Bayer no Brasil, o país precisa participar da pauta global relacionada à sustentabilidade e ao mercado de carbono. “Devemos ter um lugar à mesa nas discussões de regulamentação desse mercado. Há muita coisa para descobrir, além da implantação de uma metodologia para que o agricultor realmente possa ser remunerado”. Em sua opinião, essa regulamentação é imprescindível porque o país possui uma agricultura tropical, diferente das nações do Hemisfério Norte, o que pode trazer uma desvantagem competitiva para o setor. Ela citou, por exemplo, como a adoção do plantio direto pelos americanos melhora o saldo do carbono sequestrado, mas para o Brasil, cuja prática é bastante comum, o resultado acaba sendo pequeno.

Elizabeth Farina, diretora Executiva da WRI Brasil; concordou com Malu sobre ter começado primeiro a implantação de práticas sustentáveis tira uma vantagem competitiva. Contudo, ela pondera que se houver a produção de boa informação, ou seja, métricas e de indicadores para quantificar as ações e comprovar os resultados de proteção ambiental. Ela ponderou ainda que a estratégia de mudança climática é um projeto de desenvolvimento para um país. Por isso, o Brasil deve chegar com metas estabelecidas na COP26, prevista para acontecer em novembro. “O Brasil precisa participar desse debate, construindo o mercado com regras e com a participação dos agentes da oferta e da demanda”.

Segundo Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé; o agronegócio brasileiro é forte, desenvolvido e sustentável, e conseguirá superar os desafios impostos pelas mudanças do mercado internacional e pelo crescimento populacional. A seu ver, o país possui estratégias inovadoras e condições de atender a expansão mundial de consumo, visto o potencial em clima, solo e topografia. Além disso, o mundo tem demandado qualidade, ESG, sustentabilidade e a participação de famílias de pequenos produtores. “Se o país demostrar realmente que possui todas essas condições, estaremos na frente”.

Conciliar produção, crédito, tecnologia e sustentabilidade

O desenvolvimento de uma agenda agroambiental passa também pela oferta de mecanismos de financiamento, investimento e crédito. Assim, Otávio Ribeiro Damaso, diretor de Regulação do Banco Central do Brasil, enfatizou em seu depoimento no painel Brasil Verde e Competitivo a realocação dos fundos internacionais para projetos e empreendimentos que atendam aos critérios de sustentabilidade, com os componentes social, ambiental e climático.  Ele afirmou ainda que esse cenário representa uma grande oportunidade para desenvolvimento e investimento na economia, especialmente no agronegócio. Assim, o produtor rural e a sociedade brasileira devem olhar essa tendência e aproveitá-la pra ampliar seus negócios.

Nesse panorama, Carolina da Costa, sócia da Mauá Capital, analisou que é preciso escalar essas iniciativas que conciliam a produção agropecuária, produtividade, tecnologia e sustentabilidade. E, para isso, é necessário crédito, educação e assistência técnica. Desse modo, o grande desafio está na coordenação. “Nosso carbono não terá o destaque e não desenvolverá seu potencial se não houver um projeto de produção, alinhado com investimento, educação e embasado em indicadores de verificação”, frisou. Para ela, trabalhar a integração das cadeias produtivas é outro fator importante para que todos os players entendam que essas tecnologias trazem outros benefícios, além da conservação ambiental, como produtividade, ganhos financeiros e de reputação.

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, ao projeto é essencial também no setor público e, infelizmente, o Brasil está com dificuldade de gerar um plano para o crescimento da produtividade na economia brasileira, devido ao atraso da educação nacional. Ele comentou sobre a piora da dificuldade macroeconômica, o deterioramento da questão fiscal e os sinais pouco positivos para o próximo ano. Sobre o mercado do carbono, ele ressaltou a importância da realização da COP26 para a definição de ações concretas para alcançar as metas definidas para 2050, incluindo o valor do carbono, que hoje está em cerca de US$ 3 por tonelada e deveria estar em US$ 75 por tonelada.

Fábio Zenaro, diretor de Produtos Balcão e Novos Negócios da B3, citou o potencial da emissão de títulos com temática ESG. Atualmente, são 24 debentures, 15 CRAs, 2 CRI e 4 cotas de fundos fechados, com valor de cerca de R$ 12 bilhões. Ele também avaliou que as empresas estão mais engajadas na temática ESG e que existe uma mudança de comportamento do investidor institucional e de pessoa física que, além da remuneração, tem procurado propósito. Outro ponto trazido por ele foi a importância de haver critérios e regras relevantes em relação aos critérios ESG. Caso contrário, o cenário não se manterá ao longo do tempo.

Iniciativa privada tem papel de protagonismo em sustentabilidade

O 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio trouxe ainda o papel da iniciativa privada nas questões de sustentabilidade e do mercado de carbono. No painel Energia Limpa e Sustentável do Congresso Brasileiro do Agronegócio, Ricardo Mussa, CEO da Raízen, trouxe uma avaliação sobre a maior demanda de sustentabilidade e o potencial do setor sucroalcooleiro para atender essas necessidades, com o etanol da segunda geração, a cogeração da bioeletricidade, uma vez que a cana é despachável e permite sua produção mesmo em período de seca, e o biogás. Ele ainda ressaltou o papel do etanol na transição energética por emitir menos gases de efeito estufa e pela possiblidade de uso, por exemplo, em motor a célula de combustível a hidrogênio.

De acordo com Solange Ribeiro, presidente adjunta da Neoenergia, a prática ESG é uma oportunidade e a iniciativa privada tem papel de protagonismo, uma vez que a melhor forma de descarbonização é eletrificar a economia. E o Brasil tem uma grande vantagem por ter 80% de matriz renovável. “Qualquer produto fabricado aqui é eito com 80% de energia renovável”, ponderou. A seu ver, se as companhias querem seguir suas trajetórias daqui a 30 anos, é preciso priorizar essa questão, ou seja, a sustentabilidade deve ser parte da estratégia da empresa. “Aquelas que não colocarem efetivamente em seus balanços as informações sobre conservação ambiental, participando dessa transformação, não estarão aqui”, asseverou.

Nesse sentido, a JBS tem como objetivo ser zero emissões até 2040, por isso está investindo mais de US$ 1 bilhão nessa transformação. Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS; ressaltou como as mudanças climáticas estão afetando a vida e a produção agrícola e como o Brasil tem um grande potencial para acelerar esse processo de mudança no agro. Em sua avaliação, a Integração Pecuária, Lavoura e Floresta, ao invés de emitir carbono, sequestra esse carbono, além de permitir um crescimento de cerca de 40% na produção de alimentos em uma mesma área. Desse modo, ele enfatizou a importância de dar escalabilidade em métodos de produção sustentáveis para que os produtores rurais de todo o país sejam beneficiados por elas. Assim,  a empresa decidiu investir US$ 100 bilhões para desenvolvimento de pesquisas, tecnologias e inovação para possibilitar essa aceleração.

A proposta da JBS em buscar sustentabilidade fez com que a empresa adquirisse o recém-lançamento da Volkswagen Caminhões, o caminhão elétrico E-Delivery, produzido em território nacional. Segundo Antonio Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões; o veículo atende as demandas para redução da pagada de carbono, além de utilizar energia eólica para sua recarga. A seu ver, há espaço para a aplicação de diversos tipos de tecnologia para diminuir ou zerar a emissões de carbono, mas é importante que haja políticas públicas ou questões regulatórias para incentivar a produção de veículos sustentáveis. Outro ponto tratado por ele também é diminuir a idade da frota de veículos comerciais no país, isto é, renovar por caminhões mais eficientes.

A solenidade de abertura teve os pronunciamentos do CEO da B3, Gilson Finkelsztain, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, do secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges, e deputado federal Sérgio Souza.

O 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio homenageou o ex-ministro Alysson Paolinelli, indicado ao Nobel da Paz 2021. A ministra Tereza Cristina recebeu o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Já o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade foi entregue à Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Fonte: Assessoria
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Notícias Evento online

Produtividade e qualidade dos ovos é tema do Simpósio de Avicultura da ACAV

As palestras serão transmitidas a partir dos estúdios da BS Áudio, em Chapecó, SC

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Arquivo / OP Rural

Formado em engenharia agronômica e em zootecnia pela Escola Superior de Agricultura Tropical da Holanda e com especialização em zootecnia, no mesmo país, o palestrante Winfridus Bakker abordará o tema “Manejo para aumentar a produtividade e garantir a qualidade de ovos”, durante o Simpósio de Qualificação Técnica ACAV, em setembro.

O Simpósio de Qualificação Técnica é uma iniciativa da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) programado para o período de  20 a 22 de setembro próximo, em formato 100% virtual.

As palestras serão transmitidas a partir dos estúdios da BS Áudio, em Chapecó (SC).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site www.simposioacav.com.br. O valor das inscrições, até o dia 31 de agosto, é de R$ 250,00 para profissionais e de R$ 125,00 para estudantes. Depois, os valores sobem para R$ 300,00 (profissionais) e R$ 150,00 (estudantes) e permanecem nesse patamar até o final do evento.

Considerado um dos maiores especialistas em manejo de matrizes e produção de ovos, Winfridus Bakker foi, no período de 1979 a 1991, gerente técnico na América Latina da Euribrid para as áreas de matrizes, reprodutores, frangos e poedeiras. Entre 1991 e 2000 foi gerente técnico na América Latina para Avian Farms, em matrizes e frangos de corte. Entre 2000 e 2002 foi gestor mundial pela divisão Avian da Cobb. De 2002 a 2005, ocupou a gerência técnica e comercial para o México, América Central e Caribe para produtos Cobb. Desde abril de 2005 faz parte da Equipe de Suporte Técnico Mundial da Cobb-Vantress. Nesta posição, fornece suporte técnico interno e externo no nível de bisavós, avós e reprodutores na América Latina, Europa, Oriente Médio e Austrália.

“Trouxemos um dos maiores experts em manejo de matrizes e  produção de ovos”, assinala o coordenador geral do Simpósio Bento Zanoni.

EVENTOS PARALELOS

O dia 20 de setembro (segunda-feira) será destinado a uma programação paralela. Durante a manhã e à tarde expositores desenvolverão atividades com públicos de seu interesse. Da mesma forma, nas manhãs dos dias 21 e 22.

PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA

O Simpósio de Qualificação Técnica, propriamente, iniciará às 14 horas do dia 21 de setembro (terça-feira) com manifestação de autoridades e dirigentes, seguida da palestra de abertura sobre “Cenários atuais e os próximos desafios do Brasil”.

Na sequência estão previstas quatro palestras.

Às 15h20, Leonardo Linares prelecionará sobre “Alternativas de grãos e os impactos que podem proporcionar nas reprodutoras”.

Às 15h50, Rick Van Emous irá discorrer sobre “Nutrição da matriz visando adequada composição corporal e produtividade”.

Depois de breve intervalo, às 16h30, Winfridus Bakker abordará o tema “Manejo para aumentar a produtividade e garantir a qualidade de ovos”.

A última palestra do dia será ministrada às 17 horas por Breno Castello Branco Beirão e versará sobre “Tecnologias utilizadas para otimizar o manejo da vacinação evitando perda de produtividade”.

Para o dia 22 de setembro (quarta-feira), etapa final do Simpósio, estão programadas cinco palestras.

Às 14 horas, Marco Aurélio Romagnole de Araújo abordará “Manejo de machos reprodutores para alta performance”.

Às 14h30, Fábio Luiz Bittencourt falará sobre “Construindo uma incubação de alta performance com foco em qualidade de pintos”.

Às 15 horas, Tiago Gurski, Evair Basso e Carlos de Oliveira abordarão “A influência da qualidade e contaminação de ovos e o impacto na primeira semana de vida da progênie”.

Após intervalo, às 16h10, inicia a exposição sobre “Atualização da epidemiologia no Brasil e perspectivas para os próximos anos”, a cargo de Joice Leão.

Caberá a André Luiz Della Volpe a palestra final, focalizando “Manejo adequado para a prevenção de doenças em áreas endêmicas.” Segue-se mesa redonda de debates e, ao final, o Simpósio de Qualificação Técnica ACAV será encerrado.

Fonte: Assessoria
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Notícias 20° CBA

Agro brasileiro alia tecnologia e sustentabilidade para produzir alimentos

Com o tema Nosso Carbono é Verde, o evento online está sendo acompanhado por mais de 8000 participantes

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Ministra Tereza Cristina durante solenidade de abertura do 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio / Crédito foto: Cauê Diniz

A solenidade de abertura do 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3, A Bolsa do Brasil, promovida nesta segunda-feira, dia 2 de agosto, mostrou como o setor tem buscado aliar tecnologia e sustentabilidade para atender as demandas nacionais e globais de alimentos seguros e saudáveis.

Com o tema Nosso Carbono é Verde, o evento online está sendo acompanhado por mais de 8000 participantes e terá ainda três painéis: Energia Limpa e Sustentável, Brasil Verde e Competitivo, e O Futuro do Agro no Comércio Mundial, com a participação de renomados especialistas.

Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, anunciou em seu discurso na solenidade de abertura que as emissões relativas ao evento e a todas as atividades da entidade foram mitigadas. “No ano passado, usamos os CBIOS. Neste ano, o carbono florestal, em concordância com o tema de nosso Congresso. Esta ação foi possível por meio da BMV – Brasil Mata Viva, que leva ao mercado global o produto do agro que vem da agricultura de conservação de floresta. Somos o único agro do mundo que integra a agricultura de conservação com a agricultura de produção de alimentos e energia”.

Ele comentou que o relatório de monitoramento de imagem do Brasil no exterior no primeiro semestre mostrou que começou um entendimento e reconhecimento por parte da mídia internacional da distância existente na vasta maioria da produção agrícola nacional da questão amazônica, fato não observado em relação a pecuária. “Contudo, a imagem negativa do país no exterior se consolida”, pontuou Brito.

Brito questionou ainda qual será o papel do Brasil em um mundo ESG em que o carbono passa a ser um  integrante importante do capital que irriga os investimentos e as trocas comerciais por todo mundo. “Se para o Brasil é difícil chegar à neutralidade antes de 2050, para o agro temos tudo para antecipar essa meta. Na cúpula dos sistemas alimentares temos a certeza de que seremos protagonistas com a liderança da ministra Teresa Cristina. Se o nosso carbono é verde, o verde de nossas florestas, o verde de nossa agricultura tropical, que usemos nosso ativo agroambiental e nossa inteligência para amparados pela melhor ciência, pelos melhores técnicos e negociadores, pela melhor política, trabalhemos para recuperar nosso prestígio histórico, nossa imagem internacional e nosso protagonismo agroambiental”.

A agenda do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem sido guiado pela sustentabilidade, por isso o Plano Safra ampliou os investimentos para a linha do Programa ABC. Na solenidade de abertura do 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio, a ministra Tereza Cristina, ressaltou o potencial do país ser o principal fornecedor de alimentos de baixo carbono do planeta, e as prioridades da pasta em avançar na efetiva implementação do Código Florestal, com a introdução de tecnologias de geoprocessamento e análises automatizadas do cadastro rural. “Essa legislação é fundamental para que o Brasil se torne líder da agenda global da sustentabilidade aliado ao agronegócio”, disse a ministra, que avaliou a importância de direcionar o modelo de negócios e produção aos critérios ESG, ou seja, aliar melhores práticas, cuidar do meio ambiente e ter ações de responsabilidade social. Ao final, ela comentou sobre sua participação na pré-Cúpula dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas (ONU), realizada em Roma, na semana passada, no qual os países americanos trabalharam de forma integrada para formatar as 16 mensagens de consenso sobre o tema.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou o protagonismo brasileiro nas cadeias alimentares e na energia no mundo e o papel do agronegócio como alavanca para o desenvolvimento do país e responsável pelo superávit da balança comercial. Segundo ele, a infraestrutura deve caminhar junto com o setor para atender suas demandas, bem como os padrões ESG. Por isso, a pasta está investindo em diversos modais e inserindo noção de sustentabilidade para estruturação dos novos projetos.

Já o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, falou que o agronegócio soube trazer o tema ESG para suas operações e como é possível conciliar meio ambiente, produção e produtividade. A B3 tem o papel ao lado dos agentes privados e reguladores contribuir para o desenvolvimento de uma economia sustentável e de baixo carbono, disponibilizando infraestrutura e conhecimento para as companhias poderem realizar suas gestões de riscos climáticos e identificar oportunidades de negócios. “Os investidores têm buscado cada vez mais transparência nas informações, por meio de investimentos com propósito que entreguem benefícios à sociedade e meio ambiente. E, o diálogo entre os setores privado, governo e sociedade civil será fundamental para fortalecermos o mercado das finanças verde e conseguir avançar nesta agenda. Isso só vai acontecer se disponibilizar instrumentos financeiros para viabilizar canalização de capital para a demanda da transição de economia de baixo carbono”.

A abertura do evento também contou com os pronunciamentos do secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges, que o agronegócio é um setor primordial para o Estado de São Paulo e para o Brasil; e deputado federal Sérgio Souza, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, que salientou a importância de demostrar ao mercado interno e para o mundo como o país produz alimentos de forma sustentável.

Homenagens

O 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio homenageou o ex-ministro Alysson Paolinelli, indicado ao Nobel da Paz 2021, que agradeceu por esse tributo, ressaltando o papel de toda a cadeia produtiva para essa transformação de um país importador de alimentos para o maior exportador do mundo.

O ex-ministro Roberto Rodrigues, coordenador do FGVAgro, disse na apresentação que Paolinelli é maior brasileiro vivo, pois fez uma revolução no agro nacional, ao implementar um programa de aplicação de tecnologia e sustentável, transformando o Brasil na atual potência na produção e exportação de alimentos, energia e fibras.

Presidente da Abag, Marcello Brito, entrega Prêmio Norman Borlaug ao Presidente da Embrapa, Celso Moretti Crédito foto: Cauê Diniz

A ministra Tereza Cristina recebeu o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Já o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade foi entregue à Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Para assistir ao Congresso Brasileiro do Agronegócio, basta acessar o site oficial.

 

Fonte: Assessoria
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Simp. Brasil Sul de Suínos 2021

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