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Plano Clima define metas e estratégias para a transição sustentável do agro até 2050
Construído com participação do setor produtivo e da sociedade, o plano orienta ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco em emissões líquidas zero e no fortalecimento da agropecuária sustentável.

O objetivo do Plano Clima é orientar, promover, implementar e monitorar ações coordenadas que visem à transição para uma economia com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050 e à adaptação de sistemas humanos e naturais à mudança do clima, por meio de estratégias de curto, médio e longo prazo, à luz do desenvolvimento sustentável e da justiça climática, por meio dos planos setoriais de mitigação e de adaptação à mudança do clima.
O ministro Carlos Fávaro reforçou que todo o processo da elaboração do Plano Clima para o setor agropecuário foi construído com responsabilidade, transparência e participação do setor produtivo e da sociedade. Ele lembrou que, ao longo das negociações, manteve a verdade e a transparência como pilares.

Foto: Roberto Dziura
A construção do Plano Clima foi iniciada em 2023, no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) e do Subcomitê-Executivo (Subex). Desde então, o Governo Federal estruturou um processo contínuo de diálogo técnico e político com entidades setoriais, especialistas, parlamentares e demais áreas do governo. O Subex, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República e com secretaria executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), reúne secretários e dirigentes de ministérios estratégicos.
Em agosto, o Mapa sediou reunião com a presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Na ocasião, ficou definido que o ex-ministro Roberto Rodrigues seria o ponto focal do setor para as negociações do Plano Clima. Fávaro destacou que essa decisão trouxe organização e agilidade às discussões: “Quando cada entidade fala por si, ninguém chega a lugar nenhum. Era preciso ter liderança técnica, e o setor escolheu o Roberto Rodrigues para isso”, ressaltou.
O ministro também recordou a participação na COP30, em Belém (PA), onde reafirmou o compromisso do Brasil com práticas agrícolas sustentáveis. “Fizemos a melhor participação da agropecuária em todas as COPs. Levamos ciência, dados e compromisso real com a sustentabilidade”, afirmou.
Ao tratar das características específicas da agricultura no Plano Clima, Fávaro ressaltou que o setor é o único capaz de sequestrar carbono em larga escala. “Todos os setores precisam mitigar emissões; a agropecuária, além de mitigar, pode sequestrar carbono pela fotossíntese e pela recuperação de áreas degradadas”, destacou o ministro Carlos Fávaro.
Entre agosto e dezembro, o Governo Federal promoveu consulta pública das Estratégias Transversais e Planos Setoriais do Plano Clima, ampliando a participação social e garantindo maior transparência e legitimidade ao processo.
A consulta pública do Plano Setorial de Agricultura e Pecuária retornou com 443 contribuições e questionamentos, demonstrando o interesse da sociedade no tema. Em atenção às contribuições, as equipes técnicas do Plano Clima trabalharam no sentido de buscar soluções com bases científicas e construir diálogos de forma a atender aos anseios dos segmentos envolvidos, considerando as diversas dimensões de impactos que a política pública pode gerar.
A configuração dos Planos Setoriais foi revisitada e as ações distribuídas entre três Planos Setoriais de Mitigação (PSM):
1. PSM de Agricultura e Pecuária, que abrange as ações relacionadas ao fortalecimento e modernização das práticas agropecuárias, com ampliação da adoção de práticas sustentáveis do Plano ABC+, buscando aumentar a produtividade e a produção, com uso mais eficiente de recursos naturais e com menores emissões de GEE, sob responsabilidade do Mapa, MDA e MPA.
2. PSM de Mudanças do uso da terra em Áreas Rurais Privadas, que busca redução das emissões por supressões de vegetação nativa em imóveis rurais e aumento das remoções por recuperação de vegetação nativa, além de outras mudanças de uso da terra em áreas privadas, como incentivo ao plantio de florestas, recuperação e conversão de áreas degradadas e manejo conservacionista do solo e ampliação de sistemas produtivos integrados e agroecológicos, sob responsabilidade da Casa Civil, MMA, Mapa e MDA.
3. PSM Mudanças do uso da terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos, que trata das emissões e remoções de mudança do uso do solo (Supressão da Vegetação Nativa, Recuperação da Vegetação Nativa, Manutenção VN) em Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Territórios Quilombolas, Assentamentos Rurais, Áreas públicas não destinadas e áreas no chamado “vazio de Informação geográfica”, sob responsabilidade do MMA e MDA.
Na última quarta-feira (10), a sétima reunião ordinária do Subex/CIM consolidou o alinhamento final, garantindo que as demandas do setor agropecuário foram incorporadas aos textos. O Governo e o setor privado chegaram a um consenso após diversas rodadas de negociação.
O ministro Fávaro destacou que todas as discussões ocorreram com tranquilidade. “Negociamos ponto a ponto, com responsabilidade. A equipe do Meio Ambiente foi compreensiva, ouviu nossos argumentos e chegamos a um bom termo”, salientou.
Com a conclusão do alinhamento, o documento será apresentado aos ministros durante a reunião do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima.

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Dilvo Grolli projeta maior edição da história do Show Rural Coopavel em 2026
Evento deve reunir cerca de 400 mil visitantes em Cascavel (PR), com ampliação de infraestrutura, foco em inovação e valorização da agricultura familiar.
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Sistema Ocepar leva agenda institucional, inovação e memória do cooperativismo ao Show Rural 2026
Programação inclui exposição pelos 55 anos da Ocepar, fóruns técnicos, reunião com o Banco do Brasil e ações de saúde durante o evento em Cascavel (PR).

O Sistema Ocepar terá presença estratégica na 38ª edição do Show Rural Coopavel, que acontece de 09 a 13 de fevereiro, no Parque Tecnológico da Coopavel, em Cascavel, no Oeste do Paraná. A atuação do sistema cooperativista estará concentrada na Casa Paraná Cooperativo e na Praça de Inovação, reunindo atividades institucionais, técnicas e de relacionamento com cooperativas, parceiros e visitantes.

Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken: “Temos muitos motivos para celebrar. Desde a nossa origem, trabalhamos de forma organizada para oferecer o suporte necessário ao avanço do setor. Nosso planejamento estratégico, atualizado constantemente, permite contabilizar resultados positivos ano após ano” – Foto: Divulgação/Sistema Ocepar
O destaque desta edição será a exposição histórica que marca os 55 anos da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná. Criada em 2 de abril de 1971, a Ocepar consolidou-se como entidade representativa e articuladora do cooperativismo paranaense. Instalada no piso térreo da Casa Paraná Cooperativo, a mostra apresentará objetos, fotografias históricas e painéis expositivos que retratam a trajetória, os desafios e a expansão do setor no Estado.
Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o momento é de celebração e reconhecimento do trabalho construído ao longo de mais de cinco décadas. “Temos muitos motivos para celebrar. Desde a nossa origem, trabalhamos de forma organizada para oferecer o suporte necessário ao avanço do setor. Nosso planejamento estratégico, atualizado constantemente, permite contabilizar resultados positivos ano após ano”, afirma.
Além da exposição, a Casa Paraná Cooperativo será palco de uma agenda intensa de encontros. Um dos momentos centrais será a reunião com a presença do presidente da Ocepar e do vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Gilson Bitencourt, voltada ao debate sobre linhas de financiamento para produtores rurais junto às cooperativas do ramo agro. O espaço também sediará fóruns de Tecnologia da Informação, Meio Ambiente e Sanidade Agropecuária, além da reunião do Conselho Administrativo da Cresol.
Durante todos os dias do Show Rural, a Casa Paraná Cooperativo permanecerá aberta à visitação, oferecendo mesas de trabalho, acesso à praça interna e estrutura de sala de imprensa, reforçando o papel do espaço como ponto de apoio institucional e de integração do cooperativismo paranaense no evento.
Reconhecido como um dos maiores eventos do agronegócio da América Latina, o Show Rural Coopavel é organizado desde 1989 com foco

Foto: Divulgação/Sistema Ocepar
na difusão de conhecimento, tecnologia e oportunidades de negócios. A feira reúne mais de 600 expositores em uma área de 720 mil metros quadrados. Para 2026, a expectativa da organização é superar 360 mil visitantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e delegações do Brasil e do exterior.
Na área social, o Sistema Ocepar mantém a parceria com o Sesi/PR para a realização de exames preventivos gratuitos de câncer de pele, de mama e de próstata, por meio da Unidade Móvel do Sesi Cuide-se+. A ação, promovida pelo Sescoop/PR, tem como foco a promoção da saúde de cooperados e da comunidade que circula pelo evento.
Programação do Sistema Ocepar no Show Rural Coopavel 2026
10/02 – Reunião com o Banco do Brasil, vice-presidência do agro
Local: Casa Paraná Cooperativo, Salão Panorâmico
Horário: das 10h às 12h
10/02 – Fórum de Tecnologia da Informação
Local: Show Rural Digital
Horário: das 8h às 18h30
11/02 – Fórum de Sanidade Agropecuária
Local: Casa Paraná Cooperativo, Auditório 2
Horário: manhã e tarde
12/02 – Fórum de Meio Ambiente
Local: Praça de Inovação, UTFPR
Horário: 9 horas
12/02 – Reunião do Conselho Administrativo da Cresol
Local: Casa Paraná Cooperativo, Auditório 2
Horário: das 8h30 às 11 horas
Notícias De 04 a 06 de agosto
SIAVS 2026 amplia parcerias e reforça presença global durante IPPE
Representantes da ABPA apresentaram as oportunidades de negócios e de relacionamento com o setor produtivo brasileiro.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) marcou presença na edição 2026 da International Production & Processing Expo (IPPE), realizada nesta semana em Atlanta, nos Estados Unidos. Representaram a entidade o diretor de negócios do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), José Perboyre, e Adriana Alves, da equipe da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Durante a IPPE, os representantes da ABPA apresentaram as oportunidades de negócios e de relacionamento com o setor produtivo brasileiro promovidas pelo SIAVS, o maior evento técnico, político e comercial das cadeias de proteína animal do Brasil.
A edição de 2026 do SIAVS será realizada de 04 a 06 de agosto, no Anhembi Parque, em São Paulo. “A IPPE é um ambiente estratégico para ampliar ainda mais a internacionalização do SIAVS, que, em sua última edição, contou com a participação de representantes de mais de 60 países. Nossa presença em Atlanta também fortalece o relacionamento com cadeias produtivas que atuam de forma complementar à brasileira, além de possibilitar o alinhamento de desafios comuns que impactam os principais polos produtores globais”, destaca José Perboyre.







