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Plano ABC é destaque em seminário sobre obtenção de certificações verdes

As certificações são importante ferramenta para promoção e difusão de boas práticas e tecnologias de baixa emissão de carbono

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Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destacaram os resultados positivos do Plano ABC durante seminário “As certificações como promotoras de boas práticas da agropecuária de baixa emissão de carbono”, realizado, nessa quinta-feira (7), pelo Projeto Rural Sustentável – Cerrado, do qual Mapa faz parte.

As certificações se apresentam como vetor de promoção e difusão de boas práticas e tecnologias de baixa emissão de carbono. São, então, oportunidades para promover o acesso a novos mercados, fortalecer a produção, melhorar a renda de produtores rurais a partir da comprovação da atuação sustentável baseada em aspectos social, ambiental e econômico.

Algumas das certificações disponíveis no mercado conforme esses critérios são Forest Stewardship Council (FSC); Rainforest Alliance (RA); Orgânico BR; Certifica Minas; Carne Carbono Neutro (CCN); Rede ILPF e Round Table on Responsible Soy (RTRS). Como projeto-piloto, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado irá capacitar os produtores de 170 unidades demonstrativas, somando 60 mil hectares, de forma a avaliar a aptidão e possibilidade de implementação dessas certificações.

“A ideia é promover as boas práticas para que o produtor tenha condições de trabalhar um plano de adequação para que ele possa vislumbrar futuramente uma certificação”, declarou a coordenadora de Finanças Verdes do Projeto Rural Sustentável – Cerrado, Marcela Miranda.

Plano ABC e certificações

Neste cenário, o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) é um dos orientadores e direcionadores dessas boas práticas. Na última década, trouxe avanços ao demonstrar a capacidade de a agropecuária brasileira ser sustentável, tornando-se a principal política global de mudança do clima no setor.

A partir de seis tecnologias definidas como escopo de atuação (floresta plantada, recuperação de pastagens, plantio direto, FBN, manejo de dejetos, integração lavoura-pecuária-floresta), as metas estabelecidas foram superadas tanto em áreas abrangidas quanto em mitigação de gás carbônico.

No período de 2010 a 2020, dos 35,5 milhões de hectares previstos, as ações envolvendo essas tecnologias foram aplicadas em 52 milhões de hectares, possibilitando a mitigação de cerca de 170 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. A meta inicial era de 132 a 162 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

“Sabemos que para o futuro, o desafio é ainda maior, por isso, temos que atender esse duplo desafio: de uma agricultura que garanta a segurança alimentar nacional contribuindo internacionalmente e também mitigando gases de efeito estufa”, reforçou Mariane Crespolini, diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, ao frisar que a produção agropecuária é uma indústria a céu aberto e está sujeita às intempéries causadas pela mudança climática.

Ao se comprometer com a produtividade a partir de tecnologias de baixa emissão de carbono, o Plano ABC foi renovado para os próximos dez anos. Em nova fase, denominada ABC+ 2020-2030, os esforços estão voltados para a consolidação de uma agropecuária nacional alicerçada sobre sistemas sustentáveis, resilientes e produtivos.

Carbono como ativo das certificações

Essas tecnologias e modelos de produção tanto do ABC quanto do ABC+ são a base para a emissão das certificações, que, nestes casos, tem o carbono como ativo. É o que explica a coordenação-geral de Mudanças Climáticas, Florestas Plantadas e Agropecuária Conservacionista, Fabiana Alves.

“Atualmente, o carbono é um critério muito utilizado, pois traz uma relação com a eficiência produtiva. E nesse sentido, a certificação agrega valor a esse produto fruto de sistemas sustentáveis”, completou.

A diretora Mariane Crespolini ainda reforçou a parceria com o Projeto Rural Sustentável – Cerrado para essa “grande política pública” em busca de resultados que sejam efetivamente observados no campo.

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado é financiado por Cooperação Técnica aprovada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com recursos oriundos do Financiamento Internacional do Clima do Governo do Reino Unido, tendo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como beneficiário institucional. O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) é o responsável pela execução e administração do projeto e a Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa, é a responsável pela coordenação científica e apoio técnico.

Fonte: MAPA

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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