Bovinos / Grãos / Máquinas
Planejamento é essencial para boa produção de leite
Bom planejamento da lavoura de leite permite que o produtor tenha mais rentabilidade e menos custos na produção
Como atuar na lavoura de forma que o animal tenha bem-estar e assim gere melhores resultados na produção foi assunto da palestra do zootecnista Davi Teixeira, durante o 13° Simpósio do Leite, que aconteceu nos dias 08 e 09 de junho em Erechim (RS). Com o tema “Lavoura de leite: um novo conceito de produção”, o profissional explanou aos presentes como um bom manejo da lavoura resulta positivamente na produção leiteira da propriedade. Teixeira mostrou como a boa pastagem dos animais influencia para que no final o produtor saia ganhando com a produção de leite, além de melhorar a qualidade de vida do rebanho.
O principal ponto focado pelo profissional foi a importância da boa alimentação e manejo do animal, além da necessidade do planejamento na lavoura, para que isso resulte positivamente nos resultados do produtor. Teixeira explicou que os mesmos cuidados que existem com as lavouras de soja, milho ou arroz devem também ser feitos com a produção de vacas leiteiras. Segundo ele, o manejo é essencial para os resultados. “Como qualquer lavoura, é preciso que o produtor faça o planejamento do que será feito e utilizado”, afirma.
O zootecnista afirma que toda a atividade deve estar bem organizada. “Porém, o limitante de tudo é tempo, tempo para que o animal consiga, ao longo de 24 horas, dar a resposta potencial dele em produção. Mas isso não é uma tarefa fácil”, afirma. Teixeira diz que ao longo do dia o animal gasta tempo com uma série de outras atividades, como beber água e ruminar, e isso limita o tempo que este animal de fato consegue otimizar a ingestão do pasto. “Por isso, é preciso ter outras estratégias de forrageamentos dos animais, ter suplementos, como silagem e grãos úmidos”, explica.
Teixeira complementa que é bastante comum enxergar sistemas, partindo de componentes de silagem dos animais, quando eles têm acesso a algo verde ou um piquete de forragem. “Isso significa que esses sistemas já estão fadados a um custo de produção mais alto e consequentemente a uma margem mais estreita por litro de leite. O animal terá que compensar em volume”, comenta. Teixeira acrescenta que, quando se pensa nesses sistemas a partir dos pastos, tanto de inverno quanto de verão, complementando a alimentação com outros componentes, como a silagem, feno ou ração, a tendência é que esse sistema tenha uma saúde financeira mais equilibrada. “Isso porque a relação entre a concentração de nutrientes e minerais investidos é mais favorável, permitindo que haja a oportunidade de prover esse competente, pelo menos em parte, com padrão de ingestão durante todos os dias do ano”, afirma.
“Quem faz a ordenha, a parte técnica, sabe que se o animal pastejou mais e em bons e verdes pastos, a resposta disso virá na produção do leite, isso é sabido”, diz o profissional. Ele explana que 60% do custo da produção está relacionada à alimentação, por isso é preciso organizar o processo para que o negócio leite seja bem desempenhado e gere resultados.
Solução
Para que o produtor tenha mais qualidade e produtividade na lavoura de leite, o zootecnista destacou alguns passos. O primeiro, segundo Teixeira, é planejar. “É preciso planificar o que vai ser plantado em cada época e quem manda nisso é o rebanho, que está em áreas de produção. Dessa forma, obrigatoriamente, se quer respostas do rebanho, é preciso entender que precisamos de alimento”, afirma.
O segundo passo é oferecer alimento de alto padrão o ano todo para o animal. “É preciso este alimento de alta qualidade para todas as vacas 24 horas por dia. Se não puder as 24 horas, que então sejam duas ou quatro horas, mas que o alimento seja sempre de alto padrão de oferta e com regulagem dos animais”, afirma. Teixeira comenta que entende que existem momentos difíceis, como os vazios forrageiros, por exemplo, mas é necessário que o produtor tape isso, “e isso só será feito com planejamento”, diz.
O profissional comenta que tendo folhas verdes todos os dias do ano, pelo menos duas horas por dia, haverá o complemento da dieta, essencial para a melhora na produção animal. “O rebanho tendo ponta de folha verde o ano todo, nós vamos ajustar o complemento da dieta com silagem ou ração, e dependendo de quantas horas por dia foi o pastejo de folha verde, nós vamos nos basear naquilo com que conseguimos oferecer de pasto e aquilo que significa o fechamento financeiro da atividade”, conta. “É preciso que tenhamos um olho no que tem de pasto e um olho nos demais ingredientes, que então fecho os resultados financeiros da atividade”.
Estes são os primeiros exercícios de diferentes combinações de pastagem. “É preciso sempre ter algo verde, na fase inicial do ciclo, a oferecer durante algum período da refeição. E precisamos nos lembrar que uma boa refeição de um animal varia entre 40 minutos e 1h30”, afirma. Teixeira complementa que duas boas refeições de pasto, todos os outros componentes incrementados na dieta são considerados complemento, já que nestas duas ou quatro horas de bom pastejo o animal consegue chegar a 60% do total do potencial.
Depois disso, o profissional afirma que é preciso distribuir as áreas de propriedade em cada estação do ano, para que não falte o alimento para os animais. Isso tem que ser uma constante de planejamento.
Planejamento
E falando em planejamento, o profissional alerta que para que o rebanho alcance os resultados esperados é preciso que o produtor tenha um constante análise da pastagem, já que quantificar ajuda a minimizar erros de manejo. “O planejamento ajuda o manejo a dar certo, porque você quantificou. O máximo que pode dar errado é vir uma estiagem maior que a prevista e ter que usar mais silagem ração, ou chover demais e o produtor vai poupar alguns piquetes e fazer feno, ou sobrar pasto, mas você não vai errar por falta de comida”, afirma.
Teixeira acrescenta que a quantificação é somente uma parte do exigido, já que a lavoura de leite, diferente de outras, é colhida todos os dias. “Outro componente tão importante quanto o planejamento é o manejo dessa lavoura. E manejar uma lavoura não é só adubar, mas sobretudo saber colher, regular as colheitadeiras”, afirma.
Uma solução apresentada pelo zootecnista foi o conceito de manejo de pastagem chamado rotatíneo, que é uma mistura do pastoreio rotacionado e contínuo. “É rotacionado por uma característica do sistema leiteiro de piquete, que facilita para o manejador controlar, e tem rotação nas áreas. Mas é contínuo porque para o animal que está pastejando a sensação deve ser de estar sempre no melhor pasto”, conta. E esta é uma situação diferente do que geralmente é vista. “Vemos que geralmente o animal entra no pasto com uma condição boa e depois termina com essa condição boa e segue naquele piquete com muito mais tempo com um desempenho prejudicado”, explica. O profissional ainda complementa que o conceito basicamente significa usar menos tempo em cada área de pastagem e rodar mais rápido.
Nos estudos em que este conceito é debatido, foi constatado um padrão de comportamento dos animais. Segundo o zootecnista, o animal ingere de acordo com o desempenho, sendo que eles não devem pastejar além de 50% das alturas ótimas ideais de cada espécie de pasto, seja sorgo, braquiária, sudão ou alguma outra. “Sempre que o animal passa dos 50% da altura ideal na entrada do pastejo o desempenho dele cai drasticamente”, afirma. O zootecnista ainda aconselha que os produtores jamais deixem com que os pastos sejam totalmente raspados. “É melhor que o tempo de pastejo diminua do que raspar totalmente o pasto. Isso reduz o custo do produtor em silagem e ração”, conta. Segundo ele, se não houver essa prática na lavoura, um pasto que poderia durar até 100 dias dura somente 30. “Se você gasta até R$ 800 para fazer uma pastagem com boa semente, bem adubada, com nitrogênio, e ela durar somente 60 dias, já não se paga. Agora, se você deixar com que os animais não raspem totalmente o pasto, deixando a folha verde, dessa forma, ela dura até 180 dias. E com isso, uma colheita de leite se paga com folga”, diz.
Teixeira argumenta que se a pessoa erra no manejo da lavoura, se deixa que o piquete vá até o chão, o desempenho cai consideravelmente. “As raízes do piquete tendem a acompanhar as raízes de massa verde. Se deixarmos isso acontecer as plantas terão menos tamanho e força para buscar nutrientes no solo”, afirma. Além disso, o profissional ainda acrescenta que quando o produtor consegue controlar a altura do pasto significa mais qualidade nutricional, alta velocidade de ingestão dos animais, maior seletividade da dieta, maior taxa de rebrota, maior produção de forragem, economia de ração, entre tantas outras. “E é o tempo de acesso que vai definir isso. Se não tem como você deixar o rebanho o dia inteiro pastejando, deixe somente metade do dia, ou mesmo somente uma hora. Mas é muito importante respeitar as alturas ótimas no manejo do pasto”, reitera. “Se o rebanho entrou no pasto de aveia preta com 30 cm e saiu com 18 cm, está excelente; se entrou no azevem com 20 cm e saiu com 10 cm, ótimo também”, exemplifica.
Adotando pequenas técnicas no dia a dia, os custos da produção diminuem e os resultados são notáveis, afirma Teixeira. “Deixar com que os pastos fiquem nas alturas ideais e ter um planejamento anual na alimentação do rebanho faz com que o produtor fique menos dependente das crises financeiras do mercado. Além disso, aquele animal que está há muito tempo coletando somente a parte superior do pasto e deixando a fila pós pastejo está contribuindo para a longevidade do pasto, além de aumentando os lucros da produção”, diz. “Faz uma baita diferença no leite e nos resultados econômicos porque o produtor planejou, e assim conseguiu diminuir seus gastos e aumentar a produção”, finaliza.
Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2016 ou online.
Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor
Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.
Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas
Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.
De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.
A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato
Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.
A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.
Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.
Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado” – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.
No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.
Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.
“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27
Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.
A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina
Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.
A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.
Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos
Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.
Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.
