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“Piscicultura precisa ser projeto de Estado para superar desafios e continuar crescendo”, ressalta presidente da Aquishow Brasil

Marilsa Patrício cobra menos burocracia, alerta para impactos da importação de tilápia do Vietnã e pede políticas permanentes para fortalecer uma cadeia que gera emprego e renda em todo o país.

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Presidente da Aquishow Brasil, Marilsa Patrício: "A piscicultura está presente em todos os estados, no entanto, convive com excesso de travas que impedem o seu desenvolvimento" - Foto: Divulgação

A piscicultura brasileira precisa deixar de ser tratada apenas como uma atividade econômica promissora e passar a integrar uma política de longo prazo, com segurança jurídica, menos burocracia e regras estáveis. Esse foi o principal recado deixado pela presidente da Aquishow Brasil 2026, Marilsa Patrício, durante o evento realizado em Uberlândia (MG) e encerrado na última quinta-feira (11).

Diante de representantes do setor e do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, Marilsa defendeu que o Brasil

Foto: Gustavo Meca

reúne condições para ocupar posição de destaque no mercado mundial de pescado, mas enfrenta entraves que dificultam a expansão da atividade. “A piscicultura está presente em todos os estados, gera empregos e renda para milhares de produtores e suas famílias, especialmente de pequeno porte, sendo uma atividade essencial para a segurança alimentar do Brasil. No entanto, convive com excesso de travas que impedem o seu desenvolvimento”, afirmou.

Segundo ela, problemas como burocracia, insegurança jurídica, complexidade tributária e dificuldades para obtenção de licenças ambientais continuam limitando investimentos e a expansão da produção. “É preciso que a piscicultura seja um projeto de Estado, pois o Brasil tem terras, água, clima e insumos para ser um dos maiores fornecedores dessa proteína de alta qualidade”, acrescentou.

Foto: O Presente Rural/Gemini

Importação de tilápia 

Entre as preocupações apresentadas ao ministro, a principal foi o crescimento das importações de tilápia do Vietnã, tema que dominou os debates da Aquishow Brasil 2026 e mobiliza produtores e indústrias ligadas à cadeia produtiva.

A avaliação do setor é que o pescado importado chega ao mercado brasileiro com vantagens econômicas e pressiona a competitividade da produção nacional.

Levantamento apresentado por Emerson Esteves, diretor da Peixe SP, estima que a entrada de 5 mil toneladas de tilápia vietnamita entre janeiro e maio deste ano tenha provocado perdas próximas de R$ 70 milhões para a cadeia produtiva brasileira.

Segundo ele, os impactos vão além da comercialização do peixe. “As perdas envolvem queda no fornecimento de

Foto: Shutterstock

alevinos, rações, produtos veterinários, equipamentos e outros insumos essenciais à atividade, além, claro, da venda de tilápia”, afirmou.

Emerson também fez um apelo direto ao governo federal para que a questão seja tratada com urgência. “Solicitamos ao ministro Édipo Araújo que leve com urgência esse pleito ao presidente da República, pois a entrada do produto do Vietnã representa a perda de renda e de empregos no país”, declarou.

Plano nacional mira os próximos dez anos

Em meio às cobranças do setor, o ministro da Pesca e Aquicultura aproveitou a abertura da feira para anunciar uma iniciativa voltada ao planejamento de longo prazo.

Édipo Araújo assinou a portaria que institui o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), instrumento que deverá orientar as políticas públicas para o setor ao longo da próxima década.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, o plano tem como objetivo “orientar, integrar e coordenar ações voltadas ao fortalecimento sustentável do setor aquícola nacional”, com foco no crescimento da produção, competitividade, inovação, inclusão socioprodutiva, segurança jurídica e sustentabilidade ambiental.

O anúncio ocorre em um momento de expansão da piscicultura brasileira, mas também de aumento das discussões sobre competitividade e abertura de mercado. Para lideranças do setor, o desafio agora é transformar o potencial produtivo do país em uma política permanente, capaz de reduzir incertezas e criar condições para que a atividade continue crescendo.

Fonte: Assessoria

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Pescador captura pintado de 18 quilos no interior do Paraná

Peixe foi capturado no Lago de Itaipu, na região do Arroio Guaçu, e se destaca entre os maiores exemplares da espécie já registrados recentemente em Mercedes.

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Foto: Divulgação

O pescador mercedense Jango Silva fez uma captura rara nesta sexta-feira (19) no Lago de Itaipu. Durante uma pescaria na região do Arroio Guaçu, ele fisgou um pintado com cerca de 18 quilos, considerado um dos maiores exemplares da espécie registrados nos últimos anos em Mercedes, no Oeste do Paraná.

A captura chamou a atenção de pescadores e moradores da região pelo porte do animal. O pintado é uma das espécies mais valorizadas pelos praticantes da pesca esportiva e de lazer, tanto pela força durante a fisgada quanto pelo tamanho que pode alcançar.

O episódio também reforça a vocação de Mercedes para a atividade. Com acesso privilegiado ao Lago de Itaipu e grande diversidade de espécies nativas, o município se tornou um dos principais destinos de pesca do Oeste paranaense, atraindo visitantes de diferentes regiões do Estado e até de países vizinhos.

Capturas de grande porte, como a realizada por Jango Silva, são pouco frequentes e evidenciam a riqueza pesqueira do reservatório, um dos maiores lagos artificiais do mundo e importante área para a pesca esportiva na região.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Cientista brasileiro recebe uma das maiores honrarias da biologia aquática

Pesquisador do INPA, Adalberto Luis Val será homenageado com a Medalha Le Cren pela contribuição ao estudo dos peixes amazônicos e pelos alertas sobre os impactos das mudanças climáticas na região.

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Biólogo e pesquisador brasileiro Adalberto Luis Val: "Estudar os peixes amazônicos é compreender como a vida responde aos limites impostos pelo ambiente" - Foto: Divulgação

O biólogo e pesquisador brasileiro Adalberto Luis Val será o primeiro cientista do Brasil e o primeiro representante de um país fora do eixo anglófono a receber a Medalha Le Cren, uma das mais importantes distinções internacionais na área da biologia aquática. A homenagem será entregue em 30 de julho, em Southampton, na Inglaterra, pela Fisheries Society of the British Isles (FSBI).

Referência mundial em ecofisiologia de peixes amazônicos, Val dedica mais de quatro décadas à pesquisa no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde é colíder do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular. Em 2023, o cientista recebeu o Prêmio Fundação Bunge na categoria Vida e Obra e, atualmente, integra o Conselho de Administração da instituição como vice-presidente.

Biólogo e pesquisador brasileiro Adalberto Luis Val: “É uma grande honra receber esse reconhecimento” – Foto: Keiny Andrade/Fundação Bunge

Ao longo da carreira, suas pesquisas ajudaram a compreender como espécies da Amazônia respondem a fatores extremos, como altas temperaturas, baixos níveis de oxigênio e alterações na acidez da água.

Os estudos indicam que muitos peixes da região já vivem próximos de seus limites térmicos de sobrevivência, cenário que acende um alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas. “É uma grande honra receber esse reconhecimento. Estudar os peixes amazônicos é compreender como a vida responde aos limites impostos pelo ambiente. Essas espécies nos ajudam a entender não apenas a história evolutiva da Amazônia, mas também os riscos que as mudanças climáticas representam para a biodiversidade e para as populações humanas que dependem desses ecossistemas”, afirma.

Impactos além da biodiversidade

Segundo o pesquisador, as consequências das mudanças climáticas ultrapassam a questão ambiental e podem afetar diretamente a segurança alimentar das populações amazônicas. A redução da disponibilidade de peixes, principal fonte de proteína para milhões de pessoas na região, é uma das preocupações apontadas por Val.

 

Foto: Divulgação

Além disso, períodos de seca mais intensos favorecem a ocorrência de incêndios florestais, que também provocam impactos sobre os ecossistemas aquáticos.

Autor de mais de 280 artigos científicos, 22 livros e 78 capítulos de livros, Adalberto Luis Val acumula mais de 10 mil citações acadêmicas e reúne uma série de reconhecimentos nacionais e internacionais. Entre eles estão a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, o Award of Excellence da American Fisheries Society e o próprio Prêmio Fundação Bunge.

O pesquisador também ocupou cargos estratégicos na ciência brasileira, como a direção do INPA entre 2006 e 2014 e a Diretoria de Relações Internacionais da Capes entre 2015 e 2016. Atualmente, é vice-presidente regional Norte da Academia Brasileira de Ciências.

Criada pela Fisheries Society of the British Isles, a Medalha Le Cren homenageia pesquisadores cujos trabalhos deixam contribuições duradouras para o avanço do conhecimento sobre peixes e ecossistemas aquáticos. A distinção leva o nome do biólogo britânico E. David Le Cren, referência mundial na área.

Fonte: O Presente Rural
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Pesca fantasma ameaça espécies e mobiliza discussão sobre novas regras

Equipamentos perdidos ou abandonados continuam capturando animais e ampliam a preocupação com os impactos ambientais da atividade pesqueira.

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Imagem criada pelo ChatGPT/Jaqueline Galvão/OP Rural

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu na última semana, em Brasília, representantes do governo federal, organismos internacionais e entidades ligadas ao setor para discutir propostas de regulamentação e estratégias de gestão dos equipamentos de pesca perdidos, abandonados ou descartados, conhecidos pela sigla EPAD.

Foto: Divulgação/MPA

O tema foi debatido durante a Oficina Nacional de Capacitação e Construção Coletiva dos Caminhos Normativos sobre EPAD, iniciativa vinculada ao projeto internacional GloLitter Partnerships, desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização Marítima Internacional (IMO), em parceria com o ministério.

Participaram do encontro representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Marinha do Brasil, da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), do Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe) e da Rede de Mulheres Pescadoras da Costa dos Corais.

A discussão ocorre em um momento em que cresce a preocupação com os impactos ambientais causados pelos apetrechos de pesca descartados ou perdidos no ambiente aquático. Esses materiais podem permanecer por anos em rios e oceanos, capturando peixes, crustáceos e outras espécies de forma involuntária, fenômeno conhecido como pesca fantasma.

A oficina buscou reunir contribuições para a elaboração de normas e mecanismos de gestão voltados à prevenção, ao

Imagem criada pelo ChatGPT/Jaqueline Galvão/OP Rural

monitoramento e à destinação adequada desses equipamentos. Entre os objetivos também estão a redução da poluição marinha e o fortalecimento da governança pesqueira e oceânica no país.

A programação foi dividida em etapas, com apresentação de conceitos e experiências, rodas de diálogo entre os participantes e, por fim, a sistematização das propostas que poderão subsidiar futuras políticas públicas.

Segundo o secretário nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, Carlos Mello, o encontro foi estruturado para reunir diferentes visões sobre o tema. “Agradecemos a presença dos representantes de organizações, inclusive internacionais. Aqui é um espaço aberto de escuta. Do conhecimento ao compromisso”, afirmou.

A oficina também integra as ações da Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP), que reúne iniciativas voltadas à redução da poluição por resíduos sólidos em ambientes aquáticos brasileiros.

Fonte: O Presente Rural
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