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Piscicultura do Piauí retoma crescimento com força da tilápia e investimentos na produção

Estado gera 5 mil empregos e movimenta R$ 300 milhões por ano com apoio a pequenos produtores e expansão dos polos produtivos.

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Fotos: Divulgação/GOVPI

A piscicultura do Piauí apresentou crescimento em 2024, recuperando o ritmo perdido no ano anterior. Impulsionada principalmente pela produção de tilápia, a atividade voltou a registrar números positivos, com um aumento de 1,83% em relação a 2023, alcançando 22.300 toneladas de pescado em 2024, segundo dados da Peixe BR.

A cadeia produtiva se mostra cada vez mais robusta, gerando aproximadamente 5 mil empregos diretos e indiretos e movimentando R$ 300 milhões anualmente. O município de Guadalupe se destaca como o principal polo produtor, impulsionando a economia local e servindo de modelo para outros centros de criação de peixes no estado.

O desempenho positivo da piscicultura no Piauí reflete também o sucesso de ações de incentivo, como a distribuição gratuita de alevinos para pequenos produtores. Cerca de 2 milhões de alevinos são entregues anualmente para produtores de tanques e açudes espalhados pelos 224 municípios do estado, fortalecendo a base da produção e estimulando a inclusão de novos participantes no setor.

Maiores municípios produtores

Além de Guadalupe, projetos no Rio Paraíba têm ganhado relevância e impulsionado ainda mais a produção. Esses projetos, combinados com novos investimentos em infraestrutura, sinalizam perspectivas ainda mais promissoras para o futuro da piscicultura piauiense.

Mapa da piscicultura

Foto: Renato Andrade

O levantamento mais recente da Bussola.farm aponta que o Piauí possui 2.709 hectares de área destinada à piscicultura, com 8.130 viveiros e 2.745 tanques-rede em operação. No ranking dos principais municípios produtores, além de Guadalupe, aparecem Nazária, Palmeirais, José de Freitas, Parnaíba, Teresina, União, Beneditinos, Demerval Lobão e Alto Longá.

Em relação às espécies cultivadas, a tilápia mantém a liderança com 12.000 toneladas produzidas em 2024. Em seguida vêm os peixes nativos, com 6.000 toneladas, e outras espécies como carpas, trutas e pangas, que somaram 4.300 toneladas.

Com os investimentos contínuos e a força da tilapicultura, o Piauí consolida sua posição como um dos importantes polos da piscicultura brasileira, combinando geração de emprego, renda e desenvolvimento regional sustentável.

Fonte: O Presente Rural com informações da Peixe BR

Peixes

Manifesto propõe ações para fortalecer cadeia produtiva do pescado

Lançado durante o X SIMCOPE, documento reúne prioridades como alimentação escolar, certificação sanitária e valorização da pesca de pequena escala.

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Foto: Divulgação

Realizado entre os dias 20 e 22 de maio de 2026, em Santos (SP), o X Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado (SIMCOPE) celebrou sua décima edição reunindo especialistas, pesquisadores e representantes do setor para discutir qualidade, tecnologia e sustentabilidade do pescado. Promovido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o evento marcou o lançamento do Manifesto Pescado e Alimentação.

O documento foi elaborado a partir dos debates do Workshop sobre Pescado e Alimentação, que reuniu representantes da academia, da gastronomia, da pesca artesanal, da alimentação escolar e da sociedade civil. A proposta é ampliar o consumo de pescado no Brasil e fortalecer a cadeia produtiva por meio da integração entre ciência, políticas públicas, educação alimentar e cadeias de abastecimento sustentáveis.

De acordo com a organizadora do evento e pesquisadora do Instituto de Pesca, Érika Furlan, o manifesto reúne as principais conclusões do workshop e busca orientar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor.

Entre as prioridades apontadas pelo documento estão a inclusão do pescado na alimentação escolar, a valorização da pesca de pequena escala, a ampliação do acesso à certificação sanitária, o fortalecimento da gastronomia sustentável e a integração entre ciência, gestão pública, setor produtivo e sociedade civil.

Ao final do simpósio, os participantes também assumiram compromissos para fortalecer redes de colaboração entre universidades, governos, escolas e pescadores, incentivar políticas públicas para a merenda escolar e compras governamentais, ampliar ações de educação alimentar sobre os benefícios do pescado e apoiar o desenvolvimento de tecnologias voltadas à rastreabilidade e à segurança dos alimentos.

Fonte: Assessoria Instituto de Pesca
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EUA mantêm filé fresco de tilápia brasileira fora da sobretaxa de 25%

Nova regra preserva a competitividade do principal produto exportado pelo Brasil ao mercado norte-americano.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os principais produtos de tilápia exportados pelo Brasil para os Estados Unidos ficarão de fora da sobretaxa de 25% prevista na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. A decisão passa a valer em 22 de julho de 2026 e foi recebida positivamente pelo setor da piscicultura brasileira.

De acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a medida preserva a competitividade do filé fresco de tilápia, principal produto da pauta de exportações brasileiras de pescado para o mercado norte-americano.

Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR: “Esta decisão é uma grande vitória para a tilapicultura brasileira. A manutenção do filé fresco fora da sobretaxa preserva a competitividade do produto e reforça o reconhecimento da qualidade da tilápia produzida no Brasil”

Pelas novas regras, permanecerão isentos da sobretaxa o filé fresco de tilápia e a tilápia inteira, tanto na forma congelada quanto resfriada. Já o filé de tilápia congelado não foi incluído na lista de exceções e será tributado em 25%.

Segundo a Peixe BR, embora a taxação do filé congelado represente um impacto para esse segmento, o efeito é reduzido pela manutenção da isenção sobre o filé fresco, que concentra o maior volume e o maior faturamento das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.

Foto: Shutterstock

Para o presidente-executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros, a decisão mantém a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado de exportação do produto. “Esta decisão é uma grande vitória para a tilapicultura brasileira. A manutenção do filé fresco fora da sobretaxa preserva a competitividade do produto e reforça o reconhecimento da qualidade da tilápia produzida no Brasil”, afirmou.

A entidade também destaca que a definição das regras traz maior previsibilidade para o setor, permitindo que as empresas planejem contratos de longo prazo com mais segurança jurídica.

Ainda de acordo com a PEIXE BR, a decisão foi resultado de uma articulação entre empresas brasileiras e importadores parceiros nos Estados Unidos, que defenderam a importância da tilápia produzida no Brasil para o abastecimento do varejo e do setor de restaurantes norte-americanos.

Fonte: O Presente Rural
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Pesquisa impulsiona cultivo comercial do lambari no Brasil

Tecnologias desenvolvidas pelo Instituto de Pesca ampliaram a produção, viabilizaram o processamento e abriram novos mercados para a espécie.

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Foto: André Thiago/Sanepar

Poucas espécies de peixes despertam tanta memória afetiva nos brasileiros quanto o lambari. Presente em rios, córregos e lagoas de praticamente todo o território nacional, ele costuma ser lembrado como o primeiro peixe capturado durante a infância, em pescarias realizadas com pais, avós e tios. Além de ocupar um lugar especial na cultura brasileira, a espécie vem ganhando importância econômica, tanto como alimento, tradicionalmente apreciado na forma de petisco, quanto como isca viva na pesca esportiva.

Foto: André Thiago/Sanepar

Durante muitos anos, a produção de lambaris permaneceu baseada quase exclusivamente na captura em ambientes naturais ou na ocorrência dessas espécies como fauna acompanhante em cultivos de peixes de interesse comercial. O termo “lambari” abrange diversas espécies de pequenos caracídeos (vasta família de peixes de água doce) pertencentes a diferentes gêneros. O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desempenhou papel pioneiro na geração de conhecimento científico e tecnológico voltado ao cultivo comercial de diferentes espécies de lambaris, incluindo Astyanax fasciatusAstyanax lacustris e Deuterodon iguape.

De acordo com o pesquisador do IP, Fábio Sussel, “a consolidação da lambaricultura como atividade aquícola exigiu o desenvolvimento de tecnologias específicas capazes de tornar sua produção previsível, eficiente e economicamente viável”.

Pesquisa e inovação para fortalecer a produção

Ao longo das últimas décadas, o IP desenvolveu e aperfeiçoou protocolos envolvendo diferentes etapas do processo produtivo, contribuindo para a consolidação de uma cadeia inexistente até então em escala comercial.

Entre as principais contribuições destacam-se o aperfeiçoamento dos protocolos de reprodução induzida, fundamentais para garantir a produção contínua de alevinos ao longo do ano, bem como o desenvolvimento de técnicas de larvicultura e recria em diferentes sistemas de cultivo, adaptadas às características biológicas das espécies estudadas.

Esses avanços proporcionaram maior regularidade na produção, aumento da sobrevivência dos peixes e melhoria dos índices zootécnicos, oferecendo maior segurança técnica aos produtores. Paralelamente, o Instituto de Pesca ampliou suas linhas de pesquisa para outras áreas estratégicas, desenvolvendo tecnologias para a produção de lambaris destinados ao mercado de iscas vivas para a pesca esportiva, avaliando o potencial dessas espécies em sistemas de aquaponia e utilizando diferentes espécies de lambaris como organismos bioindicadores em estudos de ecotoxicologia, voltados à avaliação dos efeitos de contaminantes ambientais e da qualidade dos ecossistemas aquáticos

Solução tecnológica amplia potencial do lambari para consumo

O lambari também representa um alimento tradicional de elevado valor gastronômico. Apesar dessa vocação, existia um importante gargalo tecnológico para ampliar seu consumo em larga escala: o processamento.

Buscando solucionar esse desafio, o pesquisador do IP, Fábio Sussel, propôs a criação de uma máquina para evisceração de lambaris, tecnologia posteriormente desenvolvida por uma empresa de Santa Catarina, especializada na fabricação de equipamentos para frigoríficos de peixes. O equipamento automatiza uma das etapas mais críticas do processamento, aumentando significativamente a produtividade, reduzindo custos operacionais e agregando valor ao pescado destinado ao consumo humano.

Segundo Sussel, “essa inovação representa um exemplo concreto da pesquisa aplicada desenvolvida pelo Instituto de Pesca, transformando resultados científicos em soluções tecnológicas capazes de atender demandas reais da sociedade e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para a aquicultura brasileira”.

Mais do que um peixe presente na memória afetiva dos brasileiros, o lambari tornou-se exemplo de como a pesquisa pública pode transformar conhecimento científico em desenvolvimento econômico, inovação e segurança alimentar.

Fonte: Assessoria Instituto de Pesca
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