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Produção aquícola cresce e Mato Grosso mira verticalização

Estado aposta em políticas públicas e estrutura produtiva para ampliar competitividade.

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A produção aquícola de Mato Grosso segue em expansão, impulsionada pelo cultivo de tilápia e pelo fortalecimento da indústria de processamento. Apesar dos desafios climáticos, como períodos de estiagem, o setor registrou saldo positivo nos últimos anos e agora foca na verticalização para ampliar a competitividade, especialmente devido às grandes distâncias geográficas do estado.

Presidente da Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat), Darci Fornari: “Mato Grosso conta com condições naturais favoráveis, como clima estável, topografia adequada e abundância de água, que reforçam o potencial de crescimento do setor” – Fotos: Divulgação

Segundo Darci Fornari, presidente da Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat), a recente regulamentação da criação de tilápia no estado foi um marco importante, atraindo novos investimentos para a piscicultura local. “Mato Grosso conta com condições naturais favoráveis, como clima estável, topografia adequada e abundância de água, que reforçam o potencial de crescimento do setor. O estado já se destaca na produção agropecuária, tanto na criação de proteína animal quanto no cultivo de grãos”, enaltece.

Conforme levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), o cultivo da tilápia avança sem comprometer a produção de peixes nativos, que ainda representam a maior parte do volume produzido. Além disso, a indústria de processamento de peixes de cultivo tem crescido significativamente, contando hoje com mais de 20 plantas em operação no estado.

Números da piscicultura mato-grossense

Nos últimos anos, a piscicultura mato-grossense tem apresentado oscilações na produção, mas mantém uma trajetória de crescimento. Em 2020, a produção total foi de 46.800 toneladas, caindo para 42.600 toneladas em 2021 e subindo ligeiramente para 42.800 toneladas em 2022. Em 2023, houve um aumento para 44.900 toneladas, e em 2024 o volume produzido foi de 44.520 toneladas, representando um crescimento de 0,85% em relação ao ano anterior.

Espécies mais produzidas

Entre as espécies cultivadas, os peixes nativos lideram a produção, com 39.700 toneladas, seguidos pela tilápia, com 4.700 toneladas. Outras espécies, como carpa, truta e panga, somam 120 toneladas.

Infraestrutura da piscicultura

Tilápia é a segunda espécie mais cultivada no Mato Grosso

A infraestrutura da piscicultura no estado também se destaca. Mato Grosso possui 14.778 hectares de viveiros destinados à atividade, totalizando 38.323 viveiros em funcionamento, além de 320 tanques-rede utilizados na produção.

Maiores municípios produtores

Entre os municípios que mais se destacam na produção aquícola, Sorriso lidera o ranking estadual, seguido por Campo Verde, Alto Paraguai, Juscimeira, Canarana, Paranaíta, Nossa Senhora do Livramento, Carlinda, São Félix do Araguaia e Alta Floresta. Esses municípios têm investido na expansão da atividade, fortalecendo a cadeia produtiva e ampliando o potencial econômico do setor no estado.

A piscicultura mato-grossense se consolida como uma atividade promissora, sustentada por um ambiente favorável e investimentos estratégicos. A verticalização da produção e o avanço das políticas públicas devem continuar impulsionando o crescimento do setor nos próximos anos.

Fonte: O Presente Rural com informações da Peixe BR

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Tilápia responde por 70% da produção aquícola e soma 707 mil toneladas

Dados do Anuário Peixe BR 2026 mostram avanço da espécie mesmo diante de desafios na cadeia.

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A produção brasileira de tilápia alcançou 707.495 toneladas em 2025, alta de 6,83% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a aproximadamente 70% de todo o peixe de cultivo produzido no país. Os números constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026.

Mesmo com desafios enfrentados pela cadeia produtiva ao longo do ano, o desempenho manteve a tilápia como principal espécie da piscicultura nacional. Desde o primeiro levantamento realizado pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção da espécie cresceu 148,2%. Em 2015, o volume registrado foi de 285 mil toneladas.

A expansão está relacionada ao aumento da demanda nos mercados interno e externo, ao avanço do melhoramento genético e à evolução dos processos industriais, que ampliaram a oferta de cortes e garantiram maior escala e padronização do produto.

O Paraná lidera a produção nacional, com 273.100 toneladas em 2025, crescimento de 8,9% na comparação anual. Na sequência aparecem São Paulo, com 88.500 toneladas; Minas Gerais, com 73.500 toneladas; Santa Catarina, com 52.700 toneladas; e Mato Grosso do Sul, com 38.700 toneladas.

De acordo com dados do Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026, a tilapicultura mantém trajetória de expansão e segue como base do crescimento da piscicultura brasileira.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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Produção de peixes de cultivo cresce 4,41% e atinge recorde histórico

Brasil mantém liderança nas Américas e reforça meta de alcançar o topo mundial até 2040.

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O Brasil superou, em 2025, a marca de 1 milhão de toneladas na produção de peixes de cultivo. Ao todo, foram produzidas 1.011.540 toneladas, conforme levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026.

O volume representa crescimento de 4,41% em comparação com 2024. Com esse resultado, o Brasil mantém a liderança da piscicultura nas Américas e passa a integrar o grupo de países que já ultrapassaram a marca simbólica de 1 milhão de toneladas na produção aquícola.

Presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros: “Esse objetivo será alcançado por meio de investimentos em genética, nutrição, manejo, equipamentos, sanidade, produção, processamento e, principalmente, comercialização nos mercados interno e externo” – Foto: Divulgação/Peixe BR

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, Francisco Medeiros, a meta do setor é alcançar a liderança mundial até 2040. “Esse objetivo será alcançado por meio de investimentos em genética, nutrição, manejo, equipamentos, sanidade, produção, processamento e, principalmente, comercialização nos mercados interno e externo”.

Mesmo diante de desafios ao longo do ano, como adversidades climáticas, questões sanitárias e instabilidade nas cotações, o setor manteve desempenho positivo. O mercado também foi impactado pelo aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, incluindo pescados, além da concorrência com tilápias importadas do Vietnã e da discussão sobre a possível inclusão da espécie na lista de espécies exóticas invasoras no Brasil. A decisão acabou sendo adiada.

A tilápia segue como principal espécie cultivada no país, representando 70% da produção nacional. Em 2025, foram 707.495 toneladas, alta de 6,83% sobre o ano anterior.

Já a produção de peixes nativos totalizou 257.070 toneladas, com leve recuo de 0,63% em relação a 2024. As demais espécies somaram 46.975 toneladas, queda de 1,75% na comparação anual.

A expectativa do setor é manter o crescimento nos próximos anos, impulsionado pelo avanço da profissionalização e da tecnificação da piscicultura brasileira.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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Piscicultura brasileira supera um milhão de toneladas e consolida década de crescimento recorde

Setor avança 58,6% em 10 anos, produção de tilápia dispara 148,2% e país reforça protagonismo nas Américas.

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A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) lançou, nesta terça-feira (24), a 10ª edição do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, que consolida o setor como um dos mais dinâmicos do agronegócio nacional. A publicação revela que, nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6% e, em 2025, atingiu pela primeira vez a marca histórica de um milhão de toneladas produzidas. No mesmo período, a produção de tilápia avançou expressivos 148,2%, reforçando o protagonismo da espécie no país.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “Este resultado demonstra a força e a maturidade da piscicultura brasileira” – Foto: Divulgação/Peixe BR

Principal referência estatística da cadeia produtiva de peixes de cultivo, o Anuário 2026 apresenta dados inéditos e atualizados sobre produção nacional e por estado, consumo, mercado, tendências e perspectivas estratégicas para os próximos anos.

A edição comemorativa também reúne os principais acontecimentos de 2025 e análises sobre o cenário atual. “O resultado apresentado nesta 10ª edição demonstra a força e a maturidade da piscicultura brasileira. Mesmo diante de um ano desafiador, superamos a marca de 1 milhão de toneladas e consolidamos uma década de crescimento consistente. A piscicultura deixou de ser uma promessa para se tornar protagonista nas Américas, com ganhos expressivos em produtividade, tecnologia e competitividade”, compartilha o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

No evento em Brasília (DF), estiveram presentes o presidente do conselho de administração

Foto: Divulgação/Peixe BR

da Peixe BR, Mauro Nakata; o vice-presidente da Peixe BR, Juliano Kubitza; o diretor do Departamento de Águas da União, substituto do ministro de estado da Pesca e Aquicultura, Felipe Bodens; o deputado federal – presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, Luiz Nishimori e o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores.

Para acessar o Anuário 2026, acesse www.peixebr.com.br/anuario-2026 e baixe gratuitamente a publicação.

Sobre a Peixe BR

A Peixe BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade do segmento e do ambiente regulatório da atividade no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente.

Fonte: Assessoria Peixe BR
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