Peixes No dia 23 de abril
Pirarucu ganha protagonismo na abertura do IFC Amazônia
Evento contará com um ritual de apresentação, corte e degustação inspirado na tradicional cerimônia japonesa Kaitai.

Peixe símbolo da rica biodiversidade amazônica, o pirarucu será a estrela da noite de abertura do IFC Amazônia, no dia 23 de abril, com uma experiência única na Cozinha Show. O evento contará com um ritual de apresentação, corte e degustação inspirado na tradicional cerimônia japonesa Kaitai, em uma parceria com o Grupo Reicon, responsável pelo projeto Pirarucu da Mexiana.

Foto: Simone Oliveira Yokoyama
No ‘Kaitai Amazônico’, um representante do projeto e um chef de cozinha irão apresentar o pirarucu de maneira detalhada, destacando seus cortes e formas de preparo, para valorizar e respeitar a matéria-prima. A palavra Kaitai, em japonês, significa “desmontar” — e, na cerimônia, o peixe inteiro é cuidadosamente desmembrado, peça por peça, para revelar cortes premium, com texturas e sabores únicos. Será oferecido aos convidados uma degustação com o Pirarucu da Mexiana e outros elementos típicos da gastronomia paraense.
Localizado na Ilha de Mexiana, no arquipélago do Marajó, o projeto Pirarucu da Mexiana adota práticas de manejo sustentável, sem qualquer retirada de peixes da natureza. O ciclo começa nos matrizários escavados no solo, onde os casais reprodutores se reproduzem naturalmente. Os alevinos são coletados e levados para o ambiente de laboratório, onde recebem treinamento alimentar com alimentação balanceada e são acompanhados por técnicos especializados. Após atingirem o tamanho ideal, os peixes passam para os tanques de recria/berçários e, posteriormente, para os tanques de engorda, onde permanecem por cerca de 12 a 15 meses, até atingirem o peso médio de 12 kg, prontos para o abate.
Todo o processo é acompanhado por práticas mensais de biometria, controle de qualidade da água e nutrição, garantindo um crescimento saudável, com impacto mínimo ao ecossistema e respeito total aos limites da natureza local.
“O Pirarucu da Mexiana não é apenas um peixe, mas um produto premium, que reflete o compromisso com o manejo sustentável e um processo de produção rigoroso, respeitando a natureza e assegurando qualidade superior”, afirma Uliana Maia, Gestora do Projeto Pirarucu, do Grupo Reicon.
Impactos Socioambientais

Foto: Esio Mendes
Mais do que um produto, o Pirarucu da Mexiana representa um modelo de desenvolvimento consciente, que une tradição amazônica, inovação tecnológica, geração de renda e preservação ambiental. Ao investir em práticas sustentáveis e em um ecossistema produtivo equilibrado, o projeto reafirma o compromisso do Grupo Reicon com o futuro da Amazônia e com a oferta de alimentos saudáveis, rastreáveis e produzidos com responsabilidade.
Realização, patrocínio e apoio
A 2ª edição do IFC Amazônia é realizada simultaneamente com o Conbeo (Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca). A Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação) é co-realizadora do evento. O evento conta com o patrocínio do Governo do Estado do Pará; Sedap (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca); Banco da Amazônia, Banpará (Banco do Estado do Pará), Caixa Econômica Federal, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Governo Federal.
O IFC Amazônia é realizado ainda com o apoio institucional da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados); Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura); Sistema Faepa/Senar; Fepa (Federação dos Pescadores do Pará) e Sinpesca (Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá).

Peixes
Quaresma de 2026 terá tilápia mais barata para os paranaenses, aponta Deral
Principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025.

O início da Quaresma em 2026 tem uma boa notícia para os consumidores paranaenses. Segundo a pesquisa de preços do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, divulgada no boletim semanal, o principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025. Dados do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam essa tendência apontando uma queda de cerca de 12%. O movimento de preços favorece o aumento das vendas em supermercados e peixarias no momento de pico de procura por peixes.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
O Paraná é um dos principais polos pesqueiros do País justamente pela liderança na produção e exportação de tilápia, uma das espécies mais procuradas pelos consumidores. Em 2024, o Estado alcançou produção de 250 mil toneladas, alta de 17% em comparação com 213 mil toneladas no ano anterior.
No setor de ovos, que acompanha a tradicional migração do consumo de carnes vermelhas para proteínas alternativas, houve aumento no valor de comercialização em Curitiba, impulsionados pela volta às aulas e pela queda sazonal na produção nacional. Esse movimento é explicado pela combinação da demanda aquecida pelas compras institucionais para merenda escolar e pelo período religioso, que se estende até o início de abril.
“Mas apesar da elevação recente, o preço dos ovos não deve alcançar os mesmos patamares observados em 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade, movimento que deve permanecer até o encerramento da Quaresma”, diz a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz. O boletim do Deral aponta que o valor atual ainda é 22,4% inferior ao registrado em 2025.
Peixes
Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026
Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.
Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.
“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.
A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.
A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.
Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.
Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)
Peixes
Com tilápia à frente, setor de pescado projeta crescimento de 30% na Semana Santa
Setor projeta aumento da demanda sem pressão sobre preços, com estoques reforçados e logística organizada.

As vendas de pescado no Brasil devem crescer cerca de 30% durante a Semana Santa de 2026, segundo estimativas do setor. A expectativa é de aumento na procura sem impacto relevante nos preços ao consumidor, diante de estoques reforçados e organização antecipada da distribuição.

Foto: Divulgação/OPR
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, as empresas iniciaram o ano com contratos já firmados e ajustes operacionais que garantem maior eficiência. A previsão é de manutenção dos preços e, em alguns segmentos, possibilidade de leve redução em comparação com anos anteriores.
A tilápia segue como principal espécie da piscicultura nacional, respondendo por mais de 65% da produção de cultivo no país. Em 2024, o volume produzido chegou a 662.230 toneladas, alta de 14,36% em relação ao ano anterior. O consumo médio no Brasil é de 4 quilos por habitante ao ano, com crescimento médio de 10,3% ao ano na última década.
No comércio exterior, o Brasil registrou aumento de 2% nas exportações em 2025, mesmo diante de barreiras tarifárias nos Estados Unidos e da concorrência do Vietnã. O Canadá passou a figurar como novo destino para o pescado brasileiro.



