Avicultura Práticas ligadas ao tripé ESG
Pioneira, BRF protagoniza a sustentabilidade no agro
Ações ambientais, sociais e de governança estão nos pilares da empresa, que aposta em produção sustentável do começo ao fim da cadeia.

Uma das potências globais em produção de alimentos, com mais de 100 mil colaboradores, espalhados por 117 países, atendendo milhares de clientes em todo o mundo, a BRF tem incorporado em seu DNA cada vez mais as práticas ligadas ao tripé ESG.
Ações ambientais, sociais e de governança estão nos pilares da empresa, que aposta em produção sustentável do começo ao fim da cadeia. Desde 2013, a empresa lança o relatório de sustentabilidade, que pode ser acessado por qualquer pessoa pelo site da companhia, que tem também uma área exclusiva destinada ao tema sustentabilidade.
Bem-estar animal
Nas granjas de produtores integrados da BRF diferentes estratégias para conferir um ambiente mais agradável a aves e suínos ganham espaço constantemente. Garantir o bem-estar animal passa por disseminar conhecimento aos colaboradores, que, por sua vez, os repassam aos produtores integrados e os orientam – especialmente no caso dos extensionistas que estão a campo. Em 2021, a Companhia formou 208 novos oficiais de Bem-Estar Animal (BEA). Entre 2019 e 2020, outros 569 já haviam sido capacitados
No final de 2020, a BRF anunciou uma série de metas e compromissos públicos pelo bem-estar animal, que visa garantir melhor qualidade de vida das aves e suínos que fazem parte de sua cadeia produtiva. Anteriormente, de forma pioneira, assumiu publicamente a aquisição de ovos somente de aves criadas livres de gaiolas.
ESG no campo
A BRF conta com a participação de seus quase 10 mil produtores integrados para ser uma empresa cada vez mais sustentável. Os mais de 800 extensionistas estão alinhados com o Plano de Sustentabilidade da Companhia e levam às granjas, há anos, metodologias e técnicas para ampliar a agenda sustentável em toda a cadeia produtiva. Em 2021, esse desafio se tornou ainda maior com o compromisso da BRF em ser Net Zero até 2040, o que representa reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GE) e neutralizar as emissões residuais em todas as etapas de produção.
Em setembro de 2020, os produtores integrados da companhia já haviam recebido o Manual de Práticas Seguras para Granjas de Aves e Suínos na Agropecuária. O documento reforça o compromisso com a segurança nas operações dos integrados e busca consolidar os propósitos de sustentabilidade da empresa. Desta forma, a BRF estimula que todos os seus parceiros tenham sempre atitudes e comportamentos de prevenção e sustentáveis em todas suas atividades.
ESG nas unidades
A BRF pratica ESG nas suas unidades. Um exemplo aconteceu com os colaboradores da unidade de Lajeado e da fábrica de rações em Arroio do Meio, na região do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, que foram estimulados a criar projetos com foco na economia de água potável.
Entre diferentes propostas recebidas, a vencedora foi um plano voltado à redução de consumo de água na sala de miúdos do frigorífico de aves utilizando a ferramenta de melhoria contínua PDCA (sigla em inglês para Planejar, Fazer, Verificar e Agir). Ao final do trabalho o ganho estimado é de 2 milhões de litros água/mês.
Energias renováveis na COP26
A produtora integrada da BRF Roseli Marcon participou de um dos painéis da Conferência das Nações Unidas sobre
Mudanças Climáticas – COP26, que foi realizada em Glasgow, na Escócia, em novembro de 2021. Por meio de videoconferência direto de Capinzal, município do Meio Oeste de Santa Catarina, Roseli abordou sua experiência e cuidado ao produzir. Com propriedade em Luzerna, Roseli foi uma das produtoras pioneiras na instalação de painéis solares na região Sul do Brasil, fruto de um convênio entre a companhia e o Banco do Brasil.
Ela tem 364 placas de geração de energia solar que atendem toda a granja e proporcionam uma economia superior a R$ 12 mil por mês na conta de luz desde julho do ano passado. ” Além de obter redução nos custos, é uma energia mais limpa”, ressalta a produtora.
Sustentabilidade Social
O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da companhia, completou 10 anos do seu Programa de voluntariado corporativo. A iniciativa promove a cidadania corporativa a partir de ações sociais e de campanhas anuais desenhadas pelo Instituto BRF e organizadas localmente pelos Comitês de Investimento Social, grupos voluntários de colaboradores nas unidades da BRF responsáveis por levar até as comunidades os temas e projetos desenvolvidos pelo Instituto BRF.
Em 2021, foram realizadas campanhas nos Dias Mundiais do Meio Ambiente e da Alimentação, além do Natal. Os comitês promovem também as chamadas “ações de solidariedade”, que surgem por demandas identificadas por eles ou pedidos recebidos de instituições, como doações de sangue, arrecadações de doações e mutirões para melhoria do espaço físico e do atendimento das organizações sociais.
Nesses dez anos de programa, o Instituto BRF expandiu sua atuação tradicional nas cidades que contam com unidades fabris e corporativas da BRF para cidades com centros de distribuição, escritórios administrativos e filiais de vendas, passando a fazer parte também dos Programas de Excelência da Companhia.
O Comitê de Capinzal (SC), um dos mais antigos e ativos, mantém há anos uma parceria com o Hemosc Joaçaba para doações de sangue periódicas. Já o Comitê de Mineiros (GO), comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6) do ano passado realizando limpeza na trilha do Homem Seco no Parque Nacional das Emas e no Parque Ecológico Canto do Cerrado.
Em outubro, retomou o tema com a plantação de árvores na região do Pinga Fogo, na Serra dos Caiapós. Os comitês de Salvador (BA), e Fortaleza (CE), coordenaram iniciativas em conjunto com toda a equipe regional de vendas do Nordeste, centros de distribuição e escritórios, se adaptando ao voluntariado online (durante os meses de maior distanciamento social devido à pandemia) e têm promovido arrecadações para contribuir com as necessidades de diversas entidades.
No fim do ano passado, 40 mil refeições natalinas foram distribuídas em Curitiba, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro por meio da parceria entre Instituto BRF e o Programa Cozinhas Solidárias.
Fundado em 2012 pela BRF, o Instituto BRF é uma associação privada para direcionar de forma estratégica os investimentos sociais da companhia. O objetivo é dar suporte às iniciativas cidadãs que contribuem para o desenvolvimento das comunidades localmente.
Desde a sua criação, por meio das ações de voluntariado e projetos de investimento direto, o Instituto BRF já impactou meio milhão de pessoas, mobilizou 30 mil voluntários e realizou mais de duas mil ações sociais em 60 cidades ao redor do país.
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Avicultura
Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro
Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.
Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.
Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.
Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.
Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.
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Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano
Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.
No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.
As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.
Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.
Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.
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Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval
Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.
Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.
A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.
No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.
Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.
De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.



