Conectado com
O Presente Rural Youtube

Notícias Segundo Cepea

PIB sobe 1,26% em julho e amplia crescimento no ano para 6,75%

As altas “dentro da porteira” (ou no primário) e dos agrosserviços têm sido determinantes para esse bom resultado

Publicado em

em

Divulgação

O PIB do agronegócio brasileiro seguiu avançando em julho, com crescimento de 1,26%, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizados em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Diante disso, o PIB do agronegócio brasileiro amplia o crescimento para fortes 6,75% na parcial deste ano.

As altas “dentro da porteira” (ou no primário) e dos agrosserviços, segundo pesquisadores do Cepea, têm sido determinantes para esse bom resultado – nos sete primeiros meses de 2020, os avanços nestes segmentos são de expressivos 18,46% e 6%, respectivamente. Entre os segmentos do agronegócio, inclusive, o único que recua na parcial deste ano é o agroindustrial (com ligeira queda de 0,37%), devido sobretudo ao de base agrícola, que tem sido mais prejudicado pela pandemia da covid-19.

Pesquisadores do Cepea destacam, contudo, que a agroindústria de base agrícola, que vinha recuando mensalmente desde março, cresceu em julho. A queda de produção no acumulado anual se tornou menos intensa no mês para produtos de madeira, móveis de madeira, têxteis de base natural e bebidas. Embora a indústria de base pecuária também tenha sentido algum efeito da pandemia sobre os preços de seus produtos, sobretudo em maio, nos meses posteriores foi observada forte recuperação, e a indústria acumulou relevante alta no período. No caso do ramo pecuário, tanto no campo quanto na indústria, as cotações dos produtos têm renovado recordes nominais e, em alguns casos, recordes reais.

No caso da agricultura, o bom resultado decorre da combinação de preços e produção em alta, especialmente por parte do milho, café, arroz, soja, cacau e trigo. Já os destaques em termos exclusivamente de expansão da produção são algodão, feijão, laranja, e madeira para celulose.

Fonte: Cepea
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × um =

Notícias Mercado

Demanda na exportação sustenta preços do boi gordo no mercado físico

Mercado físico do boi gordo apresentou preços em elevação nesta semana

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

O mercado físico do boi gordo apresentou preços em elevação na semana. O dólar comercial valorizado frente ao real motivou os frigoríficos habilitados a exportar a atuar de maneira mais agressiva na compra de gado, garantindo a sustentação dos referenciais.

De qualquer maneira, as máximas não foram renovadas no mercado paulista, com negócios atingindo o limite de R$ 310 a arroba. “A oferta de animais terminados permanece restrita, com expectativa de alguma melhora a partir da segunda quinzena do mês”, informa o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a demanda segue como um relevante contraponto, avaliando a dificuldade de repasse do adicional de custos ao restante da cadeia pecuária, com o consumidor médio migrando para a carne de frango, proteína mais acessível dentro do setor carnes.

A arroba em São Paulo vai encerrando a semana na casa de R$ 307,00. Em Goiás, preços em torno de R$ 295,00. Em Minas Gerais, a cotação chegou a R$ 303,00. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi negociada a R$ 290,00. No Mato Grosso, preço chegando a R$ 296,00.

O mercado atacadista voltou a apresentar acomodação nos preços. “O ambiente de negócios sugere pouco espaço para reajustes, mesmo com a entrada dos salários na economia. Basicamente a carne bovina segue em patamar proibitivo. Nesse tipo de ambiente é evidenciado um movimento bastante agressivo de migração para uma proteína mais acessível, caso da carne de frango”, explica o analista, acrescentando que essa dinâmica tende a se manter em todo o ano de 2021, que deve ser pautado por um lento processo de retomada da atividade econômica.

Corte traseiro ainda é precificado a R$ 19,30 por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 15,40 por quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Safra de inverno

Indústria brasileira de trigo abastecida e Argentina antecipa exportações

Mercado brasileiro de trigo segue apresentando morosidade no ritmo dos negócios

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo segue apresentando morosidade no ritmo dos negócios. O analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, lembra que os produtores estão com as atenções voltadas para a safra de verão e, vendo a recente apreciação do dólar em relação ao real e a firmeza das cotações internacionais, elevam suas pedidas.

“Os moinhos, especialmente os de grande porte, estão abastecidos e preferem processar o cereal armazenado a ir ao mercado para novas aquisições. Sendo assim, os negócios reportados têm sido pontuais. Com pouco trigo disponível, a costumeira venda para abrir espaço para os grãos de verão nos armazéns não deve ser suficiente para derrubar as cotações do cereal”, disse.

Na Argentina, os preços ainda não sentiram a recente valorização das Bolsas norte-americanas. “A safra argentina foi disponibilizada entre dezembro e janeiro. Mesmo uma safra menor acaba tendo um efeito sazonal de baixa. Além disso, muitos vendedores locais temem uma eventual intervenção do governo para garantir o abastecimento interno. Sendo assim, têm antecipado vendas para o exterior”, explicou o analista.

Conforme Bento, o cenário segue sem grandes alterações em todo o país. “Os triticultores, capitalizados e vendidos em milho e soja, olham para o dólar em ascensão e preferem aguardar momentos ainda mais atrativos para comercializar os lotes remanescentes. Os moinhos compraram grandes volumes no estrangeiro, o que permite reduzir o apetite comprador pelo cereal local”, disse.

Ainda em relação às importações, a possibilidade de o governo argentino suspender as vendas ao exterior é cada vez mais ventilada no mercado. A produção no país vizinho recuou de 19,5 milhões de toneladas para 16,8 milhões de toneladas. Assim, o saldo exportável é de 10 milhões de toneladas. Passados três meses da temporada o total embarcado chega a 4,174 milhões de toneladas. “Vale lembrar que no último governo da Frente Justiacionista (mesmo que o atual) o país adotou uma política de cotas de exportação visando o abastecimento interno a preços mais baixos”, destacou o analista.

Na última quinta-feira, as indicações no Paraná ficam próximas R$ 1.500 por toneladas para compra, com vendedores demonstrando interesse por volta de R$ 1.600 por tonelada. No Rio Grande do Sul as indicações de compradores e vendedores ficam próximas a R$ 1.450 por tonelada e R$ 1.550 por tonelada, respectivamente.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Mercado Interno

Mercado suíno perde força com restrições nos estados pela Covid-19

Suinocultura brasileira teve uma semana de lentidão nos negócios e preços em queda para o quilo vivo

Publicado em

em

Monalisa Pereira

A suinocultura brasileira teve uma semana de lentidão nos negócios e preços em queda para o quilo vivo. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos adotaram uma postura cautelosa, diante da preocupação crescente em torno do escoamento mais lento da carne no curto prazo, considerando as medidas restritivas de mobilidade adotadas em alguns estados, como Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo devido à Covid-19. “Houve mudanças em relação ao funcionamento de bares e restaurantes nessas regiões”, alerta.

Outra preocupação recorrente ao setor é o custo de produção, acompanhando o cenário difícil do milho, fator que vem impactando as margens da atividade suína. “O milho tende a apresentar preços firmes em grande parte do país ao longo das próximas semanas, com a logística concentrada na colheita e escoamento da soja”, alerta.

Como contraponto, Maia entende que podem ser citados duas condições importantes para o mercado, como uma eventual extensão do auxílio emergencial, que seria um elemento importante para estimular o consumo de base e o cenário positivo registrado pelas exportações de carne suína ao longo das últimas semanas.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil baixou 4,13%, de R$ 6,94 para R$ 6,65. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado subiu 0,23% no mês, de R$ 12,18 para R$ 12,21. A carcaça registrou um valor médio de R$ 9,70, ganho de 2,44% frente ao fechamento da semana passada, quando era cotada a R$ 9,47.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 173,392 milhões em fevereiro (18 dias úteis), com média diária de US$ 9,632 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 71,508 mil toneladas, com média diária de 3,972 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.425,00.

Em relação a fevereiro de 2020, houve alta de 21,02% no valor médio diário da exportação, ganho de 23,02% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,63% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 150,00 para R$ 143,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90. No interior do estado a cotação mudou de R$ 7,50 para R$ 7,15.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração retrocedeu de R$ 6,30 para R$ 6,00. No interior catarinense, a cotação recuou de R$ 7,20 para R$ 7,10. No Paraná o quilo vivo teve queda de R$ 7,40 para R$ 7,25 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo teve retração de R$ 6,70 para R$ 6,00.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 6,70 para R$ 6,40, enquanto na integração o preço caiu de R$ 6,50 para R$ 5,80. Em Goiânia, o preço baixou de R$ 7,60 para R$ 7,10. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno retrocedeu de R$ 7,50 para R$ 7,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,60 para R$ 7,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis caiu de R$ 6,00 para R$ 5,95. Já na integração do estado o quilo vivo passou de R$ 6,20 para R$ 5,90.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo
SBSA 2021

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.