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Pets podem comer ovos?

Katayama Alimentos esclarece dúvidas sobre como esta potente proteína pode ser inserida na dieta saudável dos cães e gatos

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Alguns tutores têm dúvidas se seus bichinhos de estimação podem comer ovo, porém, é só pensarmos nas propriedades deste rico alimento que teremos as respostas. O ovo é praticamente proteína pura, ingrediente essencial para a alimentação dos humanos e dos pets (cães e gatos).

Pensando em alimentos in natura e frescos, o ovo é uma excelente fonte de importantes nutrientes: proteína de alto valor biológico (fornecendo todos os aminoácidos essenciais), vitaminas (riboflavina, vitamina E, vitamina B6, vitamina A, ácido fólico, colina, vitamina K, vitamina D e vitamina B12), minerais (zinco, cálcio, selênio, fósforo e ferro) ômega 3 e compostos ativos (luteína e zeaxantina).

Dada à curiosidade e interesse pelo tema, a Dra. Milena Cornacini, Nutricionista Clínica, Esportiva e Ortomolecular, Mestre e Doutora em Nutrição e Consultora Técnica da Katayama Alimentos – uma das principais indústrias avícolas do País -, responde algumas questões. Confira a seguir!

Que benefícios o ovo tem na dieta dos pets?

Dra. Milena: são vários os benefícios da alimentação natural, saudável e adequada dos pets, aqui consideramos cães e gatos. O ovo favorece a beleza e a saúde da pele e da pelagem; reduz consideravelmente a queda de pelos, graças ao alto teor de proteínas de alto valor biológico; proporciona nutrientes que protegem as articulações; aumenta naturalmente a imunidade; é livre de conservantes, corantes, flavorizantes e outros aditivos artificiais; reduz o risco de formação de cálculos urinários e infecção urinária, em função do alto teor de umidade; ajuda a manter o peso ideal e a massa magra naturalmente; favorece a produção de células vermelhas do sangue; e traz muito mais disposição e vitalidade.

Em quais casos, especificamente, o ovo não deve ser oferecido ao pet?

Dra. Milena: caso o animal tenha alterações das funções renal ou hepática, a proteína deverá ser ajustada e, desta forma, o ovo poderá não ser indicado; ou em casos de alergia, intolerância ou sensibilidade a algum componente do ovo. Por isso, é importante consultar um veterinário.

Como oferecer o ovo aos pets? Com algum tempero ou misturado à ração?

Dra. Milena: o mais natural e saudável é oferecer o ovo sem sal e temperos. Pode ser servido como petisco, misturado à refeição completa ou à ração, ou como fonte proteica em substituição às carnes, atendendo a preferência e a individualidade do animal. O ideal é oferecer sempre clara e gema juntos; os nutrientes se complementam: a clara é rica em proteínas e a gema em lipídeos.

Cozidos ou crus?

Dra. Milena: a literatura pontua que se pode oferecer ovo cru ou cozido aos animais. O ovo inteiro cru com casca apresenta ótima proporção de fósforo e cálcio. No entanto, vale lembrar, que o ovo cru apresenta alguns riscos, como uma enzima chamada avidina, que reduz a absorção da biotina (vitamina B) e que pode levar a problemas de pele e também o risco de conter a Salmonella, bactéria que pode causar doenças.

Por isso, quando for escolher a técnica dietética do pet, se ovo cru ou cozido, o ideal é consultar sempre um veterinário especialista em nutrição animal natural, que poderá desenvolver um plano alimentar seguro, respeitando as características individuais e nutricionais ideais.

Qual a quantidade recomendada?

Dra. Milena: o ovo pode ser oferecido na dieta do pet de uma a duas vezes na semana, seguindo a orientação nutricional personalizada do animal. Sobre a quantidade, o ovo deve ser prescrito de acordo com o peso, o estilo de vida e a saúde do pet.

Ovos livres de antibióticos são mais interessantes para a dieta dos animais?

Dra. Milena: se os ovos livres de antibióticos são deliciosos e nutritivos para nós, por que não seriam também para os pets? Sem dúvida, é a opção ideal para se garantir mais saúde. O que se pode afirmar é que os alimentos in natura e frescos, livres de agrotóxicos e antibióticos, são opções mais naturais e saudáveis, garantindo, por consequência, mais saúde.

Dica para a casca do ovo

Dra. Milena: a casca do ovo é riquíssima em cálcio e pode ser oferecida aos animais na forma de farinha (quanto mais fina, melhor é absorvida e aproveitada). O cálcio é um mineral necessário para a saúde dos ossos e dos dentes, além de ter papel essencial na contração muscular, na coagulação sanguínea e na transmissão dos impulsos nervosos.

Para otimizar o aproveitamento do cálcio presente na casca de ovo, dissolva o pó em água e limão (para cada 10 cascas de ovos, acrescente 250 ml de água e duas colheres de sopa de suco de limão) e deixe secar. Cada 1/2 colher de chá de pó de casca de ovo fornece cálcio suficiente para 250 gramas de carne desossada. Procure oferecer cálcio e fósforo na proporção de 1:1. Uma colher de chá de farinha de casca de ovo fornece 1.800 mg de cálcio. Mas, antes de oferecer a casca do ovo procure se orientar com seu veterinário.

Fonte: Assessoria
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Pet Projeto de Lei 1293/2021

Para Abinpet, “PL do Autocontrole” pode modernizar cadeia agropecuária com maior responsabilidade dos fabricantes de insumos

Expectativa é que as mudanças sugeridas pelo Projeto de Lei aumentem a capacidade de resposta do Estado frente às necessidades do agronegócio do Brasil, um dos mais vibrantes do mundo.

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A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) apoia o Projeto de Lei 1293/2021 – conhecido como o PL do Autocontrole, que tem como objetivo agilizar a produção e utilização de insumos agropecuários.

Entre os pontos estabelecidos pelo texto enviado ao parlamento pelo Poder Executivo, estão o estabelecimento da obrigatoriedade de adoção de programas de autocontrole pelos agentes regulados pela legislação da defesa agropecuária; a instituição do Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária para tratar da organização e dos procedimentos aplicados pela defesa agropecuária e a modernização das regras de controle sanitário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“A indústria de produtos para animais de estimação concorda com a ideia de que é necessário atualizar a legislação sanitária para oferecer mais autonomia aos fabricantes de insumos, pois essa transformação também irá impor maior responsabilização aos produtores de insumos e produtos agropecuários”, comenta o presidente executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França.

A expectativa é que as mudanças sugeridas pelo Projeto de Lei aumentem a capacidade de resposta do Estado frente às necessidades do agronegócio do Brasil, um dos mais vibrantes do mundo. Especificamente no caso do setor pet, uma maior agilidade na produção e circulação de insumos agrícolas pode baratear o preço para o consumidor final. Atualmente, a cada R$ 1 gasto pelas famílias em produtos pet, cerca de R$ 0,50 são compostos por impostos.

Articulação política

A Abinpet também tem feito outros esforços junto a outros atores do setor agro para viabilizar maior agilidade e investimentos na cadeia de produção e logística. Atualmente, a entidade faz parte do Fórum ProBrasil, que inclui a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Sindicato da Indústria de Alimentação Animal (Sindiraões) e União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

Fonte: Assessoria
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Pet Saúde Animal

Mapa lança guia de uso racional de antimicrobianos para cães e gatos 

Este é o primeiro documento que aborda o uso responsável e prudente dos antimicrobianos em animais, com objetivo de orientar e harmonizar os procedimentos adotados pelos médicos-veterinários no país.

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Divulgação/Mapa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou na quinta-feira (23) o Guia de Uso Racional de Antimicrobianos para Cães e Gatos. Este é o primeiro documento que aborda o uso responsável e prudente dos antimicrobianos em animais, com objetivo de orientar e harmonizar os procedimentos adotados pelos médicos-veterinários no país.

O Guia faz parte das ações do Mapa no âmbito do Projeto Trabalhando Juntos para Combater a Resistência aos Antimicrobianos (EU-OPAS/OMS/OIE/FAO) e do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO).

Este primeiro documento, elaborado pelo médico veterinário Rodrigo Rabelo, sob coordenação do Mapa e em parceria com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), aborda temas como o perfil de resistência antimicrobiana no ambiente hospitalar de cães e gatos; principais classes de antimicrobianos na clínica de pequenos animais; medidas preventivas; cães e gatos como hospedeiros de bactérias resistentes; diretrizes quanto ao diagnóstico das infecções e quanto a prescrição veterinária; entre outros.

“Para nós, foi uma honra colaborar com este projeto junto ao Mapa e a OPAS. A resistência aos antibióticos atingiu seu alerta máximo no mundo e o médico veterinário precisa assumir sua responsabilidade dentro da saúde única de maneira definitiva”, disse Rabelo.

A resistência bacteriana é um evento natural, porém o uso indevido e excessivo de antimicrobianos representa uma ameaça iminente para a saúde pública mundial.

“O uso incorreto de antimicrobianos representa um grande risco para a saúde pública e animal, e os médicos veterinários desempenham um papel fundamental para assegurar a utilização prudente dos antimicrobianos visando à preservação desses medicamentos essenciais para a humanidade”, esclarece o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

Outros guias a serem divulgados pelo Mapa em breve serão: o Guia de Uso Racional de Antimicrobianos para a Pecuária Leiteira (bovinos, ovinos e caprinos) e o Guia de Uso Racional de Antimicrobianos para a Avicultura de Postura.

Boas Práticas de Produção e Uso Racional de Antimicrobianos

Outra iniciativa do Mapa com relação ao tema é a realização do curso gratuito “Atualização em Boas Práticas de Produção e Uso Racional de Antimicrobianos”. Ministrado pela médica veterinária, Silvia Adriana Lentz, o curso busca promover atualização sobre boas práticas e resistência aos antimicrobianos às instituições públicas e privadas brasileiras, envolvidas, principalmente, no ensino, fomento e na fiscalização das atividades agropecuárias, tendo como foco principal a avicultura, suinocultura, bovinocultura leiteira e aquicultura.

Os encontros serão realizados de forma virtual e as vagas são limitadas. Os interessados poderão optar por uma data, dentre as cinco opções oferecidas nos meses de junho (30) e julho (07, 14, 21 e 28). O horário é de 14 às 16 horas e a inscrição pode ser feita pelo link  https://forms.gle/cwdPoZ8dYKe8kbdf8.

Fonte: Mapa
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Pet

Pets no ambiente de trabalho: especialista comenta prós e contras

Professor da FECAP, Marcelo Treff diz que a presença de animais de estimação pode contribuir com aumento da produtividade

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Arquivo / OP Rural

Com a volta do trabalho presencial, algumas empresas estão permitindo que seus colaboradores levem os animais de estimação para o escritório. Na opinião do especialista em Gestão de Carreira e professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Marcelo Treff, o principal desafio é manter o respeito mútuo entre os que gostam e os que não gostam da prática

“Ninguém deve ser obrigado a gostar de pets e, muito menos, ser taxado de insensível ou egoísta por ser contra a iniciativa. Outro grande desafio é evitar que o pet friendly influencie negativamente o ambiente e, consequentemente, os resultados corporativos. Essa mudança pode modificar as rotinas (layout, segurança, limpeza, horários) e os relacionamentos, podendo até criar subculturas (os que gostam, os que não gostam, mas respeitam e os que não gostam e não aceitam)”.

Contudo, segundo o especialista, pesquisas recentes revelaram que pets no trabalho contribuem para a redução do estresse dos colaboradores, melhoria no ambiente psicológico e fortalecimento da marca empregadora (employer branding). “Ademais, a iniciativa pet friendly tende a contribuir para a introdução de rituais de intervalos para relax mental, o que, comprovadamente, influencia positivamente a produtividade”, acrescenta Treff.

Durante a pandemia, com a intensificação da prática do home office e, com o consequente aumento do convívio com os animais, startups e grandes empresas como Google, Mars, Amazon passaram a introduzir a prática.

Segundo o professor, como ainda são poucas as pesquisas sobre o tema e o número de empresas que implementaram a prática no Brasil (as primeiras foram as startups, engajadas na tendência pet friendly para atrair e reter jovens talentos) ainda é baixo, é importante que as corporações criem políticas ou regulamentos internos com intenso e contínuo trabalho de conscientização.

“Ademais, a empresa precisa dispor de um mapeamento por equipes, ou times, dos que gostam, dos que não gostam, dos que aceitam e dos que não aceitam. A cultura de uma organização reflete o compartilhamento de valores (pressuposições básicas de um grupo) que influencia a forma de lidar com determinadas situações internas ou externas, a partir da criação de rituais, normas e comportamentos. No caso da iniciativa pet friendly, trata-se de uma mudança nas relações sociais que, consequentemente, impacta nas relações de trabalho que, por sua vez, impacta na cultura organizacional e tende a exigir das pessoas o desenvolvimento da chamada inteligência cultural, ou seja, a capacidade de interagir com pessoas que possuem valores (ou backgrounds culturais) distintos”, finaliza.

O especialista
Marcelo Treff é professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua com os seguintes temas: Gestão da Carreira, Gestão de Competências, Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional.

Fonte: Assessoria
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