Suínos
Peste Suína Clássica: ABCS representa setor em debate sobre reconhecimento da OIE
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) organiza, nos próximos dias 14 e 15 de outubro, a Reunião para Reconhecimento Internacional como Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC), no auditório do Instituto Mineiro de Agropecuária, em Belo Horizonte.
O evento, que contará com a participação da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), é mais um passo para a mobilização da suinocultura nacional com vistas à adequação do maior número possível de estados brasileiros aos novos requisitos da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre a doença.
O Ministério convidou a ABCS e outras entidades representativas da suinocultura, além de integrantes das defesas sanitárias estaduais, para alinhar os procedimentos necessários ao reconhecimento internacional. O MAPA também participou dos debates promovidos por nós e isso é fundamental para avançarmos com agilidade neste tema, reforça o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.
O tema tem grande importância já que, a partir de 2015, a doença será de reconhecimento internacional pela organização, o que obrigará países, estados e zonas a adequar serviços de inspeção sanitária e vigilância epidemiológica às exigências da entidade. O reconhecimento da OIE sobre o tema também poderá se tornar uma exigência de mercados importadores do produto.
Assim, os países, zonas e estados devem atender a uma série de requisitos mais rigorosos que os atualmente exigidos pelo MAPA para o reconhecimento nacional como área livre de PSC. Por agora, os estados reconhecidos pelo Ministério como tal mantêm o status apenas em âmbito nacional, o que poderá ou não continuar sendo aceito por importadores a partir do próximo ano.
A reunião começa no dia 14, às 8h30, com recepção e inscrição dos participantes. O representante da Superintendência Federal de Agricultura do Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, realizará a primeira apresentação, às 9h30, com o tema A OIE e o reconhecimento internacional de países ou zonas livres.
A partir das 10h30, a coordenadora geral do Departamento de Sanidade Animal do MAPA, Denise Euclydes da Costa, vai fazer a palestra Zonificação Experiência do Brasil. Depois dela, ao longo do dia, representantes dos estados de Sergipe, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Acre, Rondônia, Tocantins e Bahia tratarão do tema em suas regiões.
No dia 15, a partir das 8h30, a ABCS realizará sua apresentação por meio do diretor-executivo, Nilo Chaves de Sá, assim como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética Suína (ABEGS).
O segundo dia do encontro terá dois horários para discussão entre os participantes, das 9h30 às 10h30 e das 11h às 12h30, e será encerrado no período da tarde pelo diretor do DSA do MAPA, Guilherme Marques, com uma apresentação sobre As Metas para Reconhecimento Internacional em 2016.
Fonte: ABCS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





