Conectado com

Peixes

Pesquisas da Embrapa contribuem para avanços na produção do tambaqui

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 o País produziu 113,6 mil toneladas de tambaqui. No mesmo ano, a produção desse peixe movimentou mais de 1,2 bilhão de reais.

Publicado em

em

Foto: Fernando Crispim

Com o constante aumento de demanda por esse peixe, a produção em piscicultura é uma alternativa importante à pesca extrativa do tambaqui, que é bastante consumido principalmente na região Norte do país. Para aumentar a produtividade e agregar mais sustentabilidade, diversas tecnologias foram geradas e novas pesquisas vêm sendo feitas com o tambaqui, principal espécie nativa em piscicultura e a segunda mais cultivada no País.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 o País produziu 113,6 mil toneladas de tambaqui. No mesmo ano, a produção desse peixe movimentou mais de 1,2 bilhão de reais.

Foto: Shutterstock

A liderança de uma espécie nativa como o tambaqui na aquicultura nacional tem na sua base conhecimentos técnicos desenvolvidos nos últimos anos pela Embrapa e por parceiros das iniciativas pública e privada. Com isso, melhora-se o suporte a sistemas de criação para atender esse mercado, que continua em expansão, e também contribui-se para a segurança alimentar e para a geração de emprego e renda.

Pesquisas com piscicultura na Embrapa Amazônia Ocidental contribuíram para reduzir o ciclo de produção do tambaqui e aumentar a produtividade. Atendendo a demanda do setor produtivo, essa Unidade desenvolveu o sistema de cultivo intensivo para o tambaqui em tanque escavado com uso de aeração diária. Isso permitiu o aumento da produtividade em três vezes, comparando-se com a média no estado do Amazonas, passando na ocasião de 6 para 18 t/ha. O sistema vem sendo adotado em outros estados, como Rondônia e Roraima, que se destacam na produção da espécie. Além do aumento de produtividade, o sistema permitiu otimizar mão de obra e ocupação de áreas em piscicultura.

Além da criação em tanques escavados, o tambaqui pode ser criado em tanques-rede, opção que pode contribuir para a inclusão socioprodutiva de piscicultores familiares.  Pesquisas recentes coordenadas pela Embrapa Pesca e Aquicultura conseguiram aumentar o ganho de peso do tambaqui em tanque-rede. Com técnicas que envolvem suplementação hormonal e alimentar, esse ganho cresceu em torno de duas vezes mais que o normalmente alcançado, saindo de 1 kg em doze meses para 1,7 kg em dez meses nesse sistema de produção. Saiba mais  aqui.

Foto: Aliny Melo

O desenvolvimento de pesquisas para apoiar futuros programas de melhoramento genético do tambaqui para que os peixes tenham maior crescimento e sejam mais resistentes ao frio e a doenças também é tema na Embrapa Pesca e Aquicultura. O projeto “Inovação genômica na aquicultura: estratégias de seleção para potencializar a produção sustentável do tambaqui (Colossoma macropomum)” pretende, no prazo de dois anos, avaliar o desempenho da espécie para selecionar os melhores exemplares nos aspectos de crescimento, resistência a frio e resistência à flavobactéria. Os dados do projeto também irão municiar futuros estudos para melhor aproveitamento da carcaça do tambaqui e identificar as linhagens com melhor desempenho em viveiros escavados e tanques-rede, entre outras possibilidades de pesquisa. Saiba mais aqui.

Outros estudos estão voltados para que o tambaqui cresça e engorde mais rápido do que em condições normais. Para isso, estão sendo feitos estudos com a técnica de produção de peixes triploides, que já é aplicada no exterior em peixes como salmão e truta. Pesquisadores dedicam-se ao desafio de adaptar essa técnica para o tambaqui e, com o isso, o peixe possa se tornar aproximadamente 20% maior e mais pesado. Saiba mais aqui.

Nutrição e sanidade de peixes

Foto: Síglia Souza

Outras linhas de pesquisa também são direcionadas para a nutrição e a sanidade do tambaqui. Na Embrapa Amazônia Ocidental, pesquisas para a nutrição e a saúde de peixes contemplam estudos de estratégias alimentares, alternativas de ração para reduzir custos no sistema de produção e agregar valor nutricional, manejo de arraçoamento para evitar a degradação da qualidade da água de criação, práticas de manejo sanitário, tecnologias para o uso de produtos à base de plantas medicinais no tratamento e na prevenção de doenças e parasitas. Com esses novos conhecimentos, o objetivo é contribuir para o aumento da produtividade e maior sustentabilidade na atividade de piscicultura na região amazônica.

Confira alguns dos resultados: práticas de manejo alimentar podem reduzir o custo com alimentação do tambaqui; é possível agregar valor nutricional na carcaça e filé de tambaquis com uso da sacha inchi, planta amazônica rica em ácido graxo ômega 3; a inclusão de ingredientes não convencionais, como o feijão caupi, na ração de matrinxãs e tambaquis pode ser utilizada com sucesso; produtos naturais, como resíduos de bananeira e sorgo, podem controlar a quantidade de parasitas sem comprometer o desempenho zootécnico; a levedura de cana-de-açúcar apresenta efeito probiótico em matrinxãs; e os resíduos da goiaba provenientes da agroindústria de polpa de frutas podem ser aproveitados na alimentação de tambaquis como um modelo de economia circular.

Confira a seguir mais links com informações resultantes de pesquisas com tambaqui

Tecnologias:

Sistema de criação de Tamaquis em Tanques-Rede em pequena escala 

Teste de sexagem genética para tambaqui  (Colossoma macropomum) 

Produção de tambaqui em tamques escavados com aeração 

Fonte: Assessoria Embrapa Amazônia Ocidental

Peixes

Tilápia apresenta variações positivas e mantém estabilidade nas principais regiões produtoras

Cotações mostram reajustes moderados, com Norte do Paraná registrando o maior valor médio por quilo no período analisado.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia registraram leve variação positiva em diferentes regiões produtoras do país na semana de 09 a 13 de fevereiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nos Grandes Lagos e em Morada Nova de Minas, o quilo do pescado foi comercializado a R$ 9,62, com altas semanais de 0,63% e 0,43%, respectivamente. No Norte do Paraná, o valor médio chegou a R$ 10,24/kg, com variação de 0,10% no período.

No Oeste do Paraná, a tilápia foi negociada a R$ 8,74/kg, registrando aumento de 0,15%. Já na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o preço médio ficou em R$ 9,82/kg, com alta de 0,31% na comparação semanal.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

Peixes

Aditivos nutricionais ganham espaço e reduzem dependência de antibióticos na aquicultura

Estudos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo destacam soluções que melhoram imunidade e equilíbrio intestinal dos peixes cultivados.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A adoção de aditivos funcionais na nutrição de organismos aquáticos tem avançado no Brasil como alternativa para tornar os sistemas de produção aquícola mais sustentáveis, eficientes e seguros. Entre os principais produtos utilizados estão probióticos, prebióticos, simbióticos, pós-bióticos e fitobióticos, que possuem funções distintas no fortalecimento da saúde e no desempenho produtivo dos peixes.

Pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, indicam que os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal, fortalecimento do sistema imunológico, melhora do desempenho zootécnico e redução da incidência de doenças, diminuindo também a necessidade do uso de antibióticos nos cultivos.

Os prebióticos, por sua vez, são compostos não digeríveis que servem de alimento para microrganismos benéficos presentes no intestino dos peixes, estimulando sua multiplicação e atividade. Quando utilizados em conjunto, probióticos e prebióticos formam os simbióticos, que ampliam os efeitos positivos sobre a saúde e o desenvolvimento dos animais cultivados.

Já os pós-bióticos são formados por substâncias produzidas pelos probióticos, sem a presença de microrganismos vivos, auxiliando no fortalecimento da imunidade dos peixes. Os fitobióticos, de origem vegetal, incluem extratos e óleos essenciais que favorecem a digestão, ajudam a equilibrar a microbiota intestinal e reforçam o sistema imunológico dos organismos aquáticos.

As pesquisas conduzidas pelo Instituto de Pesca ao longo de mais de uma década avaliam o impacto desses aditivos no crescimento, na saúde e na imunidade de espécies cultivadas no país, com destaque para a tilápia-do-nilo, principal espécie da aquicultura brasileira. Os estudos buscam aprimorar o desempenho produtivo e reduzir impactos ambientais nos sistemas de criação.

O avanço tecnológico e a adoção de soluções nutricionais vêm ganhando espaço na aquicultura nacional, acompanhando a demanda por sistemas produtivos mais eficientes e alinhados às exigências sanitárias e ambientais.

Segundo o pesquisador e diretor da unidade de Aquicultura do Instituto de Pesca, Leonardo Tachibana, o desenvolvimento de soluções que melhorem o desempenho produtivo e a saúde dos peixes, sem causar impactos negativos ao meio ambiente, é um dos principais desafios e objetivos das pesquisas voltadas ao setor.

Fonte: Assessoria Instituto de Pesca
Continue Lendo

Peixes

Piscicultura ganha protagonismo no Show Rural Coopavel com inovação e integração

Espaço dedicado à atividade apresenta tecnologias, fortalece o modelo integrado da Coopavel e projeta avanços em automação, produção de juvenis e exportação de peixes.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Show Rural

A 38ª edição do Show Rural Coopavel dedica um espaço especial à piscicultura, evidenciando o crescimento e as inovações desse segmento para a produção de proteínas. Em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, após o mirante do evento, produtores integrados da Coopavel, bem como interessados no setor, podem explorar o modelo de integração do Frigorífico de Peixes da cooperativa, o Fripeixe.

O local serve como vitrine para uma vasta gama de equipamentos à piscicultura moderna, incluindo aeradores, silos para ração e alimentadores automáticos, todos projetados para otimizar a criação. Além disso, soluções tecnológicas como geradores de energia são apresentadas, sublinhando sua importância para a segurança e estabilidade da produção aquícola. Um tanque escavado em escala reduzida oferece demonstrações práticas, atraindo visitantes que buscam conhecimento e também um registro visual do evento.

Foto: Divulgação/Show Rural

O médico-veterinário Paulo César Dias Alves, gerente do Fripeixe, destaca a presença de empresas parceiras que mostram os benefícios de vacinas e probióticos, tecnologias que contribuem diretamente para a sanidade, o desempenho zootécnico e a sustentabilidade da atividade.

Coopavel inova na produção de juvenis

A Coopavel dá um passo significativo na cadeia da piscicultura ao iniciar a produção de seus próprios juvenis. “Atualmente, produzimos os próprios juvenis, com dois integrados dedicados a essa etapa. Compramos o alevino com cerca de meio grama e eles permanecem nessas unidades até atingir de 20 a 40 gramas, momento em que são transferidos para outros integrados para a fase de engorda e abate”, explica Paulo.

Essa estratégia não apenas reduz os custos de produção, mas também garante um peixe com maior qualidade para os produtores da fase final. “Entregamos um peixe mais uniforme e saudável, minimizando problemas até o abate”, complementa Alves. Para apoiar essa nova fase, a equipe de campo do Fripeixe conta com um supervisor de integração e três técnicos, um deles exclusivamente dedicado ao acompanhamento da produção de juvenis, desde o recebimento do alevino até a despesca e transporte.

Automação e Exportação

Com pouco mais de um ano em operação, o Frigorífico de Peixes Coopavel já demonstra um grande potencial. Atualmente, a unidade está instalando novos equipamentos para automatizar e otimizar seus processos, visando a aumentar a capacidade de abate. O próximo grande objetivo é a obtenção da liberação do SIF (Serviço de Inspeção Federal). “Atualmente, operamos sob o SISBI, que nos permite comercializar em todo o território nacional. Com a chancela do SIF, poderemos buscar a exportação, abrindo novas fronteiras para nossos produtos”, revela Paulo.

Com essa expansão planejada, a Coopavel está ativamente buscando mais produtores interessados em integrar o sistema e abrir novas áreas para a piscicultura. “Queremos que nossos cooperados compreendam que a proteína do peixe também é rentável”, pontua o supervisor da área de Fomento da Coopavel, Rodrigo Alcadio Bernardini. A área de piscicultura no Show Rural Coopavel reforça o compromisso da cooperativa em oferecer oportunidades de negócio, tecnologia e conhecimento, consolidando o agronegócio paranaense como um polo de inovação e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Assessoria Show Rural
Continue Lendo