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Pesquisadores paranaenses apresentam técnicas para substituir fertilizantes

Recentemente, pesquisadores do IDR-Paraná divulgaram uma nota técnica sobre o uso racional de fertilizantes, na qual destacam a diversidade da agropecuária paranaense e a importância do Estado como produtor de grãos e proteínas animais.

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Fotos: IDR-PARANÁ

Cerca de 100 pesquisadores, técnicos, produtores e estudantes participaram na sexta-feira (08) do seminário “Estratégias para o uso eficiente de fertilizantes”, evento organizado pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater) na ExpoLondrina. O assunto ganhou nova importância neste ano com a guerra na Ucrânia.

Recentemente, pesquisadores do IDR-Paraná, incluindo os palestrantes do seminário, divulgaram uma nota técnica sobre o uso racional de fertilizantes. Ela destaca a diversidade da agropecuária paranaense e a importância do Estado como produtor de grãos e proteínas animais.

Acentua, ainda, que o setor do agronegócio é um dos principais componentes da matriz econômica estadual, e pondera que a maioria dos solos apresenta elevada acidez e baixos teores de nutrientes. A correção da acidez do solo e a adubação historicamente proporcionaram maiores incrementos na produtividade da maioria das culturas.

Há estratégias de curto, médio e longo prazo para aumentar a eficiência no uso de fertilizantes. Uma delas é a calagem, técnica de preparo de solo com adição de calcário para neutralizar a acidez, ou a gessagem, que consiste no uso de gesso agrícola, rico em cálcio e sulfato, que melhora a exploração do solo pelas raízes. Com isso, aumenta a absorção de água e nutrientes pela planta.

Também ganha espaço na discussão o manejo conservacionista do solo e da água, com uso de resíduos culturais e plantas de cobertura depositados na superfície para posterior incorporação biológica.

“É um debate atual e de extrema relevância para o agronegócio paranaense e brasileiro que, certamente, não se encerra aqui. Abrir espaço na ExpoLondrina para essa discussão é fundamental”, disse a diretora de pesquisas do IDR-Paraná, Vânia Moda Cirino.

A pesquisadora Graziela Moraes Cesare Barbosa apresentou dados obtidos em mais de 30 anos de experimentação, iniciada no antigo Iapar (Instituto Agronomico do Paraná), que mostra a viabilidade do usar dejetos da criação de suínos, aves e bovinos para substituir, com vantagens, os fertilizantes químicos. “É possível utilizar os resíduos sem contaminar o solo e as águas em acordo com o ambiente e manter a produtividade”, disse. “Mas é preciso usar com critério, e não como descarte”.

A importância de trabalhar o perfil do solo no sentido de favorecer o desenvolvimento das raízes das plantas e, assim, reduzir o estresse das lavouras para aumentar o aproveitamento de água e nutrientes foi o tema abordado pelo pesquisador Cezar Francisco Araújo Júnior. Dentre as diversas práticas possíveis para esse fim, ele destacou a manutenção do solo coberto. “A cobertura vegetal permanente é a chave do sucesso em sistemas de produção conservacionistas”, disse.

Já o pesquisador Luiz Antônio Zanão defendeu a necessidade de observar detalhadamente as características físicas, químicas e de biologia do solo. “Às vezes, nem é preciso fazer adubação com determinado nutriente”, ensinou.

O IDR-Paraná também se colocou à disposição dos produtores de todo o Estado para trabalhar de maneira eficiente o uso de fertilizantes nos próximos anos.

Fonte: AEN Paraná

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Cleber Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária

Médico-veterinário com trajetória em inovação e pesquisa agropecuária, possui ampla experiência na administração pública.

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Médico-veterinário, mestre em Parasitologia Veterinária e doutor em Ciências Veterinárias, Cleber Oliveira Soares assume como secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) - Foto: Divulgação/Mapa

Cleber Oliveira Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele passa a integrar a equipe do ministro André de Paula na coordenação e execução das políticas públicas voltadas ao setor agropecuário. Soares já atuava na estrutura do ministério como secretário-executivo adjunto desde 2023 e possui ampla experiência na administração pública e na área de inovação aplicada ao agro.

Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre em Parasitologia Veterinária e doutor em Ciências Veterinárias pela mesma instituição, com trajetória acadêmica voltada à pesquisa e ao desenvolvimento científico.

Entre 2021 e 2023, ocupou o cargo de secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, onde contribuiu para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas à modernização e sustentabilidade da produção agropecuária.

Também exerceu funções estratégicas na Embrapa, onde foi diretor executivo de Inovação e Tecnologia (2017–2020), chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (2011–2017) e vice-chefe da mesma área (2005–2010), atuando no fortalecimento da pesquisa e da inovação no setor.

No Mapa, foi ainda diretor de Inovação Agropecuária, com atuação na Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação entre 2020 e 2021. O novo secretário-executivo também participa de conselhos, comitês e fóruns estratégicos nacionais e internacionais, como a Rede Global de Pesquisa e Inovação em Saúde Animal (Star-Idaz), o Conselho Superior de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag-Fiesp) e o Fórum do Instituto Futuro.

Com perfil técnico e experiência consolidada na gestão pública, Cleber Soares assume o cargo com a missão de dar continuidade ao fortalecimento da governança do ministério.

Fonte: Assessoria Mapa
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Produtor rural deve redobrar planejamento diante de risco no mercado de fertilizantes

Sistema Faep orienta compras escalonadas e gestão de custos para enfrentar incertezas na safra 2026/27.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O cenário internacional recente acendeu um sinal de alerta para a agropecuária do Paraná. Isso porque Rússia e China, maiores fornecedores de fertilizantes do mundo, estão restringindo as exportações do produto. Diante deste fato, os produtores rurais podem encontrar dificuldade na compra do insumo para a safra 2026/27, que ocorre prioritariamente nos meses de abril, maio e junho.

Para contribuir com o planejamento do agricultor, o Sistema FAEP reforça orientações práticas que podem amenizar os efeitos desse cenário de incerteza. “É importante adotar uma postura preventiva, alinhando planejamento e gestão financeira”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O atual cenário global exige uma mudança no ambiente do agronegócio. O produtor rural precisa fortalecer a gestão estratégica dos custos para minimizar os riscos”, complementa.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Somente em 2025, foram 45,5 milhões de toneladas adquiridas no mercado internacional. Essa dependência torna a agricultura vulnerável a movimentos globais, como as restrições temporárias impostas por Rússia e China, além das incertezas geopolíticas com a guerra no Oriente Médio. Esse contexto pode resultar tanto no aumento dos preços quanto na redução da oferta, com impactos diretos dentro da porteira.

As recomendações do Sistema FAEP estão voltadas à gestão estratégica de compra e uso do insumo, como evitar aquisições concentradas em momentos de preços elevados ou instáveis; priorizar compras escalonadas, reduzindo riscos; monitorar a relação de troca (fertilizantes x produtos agrícolas) como fator decisivo; e garantir um volume mínimo para não comprometer a produção.

“O momento exige prudência e estratégia por parte do produtor. É fundamental evitar decisões impulsivas, planejar as compras, utilizar o fertilizante com máxima eficiência técnica e proteger a margem de lucro. A sustentabilidade econômica da safra dependerá da qualidade das decisões tomadas agora”, afirma Meneguette.

Outros impactos

A guerra no Oriente Médio também preocupa o produtor rural em relação a outro insumo fundamental no campo: combustível. No Paraná, o preço do diesel registrou aumento superior a 20% no valor de revenda, comparado a fevereiro.

Com a crescente mecanização no campo, a dependência do diesel se estende por toda a cadeia produtiva. Atualmente, 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira são proveniente de combustíveis fósseis. Além disso, o diesel representa cerca de 40% do custo do frete, contribuindo para a elevação das despesas com o escoamento da produção.

No Paraná, culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar utilizam máquinas movidas a diesel em praticamente todas as etapas, do preparo do solo à colheita. Já cadeias como avicultura, suinocultura e produção de leite dependem de fluxos logísticos contínuos, que exigem abastecimento regular de combustível.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Primeiras cargas de DDGS chegam à China e abrem nova frente para o milho brasileiro

Envio de 62 mil toneladas marca início das exportações. Brasil também estreia vendas de farinha de vísceras ao mercado chinês.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu início às exportações de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) para a China, ampliando a presença de coprodutos do milho no principal mercado do agronegócio nacional. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul do país.

O DDGS é um coproduto da produção de etanol de milho e teve o acesso ao mercado chinês viabilizado após demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho. As negociações sanitárias entre Brasil e China foram concluídas em maio de 2025, com a habilitação dos primeiros estabelecimentos exportadores ocorrendo em novembro do mesmo ano.

Além disso, o Brasil realizou o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao mercado chinês. O produto, utilizado principalmente na alimentação animal, teve sua exportação autorizada em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal.

As operações marcam a abertura de novas frentes comerciais para produtos de maior valor agregado, resultado de articulação entre governo e setor produtivo para ampliação da pauta exportadora.

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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