Suínos
Pesquisadora da Embrapa elenca estratégias para enfrentar a Influenza suína
Doença ainda causa grandes preocupações para todo o setor produtivo. Por isso, conhecer a doença e adotar as estratégias corretas para evitá-la é essencial para não ter prejuízos na produção.

Apesar de ser uma velha conhecida já do produtor, a influenza ainda causa grandes preocupações para todo o setor produtivo. Por isso, conhecer a doença e adotar as estratégias corretas para evitá-la é essencial para não ter prejuízos na produção. A médica-veterinária, doutora em Ciências Veterinárias e pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Danielle Gava, aborda o tema durante o SBSS (Simpósio Brasil Sul de Suinocultura), realizado em meados de agosto, em Chapecó (SC). O Presente Rural fez uma entrevista exclusiva. Aproveite!

Médica-veterinária, doutora em Ciências Veterinárias e pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Danielle Gava: ” É essencial estabelecer uma comunicação aberta, promover o entendimento mútuo das necessidades e desafios de cada parte, e implementar estratégias colaborativas” – Foto: Arquivo pessoal
O Presente Rural: Quais são as principais estratégias de manejo para enfrentar a Influenza suína?
Danielle Gava: Para enfrentar a Influenza suína existem várias abordagens de manejo que podem ser adotadas:
- Vacinação: a utilização da vacinação para o controle da influenza tem se mostrado uma das medidas mais eficazes adotadas em rebanhos suínos em diversos países. A vacinação tem por objetivo induzir uma resposta imune robusta e duradoura, o que resulta na redução da excreção viral, das lesões pulmonares, e da doença clínica. É fundamental destacar que, independentemente do tipo de vacina utilizada, é crucial incluir antígenos virais contemporâneos na formulação vacinal, visando ampliar a cobertura antigênica diante da diversidade viral circulante. Esta abordagem é também aplicada para humanos, dado que a transmissão do vírus Influenza A entre humanos e suínos ocorre em ambos os sentidos, embora seja mais comum eventos de transmissão humano-suíno do que o inverso. Deste modo recomenda-se a vacinação anual para influenza de todas as pessoas que entram em contato com suínos, como veterinários, suinocultores, motoristas que transportam os animais, entre outros.
- Boas práticas: medidas de biosseguridade nas granjas, como adequada ventilação, protocolos rigorosos de limpeza e desinfecção, implementação de períodos de vazio entre lotes, evitar mistura de lotes, monitoramento das fêmeas de reposição, segregação de diferentes espécies animais, dentre outros, são essenciais.
- Monitoramento e vigilância: é crucial entender a frequência e a evolução dos clados que circulam nas granjas, especialmente porque a maioria dos vírus Influenza A são específicos de regiões ou países. A vigilância regular é fundamental para detectar precocemente a presença do vírus, o que permite a implementação rápida de medidas de controle e prevenção de surtos. Além disso, os dados obtidos por meio do monitoramento dos suínos desempenham um papel fundamental na seleção das cepas vacinais mais adequadas, levando em consideração a diversidade genética e antigênica dos vírus que circulam entre os suínos.
O Presente Rural: Quais são os principais desafios enfrentados no controle da Influenza nas granjas suínas?
Danielle Gava: O controle da Influenza nas granjas suínas apresenta uma série de desafios significativos. Um desses desafios é a mutabilidade viral, que pode levar ao surgimento de novas variantes virais com diferentes capacidades de transmissão e virulência, dificultando a previsão e o controle da disseminação da doença. Além disso, a detecção precoce da doença é complicada devido aos sinais clínicos inespecíficos, que podem se assemelhar aos de outras doenças respiratórias.

Fotos: Shutterstock
Outros desafios incluem a necessidade de vacinas eficazes, que devem ter similaridade antigênica com os vírus circulantes, além de garantir a imunogenicidade adequada, possuir boa carga antigênica e adjuvante. A contenção da transmissão entre granjas também é crucial, assim como a complexidade adicional causada pela presença de outros agentes infecciosos, que podem exacerbar a gravidade da doença.
O Presente Rural: Como a terapia de suporte pode ajudar durante um surto de Influenza?
Danielle Gava: Apesar de existirem medicamentos antivirais para tratar a Influenza em humanos, o tratamento da Influenza A em suínos é paliativo e visa prevenir infecções secundárias. Durante um surto, o uso de anti-inflamatórios na água pode ajudar a reduzir a febre e outros sinais clínicos, além da mortalidade.
Suínos doentes podem ficar desidratados devido à febre e à redução do consumo de água. É crucial garantir acesso fácil à água fresca e limpa para os animais.
Durante um surto de influenza suína, os suínos infectados devem ser monitorados de perto para detectar quaisquer complicações adicionais, como infecções secundárias. Nesses casos o uso de antimicrobianos específicos podem ser recomendados.
O Presente Rural: Quais os sinais clínicos da influenza suína que os produtores devem ficar atentos?
Danielle Gava: Os sinais clínicos observados em suínos infectados incluem febre, letargia, anorexia e tosse. A doença apresenta alta morbidade e baixa mortalidade. A perda de peso e o aumento da conversão alimentar são consequências significativas na produção de suínos. Além disso, a doença pode aumentar o número de casos de aborto em matrizes devido à hipertermia. Casos graves da doença são frequentemente associados à infecção simultânea com outros patógenos respiratórios do complexo de doenças respiratórias em suínos, o que pode levar a pneumonias complicadas e maior taxa de mortalidade.
O Presente Rural: Quais as melhores práticas de biossegurança para prevenir a introdução e disseminação da influenza nas granjas?
Danielle Gava: Dentre as boas práticas de biosseguridade que devem ser adotadas, mantidas ou enfocadas nas granjas, destacam-se:

adequada ventilação, protocolos rigorosos de limpeza e desinfecção, implementação de períodos de vazio entre lotes, evitar mistura de lotes, monitoramento das fêmeas de reposição, segregação de diferentes espécies animais, bem como vacinação de suínos e humanos que mantêm contato com os animais e constante monitoramento e vigilância.
O Presente Rural: Pode compartilhar algum exemplo de sucesso na gestão de um surto de influenza em uma granja suína?
Danielle Gava: Um exemplo de sucesso geral na gestão de um surto de influenza inicia com rápido diagnóstico para confirmar ou descartar o envolvimento de Influenza A na doença clínica. A partir da confirmação, a implementação rápida e eficaz de medidas de manejo e controle, combinadas com uma estratégia abrangente de biossegurança, já citadas anteriormente, são essenciais.
Cabe ressaltar que as medidas de biosseguridade devem ser aplicadas permanentemente, e não apenas em casos de surto. Ainda, a adoção de vacinação massal periódica, focando principalmente nas matrizes, mantém os níveis de anticorpos circulantes no plantel, minimizando o impacto de futuras infecções.
O Presente Rural: Quais as medidas preventivas mais eficazes contra a influenza suína?

Danielle Gava: As medidas preventivas mais eficazes contra a influenza suína em granjas suínas incluem uma combinação de vacinação e biosseguridade, podendo citar:
- Observar as boas práticas de produção, como boa higiene, ventilação das instalações, limpeza e desinfecção das instalações entre lotes;
- Implementar o vazio sanitário entre lotes;
- Monitorar os animais novos que entram no rebanho, especialmente as fêmeas de reposição;
- Evitar mistura de lotes de leitões de diversas origens;
- Evitar transportar os suínos durante a fase aguda da infecção;
- Evitar o contato dos suínos com outras espécies animais, instalar cercas de proteção no perímetro das granjas e telas anti-pássaros;
- Evitar contato de pessoas gripadas (com febre) com suínos; e
- Vacinar anualmente contra o vírus influenza todas as pessoas que entram em contato com os suínos (veterinários, suinocultores, motoristas que transportam os animais, etc.).
O Presente Rural: Como a gestão do ambiente nas granjas pode influenciar a propagação da influenza?
Danielle Gava: Embora a influenza possa ser observada em granjas durante o ano todo, alguns estudos têm sugerido que a influenza é uma doença com ocorrência sazonal, aumentando no outono, com pico máximo pico máximo no início do inverno e no final da primavera. Os maiores índices de circulação viral estão relacionados com a baixa temperatura e baixa umidade do ar, e circulação concomitante de diferentes subtipos virais.
A principal via de transmissão é o contato direto com secreções oronasais infectadas com o vírus. Assim, a movimentação de suínos é um fator importante para a introdução do vírus nos rebanhos. Além disso, a detecção do vírus em aerossóis durante a ocorrência de surtos em suínos demonstrou quantidades significativas de vírus no ar.
Desta forma, ao minimizar estes fatores associados a maior ocorrência de infecção por Influenza A em suínos, minimiza-se a propagação viral.
O Presente Rural: Quais as opções de terapia de suporte disponíveis para suínos afetados pela Influenza?
Danielle Gava: Na ocorrência de doença clínica mais severa em rebanhos suínos e na indisponibilidade de vacinas contra a Influenza, o tratamento medicamentoso pode ser instituído com o uso de antitérmicos, expectorantes e antimicrobianos para combater infecções bacterianas secundárias.
O Presente Rural: Como a colaboração entre veterinários e produtores pode ser melhorada para enfrentar surtos de influenza de forma mais eficaz?
Danielle Gava: Para melhorar a colaboração entre veterinários e produtores na gestão de surtos de influenza em suínos, é essencial estabelecer uma comunicação aberta, promover o entendimento mútuo das necessidades e desafios de cada parte, e implementar estratégias colaborativas. Aqui estão algumas maneiras de melhorar essa colaboração:
- Educação e treinamento conjunto: Realizar sessões educativas regulares onde veterinários e produtores possam discutir sobre a influenza suína, seus sinais clínicos, medidas preventivas e estratégias de manejo.
- Desenvolvimento de protocolos de biossegurança: Trabalhar em conjunto para desenvolver e implementar protocolos de biossegurança adaptados às especificidades de cada granja suína. Isso pode incluir visitas regulares de veterinários para revisar e ajustar as práticas de biossegurança conforme necessário.
- Monitoramento e vigilância compartilhados: Estabelecer um sistema de monitoramento epidemiológico onde veterinários e produtores possam compartilhar informações sobre a saúde dos suínos, incluindo a detecção precoce de sinais de influenza suína. Isso facilita uma resposta rápida e coordenada em caso de surto. Ainda, o fato de existir a transmissão viral bidirecional (suíno-humano e humano-suíno), pede reflexão frente à rotina de vacinação em suínos e humanos.
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Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.
Suínos
Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura
Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.
A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.
Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologias e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento
Suínos
Comércio global e segurança alimentar pautam abertura do SBSS 2026
Palestra de Marcos Jank vai analisar como a reorganização do cenário internacional afeta mercados, exportações e a competitividade da suinocultura brasileira.

As transformações no cenário econômico e político mundial e seus reflexos sobre a cadeia produtiva da carne suína estarão em destaque na palestra de abertura do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). No dia 11 de agosto, às 18h30, o professor e especialista em agronegócio Marcos Jank ministrará a palestra “A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas Proteínas Animais e na Suinocultura”, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia suinícola.

Professor e especialista em agronegócio Marcos Jank ministrará a palestra “A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas Proteínas Animais e na Suinocultura”, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC)
Reconhecido como um dos maiores especialistas brasileiros em agronegócio global, Jank abordará como as mudanças geopolíticas, as relações comerciais internacionais, a segurança alimentar e os novos mercados influenciam diretamente a competitividade da suinocultura brasileira, oferecendo aos participantes uma visão estratégica sobre o futuro do setor.
Professor sênior de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank coordena o centro Insper Agro Global e possui uma trajetória consolidada nas áreas de economia, comércio internacional e agronegócio. Além da atuação acadêmica, é escritor, conselheiro de empresas e palestrante, sendo uma das principais referências brasileiras na análise dos mercados globais de alimentos e das cadeias do agronegócio.

Foto: O Presente Rural
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a palestra de abertura foi escolhida para ampliar o olhar dos participantes sobre os desafios que ultrapassam os limites da produção dentro das granjas. “O SBSS busca oferecer uma programação que combine conhecimento técnico e visão estratégica. Iniciar o evento discutindo a nova geopolítica dos alimentos é proporcionar aos congressistas uma compreensão mais ampla do cenário internacional e dos fatores que influenciam diretamente a competitividade da suinocultura brasileira”.
O presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, ressalta que compreender o ambiente global tornou-se uma necessidade para todos os profissionais da cadeia produtiva. “A suinocultura está inserida em um mercado conectado. Questões relacionadas ao comércio internacional, às exigências sanitárias, à sustentabilidade e à segurança alimentar impactam diretamente o setor. A presença do professor Marcos Jank agrega uma visão estratégica que complementa toda a programação técnica do Simpósio”.
SBSS

Foto: Andressa Kroth/UQ Eventos
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologia e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programção geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento



