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Pesquisadora da Embrapa elenca estratégias para enfrentar a Influenza suína

Doença ainda causa grandes preocupações para todo o setor produtivo. Por isso, conhecer a doença e adotar as estratégias corretas para evitá-la é essencial para não ter prejuízos na produção.

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Foto: Imagem criada com IA Bing/Giuliano De Luca/OP Rural

Apesar de ser uma velha conhecida já do produtor, a influenza ainda causa grandes preocupações para todo o setor produtivo. Por isso, conhecer a doença e adotar as estratégias corretas para evitá-la é essencial para não ter prejuízos na produção. A médica-veterinária, doutora em Ciências Veterinárias e pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Danielle Gava, aborda o tema durante o SBSS (Simpósio Brasil Sul de Suinocultura), realizado em meados de agosto, em Chapecó (SC). O Presente Rural fez uma entrevista exclusiva. Aproveite!

Médica-veterinária, doutora em Ciências Veterinárias e pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Danielle Gava: ” É essencial estabelecer uma comunicação aberta, promover o entendimento mútuo das necessidades e desafios de cada parte, e implementar estratégias colaborativas” – Foto: Arquivo pessoal

O Presente Rural: Quais são as principais estratégias de manejo para enfrentar a Influenza suína?

Danielle Gava: Para enfrentar a Influenza suína existem várias abordagens de manejo que podem ser adotadas:

  • Vacinação: a utilização da vacinação para o controle da influenza tem se mostrado uma das medidas mais eficazes adotadas em rebanhos suínos em diversos países. A vacinação tem por objetivo induzir uma resposta imune robusta e duradoura, o que resulta na redução da excreção viral, das lesões pulmonares, e da doença clínica. É fundamental destacar que, independentemente do tipo de vacina utilizada, é crucial incluir antígenos virais contemporâneos na formulação vacinal, visando ampliar a cobertura antigênica diante da diversidade viral circulante. Esta abordagem é também aplicada para humanos, dado que a transmissão do vírus Influenza A entre humanos e suínos ocorre em ambos os sentidos, embora seja mais comum eventos de transmissão humano-suíno do que o inverso. Deste modo recomenda-se a vacinação anual para influenza de todas as pessoas que entram em contato com suínos, como veterinários, suinocultores, motoristas que transportam os animais, entre outros.
  • Boas práticas: medidas de biosseguridade nas granjas, como adequada ventilação, protocolos rigorosos de limpeza e desinfecção, implementação de períodos de vazio entre lotes, evitar mistura de lotes, monitoramento das fêmeas de reposição, segregação de diferentes espécies animais, dentre outros, são essenciais.
  • Monitoramento e vigilância: é crucial entender a frequência e a evolução dos clados que circulam nas granjas, especialmente porque a maioria dos vírus Influenza A são específicos de regiões ou países. A vigilância regular é fundamental para detectar precocemente a presença do vírus, o que permite a implementação rápida de medidas de controle e prevenção de surtos. Além disso, os dados obtidos por meio do monitoramento dos suínos desempenham um papel fundamental na seleção das cepas vacinais mais adequadas, levando em consideração a diversidade genética e antigênica dos vírus que circulam entre os suínos.

O Presente Rural: Quais são os principais desafios enfrentados no controle da Influenza nas granjas suínas?

Danielle Gava: O controle da Influenza nas granjas suínas apresenta uma série de desafios significativos. Um desses desafios é a mutabilidade viral, que pode levar ao surgimento de novas variantes virais com diferentes capacidades de transmissão e virulência, dificultando a previsão e o controle da disseminação da doença. Além disso, a detecção precoce da doença é complicada devido aos sinais clínicos inespecíficos, que podem se assemelhar aos de outras doenças respiratórias.

Fotos: Shutterstock

Outros desafios incluem a necessidade de vacinas eficazes, que devem ter similaridade antigênica com os vírus circulantes, além de garantir a imunogenicidade adequada, possuir boa carga antigênica e adjuvante. A contenção da transmissão entre granjas também é crucial, assim como a complexidade adicional causada pela presença de outros agentes infecciosos, que podem exacerbar a gravidade da doença.

O Presente Rural: Como a terapia de suporte pode ajudar durante um surto de Influenza?

Danielle Gava: Apesar de existirem medicamentos antivirais para tratar a Influenza em humanos, o tratamento da Influenza A em suínos é paliativo e visa prevenir infecções secundárias. Durante um surto, o uso de anti-inflamatórios na água pode ajudar a reduzir a febre e outros sinais clínicos, além da mortalidade.

Suínos doentes podem ficar desidratados devido à febre e à redução do consumo de água. É crucial garantir acesso fácil à água fresca e limpa para os animais.

Durante um surto de influenza suína, os suínos infectados devem ser monitorados de perto para detectar quaisquer complicações adicionais, como infecções secundárias. Nesses casos o uso de antimicrobianos específicos podem ser recomendados.

O Presente Rural: Quais os sinais clínicos da influenza suína que os produtores devem ficar atentos?

Danielle Gava: Os sinais clínicos observados em suínos infectados incluem febre, letargia, anorexia e tosse. A doença apresenta alta morbidade e baixa mortalidade. A perda de peso e o aumento da conversão alimentar são consequências significativas na produção de suínos. Além disso, a doença pode aumentar o número de casos de aborto em matrizes devido à hipertermia. Casos graves da doença são frequentemente associados à infecção simultânea com outros patógenos respiratórios do complexo de doenças respiratórias em suínos, o que pode levar a pneumonias complicadas e maior taxa de mortalidade.

O Presente Rural: Quais as melhores práticas de biossegurança para prevenir a introdução e disseminação da influenza nas granjas?

Danielle Gava: Dentre as boas práticas de biosseguridade que devem ser adotadas, mantidas ou enfocadas nas granjas, destacam-se:

adequada ventilação, protocolos rigorosos de limpeza e desinfecção, implementação de períodos de vazio entre lotes, evitar mistura de lotes, monitoramento das fêmeas de reposição, segregação de diferentes espécies animais, bem como vacinação de suínos e humanos que mantêm contato com os animais e constante monitoramento e vigilância.

O Presente Rural: Pode compartilhar algum exemplo de sucesso na gestão de um surto de influenza em uma granja suína?

Danielle Gava: Um exemplo de sucesso geral na gestão de um surto de influenza inicia com rápido diagnóstico para confirmar ou descartar o envolvimento de Influenza A na doença clínica. A partir da confirmação, a implementação rápida e eficaz de medidas de manejo e controle, combinadas com uma estratégia abrangente de biossegurança, já citadas anteriormente, são essenciais.

Cabe ressaltar que as medidas de biosseguridade devem ser aplicadas permanentemente, e não apenas em casos de surto. Ainda, a adoção de vacinação massal periódica, focando principalmente nas matrizes, mantém os níveis de anticorpos circulantes no plantel, minimizando o impacto de futuras infecções.

O Presente Rural: Quais as medidas preventivas mais eficazes contra a influenza suína?

Danielle Gava: As medidas preventivas mais eficazes contra a influenza suína em granjas suínas incluem uma combinação de vacinação e biosseguridade, podendo citar:

  • Observar as boas práticas de produção, como boa higiene, ventilação das instalações, limpeza e desinfecção das instalações entre lotes;
  • Implementar o vazio sanitário entre lotes;
  • Monitorar os animais novos que entram no rebanho, especialmente as fêmeas de reposição;
  • Evitar mistura de lotes de leitões de diversas origens;
  • Evitar transportar os suínos durante a fase aguda da infecção;
  • Evitar o contato dos suínos com outras espécies animais, instalar cercas de proteção no perímetro das granjas e telas anti-pássaros;
  • Evitar contato de pessoas gripadas (com febre) com suínos; e
  • Vacinar anualmente contra o vírus influenza todas as pessoas que entram em contato com os suínos (veterinários, suinocultores, motoristas que transportam os animais, etc.).

O Presente Rural: Como a gestão do ambiente nas granjas pode influenciar a propagação da influenza?

Danielle Gava: Embora a influenza possa ser observada em granjas durante o ano todo, alguns estudos têm sugerido que a influenza é uma doença com ocorrência sazonal, aumentando no outono, com pico máximo pico máximo no início do inverno e no final da primavera. Os maiores índices de circulação viral estão relacionados com a baixa temperatura e baixa umidade do ar, e circulação concomitante de diferentes subtipos virais.

A principal via de transmissão é o contato direto com secreções oronasais infectadas com o vírus. Assim, a movimentação de suínos é um fator importante para a introdução do vírus nos rebanhos. Além disso, a detecção do vírus em aerossóis durante a ocorrência de surtos em suínos demonstrou quantidades significativas de vírus no ar.

Desta forma, ao minimizar estes fatores associados a maior ocorrência de infecção por Influenza A em suínos, minimiza-se a propagação viral.

O Presente Rural: Quais as opções de terapia de suporte disponíveis para suínos afetados pela Influenza?

Danielle Gava: Na ocorrência de doença clínica mais severa em rebanhos suínos e na indisponibilidade de vacinas contra a Influenza, o tratamento medicamentoso pode ser instituído com o uso de antitérmicos, expectorantes e antimicrobianos para combater infecções bacterianas secundárias.

O Presente Rural: Como a colaboração entre veterinários e produtores pode ser melhorada para enfrentar surtos de influenza de forma mais eficaz?

Danielle Gava: Para melhorar a colaboração entre veterinários e produtores na gestão de surtos de influenza em suínos, é essencial estabelecer uma comunicação aberta, promover o entendimento mútuo das necessidades e desafios de cada parte, e implementar estratégias colaborativas. Aqui estão algumas maneiras de melhorar essa colaboração:

  • Educação e treinamento conjunto: Realizar sessões educativas regulares onde veterinários e produtores possam discutir sobre a influenza suína, seus sinais clínicos, medidas preventivas e estratégias de manejo.
  • Desenvolvimento de protocolos de biossegurança: Trabalhar em conjunto para desenvolver e implementar protocolos de biossegurança adaptados às especificidades de cada granja suína. Isso pode incluir visitas regulares de veterinários para revisar e ajustar as práticas de biossegurança conforme necessário.
  • Monitoramento e vigilância compartilhados: Estabelecer um sistema de monitoramento epidemiológico onde veterinários e produtores possam compartilhar informações sobre a saúde dos suínos, incluindo a detecção precoce de sinais de influenza suína. Isso facilita uma resposta rápida e coordenada em caso de surto. Ainda, o fato de existir a transmissão viral bidirecional (suíno-humano e humano-suíno), pede reflexão frente à rotina de vacinação em suínos e humanos.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Atualização constante é requisito para permanecer competitivo na suinocultura, afirma presidente da Frimesa

Elias Zydek destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná vai ofeercer aos produtores acesso a informações estratégicas para decisões mais assertivas dentro e fora da granja.

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Foto: O Presente Rural

A atualização constante de informações técnicas e de mercado tornou-se um dos principais fatores para a competitividade da suinocultura. Em um setor que convive com desafios sanitários, oscilações cambiais, custos elevados de produção e exigências crescentes dos consumidores, a capacidade de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas pode definir os resultados da atividade.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”

Esse será um dos focos do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa. O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o principal diferencial do Congresso está justamente na proximidade entre quem produz, quem industrializa e quem acompanha diariamente as transformações do mercado. “É um evento diferente por duas grandes razões. Primeiro porque procura ter contato direto com o produtor e com toda a cadeia produtiva, discutindo os problemas e desafios nas áreas de tecnologia, sanidade, manejo e, principalmente, mercado. O produtor precisa estar próximo do que o mercado está querendo”, ressalta.

Segundo Zydek, o segundo diferencial está relacionado à qualidade e à atualidade das informações compartilhadas. “A informação é hoje o maior insumo de qualquer gestão e de qualquer negócio. Como ela muda rapidamente, é preciso estar sempre atualizado. É uma oportunidade que ninguém deveria perder. É o momento de debater, dar opinião, ouvir e participar”, salienta.

Competitividade depende de eficiência e ambiente econômico

Foto: Shutterstock

Ao analisar os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura, Zydek destaca que os gargalos estão distribuídos dentro e fora da propriedade rural. “Dentro da porteira, o principal desafio está na eficiência produtiva associada ao bem-estar animal e à biosseguridade. O produtor precisa de escala e modernização tecnológica para diluir custos, mas enfrenta dificuldades relacionadas à sucessão familiar e aos altos investimentos exigidos pela atividade”, explica.

Fora da granja, os desafios passam principalmente pela logística e pelos custos de produção. “A infraestrutura logística e a dependência do milho e da soja são fatores importantes para a competitividade da cadeia. Além disso, as barreiras sanitárias internacionais exigem que o Paraná mantenha seu status sanitário com extremo rigor”, enfatiza.

Câmbio influencia diretamente o setor

Foto: Ari Dias/AEN

Na avaliação do executivo, uma das decisões mais críticas para a competitividade da cadeia está ligada ao comportamento do mercado internacional.

Hoje, aproximadamente um quarto de toda a produção brasileira de carne suína depende das exportações para equilibrar oferta e demanda. “O Brasil precisa exportar cerca de 25% da sua produção. Nessa situação, o câmbio é determinante. Quando o dólar fica abaixo de R$ 5,20, a exportação torna-se inviável, aumenta a oferta no mercado interno e os preços acabam caindo”, afirma.

De acordo com Zydek, compreender essa dinâmica é fundamental para que produtores e empresas consigam planejar seus investimentos e suas estratégias de produção.

Cooperativas impulsionam melhorias contínuas

O presidente executivo da Frimesa também destaca o papel das cooperativas na evolução técnica da atividade. Para ele, a sanidade permanece como a base de toda a cadeia produtiva. “A sanidade é sempre determinante. Sem ela não se alcança produtividade, padronização e nem mercado”, observa.

Além disso, Zydek avalia que ainda existe espaço para avanços importantes em áreas estratégicas da produção. “A busca por melhorias na conversão alimentar, prolificidade e redução da mortalidade deve ser contínua. Esse processo de melhoria permanente é um dos papéis mais importantes das cooperativas”, afirma.

Mercado exige planejamento e controle da oferta

Quando o assunto é mercado, Zydek acredita que os produtores precisam ampliar a compreensão sobre os fatores que influenciam os preços e a rentabilidade da atividade. “O resultado da cadeia de produção de suínos está no equilíbrio entre oferta e demanda. O mais importante é organizar a produção para controlar a oferta. Isso exige informações precisas, ações consistentes e acompanhamento permanente da demanda mundial”, destaca.

Segundo ele, eventos técnicos como o Congresso de Suinocultores do Paraná ajudam justamente a aproximar os produtores dessas informações e permitem a troca de experiências entre todos os elos da cadeia. “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”, evidencia.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol

Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

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Foto: O Presente Rural

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”

Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.

Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.

Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.

Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock

A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.

A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.

Produção segura e rentável

De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.

Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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Fotos: Shutterstock

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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