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Pesquisadora aponta quatro pilares para sucesso na avicultura de postura

Garantir sanidade e bem-estar animal às poedeiras deve ser prioridade do avicultor que pretende ter um produto de qualidade e melhor remuneração

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A qualidade do ovo é uma das maiores preocupações do avicultor. Mas, para garantir isto, é preciso adotar sistemas que garantam o bem-estar para as aves de postura, além de uma maior sanidade dentro da granja. Para a pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves Sabrina Castilho Duarte, estes dois pontos são fundamentais para que o produtor consiga uma boa produção e assim, consequentemente, também uma melhor remuneração pelo produto que está ofertando.

A pesquisadora explica que a adoção de medidas que fortaleçam a sanidade na produção permite a obtenção de um produto seguro não apenas quanto à saúde do plantel, como para garantir a inocuidade à saúde dos consumidores, fortalecendo assim a competitividade da produção. “Essas medidas estão fortemente pautadas na adoção de medidas de biosseguridade em todo o ciclo de produção”, conta.

Já quanto ao outro ponto abordado, o bem-estar animal, Sabrina garante que este proporciona ao animal condições fisiológicas capazes de permitir maior resistência aos diferentes desafios e possibilita à ave a manifestação de seus comportamentos inatos. “A prática assegura ambiente e alimentos seguros e ausência de dor e medo, além de promover maior ‘equilíbrio’ entre animal e ambiente, o que, consequentemente, também incorre na qualidade do ovo produzido pela ave”, afirma.

Quatro requisitos

Para garantir estes dois aspectos em especial é preciso que o avicultor esteja atento para realizar um bom trabalho e adote certas medidas dentro da propriedade e com os animais. A pesquisadora lista quatro requisitos básicos a serem seguidos que o avicultor deve se atentar. O primeiro deles é a necessidade de uma matriz saudável. “É fundamental que as aves sejam oriundas de fontes seguras e sejam livres de patógenos”, conta.

O segundo item é a importância de um ambiente limpo e confortável. “O ambiente produtivo deve ser confortável, limpo e possuir um bom controle de moscas, roedores, ácaros e outras pragas”, afirma. De acordo com Sabrina, condições de boa higiene devem ser aplicadas dentro do galpão e também na área externa, como vegetação aparada e ambientes livre de entulhos. “Ambientes sujos podem promover a contaminação do ovo. Quando existem sujidades neste ambiente pode haver contaminação através da casca e levar para dentro do ovo contaminantes do ambiente”, conta. Ela acrescenta que a limpeza e desinfecção do ambiente onde as aves estão alojadas é medida importante de prevenção.

Fornecer para as aves amplo acesso a alimentos de qualidade e livres de patógenos é o terceiro requisito básico listado pela pesquisadora. “A água e ração ofertadas para as aves são fundamentais para manutenção da saúde. Se estiverem contaminados levam doenças às aves”, explica. Ela chama atenção ainda para a densidade adequada das aves nos diferentes sistemas de criação, o que assegura bem-estar e saúde. O último item listado por Sabrina é o treinamento contínuo das pessoas. “Só faz bem quem continuamente aprimora a compreensão do que deve fazer. Compreender quais os pontos de maior risco na atividade e quais medidas de manejo podem gerar maior conforto para as aves é importante”, assegura.

Sabrina acrescenta que não somente melhor remuneração, mas também maior valor agregado ao produto e prevenção de diferentes enfermidades podem ser prevenidas pela adoção de tais medidas.

Melhor remuneração

A pesquisadora comenta ainda que garantindo o bem-estar das poedeiras, o produtor pode ainda ter um maior valor agregado no produto que oferta. “Já existem no Brasil empresas que pagam melhor remuneração a produtores que comercializam ovos provenientes de aves mantidas em condições que assegurem bem-estar. Este é um nicho de mercado que já está estabelecido e tende a crescer continuamente”, garante.

Tende a crescer, principalmente, porque esta é também uma exigência do novo consumidor, que está disposto a pagar a mais por um produto que garanta o bem-estar animal. “Cada vez um maior número de consumidores tem demonstrado se importar não apenas com o valor agregado ao produto, como também em que condições foi produzido. Certamente as demandas de consumo geram demandas no sistema produtivo”, diz.

A pesquisadora garante ainda que quando se fala em bem-estar das poedeiras, a extinção das gaiolas não é o tema central. “Pode-se promover bem-estar desde a menor densidade das aves das gaiolas, enriquecimento destas até o alojamento em piso. Bem-estar pode e deve estar associado a qualquer sistema de produção”, afirma.

Sabrina reitera que qualquer atividade exige dedicação e contínuos investimentos. “Agregar bem-estar e boa sanidade também exigem. Mas existem muitos produtores nos mostrando que é possível. É necessário que este seja um objetivo contínuo a ser atingido. Quando praticado, tem mostrado retorno pela obtenção de aves menos propicias a enfermidades”, destaca.

Mais informações você encontra na edição de Aves de julho/agosto de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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