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Pesquisador da Embrapa recebe distinção internacional na área de bem-estar de animais

Dalla Costa foi premiado na categoria “pesquisador de suínos”

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O pesquisador Osmar Dalla Costa recebeu na quarta-feira (18) a Medalha Temple Grandin de Bem-Estar Animal. A distinção é oferecida pela pesquisadora e professora da Universidade do Estado do Colorado Mary Temple Grandin. A norte-americana é uma das maiores autoridades mundiais em bem-estar de animais de produção. A cerimônia de entrega da homenagem aconteceu durante o Workshop Temple Grandin de Bem-Estar animal que se encerra hoje à tarde no Teatro Gamaro em São Paulo, SP.

Dalla Costa foi premiado na categoria “pesquisador de suínos”. O pesquisador se diz surpreso, mas muito feliz por ganhar o prêmio com o nome de Temple Grandin. “É o reconhecimento de um trabalho que a Embrapa vem fazendo há mais de 20 anos. Quando começamos a pensar no bem-estar dos animais, muitas empresas se mostraram receosas, acreditando que isso iria acabar com a suinocultura. Hoje, esse conceito mudou. Mostramos que não só o bem-estar melhora a situação dos animais como traz retorno econômico. Além disso, atualmente o bem-estar também abrange os manejadores envolvidos no sistema de criação”, comenta.

O pesquisador da Embrapa faz questão de destacar o trabalho de todos os envolvidos nas pesquisas. “Este é um reconhecimento ao trabalho de todos os colegas envolvidos nos estudos de bem-estar desenvolvidos pela Embrapa. Mas ele também nos remete a um compromisso mais alto e mais forte. Se já éramos uma referência, agora, com o nome de Temple Grandin reconhecendo nosso trabalho, temos uma responsabilidade ainda maior nas pesquisas”, diz. A Embrapa tem um site especial sobre bem-estar na suinocultura, no endereço embrapa.br/suínos-e-aves/bes.

Temple Grandin 

Aos 70 anos, Mary Temple Grandin recebeu ainda na infância o diagnóstico de autismo grave, uma doença neurológica que causa dificuldades severas de comunicação, relações sociais e comportamento. Na juventude, visitando a fazenda da tia, ficou fascinada com o brete de contenção de bovinos onde eram vacinadas as vacas. Ela teve a ideia de copiar o método de vacinação e construiu a “máquina do abraço”, um aparelho para si própria para se refugiar de seus frequentes ataques de pânico.

Em 2010, a história foi recriada em um filme que conta a história da norte-americana. Estrelado pela atriz Claire Danes, o filme ganhou 33 prêmios, incluindo sete estatuetas do Emmy, o Oscar da televisão. Neste mesmo ano, ela foi escolhida pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, na categoria "Heróis".

Fonte: Embrapa Suínos e Aves

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Notícias Pecuária

Tecnologias digitais e cuidado com pastos estão entre os desafios da produção de carne bovina

O rebanho nacional deve aumentar e as áreas de pastagem, não

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Rodrigo Alva

Em um provável cenário de mais cabeças de gado sem ampliação das áreas de pastagem, a busca por forrageiras mais produtivas e pela recuperação de pastos degradados deverá ser intensificada. Essa é apenas uma das previsões traçadas por cientistas para o setor brasileiro de produção de carne bovina para os próximos 20 anos. As percepções dos especialistas integram o documento “O futuro da cadeia produtiva da carne bovina: uma visão para 2040”, elaborado pelo Centro de Inteligência da Carne Bovina (Cicarne) da Embrapa Gado de Corte (MS), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com lançamento previsto para o próximo dia 2, a publicação tem como objetivo subsidiar a definição de agendas estratégicas para formulação de políticas públicas e privadas, bem como a agenda programática de inovação para as instituições de pesquisa científica e tecnológica.

O estudo entrevistou 153 especialistas em duas rodadas usando a técnica Delphi. Foram identificados 745 drivers de futuro e 96 eventos possíveis de ocorrer até 2040. Também foram traçados os cenários mais prováveis de ocorrer para cada um dos oito tópicos do trabalho: saúde e genética; nutrição e forrageiras; manejo e gestão; estrutura; frigorífico; consumo; comercialização; e regulamentação. “É como se tivéssemos feito oito trabalhos em um”, conta Fernando Dias, pesquisador da Embrapa em modelagem de sistemas produtivos.

Dividido em oito capítulos, o relatório com quase 150 páginas descreve os cenários para a cadeia em 2040 nas áreas de insumos (saúde-genética e nutrição), produção (manejo-gestão e estrutura), frigorífico, comercialização, consumo e regulamentação. Há também o delineamento das tendências para cada uma dessas áreas, a consolidação das tendências em megatendências e, por fim, a definição de temas a serem priorizados nas agendas de inovação de instituições de pesquisa até 2040: tipologia de sistemas de produção e desenvolvimento de pacotes tecnológicos; transferência de tecnologia em plataformas digitais; controle biológico de parasitas; redução de gases de efeito estufa; bem-estar animal; rastreabilidade; cultivares forrageiras mais produtivas; manejo e recuperação de pastagens; sistemas integrados; pecuária 4.0; e biotecnologia.

“A evolução da pecuária de corte brasileira trouxe uma nova realidade que induz as instituições públicas e privadas aos desafios de desenvolverem novos processos, métodos, sistemas, produtos e serviços que aumentem a eficiência e a competitividade da cadeia produtiva”, afirma o pesquisador da Embrapa Guilherme Cunha Malafaia, um dos responsáveis pelo Cicarne. “Os desafios são de grande complexidade e demandarão uma enorme capacidade de adaptação das organizações e um ajuste cada vez mais fino de agendas programáticas de pesquisa, desenvolvimento e inovação e de transferência de tecnologia,” prevê o cientista.

O pesquisador ressalta que a bovinocultura de corte no País corresponde hoje a 27,3% das propriedades rurais brasileiras, com concentração de mais de 30% da produção nacional nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. “É uma força não somente econômica, mas social.”

Para chegar aos temas, Malafaia e os pesquisadores Fernando Dias e Paulo Henrique Biscola, também participantes do Cicarne, tiveram a contribuição de especialistas do setor, entre eles cientistas, auditores fiscais governamentais, pecuaristas e consultores.

O Centro de Inteligência ainda definiu como prioridade a sistematização das práticas operacionais em sistemas produtivos (protocolos), a qualificação de mão de obra, a racionalização do uso de recursos naturais, as ferramentas de comunicação, o desenvolvimento de pecuária sustentável de baixo custo de implantação, os parâmetros objetivos na avaliação de carcaça, a carne orgânica, a monetização de valores intangíveis na bovinocultura de corte e a necessidade de pautar políticas públicas alinhadas às tendências.

Sistemas de produção heterogêneos no país

Os dois primeiros temas a serem priorizados nas agendas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – tipologia de sistemas de produção e desenvolvimento de pacotes tecnológicos – se complementam. No País, há uma pluralidade de sistemas de produção de pecuária de corte. Sistemas (extensivos, intensivos e semi-intensivos), escalas (pequena, média ou grande), práticas sustentáveis de manejo e nível tecnológico são aspectos que influenciam qualquer tomada de decisão quando se fala em adoção de tecnologias, assim como os aspectos sociais, econômicos e culturais.

No Brasil, os sistemas extensivos são praticados em todo o território nacional, com destaque para o Cerrado de Roraima e Amapá, os campos inundáveis da Ilha de Marajó, do baixo Amazonas e Maranhão, a Caatinga do Semiárido, o Pantanal e o sul da Campanha Gaúcha. Já os semi-intensivos estão concentrados no centro-sul e em pequenos núcleos das regiões Norte e Nordeste. Os intensivos, por sua vez, predominam nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Tocantins e Pará.

Essa diversidade de sistemas de produção deve ser considerada no desenvolvimento de pacotes tecnológicos adequados a cada situação. Especialista em cadeias produtivas do agronegócio, Malafaia salienta que “a pecuária de corte brasileira é heterogênea, com diversidade de sistemas produtivos, característicos de cada Bioma. É preciso entender a complexidade desse setor, identificando as prioridades e demandas produtivas de forma regionalizada. Isso permitirá a construção de agendas programáticas mais assertivas, alinhadas com os reais desafios da pecuária de corte em cada Bioma”.

Integração dos resultados

Pesquisador da Embrapa em transferência de tecnologia, Paulo Biscola defende que, uma vez identificados e priorizados os desafios tecnológicos para os sistemas produtivos, os resultados das pesquisas necessitam de uma combinação entre si, o que gera complementaridade e potencializa o impacto da solução. “Possuímos inúmeras soluções tecnológicas para os sistemas de produção de pecuária de corte, o que está faltando é entender como elas interagem entre si e com os diversos sistemas produtivos,” declara.

Ele frisa que ter esse entendimento possibilita criar pacotes tecnológicos aderentes às realidades, desenvolver os protocolos produtivos e, em determinadas situações, até mesmo buscar certificações. O protocolo Carne Carbono Neutro é um exemplo. “A forma de disponibilizar esses pacotes tecnológicos precisa levar em consideração a transformação digital que mudará substancialmente a forma de acesso ao conhecimento”, recomenda Malafaia.

O cientista, por fim, frisa que os cenários são dinâmicos e sujeitos a ajustes ao longo do tempo. “Os estudos de futuros apresentam alto grau de incerteza e complexidade, não sendo possível saber o que de fato vai ocorrer, principalmente quando se trabalha com horizontes temporais distantes. Tendências podem ser alteradas e eventos podem, de forma inusitada, surgir e mudar de forma substancial tudo aquilo que foi desenhado. Entretanto, é importante sempre olhar para o futuro com o objetivo de subsidiar decisões no presente.”

Fonte: Embrapa Gado de Corte
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Notícias Rio Grande do Sul

Debates, provas, campeonatos e julgamentos na programação da Expointer Digital 2020 nesta semana

Neste ano, a Feira ocorre em formato híbrido, ou seja, misturando o ambiente presencial no Parque Assis Brasil e virtual

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Fernando Dias/Seapdr

A Expointer Digital 2020 tem intensa programação até o próximo domingo (04), último dia do evento. Neste ano, a Feira ocorre em formato híbrido, ou seja, misturando o ambiente presencial (respeitando os protocolos de segurança e o distanciamento social) no Parque Assis Brasil, e virtual, por meio de cinco canais da plataforma digital Expointer 2020.

Nesta terça (29) ocorre a  transmissão, às 14h30, pelo Canal Agro da plataforma digital, da webinar Pecanicultura Gaúcha, que vai mostrar as potencialidades da noz pecã no Rio Grande do Sul. A organização é da Emater em parceria com a Seapdr.

No mesmo canal, às 16 horas, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) participará do painel “O agronegócio brasileiro e o pós-pandemia: perspectivas para 2021″, com o Diretor Técnico Ivo Mello. Segundo ele, apesar dos desafios causados pela pandemia, o Irga continua trabalhando para promover a sustentabilidade e garantir a rentabilidade do produtor gaúcho. “Estamos em pleno plantio da safra 2020/2021 e com uma perspectiva muito boa. Mais do que nunca, vamos trabalhar para estarmos alinhados com os desafios do milênio, de forma a manter essa sustentabilidade, principalmente econômica, para o produtor”.

Os julgamentos de ovinos e as provas do cavalo árabe do Campeonato Domados do Pampa, seguem durante todo o dia.

Na quarta-feira (30), bem cedinho, às 6h da manhã, começa o 1º Concurso de Gado Holandês. Ao meio-dia, tem a entrega do Prêmio Vencedores do Agronegócio da Federasul. E às 15h a reunião da Câmara Setorial dos Equinos.

Na quinta-feira (01) começa o Congresso Brasileiro do Laço Comprido da Associação Brasileira do Quarto de Milha e as provas de morfologia do cavalo crioulo, A premiação está prevista para domingo às 12h com a presença do governador e autoridades na ABCC.

Ministra no parque

A solenidade de abertura e o Desfile dos Campeões serão na sexta-feira (02), às 11h, na Tribuna de Honra da Pista Central, com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do governador Eduardo Leite, do secretário da Agricultura, Covatti Filho, e de autoridades organizadoras do evento, além de convidados.

Após a cerimônia, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), fará a entrega a Medalha Paulo Brossard a lideranças que se dedicaram ao agronegócio. Os agraciados de 2020 serão a ministra Tereza Cristina, o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, o ex-secretário da Agricultura Odacir Klein e os pecuaristas Eduardo Macedo Linhares e Antonio Martins Bastos Filho.

Último final de semana da Feira

No sábado (03) serão realizadas duas transmissões pelo Canal Agro da Expointer Digital 2020. A primeira, às 14h30, sobre a “Rastreabilidade de produtos vegetais frescos, E ”às 16h a pauta da live será Bioinsumos. No mês de maio de 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou o Programa Nacional de Bioinsumos, cujo foco é aproveitar o potencial da biodiversidade brasileira para reduzir a dependência dos produtores rurais em relação aos insumos importados e ampliar oferta de matéria-prima para o setor. O evento “Bioinsumos” tem por objetivo apresentar para técnicos e agricultores novidades em termos de tecnologias e registro de bioinsumos no Mapa, como alternativa viável e segura no manejo nutricional e fitossanitário, em consonância com a legislação e com o Programa Nacional.

Homenagem aos 50 anos do Parque

No sábado (03) ocorre a divulgação do resultado do Concurso Artístico de Pintura e Escultura em homenagem aos 50 anos do Parque. E no domingo (04), às 13h, o descerramento da placa alusiva ao cinquentenário na Praça Central, com a presença do governador do Estado, Eduardo Leite, secretário Covatti Filho, organizadores da feira e demais autoridades.

O Parque, inaugurado no dia 29 de agosto de 1970, em Esteio, sediando em 1972 a Primeira Exposição Internacional de Animais e passando a se chamar Expointer. Ao longo do tempo, foi se adaptando, se modernizando e hoje é uma referência quando se fala em feiras.

Fonte: Assessoria
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Notícias Defesa agropecuária

Mapa reforça alerta sobre recebimento de pacotes de sementes não solicitadas

Importação de vegetais sem autorização pode introduzir pragas ou doenças que não existem ou estão erradicadas no país, além de causar prejuízos econômicos

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Divulgação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforça aos cidadãos brasileiros para que tenham cuidado e não abram encomendas recebidas pelos correios de pacotes de sementes não solicitadas. O alerta vale para recebimento de sementes que cheguem do exterior de qualquer país e não somente da China, como vem sendo divulgado.

A importação de vegetais sem autorização pode introduzir pragas ou doenças que não existem ou estão erradicadas no país, além de causar prejuízos econômicos. Para evitar o risco fitossanitário, o Mapa atua no controle do e-commerce internacional com equipe dedicada a fiscalizar e impedir a entrada de material sem importação autorizada no país.

Caso o cidadão venha a receber em casa sementes provenientes do exterior, o Ministério orienta a entrega do material para uma das unidades do Mapa em seu estado ou órgão estadual de defesa. O pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, a fim de evitar o contato das sementes com solo e prejuízos para as áreas agrícolas e o meio ambiente.

A orientação também vale para o cidadão que recebeu e plantou as sementes. Neste caso, entre em contato com o Mapa ou o órgão estadual de defesa para agendar o recolhimento do material.

Cabe ressaltar que, ao entregar as sementes adquiridas ou recebidas de remetentes desconhecidos, o cidadão não estará sujeito a penalidades. O mesmo vale para cidadãos que porventura tenha efetuado o plantio. Também não é necessário a identificação no momento da entrega do material, porém é importante o relato se realizou a compra, se recebeu de remetente desconhecido ou se a remessa veio junto com outra compra realizada em site do exterior.

O Ministério da Agricultura reforça para os riscos de se adquirir sementes de origem para os quais o Brasil ainda não tenha estabelecido os requisitos fitossanitários e que não estejam amparado pela certificação fitossanitária emitida pela autoridade fitossanitária do país exportador.

Fonte: MAPA
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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