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Pesquisador da Embrapa alerta que cadeia do leite não pode parar

Um dos maiores especialistas em agropecuária leiteira do país, diz que momento é de reclusão e cobra políticas públicas para dar fôlego ao produtor rural

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Arquivo/OP Rural

Diante do avanço do Coronavírus/Covid-19 em todo o Brasil e atendendo às determinações das autoridades governamentais e sanitárias de todas as esferas, a população está fazendo, cada um a seu modo, o isolamento social. A reclusão voluntária não pode ser cumprida pelos profissionais da saúde e da indústria e comércio de alimentos. Também ocorre de forma parcial entre os produtores rurais, com exemplos que vão desde a colheita da soja, que acontece nessa época, até a ordenha dos animais leiteiros, atividade diária e obrigatória para que o leite inicie sua trajetória até chegar ao consumidor – com qualquer tempo e, também, sob riscos.

Para o engenheiro agrônomo Waldyr Stumpf Junior, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), o cenário é complexo e os interesses sociais e a segurança das pessoas precisam se sobrepor às questões econômicas. Mas as cadeias produtivas de alimentos – como a do leite – não podem parar. “Por ser uma cadeia de valor, ela depende das pessoas que atuam em todos os seus segmentos, com os fornecedores de insumos e suprimentos, com o agricultor que administra e opera, com sua família, o sistema de produção de leite, passa pelo caminhoneiro / freteiro no transporte do leite até a indústria, pelos trabalhadores na indústria de laticínios e na distribuição ao atacado e ao varejo. O risco existe, os impactos começam a ser sentidos e é necessário que todos se protejam da melhor forma possível, pois não se sabe o que vem pela frente. É um desafio imenso e que precisa ser enfrentado para evitar o desabastecimento à população”, adverte o especialista.

Stumpf garante que a produção gaúcha de leite é suficiente, mas pode enfrentar dificuldades com a chegada do inverno. “Estamos enfrentando, no RS, uma seca que, além de prejudicar o final do ciclo produtivo das forrageiras de primavera/verão, trouxe sérios problemas para o plantio de culturas como milho e sorgo, entre outras, com consequências na diminuição de produção de silagem que será utilizada nos próximos meses de outono e inverno. É bem provável que os plantios de forrageiras de inverno serão atrasados. Vamos ter, com certeza, queda na produtividade dos animais e diminuição da produção com efeitos nos índices reprodutivos do rebanho leiteiro gaúcho” afirma.

Stumpf, que durante seis anos foi chefe da Embrapa Clima Temperado em Pelotas (RS) até assumir o primeiro escalão da Embrapa em Brasília, como diretor executivo da empresa, destaca sua preocupação com os pequenos criadores, como os de gado Jersey, que na sua maioria atuam na agricultura familiar. “Muitos poderão sofrer um novo impacto, assim como ocorreu quando entraram em vigor as Instruções Normativas 76 e 77 do MAPA. Provavelmente vamos ter um aumento nos custos de produção e, com isso, suas consequências. Farelos, ração concentrada, mistura mineral, equipamentos, peças de reposição e um conjunto de outros insumos são precificados em dólar americano e deverão pressionar a matriz de custo”, explica.

O pesquisador também lembra que o cenário, que já é complicado, pode mudar ainda mais com a pandemia do coronavírus. “Se, por um lado, estamos observando um aumento nos custos de produção e diminuição da produção, por outro, o consumidor, que está na outra ponta, não vai ter como absorver preços mais altos. Observa-se uma diminuição na renda das famílias e, desta forma, uma mudança de hábito alimentar, onde os derivados do leite e de maior valor agregado, deverão sofrer uma diminuição de consumo. Por isso, tanto produtores como o setor industrial deverão rever suas matrizes de custo de produção, como forma de se adequar a esta nova realidade, mesmo que passageira”, finaliza.

Fonte: Assessoria

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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