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Pesquisador da Embrapa Acre toma posse na Academia Brasileira de Ciência Agronômica
A nomeação de Amaral pela ABCA representa um reconhecimento às contribuições do pesquisador às ciências agronômicas.

Eufran Ferreira do Amaral, pesquisador especialista em solos, está entre os 19 profissionais empossados como membro da Academia Brasileira de Ciência Agronômica (ABCA). A solenidade, realizada no dia 9 de outubro, durante o I Congresso da entidade, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba, contou com a presença de acadêmicos renomados da área de Agronomia. O novo titular vai ocupar a cadeira de número 23, representando a região Norte.
Acreano de Tarauacá (AC), Amaral veio para Rio Branco aos 13 anos e se graduou em Engenharia Agronômica em 1992, pela Universidade Federal do Acre (Ufac), onde também iniciou a carreira profissional, atuando como professor. Desde 1997, é pesquisador da Embrapa Acre, na área de Agrossilvicultura e Solos, e entre 2013 e 2021 foi chefe-geral da Unidade. Sua experiência na área agronômica envolve estudos em Gênese, Morfologia e Classificação dos Solos, com ênfase em zoneamento, levantamentos pedológicos, serviços ambientais, Etnopedologia, mudanças climáticas e planejamento de uso da terra, dentre outras temáticas.
Antes de ingressar na Embrapa foi professor da Ufac (1992-1997), pesquisador da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (1993-1997), Secretário de Meio Ambiente do Estado (2007-2010) e diretor-presidente do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Acre (2011 a 2013).
A nomeação de Amaral pela ABCA representa um reconhecimento às contribuições do pesquisador às ciências agronômicas. Entre os resultados do trabalho do pesquisador, destaca-se o desenvolvimento de inovações tecnológicas que têm contribuído para a intensificação sustentável de sistemas de produção agrícola, pecuário e florestal, gestão territorial e melhoria da qualidade de vida dos povos e populações tradicionais da Amazônia. “Além de ser uma importante conquista pessoal é um mérito extensivo a todos que contribuíram com minha trajetória profissional. Ser reconhecido pela academia é um incentivo a mais para continuar nesta jornada”, reforça.
Na mesma solenidade também foram nomeados os pesquisadores Décio Gazoni (Embrapa Soja), Ieda Mendes (Embrapa Cerrados), Francisco Aragão (Embrapa Recursos Genéticos), Adriano Venturieri (Embrapa Amazônia Oriental), Segundo Urquiaga (Embrapa Agrobiologia), Maria do Carmo Bassols Raseira (Embrapa Clima Temperado) e Ana Paula Packer (Embrapa Meio Ambiente).
Marcaram presença no evento os pesquisadores Pedro Luiz de Freira (Embrapa Solos), Mariângela Hungria (Embrapa Soja) e Judson Ferreira Valentim (Embrapa Acre), antigos membros da ABCA.
Academia Brasileira de Ciências Agronômica
O projeto de criação da Academia Brasileira de Ciência Agronômica teve início em 2010 pelo engenheiro agrônomo Eudes de Souza Leão Pinto, mas a entidade só foi fundada efetivamente em 2013. Atualmente, congrega 62 profissionais da área da Engenharia Agronômica e tem como missão promover o uso e desenvolvimento da memória da ciência agronômica, para fundamentar decisões técnicas, de forma transparente, participativa, efetiva, eficiente e eficaz, com valorização dos profissionais da área. Para saber mais sobre a ABCA, clique aqui.

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Entenda impasse entre bancada do agro e governo sobre dívidas rurais
Reunião entre parlamentares e governo termina sem acordo em Brasília.

A reunião entre representantes do governo federal e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na terça-feira (07) terminou sem acordo sobre a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O encontro discutiu alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que tramita na Câmara dos Deputados, e uma proposta de medida provisória (MP) elaborada pelo Ministério da Fazenda.

As negociações continuarão nos próximos dias. O principal objetivo é chegar a um consenso sobre as condições de refinanciamento antes da definição do texto que será encaminhado ao Congresso.
Pontos divergentes
O governo apresentou uma proposta de medida provisória para substituir parte do conteúdo do projeto aprovado pelo Senado. No entanto, permanecem divergências sobre os seguintes pontos:
- critérios para enquadramento dos produtores;
- taxas de juros;
- prazo de carência;
- montante de recursos disponíveis;
- custo fiscal da operação.
Outra questão que gera impasse é a abrangência da medida. O governo defende que o benefício seja direcionado apenas aos produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos nas últimas safras.
Os parlamentares ligados ao agronegócio defendem uma solução mais ampla, que também contemple produtores endividados por fatores econômicos, como aumento dos custos de produção e queda da renda.
Pauta-bomba

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural
O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o Executivo está disposto a construir uma solução para agricultores prejudicados por eventos climáticos, mas considera inadequado ampliar a renegociação para todos os produtores rurais do país, devido ao impacto fiscal da proposta.
O Ministério da Fazenda considera como uma pauta-bomba o texto aprovado pelo Senado. A pasta estima que o formato atual do projeto gere impacto de cerca de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, cálculo contestado pela bancada ruralista.
O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que participou das negociações, afirmou que houve avanços nas conversas, e que as equipes técnicas seguem trabalhando para aproximar as posições. Segundo ele, a intenção é apresentar uma proposta consensual ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por intermediar as negociações.
Próximos passos

Foto: Marcello Casal
O PL 5.122 prevê mecanismos para facilitar a renegociação das dívidas de produtores rurais, com prazos maiores e condições especiais de financiamento. O governo tenta construir uma alternativa por meio de medida provisória, que teria aplicação imediata depois de ser editada, mas depende de entendimento com o Congresso.
Novas reuniões entre o Ministério da Fazenda e representantes da FPA devem ocorrer nos próximos dias para tentar reduzir as divergências.
Posição da FPA
Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que não aceita substituir automaticamente o PL 5.122 por uma medida provisória e reiterou que o texto aprovado pelo Senado continua sendo a base das negociações. A bancada informou que ainda discorda de pontos como o enquadramento dos produtores, as taxas de juros, os prazos de pagamento e o alcance da proposta, e disse que seguirá negociando para ampliar o número de produtores beneficiados.
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Cobrança do ITR pode ganhar novas regras para reduzir disputas entre produtores e municípios
Proposta prevê critérios técnicos para definição do Valor da Terra Nua, maior transparência na fiscalização e mudanças na tributação de áreas afetadas por invasões.

Representantes do setor agropecuário defenderam na terça-feira (07) mudanças nas regras de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), durante debate sobre o Projeto de Lei 1.648/2024. A proposta busca tornar mais transparentes os critérios de definição do Valor da Terra Nua (VTN), utilizado no cálculo do imposto, além de padronizar procedimentos de fiscalização e ampliar a segurança jurídica para os produtores rurais.

Foto: Divulgação
O texto altera a legislação que regula o ITR e estabelece critérios técnicos para a elaboração do VTN pelos municípios, responsáveis pela fiscalização do tributo em parte do país. A proposta também reforça a utilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como instrumento de apoio à fiscalização.
Um dos principais pontos discutidos foi a falta de transparência na definição do Valor da Terra Nua. Segundo entidades do setor, muitos produtores encontram dificuldades para acessar os estudos e laudos técnicos que embasam os valores utilizados pelos municípios.
Representando a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o consultor jurídico Anaximandro Doudement Almeida afirmou que a ausência de critérios claros aumenta os conflitos entre produtores e administração pública. “Os produtores relatam casos de supervalorização do Valor da Terra Nua e dificuldade de acesso aos estudos que fundamentam esses valores. Trazer esses critérios para a lei é importante para reduzir a insegurança jurídica”, afirmou.
Segundo Almeida, o projeto estabelece parâmetros para a elaboração dos levantamentos do VTN, incluindo metodologia, responsabilidade técnica e publicidade das informações.

Foto: José Fernando Ogura
Outro tema abordado foi o tratamento tributário de propriedades rurais atingidas por invasões. De acordo com o consultor, o texto prevê que o período em que o imóvel permanecer indisponível para produção seja considerado na incidência do imposto. “O produtor perde a disponibilidade do imóvel e, muitas vezes, não consegue manter a atividade. O critério deve considerar o período da invasão”, frisou.
Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o assessor técnico Érico Melo Goulart afirmou que a proposta pode reduzir disputas tributárias ao ampliar o acesso dos contribuintes às informações utilizadas na cobrança do imposto. “Hoje, os municípios definem o Valor da Terra Nua e conduzem todo o processo, mas nem sempre disponibilizam a metodologia e os laudos técnicos”, expôs.
Segundo Goulart, a falta de transparência limita o direito de defesa dos produtores. “Sem conhecer a metodologia, o produtor não consegue contestar os valores, o que gera insegurança jurídica”, ressaltou.

Foto: Divulgação/FPA
O representante da CNA também defendeu que a legislação estabeleça mecanismos objetivos para comprovar os impactos econômicos provocados por invasões de propriedades rurais, como registros policiais e outros documentos oficiais.
Outro ponto levantado foi a destinação dos recursos arrecadados com o ITR. “A arrecadação do ITR deve ser aplicada em infraestrutura rural, como estradas e pontes”, enfatizou.
Além de uniformizar os critérios de cálculo do Valor da Terra Nua, o Projeto de Lei 1.648/2024 propõe atualizar procedimentos de fiscalização, ampliar a transparência da cobrança e reduzir a judicialização envolvendo o imposto. A proposta aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos antes de seguir para as próximas etapas de tramitação.
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Nigéria e Mauritânia abrem mercado para genética animal brasileira
autorizaram a importação de sêmen, embriões, ovócitos e suínos vivos destinados à reprodução, ampliando as oportunidades para as exportações brasileiras.

As autoridades sanitárias da Nigéria e da Mauritânia comunicaram a abertura de seus mercados para novos produtos agropecuários brasileiros, ampliando as possibilidades de exportação para os dois países.
No caso da Nigéria, foi autorizado o ingresso de sêmen suíno e de suínos vivos destinados à reprodução. A medida permite que o material genético e os animais brasileiros possam ser exportados para atender à demanda do mercado nigeriano.
Já a Mauritânia aprovou a importação de sêmen bovino, embriões bovinos e ovócitos bovinos produzidos no Brasil. A autorização contempla produtos utilizados em programas de reprodução e melhoramento genético dos rebanhos.
Com os novos aceites sanitários, os exportadores brasileiros passam a contar com mais oportunidades de acesso aos mercados da Nigéria e da Mauritânia para esses produtos específicos, conforme as exigências definidas pelas autoridades competentes de cada país.



