Peixes
Pesquisador aponta gargalos e soluções para otimizar a conversão alimentar dos peixes
Com a previsão de um aumento significativo na demanda por proteína animal nas próximas décadas, a aquicultura surge como uma das soluções-chave para suprir essa necessidade crescente. No entanto, esse crescimento não vem sem seus próprios desafios, especialmente no que diz respeito à produção e formulação de rações.

O engenheiro agrônomo, mestre em Aquicultura, doutor em Ciências Animais e Pastagens, e pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Giovanni Vitti Moro compartilhou estratégias para otimizar a alimentação das tilápias durante o Inovameat, um dos principais eventos de proteína animal no Paraná, realizado em meados de abril em Toledo (PR). Sua palestra, direcionada a fabricantes de ração e piscicultores, visou fomentar uma discussão sobre a melhoria da eficiência alimentar dessa espécie, com o intuito de impulsionar a produtividade e a rentabilidade da aquicultura brasileira.

Engenheiro agrônomo, mestre em Aquicultura, doutor em Ciências Animais e Pastagens, e pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Giovanni Vitti Moro: “Seria muito importante termos ações conjuntas de instituições de pesquisa e desenvolvimento com indústrias, para o codesenvolvimento e adoção de tecnologias que possam ser aplicadas na cadeia de produção” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Conforme dados recentes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), são produzidas no mundo cerca de 320 espécies de peixes. Entre as mais proeminentes em termos de volume de produção estão as carpas, tilápias, bagres e salmonídeos (trutas e salmões). “Essas espécies têm sido amplamente estudadas em todo o mundo, especialmente nas áreas de nutrição, genética e reprodução. Com as exigências nutricionais muito bem definidas, essas espécies dispõem de rações balanceadas específicas para atender as necessidades de cada uma. Essa abordagem tem levado a uma maior eficiência produtiva e a um retorno econômico mais favorável para os produtores, o que justifica a grande produção destas espécies”, analisa o especialista.
Na década de 70, a conversão alimentar da tilápia era próxima de 5, enquanto hoje varia entre 1,4 a 1,5, dependendo do sistema de produção e do manejo adotado. Essa melhoria tão significativa se deve, segundo Moro, à pesquisa que definiu as exigências nutricionais e à avaliação dos alimentos. “A conversão alimentar reflete o quanto de alimento o peixe precisa consumir para produzir um quilo de carne, em peso vivo. Quanto menor esse número, mais eficiente é a utilização do alimento pelo peixe. Quando se fornece uma alimentação balanceada que atende às necessidades específicas da espécie, os produtores conseguem melhorar cada vez mais essa conversão alimentar. Esse é o resultado demonstrado por vários estudos ao longo dos anos em todo o mundo”, expõe.
Além disso, a evolução das últimas décadas no uso de alimentos com maior digestibilidade para as espécies é bastante expressiva. Inicialmente, Moro diz que a alimentação era baseada em farinha de peixe e ingredientes de origem vegetal, contudo, se desconhecia a capacidade dos peixes de absorver e utilizar esses componentes. “Hoje já se sabe que usando alimentos mais digestíveis, com menor quantidade de antinutrientes, o produtor pode melhorar a eficiência alimentar dos peixes”, menciona.
Em termos de processamento, na década de 70, as rações predominantes eram principalmente peletizadas, as quais apresentavam menor digestibilidade. Moro expõe que a introdução das rações extrusadas representou um avanço significativo para a piscicultura, pois além de apresentar um maior teor de digestibilidade, especialmente no que diz respeito aos carboidratos, permitiam uma melhor visualização do consumo pelo peixe, facilitando o manejo alimentar e proporcionando um controle mais preciso do fornecimento de ração em comparação às rações peletizadas. “Além disso, a incorporação de premixes contendo vitaminas e minerais às rações também desempenhou um papel fundamental na melhoria da eficiência alimentar dos peixes”, frisou.
Dificuldade atuais

Foto: Maria José Tupinambá
Moro destaca que, atualmente, alcançar uma redução de 0,1 na conversão alimentar da tilápia é uma tarefa desafiadora devido ao alto nível tecnológico já alcançado. Embora seja possível obter melhorias, não se pode esperar uma redução drástica, como de 5 para 1,5, por exemplo. “Avanços na eficiência alimentar atualmente exige um esforço mais árduo e meticuloso, mas não são impossíveis”, pondera.
Segundo o engenheiro agrônomo, a dificuldade da pesquisa em relação ao setor produtivo reside no fato de que os estudos são conduzidos em ambientes controlados, com poucas variáveis. “Ao definir exigências nutricionais nessas condições, as respostas obtidas podem não se aplicar quando validadas em campo, devido às variações ambientais presentes no ambiente produtivo. Fatores como altas densidades de estocagem e níveis de intensificação variados entre os sistemas de produção exercem uma grande influência nas respostas, tornando a validação um desafio que demanda considerável esforço e investimento”, afirma.
Além disso, Moro relata que os estudos de nutrição geralmente são realizados na fase juvenil do peixe, onde as respostas são mais rápidas e o crescimento é mais acelerado. No entanto, não se sabe se as mesmas exigências se aplicam durante a engorda ou a fase de terminação, uma vez que estudos nessa fase são escassos e complexos devido à variedade de variáveis envolvidas e ao alto custo de execução, especialmente em relação à alimentação.
Surgimento das rações extrusadas
No Brasil, as pesquisas com rações extrusadas e nutrição de peixes começaram na década de 1980, culminando no surgimento das primeiras rações extrusadas em 1987, com definições específicas para cada espécie de peixe. “Apesar da ampla biodiversidade de espécies de interesse comercial no Brasil, o foco da pesquisa foi pulverizado por décadas, com grupos distintos trabalhando com uma ou duas espécies no máximo. No entanto, nos últimos 10 anos, houve uma redução dessa dispersão, concentrando-se mais em desenvolver tecnologias específicas para cada espécie”, ressalta o pesquisador.
Rações para tilápia
Com 90% da piscicultura brasileira realizada em água doce, a tilápia é a espécie mais produzida, com os principais produtores concentrados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. “Em 2023 foram produzidas 579.080 toneladas de tilápia, representando 65,3% da produção nacional de peixe. Esse volume se explica pelo emprego de tecnologias empregadas na produção, o que reduz riscos produtivos e oferece maior rentabilidade ao produtor”, menciona Moro.
Para a tilápia, o pesquisador menciona que hoje estão disponíveis rações específicas para as diferentes fases de desenvolvimento (inicial, engorda e terminação), além de linhas premium e super premium, com e sem aditivos. “Essas rações super premium contêm superdoses de vitamina C para prevenir doenças e são acompanhadas por protocolos de alimentação bem definidos e validados”, salienta o especialista, enfatizando que essa gama de rações facilita muito para o produtor, que agora pode fornecer a quantidade exata de ração diária para os peixes, resultando em uma economia significativa devido a um menor desperdício de ração.

Fotos: Shutterstock
Por outro lado, no caso de espécies nativas como o tambaqui, não há rações específicas disponíveis. “As rações disponíveis são geralmente generalistas, adaptadas ao hábito alimentar da espécie, com protocolos de produção e alimentação pouco definidos, resultando em um padrão de crescimento variável, o que gera uma conversão alimentar que varia entre 1,8 e 2, refletindo essa falta de especificidade nas rações e nos protocolos de alimentação”, esclarece Moro.
Qualidade das rações
Moro apresentou estudos que revelaram limitações de aminoácidos, como metionina, treonina e triptofano, nas rações para peixes. “A importância de um equilíbrio ideal desses aminoácidos é fundamental para garantir a conversão adequada de alimentos”, ressalta o mestre em Aquicultura, acrescentando: “Estes experimentos mostraram ainda que havia excesso de lisina e leucina, que, quando não utilizados pelo peixe, acabam sendo desperdiçados, servindo apenas como fonte de energia cara. O excesso de fósforo também foi observado, levando ao descarte no ambiente de cultivo, aumentando problemas como a proliferação de algas e a necessidade de mais aeradores no viveiro”, frisou, explicando que apesar do excesso, a disponibilidade de fósforo para o peixe era baixa devido ao uso predominante de ingredientes vegetais nas rações.
Outro ponto preocupante foi a presença de compostos que causaram genotoxicidade nos peixes, resultando em anormalidades nos eritrócitos, piora no desempenho e baixa digestibilidade de proteínas, metionina e energia, além de baixa disponibilidade de fósforo e zinco, e aumento da mortalidade dos peixes.
Um estudo adicional revelou que muitas rações apresentavam inconformidades com os valores declarados nos rótulos, seja em relação ao nível de proteína, fósforo ou quantidade de energia. Moro destaca que a melhoria desses aspectos das rações pode resultar em um ganho significativo de eficiência alimentar e crescimento dos peixes, desde que as rações forneçam o que está descrito no rótulo e atendam às exigências de aminoácidos. “Se conseguir melhorar todos estes aspectos da ração já conseguimos ter um ganho significativo de eficiência alimentar. Se tenho uma ração de melhor qualidade, que atenda as exigências de aminoácidos, que traz na composição o que está descrito no rótulo, vou conseguir ter um ganho de crescimento e consequentemente de eficiência alimentar”, salienta.
Desafios e oportunidades
Com a previsão de um aumento significativo na demanda por proteína animal nas próximas décadas, a aquicultura surge como uma das soluções-chave para suprir essa necessidade

crescente. No entanto, esse crescimento não vem sem seus próprios desafios, especialmente no que diz respeito à produção e formulação de rações.
De acordo com projeções de especialistas, a previsão é dobrar o uso de rações em relação ao que é produzido hoje nos próximos 30 anos. Conforme o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), foram produzidas 1,43 milhão de toneladas para a piscicultura em 2023, e espera-se que esse número duplique para acompanhar a expansão da atividade no país.
Além do desafio quantitativo, questões qualitativas também estão no centro das preocupações dos pesquisadores e produtores. A validação de técnicas em condições similares à realidade produtiva é essencial para garantir a eficácia e o sucesso dos métodos desenvolvidos. “A busca por formulações de ração mais eficientes para as diferentes fases do ciclo produtivo, como engorda e terminação, é uma prioridade. A ração pode representar até 80% do custo total de produção, tornando qualquer melhoria nesse aspecto fundamental para a viabilidade econômica da atividade”, justifica Moro.
A fase de engorda, em particular, é alvo de atenção devido ao seu peso significativo no consumo total de ração durante o ciclo produtivo. “Investir em pesquisas e inovações nessa área pode gerar economias substanciais e aumentar a eficiência global da produção. A introdução de suplementos como aminoácidos e enzimas exógenas, bem como o aprimoramento do aproveitamento de proteínas vegetais, emerge como uma estratégia promissora para otimizar os recursos disponíveis e reduzir os custos de produção”, expõe o especialista.
Nesse contexto, Moro diz que alternativas como as proteínas circulares mostram um potencial significativo. “Larvas de insetos, como as provenientes da mosca soldado negra se destacam pela sua capacidade de converter resíduos orgânicos em fontes valiosas de proteína, oferecendo uma solução sustentável e rica em nutrientes. Além disso, as microalgas despontam como uma fonte promissora de ingredientes para rações, especialmente para peixes marinhos, devido ao seu alto teor de ômega 3, um ácido graxo essencial para o desenvolvimento saudável desses animais”, expõe.

Foto: Jefferson Christofoletti
O uso de aditivos prébióticos, probióticos, enzimas e microminerais desempenha um papel importante na otimização da saúde e do desempenho dos organismos aquáticos, no entanto, sua adoção ainda é limitada na indústria. “Hoje a maioria das rações de combate, que são as mais utilizadas durante a engorda e a terminação, não tem aditivo em sua composição”, ressaltando, ampliando: “Essa disparidade fica ainda mais evidente ao compararmos com a cadeia de produção avícola, onde praticamente todas as rações, ao longo do ciclo de produção, são enriquecidas com esses compostos. Embora algumas linhas de rações premium para peixes possam incluir certos aditivos, especialmente os prebióticos, sua presença ainda não é amplamente utilizada”.
E porque não se usam aditivos na ração para peixes?
O pesquisador explica que a falta de utilização de aditivos nas rações de peixe se deve ao aumento do custo do produto final. Segundo Moro, os produtores, geralmente, baseiam suas escolhas no preço da ração, não considerando os benefícios potenciais que os aditivos poderiam proporcionar ao desempenho dos peixes. “Esta falta de comparação entre custo e resultado contribui para a baixa adesão a esses componentes essenciais”, afirma.
No entanto, os aditivos oferecem uma série de vantagens, incluindo a melhoria da qualidade da água, a redução de problemas relacionados à sua qualidade e o aumento da absorção de nutrientes, como o fósforo, além de promover a funcionalidade do produto final. Apesar disso, sua utilização ainda é limitada na indústria de rações para peixes.
O doutor em Ciências Animais e Pastagens ressalta também o potencial dos microminerais, oligossacarídeos, ácidos orgânicos e enzimas exógenas nas rações, ressaltando os resultados promissores de experimentos. No entanto, observa-se uma falta de adoção desses elementos nas formulações de rações para peixes.
Por fim, Moro enfatiza a distância que tem a pesquisa do setor produtivo, com algumas raras exceções de iniciativas de trabalhos universitários com o setor produtivo, mas ainda é muito difícil ter trabalhos desenvolvidos que atendam as demandas do setor. “Seria muito importante termos ações conjuntas de instituições de pesquisa e desenvolvimento com indústrias, para o codesenvolvimento e adoção de tecnologias que possam ser aplicadas na cadeia de produção, visando maior ganho de resultado”, frisa.
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Peixes
Período de Defeso da Piracema termina no domingo em todo o Paraná
Com o fim da restrição, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas a partir de 1º de março.

O período de defeso da Piracema termina neste domingo (1º) no Paraná. Com isso, volta a ser permitida a pesca de espécies nativas. O ciclo teve início em novembro e busca preservar a reprodução natural dos peixes na bacia hidrográfica do Rio Paraná. A ação é anual e normatizada pela Portaria 377/2022, elaborada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Na próxima semana, o órgão vai apresentar um balanço com os números de apreensões e Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos durante o período restritivo. Na última Piracema, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, foram lavrados 40 AIAs, com multas que totalizaram R$ 127,4 mil. Houve ainda a apreensão de 44 quilos de peixe, além de materiais e equipamentos como redes de pesca, molinetes, carretilhas, anzóis, entre outras ferramentas de pesca utilizadas irregularmente.
A restrição de pesca é determinada pelo órgão ambiental há quase duas décadas, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A lei de crimes ambientais define multas de aproximadamente R$ 1.200 por pescador e mais de R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, podem ser apreendidos se ficar comprovada a retirada de espécies nativas durante o defeso, com cobrança de R$ 100 por apetrecho recolhido. O transporte e a comercialização também são fiscalizados no período.
Denúncias sobre pesca irregular ou uso de equipamentos ilegais podem ser feitas de forma anônima e segura por meio do telefone 181 (Disque Denúncia).
Peixes
Mercado restrito e desafios industriais impactam desempenho dos peixes nativos
Consumo concentrado em três regiões e necessidade de mais tecnologia influenciam resultado do setor em 2025.

Peixes
Piscicultura paranaense cresce acima da média nacional e reforça posição estratégica
Enquanto o Brasil atinge 4,4% de crescimento, Estado chega a 9,1%, concentra 27% da produção e lidera as exportações de tilápia.

O Paraná alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no , lançado nesta semana.
São Paulo aparece na segunda posição no ranking nacional de produção de peixes de cultivo, com 93.700 toneladas, volume 0,54% maior do que o de 2024. Minas Gerais (77.500 t) está logo atrás de São Paulo, seguido por Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t), que ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking.
Pela primeira vez o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas (1.011.540 t). O resultado do cultivo de pescados cresceu 4,41% no Brasil, se comparado ao volume produzido em 2024. Nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6%.

Foto: Jonathan Campos/AEN
A tilápia é o grande motor da atividade no Paraná e no Brasil. O Estado lidera a produção com 273.100 toneladas. Completando a lista dos cinco maiores produtores nacionais da espécie, aparecem na sequência São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t). Em todo o Brasil foram 707.495 toneladas, maior resultado da série histórica da última década.
Os principais produtores, em volume, são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. Já as maiores quantidades de tanques ficam, nessa ordem, em Itambaracá (1.564), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).
De acordo com o Anuário, o Paraná atrai cada vez mais e melhores investimentos para o setor. A crescente participação de grandes cooperativas dá novas proporções à atividade. Em relação ao sistema de negócio, a integração se destaca, atraindo mais produtores do que o modelo independente, que mantém uma ligação direta com pequenos frigoríficos. Essa modalidade vem diminuindo ao longo do tempo.
“Além de todos os fatores favoráveis ao crescimento forte e constante da atividade, também é preciso manter a atração de investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais”, aponta a publicação.
Exportações

As exportações da piscicultura brasileira registraram crescimento de 2% em valor em 2025, chegando a U$S 60 milhões. Já em volume, houve queda de 1%, passando de 13.792 t em 2024 para 13.684 t em 2025. A tilápia representou 94% das exportações, seguida do tambaqui e curimatás.
O Paraná manteve a posição de maior exportador brasileiro de tilápia em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões. Na segunda posição, aparece São Paulo, totalizando US$ 16 milhões, que representam 29%, seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões (19% do total).
Apesar do tarifaço, o Estados Unidos se mantiveram como o principal destino (87%) das exportações brasileiras da piscicultura em 2025, totalizando US$ 52 milhões. Outros principais destinos foram Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). Destaca-se ainda a entrada de 21 novos destinos, dentre os quais está o México, que é o segundo maior importador de tilápia no continente americano após os Estados Unidos.




