Bovinos / Grãos / Máquinas Show Rural
Pesquisa desenvolve método rápido para avaliar potássio em soja
Pesquisadores ressaltam, porém, que análises laboratoriais continuam sendo importantes para a avaliação dos demais nutrientes

Cientistas da Embrapa Soja (PR) desenvolveram um teste que avalia na lavoura de soja a concentração de potássio (K), macronutriente fundamental para o desenvolvimento das plantas. A avaliação permite corrigir possíveis deficiências nutricionais com agilidade, pois substitui as atuais análises laboratoriais convencionais mais demoradas. Os pesquisadores ressaltam, porém, que as análises laboratoriais continuam sendo importantes para a avaliação dos demais nutrientes.
Chamada de Fast-K, a tecnologia, que será lançada esta semana durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), utiliza um medidor portátil que analisa uma solução líquida feita com folhas de soja. A partir desse material, o equipamento interpreta e apresenta os resultados na hora, dispensando a diagnose tradicional que tem de ser feita em laboratório.
Resultado na hora para correção nutricional rápida
A proposta do Fast-K é melhorar o manejo nutricional da soja, de acordo com o pesquisador da Embrapa Adilson de Oliveira Júnior. “Ao realizar o teste foliar no campo, a assistência técnica ganha tempo para tomar as decisões mais acertadas em relação à correção da deficiência de potássio ainda na safra em curso, uma vez que o potássio tem influência direta na produtividade”, detalha o cientista.
O potássio é o segundo nutriente mais exportado pela soja, atrás apenas do nitrogênio, que é fornecido via fixação biológica de nitrogênio (FBN). Estudos desenvolvidos pela Embrapa indicam que, em média, a soja demanda 20 quilos de óxido de potássio (K2O) por hectare para cada tonelada de grãos produzida. O nutriente é retirado pelas plantas do solo que, com o tempo, vai ficando sem o elemento. “Essa alta exportação de potássio, quando não é reposta nas quantidades exportadas, pode levar à redução da disponibilidade do nutriente no solo e, consequentemente, à redução de produtividade”, explica Oliveira Júnior.
Deficiência de potássio afeta produtividade
Há algumas safras, a Embrapa Soja tem identificado o aparecimento de sintomas de deficiência de potássio em lavouras de soja no Brasil, como o amarelecimento das folhas superiores da planta causado pela produção insuficiente de clorofila decorrente da falta desse elemento, fenômeno conhecido como clorose.
Além disso, muitas lavouras podem sofrer carência do nutriente sem apresentar sintomas, processo denominado “fome oculta”. De acordo com o pesquisador, é imprescindível manter os teores adequados de potássio, porque o nutriente auxilia as plantas a ampliar a tolerância a estresses bióticos (como insetos-praga, fungos, bactérias) e abióticos (seca e mudanças de temperatura, por exemplo), garante melhor qualidade às sementes e grãos, além de ser responsável por outras funções, fatores que tornam o nutriente essencial à produtividade.
Como funciona o Fast-K
A primeira etapa do método Fast-K envolve a coleta de cinco a dez folhas de soja. A amostragem deve representar a condição média do talhão, ou ainda, contrastando condições e plantas com e sem sintomas, em áreas com suspeita de deficiência de potássio.
A fase de desenvolvimento mais indicada para a amostragem é a mesma da diagnose nutricional padrão (pleno florescimento/início de formação das vagens: estádio R2/R3). “No entanto, para aumentar o espectro de amostragem, a metodologia foi calibrada também para as fase de formação de vagens (R4) e início de enchimento de grãos (R5.1 a R5.3)”, explica o pesquisador da Embrapa.
Após a coleta, as folhas precisam ser pesadas (1,5 a 2,5 g de folhas recém- amostradas) em balança portátil (precisão de 0,1 g e capacidade máxima de 500g). Posteriormente, serão maceradas com uma pequena quantidade de água para se obter uma massa fresca que será passada por um filtro de papel.
A solução líquida obtida será inserida em um aparelho chamado “medidor portátil de íons” (Horiba Laqua twin® ou similar), equipamento capaz de fazer a leitura e determinar a concentração de potássio em amostras líquidas. O detalhamento da metodologia pode ser acessado no hotsite.
O Fast-K pode indicar três estados nutricionais das plantas: 1) deficiência; 2) “fome oculta” (perda de produtividade sem expressar o sintoma de deficiência); e 3) níveis adequados. “A partir do diagnóstico obtido é possível definir as estratégias de manejo nutricional da lavora, ainda na safra corrente”, afirma Oliveira Júnior.
A interpretação dos resultados da análise é feita comparando-se os teores das amostras obtidas a campo com os valores-padrão calculados pela pesquisa a partir de plantas cultivadas com e sem restrições quanto à disponibilidade de potássio. Assim é possível interpretar o valor determinado como “deficiente ou adequado”.
Os especialistas da Embrapa Soja preconizam que a adubação com potássio deve ser bem planejada, visando atender a alta exportação desse nutriente na cultura da soja. A recomendação é que a aplicação seja realizada no sulco de semeadura, desde que a dose aplicada seja inferior a 50 kg/ha de K2O.
Custo da tecnologia
Segundo Oliveira Júnior, o custo para a utilização do Fast-K será de aproximadamente R$ 3.500,00, considerando a aquisição do medidor portátil, balança, entre outros componentes descritos na metodologia. A análise foliar de cada talhão da propriedade tem custo aproximado de R$100,00. O pesquisador ressalta que o Fast-K não substitui a análise foliar realizada nos laboratórios as quais, além do K, diagnosticam o estado nutricional das plantas para os demais macro e micronutrientes.
A importância de monitorar a fertilidade do solo
A produção agrícola depende, entre outros fatores, da disponibilidade de nutrientes de forma equilibrada no solo. O pesquisador Adilson de Oliveira Júnior explica que a avaliação periódica da fertilidade é fundamental para se indicar o nível de nutrientes presentes no solo e sua capacidade de suprir as necessidades das plantas em uma lavoura.
Segundo o pesquisador, a avaliação da fertilidade do solo pode ser realizada de duas maneiras: por meio da análise química de solo ou via análise foliar. No primeiro tipo, são coletadas amostras representativas da propriedade para se avaliar a disponibilidade de macronutrientes (fósforo, cálcio, potássio e magnésio) e o pH do solo (determina o grau de acidez e alcalinidade do solo). “A análise de solo traz informações sobre a disponibilidade dos nutrientes para que o produtor possa utilizar os fertilizantes mais adequados e nas quantidades ideais para cada situação”, relata. “Além de auxiliar na decisão de adubação, indica a necessidade de aplicação de calcário ou gesso, práticas que, respectivamente, neutralizam a acidez do solo e melhoram o ambiente para o crescimento das raízes em subsuperfície”, detalha.
Em complementação à análise de solo, Oliveira recomenda a análise foliar. Essa avaliação é feita a partir das folhas de soja para se quantificar os nutrientes que a planta absorveu e com isso refinar o manejo nutricional da lavoura. A interpretação vai variar de região para região, porque existem tabelas adaptadas para o Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso Sul e uma geral para o Brasil. “A palavra-chave é avaliar, monitorar, remensurar, sempre para verificar se o que foi aplicado está atendendo ao que foi exportado pela planta”, diz o pesquisador.
Micronutrientes também são necessários
Ele destaca também a necessidade dos micronutrientes, que apesar de serem demandados em pequenas quantidades pelas plantas, quando comparadas com as dos macronutrientes, sua importância é igualmente fundamental para o desenvolvimento e produção da cultura.
Os micronutrientes essenciais são boro (B), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo), cobalto (Co) e zinco (Zn). “A utilização de micronutrientes vem ganhando destaque na soja devido ao aumento dos patamares produtivos, do aumento da remoção de diversos nutrientes do solo, do aparecimento de deficiências e do incorreto uso de calcário”, conta.

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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

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A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

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alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.
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Salvaguarda da China à carne bovina impõem teste à estratégia exportadora do Brasil
Medida eleva tarifas, expõe dependência do mercado chinês e pressiona a diversificação dos destinos da carne brasileira.

A decisão da China de impor medidas de salvaguarda às importações de carne bovina adiciona um novo grau de complexidade ao comércio global da proteína e expõe, de forma direta, a elevada dependência brasileira do mercado chinês. A partir de 2026, volumes que excederem a cota de 1,1 milhão de toneladas estarão sujeitos a tarifas que podem chegar a 67%, o que inclui um adicional de 55 pontos percentuais sobre a alíquota já vigente de 12%.

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O impacto potencial é relevante. Em 2025, a China absorveu cerca de 1,7 milhão de toneladas da carne bovina exportada pelo Brasil, respondendo de longe pelo principal destino do produto nacional. O segundo maior mercado, os Estados Unidos, importou pouco mais de 200 mil toneladas de carne in natura no mesmo período, evidenciando a dificuldade de uma realocação rápida e volumosa dos embarques brasileiros.
Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, a necessidade de diversificação dos destinos se torna inevitável, ainda que operacionalmente desafiadora. O relatório destaca que o cenário global de escassez de proteína bovina tende a amortecer parte dos efeitos adversos da medida chinesa, especialmente em um momento em que a oferta mundial encontra limitações estruturais.
Do lado doméstico, a perspectiva é de retração. A projeção aponta para uma queda de aproximadamente 2% na produção brasileira de carne bovina em 2026, o equivalente a cerca de 200 mil toneladas a menos de oferta. Esse volume corresponde a cerca de um terço do excedente que precisaria ser redirecionado caso as compras chinesas repitam, no próximo ano, o recorde observado em 2025. Após quatro anos consecutivos de elevado descarte de fêmeas, analistas não descartam que essa estimativa de redução possa, inclusive, ser conservadora.
No tabuleiro internacional, a imposição das salvaguardas tende a provocar uma reorganização dos fluxos comerciais. Argentina e Uruguai

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receberam cotas superiores aos volumes que efetivamente exportaram para a China em 2025, o que abre espaço para ajustes regionais. Nesse contexto, o Brasil pode ampliar o fornecimento ao mercado argentino, liberando parte da produção daquele país para atender a demanda chinesa.
Os Estados Unidos aparecem como outro vetor relevante. Com o déficit norte-americano de carne bovina projetado em 1,3 milhão de toneladas em 2026, cerca de 100 mil toneladas acima de 2025, há margem para expansão das exportações brasileiras, especialmente após a retirada de entraves tarifários. Ainda assim, esse movimento não seria suficiente, isoladamente, para compensar uma eventual redução abrupta dos embarques à China.
No curto prazo, a expectativa é de aceleração dos envios ao mercado chinês até o preenchimento da cota sujeita à tarifa reduzida. Após esse ponto, pode haver maior pressão sobre os preços do boi gordo, sobretudo em períodos de maior oferta sazonal, como a transição das águas para a seca e o pico dos confinamentos. A avaliação do Itaú BBA, contudo, é de que esses efeitos tendem a ser moderados pela retração da oferta brasileira ao longo do ano e pelas limitações de expansão da produção nos principais países exportadores.
Em síntese, a salvaguarda chinesa funciona como um alerta estratégico. Mais do que um choque conjuntural, a medida reforça a urgência de o Brasil avançar na diversificação de mercados e na consolidação de uma agenda comercial menos concentrada, em um momento em que o ciclo pecuário e o equilíbrio global da oferta impõem limites claros à expansão da produção.
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Leite A2 chega gratuitamente à população e melhora qualidade de vida no interior paulista
Projeto pioneiro beneficia cinco mil moradores em Novo Horizonte e amplia acesso a alimento de melhor digestibilidade.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), foi parte determinante para que a cidade de Novo Horizonte, localizada no interior paulista, distribuísse, gratuitamente, leite do tipo A2 para a população. De acordo com os dados do município, o projeto pioneiro no Estado já beneficiou cerca de 5 mil habitantes, com o fornecimento de mais de 13 mil litros de leite.
Esta variedade é recomendada às pessoas que sofrem com desconforto gastrointestinal ao ingerir a bebida e derivados. Pioneiro na identificação do leite A2 no país, o laboratório de Genética e Biotecnologia do IZ realiza análises que garantem a pureza, possibilitando sua certificação e garantindo mais segurança ao consumidor.
“A parceria foi fundamental para consolidar o que nós temos em Novo Horizonte. O Instituto disponibilizou o espaço (Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Genética e Biotecnologia do IZ) para realizar os exames nas vacas e identificá-las como A1 e A2, além de realizar a aferição da qualidade e pureza do leite A2”, relatou o prefeito da cidade, Fabiano Belentani.

Pesquisador do Instituto de Zootecnia, Anibal Eugênio Vercesi Filho: “Em alguns indivíduos, a BCM-7 é considerada fator de risco, pois pode afetar o processo digestivo e desencadear a inflamação das mucosas gástrica e intestinal” – Foto: Divulgação/IZ-APTA
Inicialmente, o projeto beneficiou os alunos matriculados na rede de ensino municipal e depois se expandiu para os demais setores, como unidades de saúde e postos de assistência social. “Nós fornecemos o alimento na merenda escolar, na saúde para pacientes crônicos e idosos e também na assistência social”, comenta o prefeito.
Como é o caso da senhora Fátima Aparecida, beneficiada com a distribuição do leite A2 no município. Há cinco anos, ela precisou passar por uma cirurgia delicada por conta de um câncer de intestino. Depois do procedimento, Fátima até tentou o consumo da bebida, e somente com o A2 foi possível a ingestão sem ocasionar qualquer desconforto intestinal. “Eu tinha tomado vários tipos de leite, e nenhum deu certo. Até chegar o A2, que foi muito bom para mim, porque, se eu tomo, de fato, não acontece nada: não tenho diarreia, cólica, nem nada”, relata.
Variedade do leite A2
Estimativas apontam que parte dos brasileiros tem algum tipo de problema intestinal com o consumo de leite. O pesquisador Aníbal Eugênio Vercesi Filho, diretor da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Genética e Biotecnologia do IZ, ressalta que, durante a digestão do leite que contém beta-caseína A1, se forma um peptídeo, a beta-casomorfina 7 (BCM-7), e isso pode inflamar o intestino. “Em alguns indivíduos, a BCM-7 é considerada fator de risco, pois pode afetar o processo digestivo e desencadear a inflamação das mucosas gástrica e intestinal, causando sintomas como inchaço, gases, dor abdominal e diarreia. Este peptídeo não é formado com a digestão do leite A2”, menciona.
A nutricionista da Diretoria de Segurança Alimentar da SAA, Sizele Rodrigues, explica que esse problema é muito comum logo nos primeiros anos de vida. “A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é o tipo de alergia alimentar mais comum em crianças até três anos de idade e é caracterizada pela reação do sistema imunológico às proteínas do leite, principalmente à caseína e às proteínas do soro”, aponta.
Sizele ainda ressalta que pesquisas realizadas sobre esta variedade trouxeram resultados positivos, mas é fundamental manter a constância para novas descobertas e confirmações. “Alguns estudos já sugerem diversos benefícios na troca do consumo do leite comum pelo A2, que pode fortalecer a imunidade e evitar o aumento da inflamação e dos problemas gástricos. Esse tipo de leite pode sim ser uma alternativa para pessoas com maior sensibilidade no sistema digestivo, por ser notoriamente de mais fácil digestão”, expõe.
Investimento na Pecuária Paulista de Leite
Com a finalidade de apoiar o desenvolvimento da pecuária leiteira paulista, por meio da modernização de técnicas de manejo e da adoção de tecnologias de produção, a Secretaria de Agricultura, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP), mantém a linha de crédito Leite Agro SP.
Em 2025, mais de 60 produtores foram beneficiados pela linha. “A linha representa uma oportunidade para o produtor modernizar sua atividade, melhorar a qualidade do leite e reduzir custos de produção. Com crédito acessível, em condições diferenciadas, o produtor consegue investir em genética, nutrição e infraestrutura, garantindo mais produtividade e competitividade. É o apoio direto do Governo, por meio da SAA, para fortalecer a pecuária leiteira no Estado e assegurar o sustento das famílias no campo”, destaca o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves.
Além da linha de financiamento para o produtor, a SAA também possui uma iniciativa que permite ao poder público estadual adquirir produtos diretamente de agricultores familiares, por meio de suas cooperativas: o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS). O leite está entre os produtos que integram o programa. Somente este ano, foram mais de R$ 53 milhões em compras públicas da agricultura familiar.



