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Pesquisa demonstra que manejo adequado de bovinos reduz emissões de metano
De acordo com os resultados obtidos na pesquisa, a emissão de metano varia de acordo com a alimentação do animal
No período chuvoso, quando os rebanhos bovinos costumam ser alimentados com ração de boa qualidade, a emissão de metano nos pastos é cerca de nove vezes menor do que no período seco, quando as pastagens são escassas e apresentam menos nutrientes.
Esse é um dos principais resultados da pesquisa realizada pelo analista da Embrapa Meio-Norte (PI) Marcílio Nilton Lopes da Frota em sua tese de doutorado. Trata-se de uma constatação importante, uma vez que contrapõe pesquisas de outros países, que apontam a pecuária brasileira como causadora de impactos negativos ao meio ambiente, devido à emissão de metano pelos rebanhos, em especial o bovino.
A tese de Frota foi apresentada ao Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia, na Universidade Federal do Ceará (UFC) e sua pesquisa foi realizada na região dos Cocais Maranhenses.
Alimentos mais digestíveis provocam menos emissões
De acordo com os resultados obtidos por Frota, a emissão de metano varia de acordo com a alimentação do animal. Quanto menos fibroso e mais digestível for o alimento consumido, menos metano será produzido. Nessa situação, o animal ganha mais peso, leva menos tempo para ser abatido e, consequentemente, diminui o impacto no meio ambiente.
Além da alimentação, a emissão de gás metano no ambiente depende também do sistema de produção. “As propriedades que utilizam o Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), por exemplo, em vez de emitir gases, os sequestra”, ressalta o analista.
Ele cita os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em que o valor médio de emissão de metano entérico para animais de corte jovens é de 56 quilogramas de metano por ano para toda a América Latina. “As críticas à pecuária brasileira advêm do grande número de animais no rebanho (mais de 200 milhões) e dos baixos índices da pecuária extensiva, com tempo de abate superior a três anos e meio”, explica Frota.
Segundo ele, o valor adotado pelo IPCC não é preciso porque os animais não ficam isolados, mas são inseridos em um sistema de produção. “Esses valores de emissão variam ao longo do ano e não podem ser estáticos e pré-definidos para todo o País.” O pesquisador defende que deva ser levada em conta a emissão por quilo de produto gerado, uma vez que o animal pode estar bem alimentado, emitir uma quantidade maior de metano, mas ter um rápido desenvolvimento, ser abatido em menos tempo e assim gerar uma menor emissão por quilo de carne produzido.
Em ILPF, emissões bovinas podem ser anuladas
O especialista acrescenta que, em um sistema sustentável, a exemplo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, com a pastagem feita anualmente e com o capim na fase ideal para consumo, a emissão de metano será menor do que a observada atualmente. “Além disso, nesse tipo de sistema a captação de gases pelo solo poderá anular as emissões dos bovinos”, declara.
Sistemas integrados geram pastos mais nutritivos
O trabalho ressalta a importância dos sistemas silvipastoris, que apresentam pastos com maior valor nutritivo ao longo do ano. Esse foi um dos motivos para a escolha desse sistema para a realização da pesquisa. “O animal perdeu menos energia em forma de metano do que quando criado em pleno sol. Foi emitido, em determinadas épocas do ano, 20% menos metano do que os organismos internacionais estão apontando. Temos que buscar resultados próprios nacionais para discutir no Brasil e no exterior e, assim, evitar que divulguem informações negativas sobre a contribuição da pecuária brasileira para a emissão de metano”, esclarece.
Sistemas de produção de gado de corte com animais adaptados e pastagens bem manejadas têm potencial para apresentar um balanço de carbono positivo, mesmo sem a introdução de árvores, como no sistema Lavoura-Pecuária.
Frota observou, em sua pesquisa, que não houve diferenças na emissão de gases pelos bovinos em sistemas com árvores e em monocultivo na região dos Cocais Maranhenses. A prática de desmatar totalmente a área com a instalação de uma pastagem também não trouxe ganhos na produtividade animal e foi equivalente a um sistema silvipastoril contendo 67 árvores de babaçu por hectare, consorciada com pastagem.
Outras conclusões da pesquisa:
A emissão que ocorreu em algumas épocas do ano foi 20% inferior ao preconizado pelo IPCC. Por outro lado, a presença de árvores no sistema silvipastoril é um fator relevante e incrementa ainda mais a fixação de dióxido de carbono e influencia no balanço final de carbono;
No período seco foi observado o dobro de proteína (em forma vegetal) por hectare na pastagem consorciada em relação ao monocultivo. Isso quer dizer que, além da importância ecológica, esse sistema é relevante também para a atividade pecuária, para a cultura da região e para a população extrativista que vive da coleta de coco babaçu nas áreas consorciadas;
A bovinocultura emite menos Gases de Efeito Estufa (GEEs) do que o estimado pelo IPCC. Constata ainda que sistemas com animais têm se tornado cada vez mais sustentáveis e são capazes, até mesmo, de retirar carbono da atmosfera se manejados com técnicas adequadas.
Fonte: Embrapa Meio-Norte

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Copacol destaca papel do cooperativismo no desenvolvimento regional
No Dia Internacional do Cooperativismo, cooperativa reforça impactos da cooperação na geração de renda, empregos e fortalecimento das comunidades.

Neste 4 de julho, primeiro sábado do mês comemora-se o dia internacional do cooperativismo. Mais do que um modelo de negócios, o cooperativismo é uma filosofia baseada na união, cooperação, participação, distribuição de renda e no desenvolvimento das pessoas e comunidades.
Na Copacol, esses princípios estão presentes no dia a dia e fazem parte de um movimento construído com base na confiança, que fortalece a cooperação, gera conexões entre cooperados, colaboradores e comunidades e impulsiona o olhar para o futuro. Essa é a essência do que a Cooperativa traduz como o Agro que a Gente Vive, um agro feito de pessoas, relações e experiências que se constroem diariamente. Essa vivência contribui para o crescimento dos cooperados, das famílias, dos colaboradores, clientes e fornecedores, além das comunidades onde a Cooperativa está inserida.

Sede e complexo industrial em Cafelândia
Ao longo de sua trajetória, a Copacol se consolidou como uma cooperativa que valoriza o trabalho conjunto, tendo como base a diversificação no campo, com assistência técnica, investimentos em tecnologia, capacitação e oportunidades para que os cooperados desenvolvam suas propriedades com mais eficiência, sustentabilidade e rentabilidade. Os resultados da cooperação retornam aos produtores, fortalecendo um ciclo de desenvolvimento econômico e social no campo e na cidade. Esse modelo de atuação faz da Copacol uma referência no cooperativismo brasileiro.
De acordo com o diretor-presidente, Valter Pitol, na Copacol o cooperativismo é vivido na essência da Cooperativa, presente no dia a dia dos cooperados, suas famílias e colaboradores, além de todos que, direta ou indiretamente, fazem parte desse modelo que transforma vidas. “Nós trabalhamos o nosso Planejamento Estratégico de desenvolvimento e crescimento a cada cinco anos e nele traçamos nossas metas e objetivos para avançarmos no cooperativismo com distribuição de renda, geração de emprego e sustentabilidade econômica, social e ambiental. Com isso, promovemos a transformação na vida das pessoas e das comunidades onde a Copacol atua. Nós comemoramos essa data porque entendemos que, com ética e honestidade, responsabilidade, respeito às diferenças e cooperação, desenvolvemos o verdadeiro cooperativismo, gerando valor para cooperados, colaboradores, clientes e parceiros”, destaca Pitol.
Cooperativismo que faz a diferença
Os impactos do cooperativismo vão além da produção no campo. A Cooperativa gera milhares de empregos, incentiva a educação cooperativista e promove programas à sucessão familiar, ao protagonismo feminino e à formação de jovens lideranças. Essas iniciativas contribuem para a permanência das famílias no campo e para o fortalecimento das comunidades, entre muitas outras ações que reforçam o amplo alcance do cooperativismo e seu papel como agente de transformação social, econômico e humano.
“O cooperativismo é o modelo econômico que gera oportunidades de desenvolvimento pela valorização do trabalho daqueles que se apoiam pela união de forças e traduzem isso em qualidade e competitividade, possibilitando a participação nos mercados mais desafiadores, gerando e distribuindo renda e transformando positivamente a realidade dos que cooperam. Afinal, cooperar muda tudo”, destaca a assessora de cooperativismo, Elizete Lunelli Dal Molin.
A força da cooperação
Outro importante reflexo do cooperativismo está na diversificação das atividades no campo e na distribuição dos resultados. Ao participar das oportunidades proporcionadas pela Cooperativa, os cooperados tornam-se protagonistas do próprio desenvolvimento, construindo uma organização sólida e preparada para os desafios do futuro. Filhos e netos de produtores rurais, o casal Rosana e Valmir Niedzialkoski, moradores de Cascavel e formados em agronomia, decidiram viver o cooperativismo na prática ao retornarem à propriedade de 11 alqueires em Braganey, herdada por Rosana. “Cresci nesse sítio. Minhas melhores lembranças estão aqui: família reunida, todos felizes e muito respeito com a natureza. Isso fez com que eu voltasse ao campo com foco no crescimento por meio do cooperativismo”, recorda Rosana.
Para a Copacol, cooperar significa crescer juntos. Cada conquista é resultado do compromisso coletivo, da confiança entre cooperados e da gestão responsável, princípios que impulsionam o desenvolvimento regional e reforçam o papel da Cooperativa como agente de transformação social e econômica.
Essência cooperativista
Pioneira no Oeste do Paraná, fundada em 1963 pelo visionário Padre Luís Luise e mais 32 agricultores, a Copacol se destaca no cenário nacional como uma das maiores cooperativas do agronegócio, com a participação de 10,5 mil cooperados e 16,8 mil colaboradores. Possui 41 Unidades de Grãos, Insumos e Sementes nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do Paraná. É referência no sistema integrado de aves, peixes, suínos e leite, gerando renda para milhares de famílias na cidade e no campo. Toda a produção vinda do campo é transformada em alimento que ajuda a abastecer o Brasil e mais 86 países. A Copacol encerrou 2025 com faturamento de R$ 11,1 bilhões. A avicultura é o maior negócio da Cooperativa, responsável por 50% do faturamento.
A Copacol faz parte de um movimento que transforma números em impacto na vida das pessoas. Isso é cooperativismo. Isso é Copacol. E isso é o Agro que a Gente Vive.
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Entressafra mantém preços do trigo em trajetória de alta
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, dólar valorizado, baixa liquidez no mercado interno e incertezas no cenário global sustentaram a valorização da saca durante junho.

Os preços do trigo seguiram em alta no mercado brasileiro durante junho, impulsionados pela entressafra, pela valorização do dólar e pelo cenário internacional. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a saca foi comercializada a R$ 69,97 no Paraná em 10 de junho, acumulando valorização de 6% nos últimos 30 dias.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A consultoria aponta que o mercado interno segue com baixa liquidez. Enquanto os produtores mantêm postura mais cautelosa durante a entressafra, os moinhos compram de forma mais seletiva devido à dificuldade de repassar os custos aos preços da farinha.
A valorização do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas. Entre os dias 1º e 10 de junho, a moeda norte-americana avançou cerca de 3%, encerrando o período cotada a R$ 5,19, elevando a paridade de importação do cereal.
No mercado internacional, os contratos futuros do trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram forte oscilação entre maio e junho. As cotações chegaram a superar US$ 6,60 por bushel em meados de maio, mas recuaram para US$ 5,86 por bushel em 11 de junho.
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, a volatilidade foi influenciada pela seca nas planícies dos Estados Unidos durante maio, que elevou os preços. Na sequência, a aproximação da colheita no Hemisfério Norte, o retorno das chuvas nos Estados Unidos e a melhora das perspectivas para a safra da Rússia favoreceram a correção das cotações.

Foto: Freepik
A consultoria destaca que o mercado global continua sensível às condições de produção dos principais países exportadores. Nos Estados Unidos, o trigo de inverno apresentou desempenho abaixo do esperado, enquanto o trigo de primavera registra condições mais favoráveis. Na Rússia, houve melhora recente nas lavouras, embora ainda existam incertezas para o restante do ciclo.
Na Ucrânia, permanecem dúvidas tanto sobre a produtividade quanto sobre a capacidade de exportação da safra, fatores que seguem adicionando incertezas ao mercado internacional.
Já na Argentina, a expectativa é de redução da área cultivada na safra 2026/27 após a forte produção do ciclo anterior. Por outro lado, a boa umidade do solo favorece o plantio, e a redução das retenções sobre as exportações pode estimular novos investimentos pelos produtores.
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Agrária e Castrolanda são homenageadas por trajetória no cooperativismo paranaense
Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná reconhece a contribuição das duas cooperativas para o desenvolvimento do cooperativismo estadual.

As cooperativas paranaenses Agrária e Castrolanda foram homenageadas na noite de quinta-feira (02) durante o Fórum dos Presidentes com o Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná. O troféu, instituído pelo Sistema Ocepar, reconhece as cooperativas que este ano completam 75 anos de atuação, com importante contribuição ao cooperativismo paranaense.
O cerimonial destacou o texto dos dois troféus. No troféu da Castrolanda, está escrito: “Homenagem ao pioneirismo de gerações que transformaram vidas e impulsionaram o desenvolvimento. Obrigado por sua contribuição ao cooperativismo e por ser motivo de grande orgulho por todos nós”.
No troféu da Agrária, está escrito: “Uma história de união, trabalho e pioneirismo da qual temos imenso orgulho. Parabéns pelo legado que alimenta o futuro e fortalece o cooperativismo”.
Ao ser chamado para receber a honraria, o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, chamou os integrantes do conselho da cooperativa para juntos, receberem a homenagem.
“Obrigado, Ocepar e OCB. Para nós, é uma satisfação muito grande receber esse troféu, que vem sendo conquistado há muitos anos. Não é de agora, são 75 anos em que este trabalho vem sendo construído, quando 58 famílias chegaram aqui e com fé e perseverança uniram forças e conduziram seus negócios, sempre confiando no cooperativismo”, declarou o presidente da Castrolanda.
Ao agradecer a homenagem, o presidente da Agrária, Adam Stemmer, fez referência à história dos imigrantes que chegaram em Entre Rios (distrito de Guarapuava), em 1951. “A história de Entre Rios é diferente de todas as outras imigrações, com a cooperativa sendo criada ainda antes de o primeiro imigrante vir para o Brasil e todos os imigrantes eram obrigatoriamente sócios da cooperativa”, contou.
Fórum dos Presidentes
O Fórum dos Presidentes tem como anfitriã a Cooperativa Castrolanda, em celebração pelos seus 75 anos. A abertura aconteceu no Moinho Castrolanda com cerca de 200 dirigentes cooperativistas e lideranças políticas.
A mesa oficial foi composta pelo presidente da cooperativa anfitriã, Willem Berend Bouwman; o presidente do Conselho Deliberativo da Ocepar, Luiz Roberto Baggio; o governador em exercício do Paraná, Darci Piana; o presidente do Conselho de Administração da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e o ex-ministro da Agricultura, ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional e da OCB, Roberto Rodrigues.
O governador em exercício, Darci Piana, falou sobre o respeito e admiração que tem pelas cooperativas. “Vocês são imprescindíveis para a nossa agricultura, para o nosso estado e para o nosso país. Também importantes para o mundo, como diz o nosso governador Ratinho, vocês alimentam o mundo”, frisou. Piana lembrou do exemplo as seis cooperativas da região que se uniram para criar a Maltaria Campos Gerais que desencadeou uma sequência de investimentos que trouxeram emprego e renda para o Paraná. “Muito obrigada pelo trabalho que vocês fazem pelo nosso estado”, concluiu.
